1245082394 falecomelaposter01 thumb

Fale com Ela

titulo original: (Hable con Ella)

lançamento: 2002 (Espanha)

direção: Pedro Almodóvar

atores: Javier Cámara , Darío Grandinetti , Rosario Flores , Leonor Watling , Geraldine Chaplin

duração: 116 min

gênero: Drama

status: arquivado

envie
comentar
newsletter
twitter
rss
favorito
separar os e-mails por vírgulas
limitado em 600 caracteres

Faça o login, para usar essa ferramenta.

ficha técnica:

  • título original:Hable con Ella
  • gênero:Drama
  • duração:01 hs 56 min
  • ano de lançamento:2002
  • site oficial:http://www.sonyclassics.com/talktoher/
  • estúdio:El Deseo S.A.
  • distribuidora:20th Century Fox / Sony Pictures Classics / Warner Bros.
  • direção: Pedro Almodóvar
  • roteiro:Pedro Almodóvar
  • produção:Agustín Almodóvar
  • música:Alberto Iglesias
  • fotografia:Javier Aguirresarobe
  • direção de arte:Antxón Gómez
  • figurino:Sonia Grande
  • edição:José Salcedo
  • efeitos especiais:

imagens - 13

Fale com Ela Fale com Ela Fale com Ela Fale com Ela Fale com Ela Fale com Ela Fale com Ela Fale com Ela Fale com Ela Fale com Ela Fale com Ela Fale com Ela Fale com Ela

sinopse:

Em Madri vive Benigno Martin (Javier Cámara), um enfermeiro cujo apartamento fica diante de uma academia de balé, comandada por Katerina Bilova (Geraldine Chaplin). Ele fica freqüentemente na janela da sua casa, vendo com especial atenção uma das estudantes de Katerina, Alicia Roncero (Leonor Watling), por quem está apaixonado. Benigno chega ao ponto de marcar uma consulta com o pai dela, uma psiquiatra que tem um consultório na própria casa, só para ter uma chance de falar com Alicia, mas agora só consegue lhe dar um susto. Antes, porém, Benigno entrou no quarto dela e olhou o recinto com admiração, tendo roubado um prendedor de cabelos dela. Quando Alicia é ferida em um acidente de carro, que a deixa em um coma, é internada no hospital onde Benigno trabalha. Ele passa a cuidar dela, mas a atenção que dispensa com Alicia é totalmente acima do normal. Além disto Benigno fala com ela o tempo todo, movido por um misto de fé e amor, pois crê que de alguma forma ela possa ouvir. Após quatro anos, o quadro dela está inalterado e a dedicação que Benigno sente por ela também. Marco Zuluaga (Darío Grandinetti), um jornalista, é designado para entrevistar Lydia Gonzalez (Rosario Flores), uma conhecida toureira que teve o nome nos tablóides ao ter um tempestuoso romance com "El Nino de Valência" , um toureiro. Inicialmente ela foi ríspida, mas após ele ter matado uma cobra que estava na casa dela se tornou mais amável. Logo os dois iniciam uma relação, que estava destinada a ser curta, pois Lydia é atingida por um touro e considerada clinicamente morta. Por coincidência ela é internada no mesmo hospital onde está Alicia e logo Benigno e Marco ficam amigos, pois no início Marco nem conseguia tocar em Lydia, mas recebeu de Benigno um simples conselho: fale com ela.

elenco:

  • Javier Cámara (Benigno Martin)
  • Darío Grandinetti (Marco Zulonga)
  • Rosario Flores (Lydia Gonzalez)
  • Leonor Watling (Alicia Roncero)
  • Geraldine Chaplin (Katerina Bilova)
  • Mariola Fuentes (Rosa)
  • Fele Martínez (Alfredo)
  • Paz Vega (Amparo)
  • Chus Lampreave (Concierge)
  • Elena Anaya (Angela)
  • Caetano Veloso (Caetano Veloso)
  • Marisa Paredes
  • Cecilia Roth

