A Festa da Menina Morta

A Festa da Menina Morta 2010-05-22 Francisco

Título original: (A Festa da Menina Morta)

Lançamento: 2008 (Brasil)

Direção: Matheus Nachtergaele

Atores: Daniel de Oliveira, Juliano Cazarré, Jackson Antunes, Dira Paes.

Duração: 110 min

Gênero: Drama

Status: Arquivado

5           10 6 5

(6 votos)

                   

Sinopse

Há 20 anos uma pequena população ribeirinha do alto Amazonas comemora a Festa da Menina Morta. O evento celebra o milagre realizado por Santinho, que após o suicídio da mãe recebeu em suas mãos, da boca de um cachorro, os trapos do vestido de uma menina desaparecida. A menina jamais foi encontrada, mas o tecido rasgado e manchado de sangue passa a ser adorado e considerado sagrado. A festa cresceu indiferente à dor do irmão da menina morta, Tadeu. A cada ano as pessoas visitam o local para rezar, pedir e aguardar as "revelações" da menina, que através de Santinho se manifestam no ápice da cerimônia.

 

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Comentários

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Rafael Vespasiano em 16/09/2011Nota: 10     

A festa da menina morta é uma excelente estreia na direção do ator Matheus Nachtergaele. O autor aborda a estranha relação entre pai e filho, respectivamente, Jackson Antunes e Daniel de Oliveira (ótimo), tendo como espaço a Amazônia brasileira. A personagem de Daniel de Oliveira é um beato que se aproveita da fé e da ingenuidade do povo humilde da região. Sim, é um filme indigesto e que causa um estranhamento, com cenas fortes, mas é a vida; o filme é totalmente verossímil. Dira Paes é uma excelente coadjuvante, que junto com Cássia Kiss também estrelam esse filme. Ótimo filme!

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Rafael Vespasiano em 16/09/2011Nota: 10     

A festa da menina morta é uma excelente estreia na direção do ator Matheus Nachtergaele. O autor aborda a estranha relação entre pai e filho, respectivamente, Jackson Antunes e Daniel de Oliveira (ótimo), tendo como espaço a Amazônia brasileira. A personagem de Daniel de Oliveira é um beato que se aproveita da fé e da ingenuidade do povo humilde da região. Sim, é um filme indigesto e que causa um estranhamento, com cenas fortes, mas é a vida; o filme é totalmente verossímil. Dira Paes é uma excelente coadjuvante, que junto com Cássia Kiss também estrelam esse filme. Ótimo filme!

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Jeftapajós em 16/10/2010Nota: 3     

Depois de um certo atraso, finalmente consegui assistir ao filme na Cinemateca de Curitiba. Realmente ele não é de fácil digestão. Afora a história/estória ocorrer nos confins da Amazônia, a temática é universal. Porém causa asco/ojeriza/irritação/desconforto as cenas de incesto entre pai/filho e as matanças de animais. Qual a finalidade do autor/diretor em dar tanta ênfase nessas cenas desconfortantes? Sei que é perigosa a psicanálise do autor - estou longe disso -, então deixo a explicação para Freud: "um artista é originalmente um homem que se afasta da realidade porque não pode concordar com a renúncia à satisfação instintual que ela, a princípio, exige, e que concede a seus desejos eróticos e ambiciosos completa liberdade na vida de fantasia". (Freud, Sigmund. "Formulações sobre os dois Princípios do Funcionamento Mental" (1911), Edição Standard brasileira das Obras Psicológicas Completas, Rio de Janeiro, Imago Editora Ltda., 1980, vol. XII, pág. 284). 


Logicamente que a explicação freudiana é apenas uma entre tantas outras que se pode lançar mão na tentativa de desvelar formas significativas.


Voltando ao filme - e esquecendo as cenas que nos causam "inquietantes estranhezas" - o restante realmente nos sensibiliza. Os enquadramentos, às vezes nervosos, nos fazem adentar na psique das personagens e é como se estivéssemos em um jogo de espelhos exorcizando os nossos próprios demônios através das dilacerações e do modo de vida frívolo de seres que estão vivendo histórias/estórias inusitadas, porém universais. Nesse sentido, os confins da Amazônia seriam a metáfora da nossa própria alma.

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Deyse Montenegro em 07/06/2010Nota: 5     

Fui ver o lançamento desse filme no cinema da Fundação, em Recife, PE, e tive a oportunidade de participar de um debate (após o filme) com o diretor Matheus Nachtergaele. Não é um filme de fácil digestão, muito pelo contrário. As muitas cenas fortes do filme causam no espectador certa repulsa -  o que acredito, seja natural. Não é um filme fácil (para àqueles que esperam algo que não seja "imoral", realmente não é o filme certo). A história que pode parecer "sem pé nem cabeça" é de uma sensibilidade que fere os olhos e marca de verdade - mesmo àqueles que não a compreendem.


Deyse Montenegro

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Deyse Montenegro em 07/06/2010Nota: 5     

Fui ver o lançamento desse filme no cinema da Fundação, em Recife, PE, e tive a oportunidade de participar de um debate (após o filme) com o diretor Matheus Nachtergaele. Não é um filme de fácil digestão, muito pelo contrário. As muitas cenas fortes do filme causam no espectador certa repulsa -  o que acredito, seja natural. Não é um filme fácil (para àqueles que esperam algo que não seja "imoral", realmente não é o filme certo). A história que pode parecer "sem pé nem cabeça" é de uma sensibilidade que fere os olhos e marca de verdade - mesmo àqueles que não a compreendem.


Deyse Montenegro

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milita em 10/04/2010Nota: 5     

A PESAR DE LAS CRTICAS A MI ME PARECIO EXCELENTE, FILM MUY DURO PERO DE UNA REALIDAD QUE NO ES DIFERENTE EN CASI TODOS LOS PAISES DE AMERICA LATINA. HAY QUE VER MAS ALLÁ DE LO QUE VES EN EL FILM, ES UN FILM QUE DENUNCIA Y ABRIR MAS LOS OJOS DE LOS SENTIDOS. LA ACTUACION DE DANIEL DE OLIVEIRA ES REALMENTE MARAVILLOSA!!!!!!! MUY BUEN FILM!!!!!!

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Johnny People em 10/03/2010Nota: 2     

Concordo com Celso, realmente não foi uma boa estréia de Nachtergaele como diretor. O enredo não é fraco porém, a forma como é mostrada é por vezes chata, sonolenta e irritante, o que dá a sensação de querer que o filme acabe logo. E pra piorar a situação, o final é ridículo. Sem pé nem cabeça.


Talvez o único ponto positivo do filme foram as atuações mesmo. Fica na espera de um filme melhor desse grande ator.

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Celso em 23/02/2010

Simplesmente o pior filme nacional que eu já vi. Gosto muito do Matheus Nachtergaele como ator, mas como diretor foi uma decepção. Texto fraco, enredo vergonhoso e imoral, uma história besta, lenta, morta, que vai se arrastando até o fim, que beira ao ridículo. Só vale pelas boas atuações dos consagrados Daniel de Oliveira, Jackson Antunes, Dira Paes e Cássia Kiss, que, sinceramente, não entendo como se sujeitam a fazer um filme com uma história tão besta. Não recomendo, achei um lixo.

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