Notas dos Filmes
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    Sangue Negro
    Média
    4,3
    503 notas e 112 críticas
    distribuição de 112 críticas por nota
    43 críticas
    32 críticas
    21 críticas
    8 críticas
    5 críticas
    3 críticas
    Você assistiu Sangue Negro ?

    112 críticas do leitor

    anônimo
    Um visitante
    5,0
    Enviada em 29 de maio de 2019
    Vai ser difícil achar ainda durante a minha passagem por este planeta outro longa-metragem tão magistral quanto este. There Will be Blood é uma obra-prima atemporal, cuja genialidade só cresce com o passar do tempo, e seus temas só se tornam mais atuais conforme o desenrolar da sociedade hoje. O meu filme favorito sem a menor dúvida, a experiência cinematográfica que mais me marcou até hoje, e acho que nunca vou me impactar tanto com outra obra. Uma história poderosa sobre laços afetivos, ganância, e fé...Fazia muito tempo que o cinema americano não produzia um filme com tamanha força dramática, Sangue Negro, mesmo em sua trama contida e simples de três personagens, consegue ser universal em seus significados, no final servindo de comentário genialmente mordaz do american dream e todas as suas implicações. Esse filme é simplesmente a História do cinema sendo feita diante dos nossos olhos, mais um atestado conciso do talento descomunal do realizador Paul Thomas Anderson. Uma adaptação revisionista precisa do livro ''Oil!'', clássico dos anos de 1920 do autor Upton Sinclair, um dos mais importantes escritores americanos do século XX. Seria impossível tecer qualquer comentário sobre este filme sem falar de Daniel Day-Lewis, que comprovou por A+B neste filme que é o maior ator vivo do cinema ao lado de Gary Oldman, uma performance simplesmente devastadora e impressionante, digna de cada prêmio que levou. Paul Dano também impressiona ao conferir uma ótima densidade ao seu Eli Sunday, não ficando em momento algum apagado quando em cena com o experiente ator britânico. There Will be Blood é uma parábola sobre as armadilhas do sonho americano calcado na competitividade do capitalismo selvagem neoliberal, mas para nós, cinéfilos, pode ser simplesmente um deleite audiovisual magistralmente dirigido, escrito, e interpretado. Um titã cinematográfico!
    Julio Davila
    Julio Davila

