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Deus da Carnificina
Média
3,8
248 notas e 18 críticas
11% (2 críticas)
39% (7 críticas)
28% (5 críticas)
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18 críticas do leitor

Sílvia Cristina A.
Sílvia Cristina A.

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5,0
Enviada em 20/02/13
Polanski tem um senso de crueldade raro, encontrado em um grupo seleto de cineastas. Ele sabe colocar o dedo bem fundo nas mazelas humanas , fazendo jorrar o pus de nossas hipocrisias , perversões , loucuras e dicotomias de todas as naturezas. "Deus da carnificina" como qualquer comédia inteligente tem um subtexto muito triste e cáustico: faz parte do DNA humano massacrar uns aos outros . Somos maus e por isso precisamos de tantas regras de boa convivência ; para não pularmos na jugular de ninguém em nome das nossas ideias de paz. Sobre o estilo do filme , Polanski já provou em outras obras que domina muito bem a linguagem cinematográfica e se em "Deus da carnificina" optou por um estilo teatral é porque talvez este fosse o único jeito ou o mais eficiente para contar a história que ele se propôs a contar. Os personagens encerrados no apartamento proporcionam o clima claustrofóbico necessário ao desenrolar da discussão infrutífera , regada a insultos tão ácidos quanto o vômito da personagem de Kate Winslet. E por falar em teatro, o filme conta com quatro atores no mínimo excelentes que fazem o texto fluir em um crescente delicioso, entre a ironia sutil até a histeria patética. O filme começa intencionalmente e tensamente tranquilo ( me parece a parte mais angustiante de todo o filme) ; com uma raiva contida que nos remete a Buñuel e ao "Anjo exterminador". Os personagens não conseguem se retirar do apartamento nem se livrar das máscaras sociais. A mãe do agressor finge se importar com a atitude do filho e o pai nem finge pois ser cínico já é o seu papel social. O casal do agredido também se contém, mas desde a primeira cena é possível perceber a tensão que domina a personagem de Jodie Foster. A casa é cheia de detalhes que nos remetem ao mundo encantado da classe média. Os livros de arte de Penelope e o celular de Alan fazem uma espécie de contraponto icônico de duas realidades que convivem diariamente: de um lado , o apreço por uma cultura formalista e bem superficial. Do outro, o gosto descarado pelo ganhar dinheiro a qualquer custo. A primeira tem um véu de dignidade. A segunda é niilista mesmo. Porém, no final das contas , tudo se mostra sem saída , pelo menos num plano humano. O hamster abandonado pelo personagem de John C Reilly também me remeteu a Buñuel e às agressões que o ser humano inflige aos animais e a todos que são mais frágeis. Merece destaque as tulipas amarelas que a personagem de Jodie Foster compra para receber as "visitas"; um belo índice da artificialização das relações sociais e humanas que tenta nos redimir e nos definir por meio de pequenos rituais e ostentações. Os diálogos são um show à parte; ao lado dos atores são o ponto alto do filme, que nos surra com um jogo de palavras igualmente divertido e irritante. O que mais nos irrita no filme e na vida real é o mais divertido, como por exemplo, o celular de Alan que não para de tocar ; a conversa que vai de ponto algum a nenhum lugar ; a raiva contida de Penelope; o cinismo de Alan; a falsa delicadeza de Nancy e a falta de fibra de Michael que só consegue agredir à sua esposa. Ninguém é santo; ninguém merece aplausos. Até mesmo a culpabilidade integral do menino agressor é questionável. Embora nada justifique um ato de brutalidade , não se sabe ao certo o que gerou o seu gesto. É realmente uma barbárie em que ninguém está totalmente inocente , nem mesmo Penelope , que acredita sinceramente estar bem intencionada; outro elemento que merece destaque. Penelope se deixa levar por valores superficiais , mas acredita neles , não os simula, e está aí, talvez , o grande drama do filme: como podemos enganar a nós mesmos. Realista , cruel e extremamente inteligente!
Tom B.
Tom B.

