Frescor do passado
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De Roberto Cunha
Uma comédia tem que ser engraçada. O mérito do filme é exatamente o sentido literal da expressão "casa da mãe Joana" que o diretor Hugo Carvana (O Maior Amor do Mundo) e o roterista Paulo Halm (Amores Possíveis) conseguiram impor na história e ao seu ritmo.
O filme tem forte influência da chanchada brasileira e Carvana parece ter certa predileção em retratar uma visão cáustica da sociedade brasileira. Basta rever sua obra como diretor nos longevos Vai Trabalhar, Vagabundo (1973), Vai Trabalhar, Vagabundo 2 - A Volta (1981), produções premiadas com vários Kikitos, Se Segura Malandro (1978) e O Homem Nu.
A abertura, com leve inspiração sonora em Henry Mancini (A Pantera Cor-de-Rosa), é de bom gosto e já dá uma dica de que tiveram cuidado com a produção. Não é uma regra, mas isto denota preocupação e um exemplo fácil de lembrar são as antológicas aberturas de James Bond.
Casa da Mãe Joana mostra quatro pilantras que levam a vida numa boa por conta de pequenos golpes, mas um revés coloca a maré mansa dos caras de pernas pro ar. Surge uma dívida enorme para ser paga e aí o roteiro planta um festival de absurdos e as barbaridades vividas por eles fazem com que a história ganhe contornos surrealistas.
Com uma estrutura muito similar a de um sitcom, com poucas externas e ações centradas em um apartamento, o longa prende o espectador e faz rir. Pode não ser uma obra-prima (na verdade o humor é raso), mas a missão está cumprida. E o "pegador" PR (Paulo Betti), em dado momento, parece carregar o filme nas costas, protagonizando cenas insólitas de um garoto de programa "bem passado" disposto a tudo para fazer dinheiro e livrar a turma da tal dívida.
"> Paulo Betti ">O elenco, egresso da televisão, não compromete porque Paulo Betti (A Grande Família), José Wilker (Dona Flor e Seus Dois Maridos), Pedro Cardoso (Redentor), Antonio Pedro Jorge e Laura Cardoso (Primo Basílio) são talentosos na telinha e na telona. E a produção conta ainda com o eterno parceiro Cláudio Marzo (O Xangô de Baker Street), Agildo Ribeiro, ícone do humor brasileiro, numa participação sacana como um aposentado draq queen (fazendo uma "boquinha" desnecessária para a caracterização) e mais Arlete Salles, Roberto Maya, Beth Goulart, Malu Mader (Sexo com Amor?), Fernanda Freitas e Juliana Paes.
O roteiro faz algumas citações de Psicose na trilha sonora e gestual da divertida neura da mãe de PR, e também do seriado "Jeanie é um Gênio" nos delírios do escritor Montanha (Antonio Jorge).
Destaque para o som, que no cinema nacional sempre foi um problema e no filme de Carvana passa incólume. Dá para ouvir todos os barulhos que os personagens fazem e suas falas. Portanto, sem gritar muito, dá para dizer que Casa da Mãe Joana é ponto positivo para o cinema brasileiro.
De Joss Whedon
Com Robert Downey Jr., Chris Evans
Ação
De Jon Hurwitz, Hayden Schlossberg
Com Jason Biggs, Alyson Hannigan
Comédia
De David Foenkinos, Stéphane Foenkinos
Com Audrey Tautou, François Damiens
Romance
De Rupert Sanders
Com Kristen Stewart, Chris Hemsworth
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