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    5,0
    Enviada em 3 de julho de 2015
    Magistral, épico, extraordinário, revolucionário, perfeito. Existe uma história que Paul Thomas Anderson sempre conta sobre a dificuldade que ele teve de achar um produtor que quisesse financiar esse filme. Ao contar a trama para um produtor, ele recebeu a seguinte resposta: “ Então você quer fazer um filme, de quase três horas, sem nenhuma mulher protagonista, sem nenhum dialogo pelos primeiros 15 minutos, que se passa nos Anos 20 da América? Como diabos isso pode dar certo?” A resposta é simples: fazer o melhor filme dos últimos 25 anos. Fazer um filme que tenha acertado em absolutamente tudo que tentou fazer. Fazer um filme que conte apenas com atuações espetaculares. Fazer um filme com uma cinematografia que é absurdamente faraônica, magistral. Escrever um dos roteiros mais inteligentes, mais revolucionários e mais marcantes de todos os tempos. Escalar um ator que possa imergir tanto no papel que ele vire o protagonista. Dirigir como Paul Thomas Anderson dirige. O filme apresenta a história de Daniel Plainview (interpretado por Daniel Day-Lewis na melhor performance que eu já vi em toda a minha vida. Jamais vi ninguém se tornar, de maneira tão convincente, um personagem da forma como Day-Lewis fez. O personagem que ele criou é inesquecível. Ele obviamente ganhou o Oscar de Melhor Ator e mais tarde e tornaria o único homem a receber três Oscar de Melhor Ator na história) , um petroleiro que tem uma obsessão por fazer fortuna, por ser superior, por derrotar e aniquilar todo e qualquer oponente que exista na sua frente, arrasando pessoas com uma brutalidade tão chocante, tão incrível que só sobrará ele. Ele será o rei, o mandachuva do mundo, o herói que criado e glorificado pelo capitalismo. Daniel viaja com seu filho H.W Planeview para locais onde ele procurara petróleo e assim que esse for achado, ele irá manipular o povo da cidade para convence-los de permitir que ele explore aquele petróleo (uma curiosidade sobre o filme é que Daniel Day-Lewis improvisou seu excepcional discurso no início do filme, quando Planeview tenta convencer o povo de uma cidadezinha a deixa-lo explorar o petróleo deles. Paul Thomas Anderson descreveu o discurso como “Daniel Planeview falaria algo assim sem dúvida alguma. Foi perfeito”. Isso é mais uma mostra de como Day-Lewis capturou perfeitamente o personagem que Paul Thomas Anderson escreveu, sendo capaz de inventar discursos que o diretor poderia escrever para o personagem). De tanto procurar, Daniel ouve que há um lugar onde há muito petróleo e então segue para tal local. Daniel acha o petróleo e o povo da cidade aceita sua oferta. O único problema que Daniel encontra é uma espécie de resistência de um padre, Eli Sunday (esqueça qualquer preconceito que você pode ter com o ator Paul Dano. Ele teve quatro dias para se preparar para esse papel porque o ator que originalmente faria desistiu da filmagem pois, supostamente, estava muito intimidado pelo fato de ter que atuar ao lado de Daniel Day-Lewis e então Paul Dano teve que tomar seu lugar. A performance dele é sensacional. Ele contrasta bem com Daniel Day-Lewis e a química negativa entre os dois é muito verossímil) , que é o dono da Igreja da Terceira Revelação. A partir desse momento, conflitos e situações extraordinárias surgem no filme e seria terrivelmente grosseiro da minha parte revelar qualquer espécie de detalhe. Seria lamentável descrever Sangue Negro como um filme sobre capitalismo. Ou sobre religião. Ou sobre família. Ou sobre petróleo. Ou sobre loucura. Ou sobre as consequências do sucesso. Ou sobre as relações conflituosas de ricos e pobres. Sangue Negro é um filme que não pode ser descrito com UM adjetivo. É filme sobre tudo acima e muito mais. É um filme que entrega sua mensagem com um impacto e intensidade jamais antes visto. As duas horas e 38 minutos passam rápido. O filme pode e deve ser assistido mais de uma vez. Existem centenas de interpretações que podem ser feitas sobre o filme. Não revelo a minha aqui porque verdadeiramente desejo que todos tenham uma experiência única ao ver esse filme e garanto que todos terão. Entrar no filme com uma ideia fixa sobre seu texto e contexto seria desleal a sua magnitude. Assista e viva seja lá o que tiver que viver ao conferir essa obra de arte. Tecnicamente, o filme é simplesmente brilhante. Brilhante. A musica encaixa-se perfeitamente na atmosfera do filme, a cinematografia captura cenas com perfeição (especialmente a cena em que Daniel observa o fruto de seu trabalho, concretizado na vista do petróleo “voando”). Daniel Day-Lewis teve um ano para se preparar para o papel e o resultado é perfeitamente visível e assustadoramente real. Day-Lewis se transforma em Planeview e nós ficamos agradecidos por ter a oportunidade de ver isso. O ápice da performance (e do filme) é o final. O final desse filme é um dos melhores finais que já vi. A maneira perfeita de concluir a história. Não consigo imaginar outra. A direção de Paul Thomas Anderson é espetacular. Ele conduz cenas de forma magistral, escolhendo perfeitamente ângulos e close-ups quando esses são necessários (a cena do batismo é uma cena que só funciona da maneira impactante como é por causa da direção de Anderson. O fato de ele manter a câmera em Day-Lewis e permitir que o leitor imagine o que ocorre a volta baseado nas reações, emoções e expressões de Day-Lewis eh algo inovador e incrível. Isso acontece algumas vezes no filme e essas são sempre dramáticas e potentes). Anderson sabe quando deve ser minimalista e quando tem que permitir que a espetacular cinematografia receba o credito que merece. Ao filmar em um cenário tão impressionante, é evidente que ele teria muitas oportunidades para fazer exatamente isso. O roteiro que Anderson escreveu (baseado no livro Oil de Upton Sinclair) é sensacional. Cenas em que o protagonista dialoga com Eli Sunday mostram o talento magnífico que Anderson tem para escrever. Em nenhum momento Anderson recorre a clichês ou a coisas que soam repetidas em nosso ouvido. Tudo é original, inesperado e admirável nesse fenomenal filme. Não consigo imaginar uma pessoa que não consiga aproveitar esse filme. Nota: 10/10
    Anderson  G.
    Anderson G.

