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Negros, gays, judeus, índios...retratar períodos de extremo preconceito é algo comum no cinema e torna-se cada vez mais necessário quando pensamos que a atual sociedade está abarrotada de direitos humanos que ainda não saíram totalmente do papel. E filmes como The Help mostram que não devemos esquecer do passado, pelo contrário, devemos sempre lembrar dele para que a luta pela igualdade de direitos continue vibrante. The help não foi feito para provocar lágrimas nos olhos, para chocar ou nem mesmo para ser mais um filme entre tantos que já abordaram o racismo. Está obra é muito mais: é uma chance de olharmos para trás com a simples missão de observar que muito sangue foi derramado para que hoje os negros tenham a chance de trabalhar honestamente e ganhar o devido reconhecimento. Outro ponto positivo é a liberação feminina, com Emma Stone mandando super bem ao fugir do estereótipo de mulher que tem de se casar e ser subserviente ao caprichos do marido. O melhor de tudo é que, apesar de lidar com temas tão áridos, The Help traz uma delicadeza digna de quem está menos preocupado em chocar e mais focado no fazer refletir sobre questões sociais contemporâneas que surgem graças às lutas que começaram no passado. É um filme que merece ser visto, revisto e levado aos bancos escolares e acadêmicos para que o jovem de hoje entenda que o conceito de igualdade de direitos só pode ser compreendido se olharmos pelo retrovisor da vida, aquele espelho que muitas vezes é pequeno, mas consegue mostrar de forma nítida como o que está atrás (o passado) deve seguir de base para nortear os caminhos do presente e do futuro.
Adicionado em 20 de mai de 2012 às 22h59 Denunciar um abuso
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