comentários

para deixar um comentário você precisa fazer o login
Default thumb
Francisco Russo
02/01/2002
nota:Rate07
É bom, tem o humor sensual que já é comum nos filmes de Almodóvar e uma boa história. No meio do filme há um curta-metragem antigo, muito bem inserido na trama, e aqui Almodóvar volta sua atenção ao universo masculino, ao contrário de seus filmes anteriores, quando sempre explorava muito mais o universo feminino. Trata-se de um bom filme, mas inferior a "Tudo sobre minha mãe" e "Carne trêmula"."
Default thumb
Alinea
03/01/2002
nota:Rate010
Maravilhoso o filme, melhor que os anteriores. Fiquei emocionada com a sensibilidade da história, que também não deixa de ter cenas bem-humoradas. A trilha sonora e a participação de Caetano também são fantásticas."
Default thumb
Sylvia Gomesa
05/01/2002
nota:Rate09
Não dou 10 porque perfeição não existe. O filme é estupendo, Almodóvar com o tempo é como um bom vinho! Magnificamente compreende e transmite como ninguém o FEMININO!!! Como um homem, incontestavelmente, fala a mim."
Default thumb
SERGIO
06/01/2002
nota:Rate09
Perfeita opçao para quem ja se cansou do óbvio. Almodovar mais uma vez nos presenteia com um filme rico e belo como poucos vistos hoje em dia. Sua originalidade deve ser exaltada pois ilustra um assunto tao polemico por um prisma tão poético. Fale com ela é com certeza uma obra surreal que merece ser saboreada pelos fans e descoberta pelos que estao procurando algo novo. Combinando a sensualidade das personagens com o enredo costurado pela trilha sonora o filme se torna uma obra-prima imperdível.
Default thumb
Wesley de Castro
07/01/2002
nota:Rate010
Fale com Ela (Hable con Ella) Espanha, 2002. Direção : Pedro Almodóvar Tela neutra, o pano sobe. Duas mulheres, ambas com os olhos fechados, se debatem num cômodo repleto de cadeiras, violentamente derrubadas por um zeloso assistente. Na platéia, dois homens: um escritor e um enfermeiro. O primeiro chora. O segundo descreve as minúcias do espetáculo para sua amada em coma. Tem início, então, uma obra de Almodóvar. Abordando mais uma vez a permissibilidade dos amores obsessivos, o “amadurecido” diretor espanhol centraliza sua acurácia psicológica nos comportamentos masculinos e (aparentemente) heterossexuais. Contando com a participação de excelentes atores (marca registrada do cinema de Almodóvar), os personagens atingem um patamar inigualável de transcendência interpretativa: não são mais personagens, são pessoas. Conforme acredita Benigno, as comatosas realmente se expressam ,com argúcia tão ou mais pungente que a dos seres humanos com atividade encefálica normal , podendo inclusive serem estes últimos os legítimos “desligados da realidade” (vide a relutância inicial com que Marco e a enfermeira Rosa se portam diante dos milagres e da Fé). Nesse sentido, merece destaque a supremacia da seqüência em que Caetano Veloso aparece cantando. Ainda que aparentemente vinculada a uma noção de oportunismo distributivo, tal seqüência desempenha uma função bastante sintética neste filme: no início, a câmera acompanha um jovem nadando em uma piscina. Ele sorri, já com a cabeça fora d’água (até então, só ouvimos os acordes da canção). Na cena seguinte, o público do concerto é mostrado, at ravés de um travelling horizontal para a esquerda. Vemos Marco chorando e, mais tarde, contar à sua amada Lydia detalhes de uma relação amorosa anterior. Frase que resume a síndrome evocativa de Marco: “esse Caetano me arrepia!”. Além de chamar a atenção pelo seu caráter sintético e evocativo, esta seqüência evidencia outro aspecto superior do filme: a extrema preocupação com o trabalho dos figurantes. Apesar de desempenharem tarefas aparentemente banais, os figurantes desta obra cinematográfica possuem vida própria. Seja a loira da platéia que lembra (fisicamente) Cecilia Roth, sejam os dois amigos (ou amantes) que se abraçam no aeroporto, seja o jovem que toca a mesma campainha duas vezes e, não obtendo resposta, vai embora como se nada tivesse acontecido. Em outras palavras: neste filme, todos os pequenos detalhes são literalmente importantes. Desde o surpreendente jogo de reflexos na cena em que Marco visita Benigno na prisão até as emocionantes participações de Geraldine Chaplin e Chus Lampreave. A primeira está sensacional como uma protecionista professora de balé, enquanto a segunda se encarrega de pronunciar críticas hilárias ao comportamento dos espectadores