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    4,5
    Enviada em 24 de julho de 2016
    A obsessão de um homem em empreender retratada tão fielmente que assusta, talvez seja o conjunto de técnicas brilhantemente usadas por Paul Thomas Anderson que faz esse filme encantar e incomodar ao mesmo tempo, é um retração humana, suja e bela, um fator que contribui bastante é a trilha sonora usada por Paul e composta por Jonny Greenwood, lembra muito os filmes do Kubrick, contraponto belas paisagens, a lama negra do petróleo, o sol do oeste ao sangue derramado, você sente tudo isso pela trilha sonora, é ótima, a fotografia é tão boa quanto, os planos abertos que Paul usa são sempre incríveis, e as atuações são incríveis, se o filme é ótimo, metade desse credito vai para as atuações, começando por Daniel Day-Lewis que chega a assustar de tão transformado esse personagem é, Paul Dano também está ótimo, e ele realmente entra dentro do personagem, podem criticar os sermões que ele dá por ser forçado ou até mesmo falso, mas o personagem dele é falso e forçado. O roteiro não é brilhante, mas tem muito mais virtudes que falhas, ele é bem fechado nele mesmo, e tem um ótimo desenvolvimento dos personagens, embora as vezes deixe um pouco vago o objetivo dos mesmos, e depois de um tempo o ritmo se perde um pouco, mas pra quem já está completamente imerso na historia, isso não faz diferença, “Sangue Negro” é um grande filme. spoiler: O final pode ser meio dubio, tenho amigos que o viram e não entenderam nada, Daniel Plainview é um psicopata? Não, Daniel é um homem sincero e falho, ele admite sua ambição, ele confronta seus erros, e até certo ponta se reconhece como “pecador”, e é sempre julgado por isso, o que ele não admite é outros homens falhos que não assumem seus erros e são bem vistos por isso, é por essa razão que o personagem do Eli o incomoda tanto, pois ele é tão pecador quanto Daniel, e mesmo assim é sempre bem visto (Isso fica claro na cena do trem, a onde Eli parte para a sua missão), e esse desvio de caráter aceito socialmente o persegue e o faz querer consertar de seu jeito nada metódico e obsessivo, isso é claro quando ele mata o falso irmão e o falso profeta fazendo-os confessarem suas falhas antes de morrerem.
    Marcelo S
    Marcelo S

