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Parece que o roteirista e o diretor pretendiam realizar uma "saga" de mulheres afro-descendentes, mas perderam-se ao juntar tantos personagens e dramas em um só filme. O drama das sucessivas gerações se sobrepõem, mas não se articulam. Parece que o diretor tinha um argumento, mas não realizou uma obra inteira. A relação entre as duas irmãs protagonistas não se impõe como fio condutor, pois é cortada por uma série de personagens, alguns bastante secundários. O drama se enfraquece assim. Infelizmente, ainda não foi desta vez que o o cinema afro-brasileiro teve sua obra-prima. Salvam-se a comovente atuação de Milton Gonçalves, a força luminosa de Ruth de Souza e Leia Garcia. Thaís Araújo mostrou que tem um talento puro e natural. E, se mantiver um caminho correto, será uma das grandes atrizes brasileiras do século.
Adicionado em 04 de jan de 2003 às 00h00 Denunciar um abuso
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