diante das manipulações exercid as pelos veículos da mídia/cultura de massa: reclama que a TV está cheia de programas ruins e sensacionalistas, entretanto lamenta que nenhum dos responsáveis por estes programas tenha vindo entrevistá-la. Aproveitando a linha reflexiva, pode-se perceber um tom igualmente socio-crítico nas conversas de Marco com a recepcionista da prisão, no programa de entrevistas em que Lydia participa no começo do filme e na maneira interesseira e/ou preconceituosa com que alguns personagens se referem à sexualidade indefinida de Benigno. Levando em consideração todos estes aspectos, não é exagero afirmar que Almodóvar concebeu mais uma obra-prima: o divertidíssimo meta-filme “O Amante que Encolheu” (igualmente evocativo) proporciona o mais belo, próximo e (in)autêntico close vaginal de toda a história (subjetiva) do cinema; as coreografias fugidias de Pina Bausch redefinem o conceito de perfeição corporal; o “amor psicopático”, através da dedicação inquestionável de Benigno, é aqui definitivamente associado ao teor fortemente sinonímico das palavras FIDELIDADE e VERDADE; e o (re)encontro final de Marco e Alicia, separados por uma cadeira vazia e interligados por um título apaziguador, se revela como uma poderosa demonstração do potencial transformador do otimismo. Apesar do título do filme sugerir uma idéia de prolixidade, é quase inevitável que o espectador saia da projeção cinematográfica completamente em silêncio. De imediato, fogem as palavras que possam descrever claramente a sensação única de se as sistir a/ viver este filme . Por outro lado, no interior do córtex cerebral ativo, ecoarão pungentemente os acordes sublimes da música de Alberto Iglesias, colaborador fiel do diretor em seus quatro trabalhos mais recentes. “Nada é tão fácil assim!”, diz a professora de balé. De fato. A visão de vários casais dançando em frente a um fundo verde só nos ajuda a concordar. Wesley Pereira de Castro."
Default thumb
Floriana Alves
08/01/2002
nota:Rate06
Achei o filme monótono e cansativo. Pareceu-me uma 'montagem', cheia de citações e clichês. A participação do Caetano, com o comentário "esse Caetano me dá arrepios" foi uma forçacão de barra. Quem é o pai da criança, no filme? Não entendi... Porque uma pessoa jovem e saudável deu à luz um feto morto? Também entendi que o tema do filme, na realidade, é relacionamento incestuoso mãe/filho, filho/mãe, ou seja, seria uma alegoria. Quem entender melhor que me explique."
Default thumb
Hiran Pinel
09/01/2002
nota:Rate010
'Fale com ela' merece 10, pois esta película espanhola aborda com rara sensibilidade valores como amizade, finitude, solidariedade... sem cair no estereótipo. Emocionei-me em ver/ouvir Caetano Veloso numa fita tão sensível, e se está lá pela amizade com Pedro (se é que eu não estou sendo ingênuo) desvela mais um sentido dessa bela arte cinematográfica.
Default thumb
Becken Lima
10/01/2002
nota:Rate010
Pedro Almodóvar, o último dos humanistas Para alguns, o amor como o conhecemos há muito acabou. Acredita-se que não há mais espaço para o amor em um mundo regido pela técnica, pela velocidade e pela procura incessante da perfeição e eficiência que caracterizam a sociedade moderna. Gasto, usado e abusado pelos jargões da publicidade e da indústria do entretenimento, o amor em seu contexto mais simples é hoje uma fantasia barata em que suas formas de representação e apreciação já parecem escassas e até incompreensíveis para toda essa nova geração. A busca de uma nova delicadeza do encontro, de uma nova definição e representação do amor baseada sobretudo na palavra, eis a missão da arte, eis a missão a que se dispõe esse grande artista que é Pedro Almodóvar. Em “Fale com ela”, seu novo filme, ele explora o encontro casual em um hospital de dois homens, Marco, um jornalista, e Benigno, enfermeiro. Emerge desse encontro uma tocante amizade, pois, é no estado de coma das mulheres que amam que encontram os seus pontos comuns e o suporte recíproco à dor que os faz partilhar o sentimento reconfortante de uma bela e verdadeira amizade. Em seus dois filmes anteriores, “Tudo sobre minha Mãe e Carne trêmula”, já havia implícito o esboço de uma nova casta familiar. Já a perspectiva temática de “Fale com ela”, resvala nessa nova família, mas alarga-se em outra direção, ao amor como anseio de completude individual. Traz, assim, um respiro para esse Amor sufocado entre a produção e o egoísmo e, ainda