Notas dos Filmes
Meu AdoroCinema
    Praia do Futuro
    Média
    3,4
    247 notas e 80 críticas
    distribuição de 80 críticas por nota
    14 críticas
    27 críticas
    15 críticas
    14 críticas
    3 críticas
    7 críticas
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    80 críticas do leitor

    Mariano N.
    Mariano N.

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    2,0
    Enviada em 16 de maio de 2014
    Um roteiro perfeito, a história de um homem que ao fazer determinadas escolhas tem que abrir mão de coisas e de pessoas importantes. O grande problema é a maneira como essa história foi contada. Poucas palavras em diálogos bem sucintos, deixando que as ações e as expressões dos personagens "falem" por eles, a ideia é muito valorosa mas no filme parece que não funcionou perfeitamente pois não fica muito nítido as intenções dos personagens. O que Donato, o salva vidas, sente por Conrad (o alemão salvo do afogamento)? Amor, paixão, desejo? Logo não dá pra entender por que motivo ele abandonou a família e o emprego pra seguir, ou pra fugir, com o alemão. Jesuita Barbosa mais uma vez demonstrou seu perfeito talento, construindo bem o personagem Ayrton um jovem amargo, magoado mas ao mesmo tempo ainda ama pelo irmão e que foi capaz de atravessar o Atlântico para cobrar do irmão explicações pelo abandono. É tudo muito aleatório, é tudo muito confuso. O filme tinha tudo pra dar certo mas algo ficou faltando. O que foi? Nem isso dá pra saber!!
    Domingos O.
    Domingos O.

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    5,0
    Enviada em 2 de junho de 2014
    Um filme denso, profundo e intimista. Da solar Fortaleza à nublada Berlin, Karim Aïnouz filmou marcante do cinema brasileiro. O trio de atores impressiona pelas palavras não pronunciadas. Destaque para a força do olhar de Jesuíta Barbosa.
    xicopires
    xicopires

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    3,0
    Enviada em 16 de maio de 2014
    Como sempre Wagner Moura um ótimo ator! Só por ele já vale assistir "Praia do Futuro". Fugindo de qualquer estereótipo, o filme mostra dois homens comuns e gays, daqueles que você nunca apontaria como tal. Essa é a melhor característica do filme, que mostra homens como qualquer outro e isso independe da sua sexualidade. A fotografia do filme é muito boa, por outro lado a monotonia impera em 90% do filme. Não há ação - e não estou fando de ação tiroteio ou corridas não, falo da ação humana. Parece que o personagem Donato é um "maria vai com as outras", sem personalidade que abandona inexplicavelmente a família (não existem cartas, e-mail, telefone na Alemanha??) que tanto gostava, em pró de um "amor" que é baseado no sexo - em nenhum momento há declarações de amor no filme - e em troca de um emprego que ele mesmo não gosta muito. Não há emoção, não há ação nos personagens, a música de fundo em algumas cenas chega a dar sono, enfim, falta personalidade ao filme. Falta emoção, arrepio. Uma pena. Impossível não citar o recente nacional "Hoje eu quero voltar sozinho", perfeito na emoção e no tempo.
    Lucas E.
    Lucas E.

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    4,0
    Enviada em 13 de novembro de 2015
    Filme incrível. Fotografia maravilhosa, atuações maravilhosas, trilha sonora espetacular, um filme sem preconceitos, sem filtros. Os filmes brasileiros deveriam ser mais como este. Super recomendo .
    Walker M.
    Walker M.

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    4,5
    Enviada em 23 de maio de 2014
    Você sabe quando um filme fez e fará diferença na sua vida quando percebe que todos já saíram da sala e você ainda está lá, sentado, olhando para enorme tela que agora já está sem projeções. Praia do Futuro me ganhou por uma narrativa sem melação, esteriótipos e ações desnecessárias. De uma beleza visual única. Narrativa singular. Personagens apresentam sexo entre homens. Brigas de homens. Dores de homens. O filme é tão bruto quanto sua narrativa, seus personagens. Não há espaço para esteriótipos. Os sentimentos são traduzidos em ações e expressões. Expressões estas que fazem Ayrton (Jesuíta Barbosa) roubar a cena no terceiro e último ato. O medo do herói aqui é sintetizado em passividade e submissão. Omissão. seu irmão diz "(..) Enquanto você dava o cú escondido no Pólo Norte" para falar o que ele fazia enquanto era esperado. A falta de afeto é substituída em fortes cenas de sexo. Cenas apenas de respiração ofegante e olhares tensos. Corpos à mostra. Olhares misteriosos que dizem mais do que pensam. Há grandes espaços de tempo sem história e fica à sua vontade entender o que aconteceu. Quando Karim Aïnouz lançar seu próximo filme, estarei na primeira fileira pra ver mais um história avassaladora.
    F. V. Fraga
    F. V. Fraga

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    4,0
    Enviada em 3 de junho de 2014
    FÃ CULT - Um Blog para Fãs de Cultura. Uma reconstrução da figura do herói que discute sexualidade e revela um país intolerante. FVFRAGA & PCFRAGA - Canoas, 01/06/2014.
    Jr M.
    Jr M.

