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4,1
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Cada revista ou jornal tem seu próprio sistema de avaliação, que será adaptado ao sistema AdoroCinema, de 0.5 a 5 estrelas.
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Cineweb
Um filme precioso exatamente por ser capaz de criar – e nos levar para – um mundo único, ao mesmo tempo tão distante no tempo e espaço e, ainda assim, tão próximo de qualquer pessoa, em qualquer lugar ou época.
Cinética
Como poucos filmes neste circuito de festivais cada vez mais viciado e sem surpresas, "As Quatro Voltas" nos deixa partilhar de alguns daqueles momentos no cinema onde ainda soltamos um "oh" encantado. Não é pouca coisa.
Estado de São Paulo
Dessa sucessão de cenas que parecem um tanto aleatórias, mas revelam uma sábia utilização do espaço, e do tempo, emerge uma concepção do cinema, da vida – ‘tudo'. Só a maneira como Frammartino filma a procissão do calvário já é coisa de se tirar o chapéu.
Folha de São Paulo
Uma das experiências cinematográficas mais notáveis dos últimos tempos. [...] O tempo longo dos planos, em vez de tornar as coisas lentas, parece encontrar o seu dinamismo e o suspense que cerca cada um desses momentos só aparentemente insignificantes.
Omelete
Nunca a expressão "Deus está nas pequenas coisas" fez tanto sentido, mesmo para quem Nele não acredita.
Revista Piauí
Frammartino estará querendo indicar dessa maneira que o registro documental tem limites, restrições, que o deixam sempre aquém do que a realidade oferece? Estará indicando qual é o fim inexorável do ciclo vital? Será isso?
The Guardian
Este filme é um tratado, um poema cinematográfico, uma exploração espiritual do tempo e do espaço, feito para nos estimular a pensar e sentir o mundo ao redor e nosso lugar dentro dele.
Revista Interlúdio
O que impressiona nessa sucessão de imagens é a calma de Frammartino, o cuidado com o tempo do corte, a precisão nas angulações e distâncias da câmera, o respeito com o ritmo da natureza.
Screen International
Nós saímos desta experiência sem saber muito bem como classificar o que acabamos de ver - de qualquer modo, é algo único e estranho.
Zero Hora
Em "As Quatro Voltas", há uma obsessão pela transcendência, como se um sino tocando tivesse mais beleza e significado do que simplesmente um sino tocando. E o pior é que, de fato, o tem – tamanha a força de suas imagens.
Cineplayers
Dentro desse cinema que trabalha com fluxos, a obra pode até não ser definitiva, mas é um exemplar palpável de como trabalhar uma relação entre o real e o projetado em pleno século vinte e um ...
Chronic'art.com
Frammartino encontra o prazer simples da captação (planos fixos e longos que mostram o ritmo silencioso da vida local), mesmo se o filme não está longe de um certo academicismo da lentidão.
Télérama
Quase mudo, "As Quatro Voltas" privilegia a sensação em detrimento do discurso [...]. Ao longo de planos sequência contemplativos, as realidades mais anódinas adquirem uma dimensão poética e inesperada.
Variety
Esta meditação em estilo documental é bem filmada, com suas dezenas de cabras. [...] Propício às crianças, este filme sem diálogos pode ser interpretado como uma tentativa intelectualizada demais de fetichizar as tradições pagãs ...
The Hollywood Reporter
Encarar cabras é a onda do momento. Primeiro George Clooney fez isso, e agora Michelangelo Frammartino fez o mesmo em "As Quatro Voltas", um retrato sem palavras da natureza cíclica em um minúsculo vilarejo italiano.