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    Vingadores: Era de Ultron
    Críticas AdoroCinema
    3,5
    Bom
    Vingadores: Era de Ultron

    Eles estão de volta!

    por Lucas Salgado

    Os vários filmes baseados em quadrinhos nos últimos 15 anos já nos ensinaram muitas coisas sobre a fórmula. Uma delas é que o primeiro filme serve mais de introdução, enquanto que o segundo já bota pra quebrar. Vingadores: Era de Ultron confirma a premissa em poucos segundos. Desde o primeiro instante, o espectador é jogado numa cena de ação mirabolante que conta com a participação de todos os Vingadores. Não há tempo a perder. O grupo já se conhece e trabalha lado a lado. Ponto.

    Vingadores: Era de Ultron - FotoIsso é ótimo e eletrizante, mas infelizmente esta sequência inicial não funciona muito bem. É tanta ação e tanta coisa acontecendo ao mesmo tempo que tudo parece artificial. A impressão é que estamos diante de um videogame e não de um filme. Tem muita ação, mas tudo parece falso. Felizmente, isso acaba ainda nos primeiros instantes, quando os personagens diminuem o ritmo e tudo pode ser acompanhado mais tranquilamente.

    Diretamente ligado aos acontecimentos em Os Vingadores - The Avengers e Capitão América 2 - O Soldado Invernal, e sem ignorar o que ocorre em Agents of S.H.I.E.L.D., Agent Carter e até mesmo Guardiões da GaláxiaVingadores 2 coloca o grupo frente a frente com uma grande ameaça. Sistema de inteligência artificial criado por Tony Stark para proteger o planeta, Ultron vê a salvação da Terra diretamente ligada a destruição dos Vingadores. A partir daí, Homem de Ferro, Thor, Capitão América, Hulk, Viúva Negra e Gavião Arqueiro terão que deixar suas diferenças de lado para mais uma vez salvar o dia.

    Com 2h22 de duração, o filme consegue distribuir bem seu tempo, oferecendo grandes cenas para todos os seus heróis, incluindo os estreantes Mercúrio (Aaron Taylor-Johnson) e Feiticeira Escarlate (Elizabeth Olsen). É realmente impressionante que o filme tenha conseguido lidar com tantos personagens, contando ainda com nomes que até então estavam restritos aos universos solos dos heróis, como o Máquina de Combate (Don Cheadle), o Falcão (Anthony Mackie), e Heimdall (Idris Elba).

    Vingadores: Era de Ultron - FotoAlgumas coisas continuam iguais... Robert Downey Jr. é o alívio cômico, Mark Ruffalo investe num Banner angustiado com o potencial destrutivo de seu lado verde e por aí vai. A principal novidade é o maior espaço dado ao personagem do Gavião, interpretado com muito esforço por Jeremy RennerScarlett Johansson também ganha mais tempo em cena, talvez num indicativo de que o tão falado filme-solo da Viúva Negra pode enfim sair. Chris Hemsworth cumpre bem o papel do Thor e ainda protagoniza alguns momentos de humor excelentes.

    O elenco conta ainda com nomes como Samuel L. JacksonCobie SmuldersAndy SerkisHayley AtwellStellan Skarsgård. Mas o grande destaque da equipe é James Spader. O veterano ator, que hoje em dia faz sucesso com a série The Blacklist, arrasa ao emprestar sua voz para o vilão Ultron, que é permanentemente ameaçador, muito por causa da voz. O detalhe mais interessante com relação ao vilão é que ele é aterrorizante, mas também demonstra um grande senso de humor, criando um paralelo muito interessante com Tony Stark.

    A introdução do Mercúrio e da Feiticeira Escarlate é muito bem feita, embora seja curioso vê-los não sendo chamados de mutantes por questões legais, uma vez que os direitos dos X-Men pertencem à FOX. Problemas jurídicos à parte, os dois personagens ficaram bem legais e complexos.

    Joss Whedon tem todos os méritos e é um dos principais responsáveis por todo este mágico universo de super-heróis que vemos em cena. O diretor, no entanto, não trabalha bem o 3D, que parece mais uma opção comercial (ingressos mais caros!) do que de linguagem. Não há uma cena em que a profundidade funcione de forma além da básica na produção.

    Vingadores: Era de Ultron - FotoResponsável também pelo roteiro, Whedon se sai bem ao oferecer ao espectador uma importante discussão sobre inteligência artificial, algo muito debatido nos dias de hoje, com nomes como Stephen Hawking e Bill Gates se revelando contrários a busca por uma AI.

    Com algumas cenas de ação que deixariam Michael Bay orgulhoso (o que não é muito bom), o filme parece não perceber que os momentos mais empolgantes são aqueles em que temos um respiro. Os fãs têm tudo para se deliciar com a obra, que conta com uma bela trilha sonora composta por Danny Elfman, que em nada lembra os temas sombrios compostos para Tim Burton

    The Avengers: Age of Ultron (no original) deixa o caminho pronto para Capitão América 3 e as duas partes de Vingadores: Guerra Infinita. É esperar para ver.

    Observação: a sessão para a imprensa não contou com cena após os créditos, mas há uma sequência durante os créditos. Então, nada de sair correndo da sala.

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    Comentários

    • Roberto Gilnei Jr.
      Errado. O Ultron é um vilão com potencial de destruição enorme! A execução (roteiro) do filme é que falhou.
    • Roberto Gilnei Jr.
      Curioso. Eu não sou fã e gostei. Mas é claro que o filme tinha potencial para mais.
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