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De Roberto Cunha
Quem se divertiu com o seriado da televisão e com o filme Os Normais, tem grandes chances de gostar de Os Normais 2 - A noite mais maluca de todas. E o motivo é óbvio: Rui (Luiz Fernando Guimarães) e Vani (Fernanda Torres) estão de volta. Por outro lado, se você integra o time dos que ficaram meio incomodados com o excesso de sexo nos diálogos do casal nos últimos anos, prepare-se porque esse longa se alonga sobre o tema. E é a três. O aviso está dado.
O filme começa com os dois cantando num karaokê (?!) o sucesso do cantor Rick Martin ("Living' La Vida Loca"). Só que a letra da música, claro, foi modificada e seu conteúdo e conotações são totalmente sexuais. E tão logo acaba a apresentação, eles emendam num papo sobre, adivinha o que? Sexo. E é aquilo. Se antes, eles discutiam a relação de uma maneira mais cerebral (fizeram sucesso com isso na primeira temporada), agora, como já disseram nas ruas é "tchaca tchaca na buchaca". Os dois vão direto ao ponto. G ou não. E sempre com trocadilho.
Depois de debater no banheiro das mulheres sobre a escassez de sexo na relação com Rui, Vani descobre que a solução para os dois está no número três. E assim, um famigerado ménage à trois, uma fantasia sexual de homens e mulheres, é o caminho encontrado para esquentar o relacionamento deles que anda muito morno. Rui e Vani partem para a caçada numa aventura no melhor estilo Jack Bauer do seriado "24 Horas". Afinal, Os Normais 2 - A noite mais maluca de todas, como o título já entrega, começa numa noite, vara a madrugada e termina na manhã seguinte. Sem sapatinho de cristal.
Os diálogos são totalmente desprovidos de freios e palavras como xoxo.., piro.., xere.., entre outras, surgem aos montes. Uma coisa que se nota claramente em Os Normais 2 - A noite mais maluca de todas é a descambada para o besteirol. Embora o filme seja garantia de diversão, algumas de suas cenas são descartáveis e não fariam falta. Pelo contrário, elas sobram e até quebram o riso. Um exemplo claro é a cena da bengala enfiada no pavilhão retofuricular de um paciente do hospital. Bizarra e ridícula. O galo fálico da prima Silvinha (Drica Moraes) também é gratuito.
Por outro lado, algumas sacadas são de tirar o chapéu. Sob o pretexto de que precisavam encontrar um bisexual para participar da farra, os dois vão parar numa festa onde se ouve da rua: "É Bi! É Bi!" Animados, eles penetram na comemoração e a abordagem tentando descobrir quem seria a "bi" rende boas risadas. Sem contar o fato de que Vani dá uns tapas (calma... sadô só no próximo filme) num cachimbo da paz, fica doidona e diverte com suas paranóias durante a festa.
E o nonsense toma conta da história depois que os dois conhecem uma francesa (Mayana Neiva) e "entendem" o que ela diz do jeito que eles "imaginavam" como seria aquela noite. Assim, quando a gringa diz que procura uma empregada (femme de ménage), eles vibram com a descoberta. O mesmo acontecem quando ela fala sobre crianças (bons enfants) e a dupla pensa logo no buzanfã. O mesmo acontece com "le cou" e "rendez vouz", devidamente traduzidos por eles. Mas nada se compara a entrada de um bicho preguiça na história, rendendo advertência brincalhona na tela (como aquelas dos ministérios, etc). E bom mesmo é o diálogo de Rui com o traficante de animais. Rápido, rasteiro, mas muito divertido.
Com elenco conhecido em várias participações, os destaques vão para a coreografia axé de Cláudia Raia e o amigo Iurinei (Daniel Dantas). Dois bons momentos. A trilha rende homenagens à Raul Seixas e As Frenéticas. Entre as curiosidades, uma propaganda de Iguabinha no display do táxi que conduz Rui e Vani. Deve ser alguma sacanagem com aquela região. Merchandising ?! Será?
O filme tem ritmo e a direção de José de Alvarenga Jr. é coerente. As barrigas do roteiro acontecem em poucos momentos quando o exagero toma conta. Não fosse este ponto, a transa, quer dizer, a trama seria perfeita. Vale o ingresso para quem vai sozinho, devidamente enrabichado ou ainda duplamente acompanhado. Afinal de contas, são tempos modernos. O menáge chegou no cinema. Veja você. ... Mas olhar já é coisa de voyeur. Humm... que paranóia. Isso não é normal.
De Joss Whedon
Com Robert Downey Jr., Chris Evans
Ação
De Jon Hurwitz, Hayden Schlossberg
Com Jason Biggs, Alyson Hannigan
Comédia
De David Foenkinos, Stéphane Foenkinos
Com Audrey Tautou, François Damiens
Romance
De Rupert Sanders
Com Kristen Stewart, Chris Hemsworth
Filme - Fantasia
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