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    A Parte dos Anjos
    Média
    3,6
    23 notas e 7 críticas
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    7 críticas do leitor

    cinetenisverde
    cinetenisverde

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    3,0
    Enviada em 17 de janeiro de 2017
    O diretor Ken Loach consegue extrair tensão nesse suposto drama britânico, como podemos constatar durante um leilão de Wisky e logo antes em uma sequência noturna particularmente inspirada. Essa capacidade, no entanto, parece rivalizar com sua vontade de fazer comédia, que também funciona, mas ao preço de perdermos o gênero inicial. A leveza que ele aplica no resto da história flerta perigosamente com o seu reducionismo. Dessa forma, não é possível desenvolver melhor a relação entre o admirador de uísques e seu protegido, e o aprendizado deste é resumido em 10 segundos de uma cena dele cercado por diversos livros sobre a bebida.
    Valdemir P.
    Valdemir P.

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    2,5
    Enviada em 20 de junho de 2014
    The Angel´s Share, 2012 ( vencedor do Prêmio do Júri em Cannes), título doce, convidativo, fisgou-me de imediato. Comedidamente comédia. Roteiro, direção, fotografia nada excepcionais. Enredo despretensioso, atores medianos. Ao contrário das películas hollywodianas, nada maniqueísta. Mas assim como aquelas, um tanto piegas. Mas gostosinho, com belos flashs de inspiração. A parte dos anjos é aquela evaporação do uísque (2%) nos barris de carvalho em que são depositados para envelhecer. Bonita alusão: os anjos são recompensados pelo próprio uísque pelos cuidados que a eles dedicam. Sim, sem anjos nas proximidades dos barris, como imaginar que o uísque se torne o que sabe-se que é? Uísque, claro, é coisa dos deuses. Afinal, estamos na Escócia, Glasgow especificamente. O que pode acontecer quando um barril de muitíssimos anos contendo um fino uísque é encontrado, indo a leilão (que termina com uma oferta de mais de um milhão de libras)? E se uma trupe de delinquentes leves, obrigados a trabalhos comunitários como penas pelos seus delitos recentes, ensinadas à degustação de uísque pelo seu tutor sensível e solidário, se envolver no leilão de uma maneira inusitada? Este o enredo, cujo pivô é o casal formado pelo pobretão e delinquente Robbie (Paul Brannigan) e pela riquinha mimada, mas decidida, Leonie (Siobhan Reilly), que têm um filho e a oposição da família dela para ficarem juntos. Ou seja, Romeu e Julieta regados a uísque de qualidade máxima. O que mais pode querer um anglo-saxão? Final feliz para o casal, para cada um dos delinquentes regenerados (?) da trupe, para Thadeus (Roger Allam), o caçador de raridades etílicas escocesas, mas especialmente para o régia e sensibilissimamente recompensado Harry (John Henshaw). Tudo vale a pena, mesmo quando a garrafa é pequena: uma para beber, uma para vender, uma para presentear um amigo (quem assistir, entenderá).
    Mario Rene S.
    Mario Rene S.

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    4,0
    Enviada em 20 de janeiro de 2014
    Alguns filmes alternativos são tão bons que mereceriam uma produção de alto nível. No caso deste filme uma produção relativamente de baixo custo conseguiu alguns premios como o de melhor diretor em Cannes e Bafta de melhor ator revelação para Paul Brannigan. Mas o mérito do filme está na maneira de contar o destino de jovens desajustados quando se unem por um ideal comum. Diferente e divertido.
    Sidnei C.
    Sidnei C.

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    3,5
    Enviada em 4 de agosto de 2013
    O veterano diretor Ken Loach é famoso por dramas de conteúdo político e social, cujos títulos incluem Kes, Agenda Secreta, Terra e Liberdade e Ventos da Liberdade, premiado com a Palma de Ouro em Cannes, em 2006. Por isso, causou surpresa o diretor apresentar esta comédia leve e despretensiosa. Embora divertido e bastante humano, seu filme tem a estrutura de algum clássico filme de roubo a banco. Com uma pitada do genuíno humor inglês e uma história extremamente simples, mas com personagens cativantes, A Parte dos Anjos retoma elementos presentes no sucesso-surpresa do cinema inglês Ou Tudo ou Nada (1997). Um bando de jovens fracassados, com problemas com a justiça, todos condenados a prestar serviço alternativo, se encontram e acabam por conquistar a simpatia e a proteção de Harry, um especialista amador de whisky. Esta união, e o início do interesse pelo mundo da bebida tipicamente escocesa despertada por Robbie, acabarão levando-os a arquitetar um plano que poderá resolver seus problemas financeiros e dar um novo sentido a suas vidas marginalizadas. O significado técnico do título "A parte dos anjos" é explicado durante uma visita a uma destilaria, mas também metaforicamente se aplica aos personagens do filme, "anjos de cara suja" como no antigo clássico de Hollywood, pequenos bandidos e encrenqueiros mas de bom coração que vivem à margem da sociedade mas almejam como todos, nas palavras de Robbie, "um carro, um emprego e uma família".
    Fernanda M.
    Fernanda M.

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    3,5
    Enviada em 13 de março de 2013
    Ken Loach traz de novo uma crítica às condições sociais da Grã-Bretanha. Dessa vez a história acontece em Glasgow, Escócia, onde um grupo é obrigado a fazer trabalho comunitário como punição por pequenos delitos. Eles passam a conhecer juntos os detalhes e características dos tipos de whisky, tendo Robbie, o protagonista, um talento especial para a desgutação da bebida, e a partir dessa deixa o filme desenvolve-se. Os personagens são pessoas simples, nenhum deles possui uma personalidade intrigante, mas mesmo assim o filme prende a atenção. O roteiro tem alguns pontos meio soltos, passagens que não fica muito claro como aconteceram ou porque aconteceram. Mesmo assim o filme vale a pena ser visto, nem que seja para curtir o inglês escocês do elenco.
    Juarez Vilaca
    Juarez Vilaca

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    3,5
    Enviada em 8 de março de 2013
    Um bom filme, com bons atores pouco conhecidos, bem dirigido, com um ótimo enredo e uma história diferente. Mostra uma Inglaterra sem maquiagem ou fotoshop, com cidades com suas ruas comuns em bairros simples de pessoas normais e muitas carentes. Prédios sem pinturas, com portas remendadas e gente dormindo em um colchão no chão. São realidades escondidas nos grandes filmes comerciais, onde tudo reluz, é limpo, caro e chic. Os personagens também são pessoas simples, sem super poderes ou genialidades. O final mostra que pequenos desvios de personalidade também são comuns em países tidos como civilizados, ninguém é totalmente puro e santo, como todos tão carecas de saber. O título dá um duplo sentido, faz parte da cultura dos produtores de whisky, e pode se referir aos adolescentes de rua, perdidos na sociedade do trabalho e do consumo. Vale a pena assistir, esse tipo de filme é raro.
    mishkinha
    mishkinha

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    4,0
    Enviada em 8 de março de 2013
    Muito bom! Adoro como o Ken Loach passou recentemente a aplicar suas conviccoes politicas nas comedias. E muito eficiente e inteligente! Otimo exemplo de como resolver os problemas de forma comunitaria. Licao de solidariedade.
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