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Babel
Média
4,0
384 notas e 36 críticas
11% (4 críticas)
14% (5 críticas)
28% (10 críticas)
33% (12 críticas)
11% (4 críticas)
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36 críticas do leitor

victoria vl
victoria vl

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2,5Regular
Enviada em 07/08/10

Para mim o que faz um filme ser bom, antes mesmo do enredo e da atuação dos atores, é o fato de fazer voce parar para pensar, e isso Babel faz e muito! O filme nos deixa a pensar sobre o preconceito humano nas suas diversas formas - o preconceito com relação à pobreza (os pobres são tratados como bicho sem nem mesmo ter a chance de se defender e os ricos saem impune), o preconceito para com os deficientes físicos e a maneira com que eles vivem excluídos no seus grupos restritos e sem grande interação no resto da sociedade; retrata também a tristeza, que existe independente do nível social; as drogas e o efeito artificial da felicidade que passa minutos depois e a tristeza reaparece; e o mais importante é o fato de mostrar a realidade do mundo de uma maneira impactante, dando ênfase ao gritante contraste que existe entre as sociedades contemporâneas, isso é mostrado através de imagens da vida cotidiana de cada sociedade - no marrocos mostra pessoas comendo com as mãos e esse fato entra em contraste com a sociedade japonesa e suas tecnologias de alto nível; a americana com nojo da água no Marrocos relata a forma como as sociedades ocidentais vêem as orientais; a sociedade americana em contraste com a mexicana enfatizando a questão de dois países vizinhos serem absurdamente diferentes (isso é mostrado de uma maneira até engraçada através da reação dos meninos americanos ao chegar no Mexico) e a infância dos meninos marroquinos em contraste com a infância dos meninos americanos, são diferenças gritantes que deixa o expectador impactado. Enfim, eis um grande filme que só não é apreciado por pessoas comodistas e indiferentes a condição humana atual.

Lucas Alcântara
Lucas Alcântara

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5,0Obra-prima
Enviada em 12/08/16

