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É muita pretensão minha falar sobre a relação entre a bossa nova e o jazz. Além de ser muito limitado musicalmente, eu não nasci naquela época e ainda sou praticamente um músico falido e frustrado. Mas, depois de ter assistido ao filme-documentário, "Coisa mais Linda" do felicíssimo diretor e roteirista, Paulo Thiago, pude notar algumas características até já superficialmente notadas para a tão discutida relação. Houve sim uma relação. Um romance, uma empatia e um respeito. Migraram-se acordes dos dois partidos, mas cada um com sua "mania", cada um com o seu swingue, com sua complexidade, com suas funções, com suas mensagens, com seus otimismos, suas crenças e seu público. O jazz e a bossa nova já foram importantes ícones da música no mundo. Ajudaram a desencadear diversos outros estilos, de etnias, povos, crenças, etc. No jazz houve a quebra de um sigilo musical, a irreverência, a valorização de uma etnia, a união e a dança. Na bossa nova, o otimismo, um estilo, uma juventude, uma escola e muitas revelações para a música no mundo, assim como o jazz. Assistindo ao filme, conheci gente que eu não conhecia. Ouvi música sem autor. Ouvi, concordei e me emocionei. Até data de óbito eu confirmei. Fico pensando como seria interessante naquela época o mundo ouvindo Beatles e Tom. Uma riqueza musical indiscutível. Com o passar do tempo sempre haverá a valorização do "antigamente". Mas, de uma coisa eu tenho certeza, eu sempre vou valorizar o jazz e a bossa nova, mas nunca a música de má qualidade e sem princípios artisticamente críticos.
Adicionado em 09 de jan de 2005 às 00h00 Denunciar um abuso
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