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42 - A História De Uma Lenda
Média
4,2
117 notas e 14 críticas
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14 críticas do leitor

Kamila A.
Kamila A.

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4,5Ótimo
Enviada em 09/09/13

O esporte pode ser interpretado de muitas maneiras: como uma forma de diversão, como uma maneira para se obter uma boa qualidade de vida, como um negócio, entre outros. Porém, algumas vezes, o esporte significa também a oportunidade de vermos um fenômeno social acontecer, na medida em que ele acaba influenciando na cultura e na política de um determinado país. Isso foi visto, por exemplo, no Brasil, na década de 80 (antes da abertura política do Brasil), com a chamada Democracia Corintiana, que marcou um período da história do Sport Club Corinthians Paulista em que as decisões importantes, como contratações e regras de concentração, eram decididas por voto entre os jogadores – com a decisão sendo inteiramente respeitada pela comissão técnica e direção do clube. O filme “42: A História de uma Lenda”, escrito e dirigido por Brian Helgeland, também fala sobre um momento histórico em que o esporte acabou influenciando diretamente na mentalidade e na cultura norte-americana, quando, em 1946, Branch Rickey (que, no filme, é interpretado por Harrison Ford) o dirigente e gerente geral do Brooklyn Dodgers, time de beisebol da liga norte-americana, tomou uma decisão que mudaria o curso da história do esporte: acabar de uma vez por todas com o racismo no beisebol, pois ele acreditava que os jogadores negros eram os melhores na modalidade e ele queria levar o time dele até a conquista da World Series. Neste momento, é importante fazer um adendo. Na conjuntura histórica na qual se passa, “42: A História de uma Lenda” nos mostra que após a II Guerra Mundial, os jogadores clássicos do beisebol, como Joe Di Maggio, voltaram à liga como heróis de guerra e aclamados pelo público aficionado pelo esporte. Porém, apesar disso, os jogadores negros continuavam reclusos a uma liga própria, sem poderem participar da liga principal, com os jogadores dos outros times. Ou seja, aquilo que conhecemos, atualmente, como Major League Baseball (o maior torneio do esporte nos EUA), era formado por times compostos totalmente por jogadores brancos. O preconceito, é importante observar, não estava restrito somente aos campos de beisebol, na medida em que os negros também sofriam com a segregação em serviços básicos do dia a dia, como restaurantes, postos de gasolina, aeroportos, lanchonetes e, até mesmo, no uso de banheiros públicos. Era preciso alguém de caráter resiliente para poder enfrentar tudo isso e também a importante responsabilidade de ser o primeiro jogador negro da liga profissional norte-americana de beisebol. O escolhido por Branch Rickey foi Jackie Robinson (Chadwick Boseman), Oficial condecorado do Exército norte-americano na II Guerra Mundial e jogador de extrema agilidade e talento. O roteiro escrito por Brian Helgeland é perfeito no retrato dos muitos obstáculos que Robinson enfrentou para poder se firmar na liga profissional – são bem pungentes as cenas que mostram os atos de racismo e de violência psicológica e física que Robinson sofreu, dentro de seu próprio time, dentro das arenas do esporte, por parte de seus colegas de profissão e da torcida. Ao mesmo tempo, como uma boa história de redenção, “42: A História de uma Lenda” nos mostra como, pouco a pouco, Jackie Robinson conseguiu vencer cada uma dessas resistências, se transformando num dos jogadores mais bem-sucedidos da liga norte-americana de beisebol, um ídolo independente de torcida e que abriu caminho para muitos outros atletas negros do esporte. Dirigido e escrito com competência e sensibilidade por Brian Helgeland, “42: A História de uma Lenda” é um filme que aproveita aquilo que de melhor – e de mais difícil – existe na jornada vivida por Jackie Robinson e sua família a partir do instante em que Branch Rickey o escolheu para ser aquele que iria quebrar barreiras em nome de um bem maior: da queda do preconceito e da intolerância para se ver nascer o respeito entre as diferentes raças. Essa é uma mensagem de apelo universal e que precisa ser reforçada sempre, de vez em quando. Talvez, por isso mesmo, “42: A História de uma Lenda” tenha sido tão bem sucedido nos Estados Unidos, país em que o beisebol tem um apelo e ídolos enormes – e no qual a figura de Jackie Robinson ainda é muito reverenciada. Talvez, também, ao mesmo tempo, por isso mesmo, “42: A História de uma Lenda” não tenha tido tanta ressonância assim no Brasil, sendo lançado diretamente em DVD. Entretanto, este é um filme que, não só por sua qualidade cinematográfica, mas, principalmente, por trazer uma história que merece ser conhecida, precisa ser descoberto com urgência.