Obra-prima. Essa é uma das únicas palavras que pode se tornar adjetivo aos trabalhos do diretor Alejandro González Iñárritu. O mexicano que veio a estourar recentemente com Birdman (Ou a Inesperada Virtude da Ignorância) (2015) e deu a Leonardo DeCaprio a oportunidade de ganhar o Oscar com O Regresso (2016) já vinha provando talento impecável desde o início dos anos 2000. E não fugindo de exemplos, a dramaturgia Babel (2006), na qual o diretor repete pela terceira vez parceria com o roteirista Guilhermo Arriaga, se aplica ao conceito de obra-prima em todos os aspectos possíveis. O país é Marrocos e dois irmãos, Ahmed (Said Tarchani) e Youssef (Boubker At El Caid) possuem um rifle em mãos para proteger as ovelhas dos chacais. Quando vão experimentá-lo acabam acertando num ônibus e mal imaginam que a bala na verdade acertara uma turista americana: Susan (Cate Blanchett) que estava de viagem com o esposo Richard (Brad Pitt). Então várias ações se desencadeiam e o filme começa a mostrar como a ação dos dois irmãos afeta a vida de pessoas em vários pontos do mundo — de Marrocos ao Japão. O filme de Añárritu foi indicado pela Academia a sete Oscar's e não é por menos: Babel se torna um dos melhores filmes do diretor ultrapassando até em alguns aspectos o recente O Regresso. Para o cinéfilo disposto a gostar do filme, o longa deixará a sensação de que nunca viu algo igual desde a trilogia O Poderoso Chefão de Francis Ford Coppola — sim, pode acreditar! Vamos começar aos poucos. O filme claramente é uma visão do diretor quanto ao mundo de como ele é atualmente — não no sentido literal. Com a ação dos dois irmãos marroquinos, vemos a herança Bush dos Estados Unidos da América se arrastar através da mídia e dos governos, que é nada mais que a paranoia do governo americano com ataques terroristas. E sendo assim vemos o governo rodando o mundo — literalmente — para achar os culpados e não medindo crueldades com os suspeitos enquanto a vítima agoniza de morte numa vila e a ajuda médica prometida pela Embaixada demora a chegar. E para terminar ainda há a mídia americana [Spoiler] noticiando que tudo finalmente acabou bem, sendo que do outro lado globo uma criança inocente morrera baleada aos olhos do pai e do irmão [Spoiler]. Outro núcleo da história se passa no México; após a bala ser disparada contra Susan, nos Estados Unidos a babá Amelia (Adriana Barraza) terá que ficar com os filhos dos patrões: Debbie Jones (Elle Fanning) e Mike (Nathan Gamble). A coisa desanda quando Amelia tem que comparecer ao casamento do filho mas não podendo deixar as crianças ao relento terá de levá-las junto ao México e com elas atravessar a fronteira. E através da decisão de Amelia, diretor e roteirista mostram como uma "simples" atitude gera uma proporção de grandes catástrofes. E todas elas se devem visivelmente, a partir da visão de Alejandro e Guilhermo Arriaga, quanto a imigração ilegal de mexicanos para os Estados Unidos, que ao atravessarem uma fronteira sem passaporte se tornam criminosos e sua submissão ao país imperialista. Em poucas cenas o filme nos mostra o absurdo que é a situação do país e da personagem Amelia tanto a confusão gerada por um problema até que simples. E por último mas não menos importante temos o núcleo da história que se passa no Japão através do personagem Yasujiiro (Koji Yakusho) e sua filha surda Chieko (Rinko Kinkuchi); embora a bala disparada pelos irmãos não afete tanto a vida da família, Iñárritu e Guilhermo Arriaga bebem de uma fonte cultural para mostrar a alienação da adolescência japonesa e como ela desnuda a sociedade oriental, deixando um vazio nos adolescentes, vazio este que a personagem de Kinkuchi tenta desesperadamente preencher mas ao desenrolar do filme apenas aumenta. E apesar da vida de Chieko e de seu pai se destoar um pouco do resto da história e de se tornar mais como uma surpresa para o resto do filme, o núcleo que se passa no Japão não incomoda em nenhum aspecto. E pode acreditar, Iñárritu trabalha como ninguém a vida adolescente — ao mesmo tempo que bebe do pano de fundo cultural — e não se torna clichê em nenhum ponto. endo assim, mesmo não usando uma linha de raciocínio cronológica para contar a história — indicando que talvez o filme esteja brincando com o elemento do fuso-horário —, Alejandro González Iñárritu e Guilhermino Arriaga costuram sua produção e traduzem a mensagem que querem transmitir através do título: as divergências globais e linguísticas, causa dos maiores problemas que cercam o filme e como tantas ações, mesmo que distantes, podem estar relacionadas a outras. Tudo isso constrói um roteiro sólido, bem amarrada e redondinho que desenvolve no alto nível de excelência seus personagens, trabalhando relações humanas e suas atitudes de maneira impecável. A direção de Iñárritu colabora ainda mais prendendo o espectador e fazendo com que ele preste atenção a cada mínimo detalhe do filme e se sinta na obrigação de acompanhar até o final a drama, criando assim um ótima clima de tensão. E provando que sabe o que está fazendo, o diretor usa linguagens matafóricas impecáveis, chegando a abrir o filme com o marroquino carregando o rifle para vender a família dos irmãos Ahmed e Youssef: dos sons do passo a fotografia escura o vendedor acaba se tornando a imagem da Morte. As atuações também são brilhantes e já que dispensam comentários o ponto alto vai para as crianças que dão um bom rendimento e um show de atuação que enriquece ainda mais o longa. Brad Pitt e Cate Blanchett ótimos atores que são, embora com poucas linhas de diálogos com atitudes traga o público para dentro do filme e faz com que ele acredite o quanto ruim a situação está. E para fechar o conjunto temos a trilha sonora, que com algumas notas de violão e de piano se encaixa na estética do filme e aumenta a carga dramática que ele carrega nas costas. Talvez os americanos não aprovem o filme por um detalhe simples: não se vê muito da língua inglesa e Iñárritu comete mais um acerto. Fazendo uma obra-prima cinematográfica e elegante, Babel não só se concretiza na sétima arte mas também a carreira do diretor mexicano, que dedica o filme aos seus filhos, e do roteirista Guilhermino Arriaga. É impossível não se emocionar — de tensão a preocupação — com cada cena de um dos melhores trabalhos de Iñárritu. Nota: 10/10

Carlos
Carlos

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5,0Obra-prima
Enviada em 26/12/11

...Lindo filme desse ótimo diretor. Trilha sonora maravilhosa. Filme muito inteligente que mostra que estamos interligados com todas as pessoas e seres do planeta. Uma coisa banal que eu faço aqui no Brasil, repercute e pode mudar a vida de uma pessoa na China, por exemplo, sem eu nem ter conhecimento da existência dela e nem ela da minha. Humano, inteligente...babel é uma obra-prima do cinema moderno. NOTA 10...vale a pena assitir! tenho o dvd em casa e verei novamente.

Senhor Ivan
Senhor Ivan

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3,5Bom
Enviada em 04/08/15

O trabalho de Alejandro Iñarritu parece ser tão difícil,com uma variedade de lugares,fotografias bem diferentes,e também,muitos personagens.Babel é interessante,do começo ao fim,pelo o modo que é tratado.Com inteligência,história cruzadas,que afetam a vida de cada um dentro do filme.E todos se apresentam perfeitamente bem,não pode dá atenção só para os astros,Brad Pitt e Cate Blanchett.Os outros em cena,mostram precisão,destaque para Gael Garcia Bernal,que se junta ao bom time do elenco.

Willian P.
Willian P.