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5,0
Enviada em 04/05/13
O filme é nitidamente barato. Não precisou usar nenhum artifício de superprodução para prender sua atenção o tempo inteiro. A impressão é de que você está num teatro assistindo a uma peça. O cenário é praticamente o mesmo do começo ao fim, a casa de um dos casais. Poucos atores, muito diálogo e nada de efeitos especiais. Um filme riquíssimo em conteúdo. A vontade era de que não terminasse nunca.
Adriano C.
Adriano C.

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4,0
Enviada em 26/12/14
Sensacional... Pra quem não conhece o enredo da peça...(na qual o filme foi baseado) trata-se do seguinte: Dois garotos, colegas de escola, brigam e um agride o outro. Os pais de ambos...na tentativa de uma conciliação para resolver o problema se reúnem para discutir o assunto. É claro que a situação sai totalmente do controle. É interessante ver a forma como os personagens são desconstruídos. A educação e a pose de "conciliadores", gradativamente vai dando lugar à impaciência e à grossa sinceridade. Um duelo de interpretações magnífico e hilário, onde o talento de Kate Winslet, John C. Reilly, Jodie Foster e Christopher Waltz se sobressai. Kate Winslet...bêbada...está muito engraçada. Ótimo...
Fabio P.
Fabio P.

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3,5
Enviada em 16/07/13
Alguns dos meus amigos vem me perguntando o que estou assistindo nas Férias, bem, deixei um pouco as séries e me entreguei aos filmes. Um no qual gastei bons momentos, de riso e de reflexão foi O Deus da Carnificina. Não que o Roteiro seja surpreendente, ou que tenha uma originalidade genial, pelo contrario, no decorrer dos diálogos, já consegue prever as reações das personagens. Mas o que compensação então? Ótimas interpretações, diálogos engraçados e inteligentes, bons enquadramentos da cena e a reflexão das convenções que estabelecemos a NÓS mesmos. Compensa para aqueles que curtem cinema e teatro, já que neste filme estão bem unidos.
Estevan Magno
Estevan Magno

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2,0
Enviada em 26/05/13
Uma peça de teatro adaptada ao cinema, obviamente o texto é excelente e o roteiro também, isso tudo sem falar do elenco de primeira escalado. A adaptação é boa, mas não temos o mesmo olhar que temos ao assistir a peça. Como cinema o filme é chato e muito cansativo, o filme se baseia em discussões entre dois casais que estão preocupados com as atitudes de seus filhos na escola. A discussão leva o filme inteiro e não tem fim; muitas ideias foram trabalhadas nas entrelinhas, como por exemplo: a tecnologia em nossas vidas, a edução vem de berço, entre outras. Ficou muito cansativo pois no teatro a atmosfera é outra, até mesmo para Drama este filme perde e muito. Muito fala e pouca "ação", não é preciso efeitos especiais para um bom filme, mas é preciso um bom começo e um bom clímax, pois se não, vai acabar como "O Deus da Carnificina".
Maryjane R.
Maryjane R.

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0,5
Enviada em 30/07/14
Tipo de filme que você vai até o final só pra conferir se te surpreende... cansativo, monótono, um diálogo sem fim que todo mundo corre em alguma hora na vida... enfim não recomendo nem pra conferir as atuações de atores fantásticos que só desperdiçam seu talento com uma historinha tão sem graça....
Jairo D.
Jairo D.

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4,0
Enviada em 02/09/17
“Deus da Carnificina” é um filme menor de Polanski, porém não significa que seja pior que seus filmes anteriores, pelo contrário, é um ótimo filme. Polanski demonstra que mesmo fazendo filmes completamente diferentes no tamanho, ambientação e na escala, sente-se à vontade para achar o tom que cada filme necessita. Recomendado
Caio C.
Caio C.