João A.
João A.

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5,0Obra-prima
Enviada em 10/07/13

Filme muito bom mesmo! Recomendo a todos! Uma história muito legal de assistir, mesmo sem entender um pouco o beisebol!

Jairo D.
Jairo D.

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4,0Muito bom
Enviada em 08/08/17

Um registro autêntico e real vivido pelo personagem central, que nos leva ver e analisar a força do preconceito racial e a luta pelo sonho. Uma experiência injusta, mais que fica de exemplo para todos.

Ricardo L.
Ricardo L.

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4,0Muito bom
Enviada em 20/02/17

Muto bom filme! Chadwick Boseman em sua melhor atuação mostrando que é um dos jovens mais promissores do cinema mundial, ainda temos a lenda Harrison Ford em uma atuação muito boa! Esse roteiro tem algumas falhas, isso é fato, mas cativa com a ótima história do jogador de basebol e único a ter a camisa aposentada nesse esporte, mostrando a parte racial como uma das maiores tragedias da humanidade.

Sidney  M.
Sidney M.

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4,0Muito bom
Enviada em 23/07/16

Aqui não é uma biografia barata, mas sim muito bem realizada. A história retrata bem as diferenças de raça do século passado e de quão era difícil viver naquela época. Mas o melhor do filme vem de seu bom elenco, com ótimas interpretações. Chadwick Boseman é extremamente talentoso, e Harrison Ford tem grandes momentos. Muito bom.

Manu S.
Manu S.

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5,0Obra-prima
Enviada em 20/03/16

A história inspiradora de Robinson, sua coragem, fazem o espectador vibrar e sair do cinema acreditando que o mundo pode mudar e que cada um pode ter um grande impacto.

famovie
famovie

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5,0Obra-prima
Enviada em 28/08/14

Uma historia real bem feita sobre o racismo no esporte boas atuacoes inclusive do protagonista e elogio tambem a bela fotografia.

Rodrigo R.
Rodrigo R.

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4,0Muito bom
Enviada em 31/07/14

Filme emocionante!!! Uma lição de vida!!! Mesmo quem não entende de baisebol vale a pena assistir.

ivancezanne
ivancezanne

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3,5Bom
Enviada em 30/07/14

É difícil um brasileiro vai entender completamento o significado de "home sweet home" tal como um americano e isso demonstra o peso de, em plena década de 40, um negro chamá-la de sua. Narrar um enorme passo social americano é uma tarefa que poucos finalizam de forma contundente; infelizmente, o filme 42 não se fez a exceção. A emoção do baseball está lá, e, junto com o senso moral atual, nos faz entretidos a cada aparição do protagonista - que fez um excelente trabalho no que lhe competia. No entanto se rende à diálogos tolos e argumentos pouco convincentes. É fato que tenta-se mostrar um meio esportivo sóbrio àquela revolução que se iniciara, mas a direção não conseguiu manter tal linha durante muito tempo e mostrou que pra fazer arte ainda se precisa de certos floreios. A história de Jack Robinson com certeza mereceu tal documentação e, sim, a mesma não foi desvalorizada pelo filme. No entanto, há um rico valor histórico que, após o filme, mesmo podendo ser melhor exposto, continua ocluso aos demais interessados não próximos ao meio do baseball americano que terá que se contentar com uma realidade contada em tons de fábula.

Diego M.
Diego M.

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5,0Obra-prima
Enviada em 10/06/14

Um filme sobre racismo é sempre muito bom, e esse filme não é diferente. Mostra as duas faces de uma problema que infelizmente ainda existe, mas além disse o filme mostra de uma forma implícita a Guerra de Secessão com base em um homem que foi um dos símbolos dessa luta. Minha unica critica é que o filme em determinados momentos foi muito arrastado e não explorou tanto quanto eu esperava do personagem principal dentro de campo. Mas mesmo assim um filme incrivel!

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