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As escolhas inteligentes desta obra-prima começam no título do filme, uma "clara" tentativa de demarcar aquilo que, na verdade, expõe o efeito devastador de quem se julga dono das fitas, mas lida com as próprias transgressões por meio da proliferação da violência. O tom sombrio exposto pela dualidade e o confronto das cores é uma opção e solução muito adequada que permite várias inferências e oferece respostas durante toda a narrativa. O efeito perturbador de uma suposta "lentidão" é uma opção adequada para a permanente reflexão. A religião exposta como coerção e não como clara manifestação do amor nunca torna as pessoas melhores e felizes, apenas incentiva a formação de um séquito revoltado e beligerante. Um excelente filme, talvez um dos melhores já produzidos, que não acaba após 2h24, como acontece com a maioria. Certamente não ganharia o Oscar e ganharia em Cannes, pois filmes densos e que exigem contextualização histórica nem sempre são claramente compreensíveis e, por isso, não são exatamente comerciais.
Adicionado em 17 de out de 2010 às 22h21 Denunciar um abuso
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