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Fúria Sobre Rodas
Críticas AdoroCinema
2,5
Regular
Fúria Sobre Rodas

Legítimo Filme B

por Francisco Russo

Nos dias atuais muito se fala em filme B sem que se saiba, de fato, o que significa. O termo vem das longínquas sessões de cinema realizadas nos Estados Unidos, quando dois filmes eram exibidos na mesma sessão. O filme B era aquele complementar, geralmente com orçamento bem mais modesto e atores do segundo ou terceiro escalão, dentre os contratados pelo estúdio. O tempo passou, as sessões duplas chegaram ao fim mas o filme B permaneceu. Só que sob nova roupagem, bem mais elaborado mas mantendo o espírito trash. Seu novo representante é Fúria Sobre Rodas, feito com o único intuito de divertir.

Tudo em Fúria Sobre Rodas é intencionalmente malfeito. A história é absurda e repleta de furos, trazendo um homem que volta do inferno (Nicolas Cage) para se vingar do líder de uma seita satânica (Billy Burke), que matou sua filha e está de posse de sua neta. Para completar, o bebê em breve será sacrificado em um culto. Na aventura há ainda uma ex-garçonete boa de briga e de arma (Amber Heard) e o contador (William Fichtner), um representante do demônio em pessoa que veio à Terra para trazer de volta o fugitivo.

Sob a embalagem de muita violência - explícita, em alguns casos -, sangue e sexo - com direito a nu frontal -, Fúria Sobre Rodas é estiloso do primeiro ao último minuto. A trilha sonora repleta de hard rock dá o peso necessário e frases do tipo "ele é a praga e nós somos a chuva" demonstram o tom de auto deboche que escorre por todo o filme. Para comandar uma produção que jamais se leva a sério a escolha foi precisa: Nicolas Cage, o astro dos filmes A que não tem vergonha de perambular por filmes de baixo custo e temática duvidosa. Ou alguém acredita que Caça às Bruxas e Perigo em Bangkok não se enquadram também na categoria dos filmes B? Cage é canastrão o suficiente para dar a John Milton a veracidade e o exagero necessários ao personagem, de forma a torná-lo crível dentro da história e ao mesmo tempo condizente com o clima sarcástico do filme.

Fúria Sobre Rodas
não é um bom filme, mas é tão louco que por vezes provoca boas gargalhadas. Principalmente graças ao cinismo presente, em especial nas cenas em que o Contador aparece, e também pelo bom uso do efeito 3D. O velho recurso de atirar objetos no público é muito bem empregado, resgatando algo que o diretor Patrick Lussier já havia feito em Dia dos Namorados Macabro. Destaque também para a cena em que Milton recorda o passado, não pela história em si mas pelo uso do 3D em imagens sobrepostas, provocando um efeito bastante interessante.

Trash assumido, o filme diverte se você entrar no clima proposto. Caso contrário, provavelmente será um dos piores que já viu em um bom tempo.

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