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4,5
Enviada em 18/09/16
Deus da Carnificina, de Román Polanski. (2011) Baseado na peça Le Dieu du Carnage da escritora francesa Yasmina Reza, Deus da Carnificina é um filme quase que 100% teatral, o que, para aquele que não é acostumado com o teatro, pode tornar cansativo. E de fato, a impressão que o filme passa na primeira meia hora é que é de um filme lento e monótono, mas aquele que resistir a essa longa introdução se encontrará com um roteiro recheado de diálogos repletos de acidez, sarcasmo e críticas implícitas à sociedade burguesa americana. A trama do filme gira em torno de uma briga de crianças no Parque Brooklyn Bridge, que é mostrada durante os créditos de introdução do filme, sem diálogos, apenas com uma trilha sonora em um plano aberto. A partir daí, os pais do menino agressor, Nancy (Kate Winslet) e Alan Cowan (Christoph Waltz), vão até a casa do agredido para resolver civilizadamente com os pais da vítima, Penelope (Jodie Foster) e Michael Longstreet (John C. Reilly). O filme se passa basicamente todo dentro do apartamento dos Longstreets, o que da a sensação de claustrofobia, porém é compreensível por ser um filme altamente teatral. Por se tratar de um único cenário, a direção poderia ter sido pobre. Porém a habilidade de Polánski por trás das câmeras da às cenas a perspectiva metafórica que explica a intenção do roteiro. Quase em todas as cenas do filme são enquadrados pelo menos dois personagens, o que passa a ideia de binariedade, dois lados, dois pensamentos. O filme não tem trilha sonora, na verdade, tem apenas na introdução e no encerramento, mas as falas incessantes não tornam isso um problema. A falsa cordialidade dos casais nos diálogos iniciais traz um desconforto ao espectador, que passa a torcer pra que aquela situação termine o quanto antes (o que obviamente não irá e nem poderia acontecer). No momento em que o casal visitante parece que finalmente irá dar fim àquele quadro incomodo, o casal anfitrião para manter a conduta educada, do ponto de vista da sociedade ocidental, os convida para um café e os visitantes aceitam, iniciando tudo de novo de maneira cada vez mais tensa. Os defeitos de cada personagem são perfeitamente trabalhados e a atuação de todo o elenco, com destaque para, o vencedor de dois oscars, Cristoph Waltz, fortalecem ainda mais o ponto mais forte do filme, o roteiro. Quando as máscaras começam a cair entramos numa sequência sem fim de falas grosseiras e sinceras, o espectador esquece toda a monotonia presente até então e passa a ficar embevecido com a narrativa do filme. Apesar da excelência do roteiro, no decorrer da película percebemos que a trama principal é o menos importante para o enredo. Ela serve apenas para iniciar um conflito muito mais abundante entre os casais. Porém, as sub-tramas recheiam o roteiro de genuinidade. O trabalho de Alan como advogado da indústria farmacêutica, a preocupação de Penelope com a miséria na áfrica, a inspiração dos homens no modelo John Wayne de machão, entre outras coisas, tornam o que era pra ser uma conciliação através de uma conversa civilizada entre adultos, em uma disputa mais infantil que a dos próprios garotos que iniciaram isso tudo. Outro ponto a se destacar é a guerra de sexos que a discussão entre os quatro se torna a partir de um ponto da história, que é quando ambos os casais despejam na tela os problemas conjugais e familiares que cada um dos quatro sofre. É interessante ver que da mesma forma que o filme se inicia (num plano aberto no Parque Brooklyn Bridge com uma trilha sonora no fundo) ele termina, só que as crianças, que haviam brigado no inicio, dessa vez estão brincando. Deus da Carnificina é um filme que começa dramático e chato, mas com o desenrolar do enredo se torna uma comédia negra de grande qualidade como a sinopse prometera. Filme assistido em 18/09/2016.
caloni
caloni

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4,5
Enviada em 07/10/15
Não há seres complexos demais neste filme, mas ideias antagônicas construídas através de quatro performances que ecoam até a duração do próximo argumento. Não há agressão física que consiga se comparar a um embate de ideias que, diferente dessa, nunca termina quando um dos lados cai no chão.
danilo s
danilo s

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3,5
Enviada em 15/07/15
Um filme construído diferentemente de muitos que eu vi e a chance de ver o Waltz e a Foster em papeis nunca visto antes.
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