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    Boca de Ouro
    Boca de Ouro
    1963 / 1h 43min / Drama
    Direção: Nelson Pereira dos Santos
    Elenco: Jece Valadão, Odete Lara, Daniel Filho
    Nacionalidade brasileira
    Usuários
    3,0 1 nota
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    Sinopse e detalhes

    Prepotente e cruel, Boca de Ouro (Jece Valadão) mandou arrancar todos os dentes perfeitos, substituindo-os por uma dentadura de ouro. Ele também cultiva o sonho de ser enterrado num caixão de ouro, só para compensar o trauma de ter nascido numa gafieira e de ter sido abandonado pela mãe numa pia de banheiro. O repórter Caveirinha (Ivan Cândido), designado para descobrir a verdadeira história do marginal, resolve entrevistar sua ex-amante Guigui (Odete Lara), que conta três diferentes versões da vida do bicheiro. Em todas elas estão envolvidos Leleco (Daniel Filho), um malandro desempregado, sua mulher Celeste (Maria Lúcia Monteiro) e três ricaças.

    Distribuidor Fama Filmes
    Ver detalhes técnicos
    Ano de produção 1963
    Tipo de filme longa-metragem
    Curiosidades 4 curiosidades
    Orçamento -
    Idiomas Português
    Formato de produção -
    Cor Preto & Branco
    Formato de áudio -
    Formato de projeção -
    Número Visa -
    Pela web

    Elenco

    Jece Valadão
    Personagem : Boca de Ouro
    Odete Lara
    Personagem : Guigui
    Daniel Filho
    Personagem : Leleco
    Ivan Cândido
    Personagem : Caveirinha
    Ficha completa

    Fotos

    Curiosidades das filmagens

    Tudo por Jece Valadão

    Para bancar o filme com Jece Valadão, Jarbas Barbosa vendeu o enorme Impala. Só que o carro fazia parte dos objetos de cena do filme. Ele então correu à empresa para pedir o veículo recém-vendido, para a realização de uma nova cena.

    Troca de Filmes

    Em 1962, Nélson Pereira dos Santos preparava-se para filmar Vidas Secas, quando as chuvas começaram no Nordeste. O diretor queria uma paisagem árida e deserta e as locações escolhidas estavam verdejantes. Foi quando o ator Jece Valadão, na época casado com uma irmã do diretor, fez o convite para o cineasta dirigir Boca de Ouro.

    Peça Homônima

    O filme é baseado na peça homônima de Nelson Rodrigues.
    4 curiosidades

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    Comentários

    • Andries Viljoen
      O filme Boca de Ouro representa a primeira adaptação de uma peça teatral de Nelson Rodrigues na cinematografia nacional. O projeto, de 1963, foi idealizado por Jece Valadão, popular ator surgido nos anos 50, e que após o enorme sucesso do filme Os Cafajestes (1962, de Ruy Guerra), que protagonizara com Daniel Filho, buscava encontrar uma oportunidade onde pudessem voltar a contracenar, aproveitando a consolidação da fama de ambos na busca de polposas bilheterias. Jece Valadão era então casado com Dulce Rodrigues, irmã de Nelson Rodrigues e teve a idéia de adaptar uma das tragédias cariocas do cunhado (que o considerava o ator perfeito para suas peças). Escolheu aquela que contava a história do mítico bicheiro de Madureira, que ostentava uma dentadura de ouro e preparava um caixão do mesmo metal; os dois principais signos de seu poder, real ou pretenso.Mais uma grande obra do Nelson, porém, pouco lembrada. Li recentemente que foi um filme que encomenda, o que teria causado certa rejeição dos apreciadores do cinema autoral. Vale a pena ser visto, pela narrativa ágil e pelo ótimo desempenho do elenco. Jece e Odete valorizam qualquer obra!Li num conhecido site sobre cinema que Nelson Pereira dos Santos teria desistido de iniciar as filmagens de Vidas Secas para atender o pedido do seu cunhado Jece Valadão, que queria aproveitar o sucesso do clássico Os Cafajestes, e embalar esta adaptação do polêmico dramaturgo Nelson Rodrigues para o cinema. Na verdade, Valadão era casado com Dulce Rodrigues (casaram-se em 1957 e viveram juntos por 14 anos), portanto, era cunhado de Nelson Rodrigues e não do Nelson, o cineasta. De resto, é verdade que Boca de Ouro é a primeira adaptação de Nelson Rodrigues às telas. O próprio Jece Valadão sempre afirmou com orgulho que ele lançara o dramaturgo no cinema, assim como também sempre disse que foi ele também que lançou Plínio Marcos com o filme Navalha na Carne, 1969 (a primeira versão com o diretor Braz Chediak); sendo que a segunda versão seria filmada em 1997 com Neville de Almeida na direção. Outras afirmações são meias verdades, já que o motivo principal de Nelson Pereira dos Santos desistir das filmagens de Vidas Secas e aceitar dirigir o filme de Valadão era o fato de que estaria chovendo no nordeste e o diretor queria uma paisagem árida e deserta, e as locações escolhidas estavam verdejantes, o que era uma bênção para os nordestinos, mas não para o diretor deste afamado clássico nacional. Outro ponto é que o Boca de Ouro foi rodado em 1962, mas lançado ao cinema só no ano seguinte. Acontece que ao final das gravações Valadão estava totalmente quebrado e acabou vendendo os direitos do filme para Jarbas Barbosa (que já era um dos produtores do filme), sócio do Herbert Richers. Valadão sempre afirmou que vendeu o Boca de Ouro por um Volkswagen, e que este fora o primeiro carro que ele teve. Ele que comprara o direito de filmar esta tragédia de Nelson Rodrigues, se desfez de forma trágica e melancólica dela. Também é interessante acrescentar que para poder bancar o filme, o produtor Jarbas Barbosa vendeu seu carro Impala. Só que o carro fazia parte dos objetos de cena do filme; então, ele teve de pedir o veículo recém-vendido emprestado para poder refazer algumas cenas. Coisas do cinema brasileiro.Sobre o roteiro adaptado da peça de Nelson Rodrigues podemos dizer que se o tema central, com o malandro e marginal Boca de Ouro dominando todo o filme, é original (até que alguém me prove o contrário), a forma de contá-la, não. Já que em 1950, Akira Kurosawa já havia utilizado esta forma de narrativa repetida (Rashomon, 1950), quando se contava a mesma história de ponto de vista diferente. Tirando este fato, o filme é uma soberba e triste analogia do submundo de uma sociedade comandada pelo poder da violência e da corrupção, quando os mais fracos, e por vezes, covardes, são humilhados e esmagados. Jece Valadão faz um personagem mais marginal do que malandro. Aliás, há quem diga que o malandro é um mito, mas o marginal é real. Mas isso não desmerece a ótima atuação de Valadão, que consolidava cada vez mais o seu personagem de cafajeste, que ele até assumiria na vida real. Mas o motivo que me fez assistir o filme e dar uma estrela a mais do que ele mereceria, é a soberba atuação de Odete Lara, eterna musa deste nosso sofrido, controvertido e polêmico Cinema Nacional.Interessante notar as diferenças de perspectivas e visão de mundo entre o NÉLSON Rodrigues (dramaturgo da peça) e o NÉLSON Pereira dos Santos (Diretor do filme)... Uma boa obra, um bom filme.
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