SERGIO LUIZ DOS SANTOS PRIOR
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1.5 - Ruim
As gerações mais recentes talvez não tenham o referencial necessário para poder saborear esta sátira dos cassetas (Bussunda, Hélio de la Peña, Hubert, Beto Silva, Claudio Manoel, Marcelo Madureira e Reinaldo) à ditadura militar nas décadas de 60 e 70. Os cassetas atiram para todos os lados com o seu humor-metralhadora. Militares, jovem guarda, organizações esquerdistas, ninguém escapa do sarcasmo dos mentores das organizações Tabajara. O general é um fraco, até a esposa manda nele. O guerrilheiro que se auto-intitula Wladimir Illitch Stalin Tse Tung Guevara é tratado pela sua mãe como se fosse uma criancinha (leva leitinho quente e bolachas para ele não ficar fraco, avisa-o para não se desagasalhar, pois poderá se gripar). Che Guevara estava mais interessado em transar com a filha do general (Maria Paula) do que preocupar-se com os ideais da revolução. Peixoto Carlos, paródia de Roberto Carlos, é um aspirante a cantor que teve suas idéias roubadas por outro colega de profissão. Algumas piadas são ótimas. O erro dos senhores casseta foi o de ter simplesmente levado para o cinema os quadros que eles fazem semanalmente para a televisão. Falta coesão ao filme que mais parece uma colcha de retalhos. E a maquiagem no Carlos Alberto Torres e no Jairzinho é horrível. Eles parecem ter saído do ventre da Derci Gonçalves. Já que se tratava de uma brincadeira não havia necessidade de tal atrocidade. Os senhores cassetas devem burilar melhor os seus projetos antes de lançá-los no mercado.
Adicionado em 07 de jan de 2003 às 00h00
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