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    A Saga Crepúsculo: Amanhecer - Parte 1
    Críticas AdoroCinema
    2,5
    Regular
    A Saga Crepúsculo: Amanhecer - Parte 1

    Celebração

    por Francisco Russo

    Com três filmes já lançados, a base da série Crepúsculo está estabelecida, para o bem e para o mal. Há o triângulo amoroso envolvendo os protagonistas, vampiros e lobisomens vivendo às turras e ainda uma boa dose de romantismo idealizado. A Saga Crepúsculo: Amanhecer  - Parte 1 não traz nenhum elemento novo à fórmula criada pela autora Stephenie Meyer. Muito pelo contrário, o filme é na verdade uma grande celebração de vários destes elementos.

    A começar pelo casamento entre Bella e Edward, que abre o filme. Os detalhes da preparação dos noivos são apresentados em meio a falas bem-humoradas, que dão uma certa leveza à história. Frases feitas tipo “esperei um século para me casar com você” marcam presença, é claro. O nervosismo na caminhada ao altar e a beleza da cerimônia – requintada e ao mesmo tempo simples, graças ao cenário naturalista – aumentam a expectativa para o “eu aceito”. Um cenário feito para celebrar, não apenas os futuros marido e mulher mas também os fãs. O capricho na realização do evento muito tem a ver com ser este um dos momentos mais aguardados de toda a série – e não decepciona.

    A lua de mel mantém a impressão positiva trazida pelo casamento. Com belas cenas no Rio de Janeiro e arredores, o casal enfim tem sua noite de núpcias - com direito a exageros perdoáveis diante do lado sobrenatural da história. O sexo proibido logo volta à tona, resultando em divertidas provocações de Bella. Nada mais Crepúsculo do que a cena em que o xadrez é usado para conter a libido dos recém-casados.

    Amanhecer começa a decair quando a gravidez de Bella é descoberta. A partir de então o filme simplesmente para. A trama em si evolui pouco, apenas com breves situações envolvendo a aproximação de Jacob com os Cullen. A segunda metade se torna arrastada e contemplativa, em um mero acompanhar dos problemas decorrentes da gravidez que apenas consegue recuperar a atenção já perto do final, com a proximidade do parto. Fora que é justamente neste trecho que as limitações do elenco, em especial Robert Pattinson, se tornam mais explícitas.

    A impressão que fica é que Amanhecer – Parte 1 não tem história o suficiente para se sustentar como um longa-metragem de 117 minutos. O que leva à questão do porquê o livro de Stephenie Meyer foi dividido em dois filmes, seguindo o modelo usado em Harry Potter e as Relíquias da Morte. Ao contrário do livro de J.K. Rowling, que tinha muito a ser adaptado para as telonas, esta primeira parte deixa a sensação de que tudo poderia ser mais acelerado. Nem tanto em relação a cenas de ação, mas aos próprios acontecimentos envolvendo os personagens. Se por um lado a narrativa mais lenta agrada no casamento e na lua de mel, por valorizar momentos há muito aguardados, por outro ela faz com que cerca de metade do filme fique praticamente estagnada, provocando um desnível que cansa.

    Iniciando bem e terminando mal, A Saga Crepúsculo: Amanhecer – Parte 1 é um filme morno. A presença de alguns momentos chave na história da série fará com que os fãs vibrem nas poltronas, o que não é suficiente para sustentar o filme como um todo. Destaque para a trilha sonora agradável e o nítido toque do diretor Bill Condon na breve aparição de A Noiva de Frankenstein, quando Edward vai ao cinema. Condon tem no currículo Deuses e Monstros, longa que aborda o fim da vida de James Whale, diretor do filme visto em cena.

    Para os apressados, fica também o aviso: há uma importante cena após os créditos finais, que serve de gancho para Amanhecer – Parte 2.

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