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    4,0
    Enviada em 24 de maio de 2014
    Muito bom. Belo drama! Filme com tempo diferente e muito sensorial!
    Fabricio A.
    Fabricio A.

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    4,5
    Enviada em 23 de maio de 2014
    Praia do Futuro é o primeiro filme gay brasileiro realmente honesto. Longe das caricaturas estabelecidas em ficções que não traduzem a vida, e, se o fazem, atingem uma ínfima parcela. E por que tanto estranhamento? Por que Brasileiro está acostumado a ver a homossexualidade ser figurada por personagens humorísticamente afeminados, ou que precisam da vilania ou da beleza para se estabelecerem. Não se pode ser um homossexual comum. Como eu e você somos comuns. É como se fosse preciso um “plus” que disfarçasse essa condição. Tal qual muitos homossexuais tem se válido durante toda sua vida diante do mundo. Precisam ser engraçados, ou entendedores de moda, ou belos, ou engajados, ou... Ponto pro diretor, que fez de seu personagem um ou NADA. Ele apenas É.
    Frê L.
    Frê L.

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    5,0
    Enviada em 25 de maio de 2014
    #PraiadoFuturo é filme interessante com os talentosíssimos Wagner Moura e Jesuíta Barbosa como seu irmão no Drama. Além do ator alemão Clemens Schick . Wagner Moura traz densidade e ousadia pro personagem. Este, pra achar sua praia, assumir quem realmente é e encontrar seu FUTURO precisa se reinventar. Por medo? Por coragem? Acho que os dois se intercalando. Recheado de cortes secos, nada no filme é óbvio, como a vida, sempre trazendo mudanças inesperadas e conflitos. A realidade não precisa fazer sentido e o que acho bacana é que nele a ficção mostra que também não tem essa necessidade. #RECOMENDO
    Eduardo Santos
    Eduardo Santos

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    3,5
    Enviada em 16 de maio de 2014
    Gosto muito do trabalho do Wagner Moura. Ele é um ator que se entrega em seus projetos e faz personagens bem diferentes uns dos outros. Passando desde o icônico Capitão Nascimento, de Tropa de Elite, passando por outros personagens bem distintos como nos filmes A Busca, Cidade Baixa, Saneamento Básico, Elysium e O Homem do Futuro, só pra citar alguns, ele sempre demonstra um talento indiscutível. Aqui não é diferente. Seu personagem em Praia do Futuro é bem complexo e difícil. Trata-se de um homem de poucas palavras, que é um heroi que falha logo na primeira sequência do filme. Donato (Moura) é um salva-vidas que trabalha na praia que dá nome ao filme e pela primeira vez não consegue resgatar um homem que morre afogado. Daí, sua jornada é bastante dura, pois ele tem dificuldades de lidar com isso e com a realidade que o cerca. Ele se apaixona por um gringo alemão (Clemens Schick, também muito bem em cena), amigo do homem que não conseguiu salvar, e parte para Berlim viver uma nova vida longe da família, tentando esquecer todos os problemas deixados pra trás. Só que nem tudo são flores em Berlim, e tudo fica ainda mais tenso com a chegada de seu irmão mais novo (Jesuíta Barbosa), que vai atrás do irmão que abandonou a família procurando uma satisfação que nem mesmo Donato sabe explicar. Basicamente o filme é isso. Uma busca por respostas onde quase nada é respondido. O filme foca bastante na beleza plástica das imagens. As cenas na praia são lindas demais, assim como algumas cenas em Berlim, onde há uma drástica mudança no clima do filme, muito mais frio, não só no clima chuvoso do local, mas nos tons mais sombrios das ambientações, apesar de mostrar lugares belíssimos como uma aquário fantástico (que faz qualquer um ter vontade de conhecer). O filme soa meio estranho por ser bem parado, não há muita ação. Os personagens falam pouco e suas ações são mais expressivas do que suas palavras. Esse ritmo lento cansa um pouco, e algumas cenas parecem bastante desnecessárias. A impressão que dá é que algumas cenas ficam deslocadas, e embora os personagens se expressem pouco por meio da fala, por vezes nem mesmo suas ações dizem algo de significativo. Os personagens são introvertidos, com dificuldade de expressarem seus verdadeiros sentimentos, e nem sempre as imagens se fazem claras para transpor isso. Algumas coisas que acontecem no filme são simplesmente inexplicáveis como o surgimento de uma arma de brinquedo durante uma paquera do personagem de Jesuita, ou desnecessárias como a cena de nudez de Wagner Moura ao saborear uma maçã na cozinha (precisava ele estar pelado, gente?), e o final em aberto, que deixa mais perguntas que respostas na tela, fazem com que o filme provavelmente não seja muito apreciado pela grande massa. Ainda assim, o filme tem muitos bons momentos e tecnicamente é muitíssimo bem realizado, com uma elenco fantástico e irretocável. Um filme estranho, que não é para todo o público e gosto, mas que tem grandes qualidades artísticas, mesmo que por vezes maquiadas por uma pretensão exagerada de ser cult.
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