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    Eu Odeio o Dia dos Namorados
    Críticas AdoroCinema
    2,5
    Regular
    Eu Odeio o Dia dos Namorados

    TÍTULO AZEDO PARA UMA COMÉDIA ADOCICADA

    por Roberto Cunha

    Quem teve a oportunidade de assistir Casamento Grego, mesmo depois de uns sete anos, vai ter uma breve sensação de déjà vu com Eu Odeio o Dia dos Namorados. Não porque a história vai unir um casal pertencente a culturas diferentes, mas sim porque os atores são os mesmos. Mas isso não é problema porque o cinema costuma repetir duplas que dão certo. Quase todos gostam. Poucos odeiam.

    Eu Odeio o Dia dos Namorados foi criado, escrito e dirigido por Nia Vardalos (Casamento Grego) e em sua nova história, ela interpreta a florista Genevieve, especialista em relacionamentos, que vive dando conselhos para vizinhos, amigos e clientes de sua floricultura. A abertura, aliás, já é assim mesmo, permeada com os créditos e uma boa música pop.

    A crença de Genevieve é a de que "ninguém completa ninguém" e, por isso, baseia suas experiências com o sexo oposto em atitudes rotineiras e com prazo de validade para expirar, estipulado até cinco encontros. Segundo ela, é o suficiente para viver aquelas coisas gostosas do começo como o romance e, principalmente, a expectativa. O que não deixa de ser uma verdade. Até que um dia o novo vizinho Greg (John Corbett) pede ajuda e rola um certo clima entre os dois. Previsível? Não importa.

    Se você começou a ler um texto sobre um filme com esse título (traduzido na íntegra) e já chegou até aqui, não deveria se importar com previsibilidade. Certo? Eu Odeio o Dia dos Namorados é mais uma história de amor - quase - impossível, daquelas que você torce mesmo sabendo que vai dar certo. E beijo final. Quer dizer, ponto final. Assim, os encontros da dupla acontecem com "climinha" de romance, cenas pueris e um sexo velado. E da maneira que ela ensinou, seguindo a fórmula.

    Mas na matemática do amor parece que essa equação não é tão simples. É composta. E de um elemento que ela tinha esquecido após anos de desprezo pelos homens e os relacionamentos: o envolvimento. Até porque para ela, "evitar a dor era instinto". Além dos protagonistas, o filme conta ainda com os amigos de ambos e suas complicações amorosas, entre elas, uma engraçada, e psicótica, personagem que tem hábito de fazer álbum dos pretendentes, assustando-os no primeiro encontro.

    Na loja, Genevieve é auxiliada por dois funcionários gays que rendem alguns momentos engraçadinhos (Já notou a presença maciça de papéis homossexuais nas comédias atuais?). Preconceitos à parte, mais parece uma "cota" obrigatória de participação e, detalhe, altamente estereotipada. Parece que não existem gays sérios. Entre as citações no roteiro, destaque para "o peito cabeludo de Steve Carell" (?!) e o filme Jerry Maguire - A Grande Virada, citados duas vezes.

    Com uma trilha sonora bacaninha e personagens divertidinhos, Eu Odeio o Dia dos Namorados não é sinônimo de rasgar ingresso, mas o uso de diminutivo na frase é proposital. A trama é leve e simpática como foi Casamento Grego. Contudo, o tempo passou e repetir uma fórmula pode ter prazo de validade para muita gente, ainda mais perdendo o gancho de estrear na data correta: o Dia dos Namorados.

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