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3,5Bom
Enviada em 13/11/14

Tanto o roteirista como o diretor do filme são mexicanos, envolvidos em uma produção que chamou a atenção por retratar temas como diversidades de culturas e relações humanas. O principal destaque do filme é, realmente, a trilha sonora. Consegue passar a ideia da globalização e de como o mundo tem uma vastidão de culturas que direta ou indiretamente possuem uma conexão.

noir75
noir75

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5,0Obra-prima
Enviada em 17/09/11

Ótimo filme. Para mim superou os outros dois. Exceto pela cena idiota do menino se masturbando(não precisava de mais esse recurso para demonstrar que o menino é um vilão - mas que depois de redime)o filme é lindo pela grande humanidade de seus personagens. Nunca vi cenários, ações, falas e protagonistas se entrelaçarem de maneira tão harmoniosa. Há uma espécie de "efeito borboleta" nas ações dos seus personagens, com naturalidade e verossimilhança. O que há de fantástico neste filme é a naturalidade das coisas absurdas, a fatalidade que perdura no cotidiano até a tomada de decisão em prol do outro. O filme também fala de uma fraqueza humana que paradoxalmente se torna uma força disponível quando se ajuda alguém mais fraco.

Lucimaraâ„¢
Lucimaraâ„¢

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0,5Horrível
Enviada em 22/08/11

Por serem três histórias distintas, mas que obviamente se ligariam de alguma forma, acreditei que seria um bom roteiro. Inteligente. Mas, quando terminou, percebi que perdi mais de duas horas pra nada. A melhor história é a do casal, onde a personagem da Cate é atingida por um tiro disparado por dois irmãos no Marrocos. E ainda assim, a história é fraca. A história no Japão é horrível e sem proposito: uma surda/muda tarada que tenta transar com todo mundo, seja dentista, seja policial. No final a idéia não faz nenhum sentido. Fico mais aliviada por ter assistido na TV. Assim, não gastei mais do que meu tempo. Decepção e arrependimento total.

Anderson_Aguiar
Anderson_Aguiar

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1,0Muito ruim
Enviada em 28/02/06

Não vale nenhuma de suas indicações ao oscar, destarte muito provavelmente não levará nenhum prêmio da academia. Avaliemos caso a caso. Na categoria de melhor atriz coadjuvante: Adriana Barraza não convence em seu sofrimento após abandonar as crianças no deserto, assim como o papel de surda e muda da atriz Rinko Kikuchi também foi fraco em seu desempenho, ao contrário, a pequenina Abigail Breslin de 10 anos de idade no filme Pequena Miss Sunshine encanta, comove e convence, sendo assim, favorita para ser a mais nova atriz a receber um prêmio da academia. Na categoria melhor roteiro original: O que tem de original nesse roteiro? São vários curtas-metragens de muito baixo nível que tiveram a sorte de serem interligados, aliás, mal interligados, fazendo com que algumas pessoas que não entenderam o filme, fizessem elogios sem conteúdo. Nessa categoria estão os dois melhores roteiros originais que são Pequena Miss Sunshine e o filme mexicano O Labirinto do Fauno. Já na categoria Melhor Trilha Sonora Original, seria talvez, a única chance do filme Babel arrematar uma estatueta, se não fosse a beleza da trilha sonora de A Rainha e de O Labirinto do Fauno. Na categoria Melhor Montagem, Babel não tem chance contra Os Infiltrados e tampouco contra o Diamante de Sangue. Na categoria Melhor Direção: Inarritu chegou com truques antigos de movimentação de câmera, momentos surdos também são truques antigos, ou seja, apesar de dirigir um filme difícil, isso não dá merecimento ao prêmio de melhor diretor, principalmente quando está infrentando diretores e filmes muito melhores e filmes brilhantes, acredito que o vencedor do prêmio de melhor diretor será Stephan Frears pelo filme A Rainha, ou então Clint Eastwood pelo brilhante filme Cartas de Iwo Jima.. esses são os dois favoritos a ganhar este prêmio, embora eu considere o Martin Scorsese acima desses, mas eu não posso esquecer que os críticos da Academia sempre desvalorizam o trabalho desse grande mestre. Na categoria melhor filme: Acredito que deu para perceber o quão fraco é o filme Babel e que, certamente, os favoritos são Os Infiltrados e Pequena Miss Sunshine. A não ser que ocorra alguma "marmelada" nesse Oscar, Babel não receberá nenhum prêmio porque não merece. Filme pobre, fraco e inexpressivo.

mario
mario

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1,5Ruim
Enviada em 26/02/06

O filme caiu num lugar comum. O seu lado bom é chamar a atenção para problemas que, apesar de não serem atuais, ainda preocupam a sociedade mundial. Não sai da mediocridade porque não apresenta exemplos de como as injustiças apresentadas podem ser combatidas. Não traz referência de atitudes que podem melhorar esse estado de coisas. Ser pessimista no diagnóstico é admissível, mas deixar de apresentar otimismo em soluções é inaceitável. Pela repercussão, sem dúvida que poderia ser melhor.

Vagne L
Vagne L

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4,0Muito bom
Enviada em 28/08/18

As múltiplas histórias contadas simultaneamente, sem furo no enredo, por si só já valeria 4 estrelas. Porém a narrativa de várias culturas diferentes, vivendo seu medos, dores e problemas foi um presente para todos os que gostam de um BOM filme.

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