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O Globo
Andam em fase de escassez as comédias românticas capazes de falar de amor com maturidade, sem abrir mão do mel. Frente à recente carência do gênero, "A sorte em suas mãos" ("La suerte en tus manos"), do argentino Daniel Burman, habilita-se como uma exceção poética.
CineClick
"A Sorte em Suas Mãos" sustenta seu poder de atração nos defeitos e possíveis falibilidades de caráter de seus personagens. Um risco, em se tratando de comédias românticas, mas que Burman consegue driblar a contento.
Cineplayers
Daniel Burman é de fato um mestre nas pequenas crônicas familiares que se desvelam no cotidiano das relações. [...] No entanto, é como se Burman nesse filme [...] não acreditasse na potência do seu cinema...
Cineweb
Sem o excesso de açúcar das comédias românticas hollywoodianas, "A sorte em suas mãos" não perde contato com um certo realismo, que aproxima seus personagens das pessoas comuns, facilitando sua identificação com o público.
Omelete
Numa sociedade do sucesso como a brasileira, [...] "A Sorte em Suas Mãos" é um alienígena. Suas cenas de cantoria memorialista, suas três gerações de portenhos unidos no sing-along, podem parecer cafonas apenas, mas elas carregam uma visão do mundo que tem muito a acrescentar à nossa.
The Hollywood Reporter
A trama é estranhamente forçada, mas este romance argentino acaba sendo agradável na maior parte do tempo.
Zero Hora
Como é recorrente em sua obra, Burman faz do acaso e da cultura judaica elementos com relevo na trama. O diretor também incorpora à narrativa um interessante componente musical, o que parece deixar Drexler mais confortável no correr da história ao lado de ótimos parceiros de elenco [...]
Rubens Ewald
As razões porém que fizeram as pessoas do júri gostarem do filme podem ser as mesmas que levarão outros a despreza-lo, já que também pode ser visto, como confuso, forçado, artificial, pouco engraçado, nada romântico (não espere muito fãs do gênero).
Variety
Os vários elementos do filme - sexo, judaísmo, integridade da pessoa e pôquer - nunca se completam inteiramente, mesmo se não é por falta de tentativa do diretor.