Críticas AdoroCinema do filme Aqui é o Meu Lugar
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Críticas AdoroCinema Aqui é o Meu Lugar

4,0

Emoção diferenciada
De Roberto Cunha

Alguns filmes surpreendem pela capacidade de envolver o espectador, mesmo que causando certa estranheza. Aqui é o Meu Lugar é assim e isso fica claro na primeira cena, quando o protagonista é apresentado se arrumando, meio que parodiando as tradicionais cenas de heróis de ação se preparando para uma derradeira luta. A soprada no cabelo é só um toque de deboche, presente nesta da trama com tons de conflitos familiares.

Aqui, o "herói" é o cinquentão Cheyenne (Sean Penn), ex-astro da música que curte um ostracismo e vive de aplicações na bolsa de valores. Às voltas com uma inconformada mãe de um amigo que a abandonou, a rotina dele é interrompida quando recebe notícias do próprio pai, já moribundo e que não vê há décadas. Ao descobrir que o velho desejava se vingar do carrasco nazista que o torturou em Auschwitz, o filho começa a caçada, mola propulsora deste curioso road movie, dirigido por Paolo Sorrentino, italiano desconhecido do público brasileiro.

Com bons diálogos e frases ("Antes do inferno, havia o meu lar"), os momentos são acentuados por passagens que mesclam a decadência e o humor de alguém que assume fingir ser jovem. "Sou apenas uma droga de pop star que ganhou dinheiro com uma moda deprê", diz ele, assinalando a dureza de conviver com a culpa pelas mortes (!?) causadas por sua música. E critica a sociedade, botando também o dedo na ferida (oportuna) da facilidade de se comprar armas nos Estados Unidos, como se fosse uma "permissão para ser monstros". Do flerte com o bizarro, citação de um dos inventores da mala com rodinhas (?!) e revelação de tristes imagens reais do holocausto, com direito a reprodução tragicômica de uma delas, já quase no fim. Enquadramentos e cenas interessantes denotam cuidado nesta questão.

Para os ligados em música, as referências são dos anos 80, desde um cartaz do grupo Bauhaus até o título original (This Must Be The Place), tirado de uma canção do Talking Heads, cujo David Byrne interpreta ele mesmo no longa e dá até uma canja. Mas não para por aí. O nome do protagonista e da ex-banda (Cheyenne and the Fellows) é clara alusão ao grupo Siouxsie and the Banshees (da cantora Siouxsie). O visual dele é puro Robert Smith, do The Cure, com um toque de Ozzy Osbourne (do Black Sabbath) no seu jeito de andar e falar. Ainda na seara musical, destaque para a hora (legal) em que um menino afirma ser a canção-título do Arcade Fire (formado nos anos 2000), enquanto o músico afirma (carregado de ceticismo) que se trata apenas de um cover do Talking Heads, surgida 30 anos antes.

Premiado em Cannes e exibido no Festival do Rio 2011, uma coisa é certa: essa jornada de autoconhecimento e descobertas intriga, diverte e emociona. E se como ressalta o roteiro, os jovens tomam decisões que não podem voltar atrás, se a sala escura mais próxima é ou não o seu lugar, só você pode decidir. Boa escolha! ;)

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