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Inicialmente, pensei "mais um filme que romanceará o aparthaid na África do Sul"... Mas ao ver o filme de perto, por dentro, verifiquei que estão ali: cenas de violência extrema, tortura, a Carta da Liberdade, os noticiários de TV... E mesmo o inferno que vive o "inocente" carcereiro... criado com um menino negro! Pois bem, esse Mandela expõe as feridas individuais e sociais abertas por um regime de segregação racial. Ao mesmo tempo em que expõe o quão se pode viver - morrer pelos ideais de liberdade! O filme retrata, em linhas gerais, que as sociedades sempre com-viveram com as diferenças étnicas de novo conflitivo, pois como diria Foucault, o desejo de dominação é imanente, a sede de poder se revela nas relações cotidianas, embora sejam evidentes nas instituições totais. O filme não romanceia a história do aparthaid, ao contrário, expões conflitos e, sobretudo, destaca como ideais elevados podem nortear processos de resistência violentamente organizados. Apague as luzes, aumente o som do home e bom filme!
Adicionado em 12 de abr de 2012 às 11h02 Denunciar um abuso
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