    Segui-los 106 seguidores Ler as 138 críticas deles

    5,0
    Enviada em 10 de março de 2014
    Sangue Negro é um dos melhores dramas que já vi. Foi indicado para melhor filme no Oscar de 2008 e não ganhou, na minha opinião deveria ter ganho no lugar de No Country For Old Men. Daniel Day Lewis ganhou Oscar como melhor ator e foi justo, ele se entregou na personagem, ele está perfeito no filme, tem horas que você está com ele, tem horas que você o odeia, tem horas que você aprova o que ele faz e tem horas que você não aprova. Essa personagem é muito parecido comigo. Paul Dano que é um dos melhores atores da nova geração também, dá um show no filme como um pseudo padre. É incrível como ele não exagera nas suas interpretações, e aqui ele dosa humor, raiva, rancor na medida certa. O filme apesar de ser um belo drama americano, tem suas pitadas de humor quase imperceptíveis, inclusive no cômico final (na minha opinião). Sangue Negro realmente merecia o Oscar de Melhor Filme, me surpreendeu e muito. Nota 6 de 5. E destaque pro competente Paul Thomas Anderson, que dirigiu perfeitamente o filme, ninguém confuso assistindo, e ele pega ótimas tomadas com a câmera. A trilha também é ótima e aparece nas partes certas no filme. A trilha também deveria ter ganho um Oscar, quem puder baixar, vai encontrar uma ótima trilha sonora clássica.
    Estevan Magno
    Estevan Magno

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    3,0
    Enviada em 27 de dezembro de 2013
    Um drama no sentido da palavra, a vida de Daniel (personagem) é cheia de conflitos e crueldades. Um filme que conta como é a vida de um dono de uma empresa petrolífera de sucesso. Daniel Day Lewis mais uma vez sensacional, impecável, sua atuação é Oscar carimbado. É bom ver como as pessoas podem ser arrogantes e cruéis e lembrarmos de não fazer o mesmo, pois como ocorreu com este homem podemos perder tudo que mais amamos.
    Matheus A.
    Matheus A.

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    5,0
    Enviada em 29 de janeiro de 2013
    Um dos mais originais e magníficos filmes de todos os tempos! Aborda temas como família, religião, fanatismo, ganância e egocentrismo nos primórdios do capitalismo da era moderna. Daniel Day-Lewis incorpora com maestria o personagem Daniel Plainview em uma das melhores atuações já vistas na história do cinema. Melhor filme da década de 2000 pra mim.
    Vinipassos
    Vinipassos

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    2,5
    Enviada em 16 de março de 2013
    A uns 3 anos atrás eu e alguns amigos tivemos que assistir a este filme para fazer um trabalho escolar, nossa que filme chato, morremos de tédio e nem conseguimos ver até o final. Não é justo dizer que o filme é ruim, até pq tinha um contexto histórico envolvendo isso e essa foi a ideia do professor.
    anônimo
    Um visitante
    4,0
    Enviada em 18 de dezembro de 2015
    Com Paul Thomas Anderson na direção.E Daniel Day-Lewis no protagonismo,"Sangue Negro" não tinha como dá errado em momento algum. O começo é simplesmente épico,com uma longa duração sem diálogos -mais precisamente,11 minutos- o filme nos leva aquela época do cinema antigo.Com vários acontecimentos nas cenas,mas sem nenhuma palavra dita. Uma pena não ter levado o Oscar de Melhor Filme daquele ano.Pelo menos Day-Lewis levou a estatueta merecidamente,depois de outra ótima atuação. -Filme assistido em 18 de Dezembro de 2015 -Nota 8/10
    Carlos P.
    Carlos P.

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    3,5
    Enviada em 23 de março de 2017
    O filme é bom e consistente. Talvez o ritmo lento e a longa duração deixe o telespectador um pouco cansado. Em um site americano vi esse filme encabeçando a lista de filmes ótimos, mas que você não veria de novo, talvez por esses motivos citados anteriormente. Independente disso, o filme deve ser visto por um simples motivo: Daniel Day-Lewis. A atuação dele nesse filme é simplesmente a maior atuação da história do cinema. Algo tão magnífico e grandioso, que colocou o ator como um dos maiores da história.
    Ricardo L.
    Ricardo L.

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    4,0
    Enviada em 24 de abril de 2016
    Filme de muita qualidade! Lewis dar um show incrível, roteiro maravilhoso o seja um filme para sentir em sua essência!!!
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