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Imortais
Críticas AdoroCinema
3,3
Bom
Imortais

SURPRESA PARA OS SIMPLES MORTAIS

por Roberto Cunha

Existem filmes que são eternos. Outros não deixam marcas significativas, o que pode não significar demérito para seus realizadores e participantes. Imortais tem a força da palavra em seu título, mas é na grandeza das imagens que o espectador vai encontrar um espetáculo de cor e plasticidade deslumbrantes.

Passado nos tempos dos mitos gregos, como Zeus, Poseidon e o emblemático Minotauro, não é um tratado sobre o tema e, acredite, nem parece ter essa intenção. Seu texto é simples, a narrativa é linear e embora até cite Sócrates na abertura, no meio e no fim, o objetivo claro é pegar uma carona no status do famoso filósofo e nada mais.

Na história, o bruto Teseu (Henry Cavill) teve a mãe friamente assassinada pelo tirano Hyperion (Mickey Rourke), que segue espalhando o seu reinado de terror em busca de um poderosa arma para libertar os titãs e acabar de vez com a credibilidade dos deuses. Mas com a ajuda do destino (e uma forcinha do Zeus de Luke Evans), o filho revoltado terá a possibilidade de se vingar do algoz e liderar os oprimidos numa grande batalha épica.

O elenco tem o auxílio luxuoso de Jonh Hurt, no papel de um “misterioso” ancião e Freida Pinto, dando vida a uma sensual vidente. Participam também Isabel Lucas (a sexy alienígena de Transformers - A Vingança dos Derrotados), Kelan Lutz (um dos galãs de Crepúsculo) e o veterano (subestimado) Stephen Dorff (Inimigos Públicos).

Contando com profissionais egressos de títulos como O Dia Depois de Amanhã (2004) e Viagem ao Centro da Terra (2008), os efeitos especiais são de excelente qualidade, atenuando a barbárie de certas cenas com rara beleza, aproximando a estética de quadrinhos vivos. Esse detalhe, inclusive, pode ser potencializado pelo 3D, que não comprometeu o resultado final.

A direção competente é do indiano Tarsem Singh, de filmografia pequena e mais conhecido pelo estiloso A Cela (2000). O fascínio do cineasta e equipe pela cor é bem fácil de perceber, podendo encantar pelo visual das paisagens e no rico figurino do parceiro Eiko Ishioka (Drácula de Bram Stoker). Aliás, a dupla retorna em março com Espelho, Espelho Meu (2012), releitura da eterna Branca de Neve.

De volta ao épico em questão, tente deixar o preconceito de lado, lembrando que esse título enterra Fúria de Titãs (2010) na bacia das almas e faz jus ao 300 (2007) de Zack Snyder. Agora, se ter bebido nessa fonte, para você, é um grande pecado, pequenos deslizes como a sequência (quase musical) com os escudos ou a parte meio esotérica com as "videntes" nem serão percebidos.

Fora isso, esqueça o enredo comum, porque tem boa trilha sonora, ação, bélissimas cenas de combate e - o melhor - não tenta ser engraçado. Portanto, se feitos é que são eternos e a carne não, Imortais pode não ser definitivo, mas definitivamente foi uma grata surpresa (de fim de ano) para os simples mortais. Divirta-se e feliz 2012.

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