mais, para um novo tipo de amor que surge das cinzas de um século que, de tão absoluto em suas definições e acontecimentos, ainda não nos deixou. “Hable con ella” é uma anunciação. Anuncia que esse novo amor não renasce como uma esperança dos escombros da falida família nuclear, definitivamente constituída no século vinte. Esse novo amor surge como o resultado das novas conquistas e formas de liberdade. Surge das práticas sexuais que vêm à superfície, ao senso comum do grande público, partindo de dentro das consciências e direitos sociais conquistados pelas minorias, principalmente homossexuais. Pedro Almodóvar retrata sua confusa contemporaneidade, cheia de multiplicidades, de matizes, de entrelaçamentos filmando essa nova família, o gênese desses novos costumes, novos sentimentos, delicadezas e códigos sociais que afloram. Para reforçar esse aspecto múltiplo, não oferece ao primeiro lance de vista qualquer obviedade. Se há Benigno, aparentemente efeminado e homossexual, todavia apaixonado beirando a obsessão pela bela Alice, há também Marco que, hétero e másculo, é capaz de chorar ternamente pela fugaz lembrança de um amor perdido. Se Marco é sensível e delicado, Lydia, a mulher por quem se apaixona, é toureira, dura, forte, quase masculina em suas resoluções. Dessa forma, Almodóvar manipula delicada e sutilmente o jogo de aparências. Inverte, subverte e distorce o sentido óbvio da psicologia de seus personagens. Não há nesse filme os tons de cores berrantes, característicos de seus filmes anteriores. Opta pela sobriedade e neutralidade fotográfica, cedendo espaço para que seu fime seja interpretado por nossos outros sentidos, como com Caetano cantando “Cucurucucu” e ainda melhor: com Elis Regina interpretando Tom Jobim ao fundo de uma trágica e brutal cena de tourada. Descompassa os significados do ritmo que as imagens nos transmite, impondo, pertubadoramente, a beleza da canção à ferocidade da batalha entre a mulher e o touro. Além dessa inversão na construção psicológica dos personagens e do seu domínio narrativo e estético, Almodóvar propõe à sua platéia um jogo: libertar-se dos clichês, do senso comum, da estética e da beleza plastificada hollywoodianos. Pede para que seu público arrisque sobre tudo que vê um novo olhar, uma nova forma de entender e refletir sobre as vidas e os fatos que se desenrolam em seu filme e o que refletem da nossa vida real e cotidiana. Nesse sentido, principalmente do muito que reflete Benigno, talvez poucos tenham percebido essa tal contradição: a de que os homossexuais venham salvar o Amor do supermercado, da solidão, do individualismo, do culto ao personalismo e ao sucesso a todo custo que veio no pacote cultural americano. Poucos hoje arrogam-se com todos os seus direitos na construção de uma família, mesmo que nos moldes antigos, como os homossexuais. Almodóvar é abertamente homossexual, porém não busca um cinema engajado, limitado a tribos, nichos ou guetos sociais. Demonstra com isso maturidade artística e o resultado é o alargamento do sentido do humano em seu filme. Tem uma clara e objetiva opção pela matéria espiritual comum da qual nós todos somos feitos, abolindo qualquer e completa definição absoluta ou maniqueísta sobre a natureza de cada um. Com “Fale com ela” Almodóvar assina o passaporte e ganha a passagem de além Cineasta, assumindo a chancela de artista universal."
Default thumb
Wallace Andrioli Guedes
11/01/2002
nota:Rate010
Não é qualquer filme que pode ser chamado de obra-prima. Mas esse "Fale com Ela" com certeza pode (e deve). Mesmo com todas as críticas positivas que vinha recebendo , com o Globo de Ouro de filme estrangeiro e com as 2 indicações ao Oscar , e mesmo tendo gostado muito de "Tudo Sobre Minha Mãe" , não acreditava muito nesse novo trabalho de Pedro Almodóvar. Não sei dizer o porquê , mas "Fale com Ela" simplesmente não me empolgava. Tanto que o filme ficou mais de 1 mês em cartaz em minha cidade , e não fui assistí-lo. Saiu dos cinemas , e senti um pouco de culpa , como cinéfilo. E aí essa obra-prima voltou a ser exibida. Me sentia na obrigação de vê-la , e é lógico que dessa vez não deixei essa oportunidade escapar. E posso dizer , com toda sinceridade , que "Fale com Ela" é um dos melhores filmes "não norte-americano" que já assistí em minha vida , se não for o melhor. É também a melhor obra de Almodóvar , sem sombra de dúvidas , e uma das maiores realizações do cinema europeu. A Espanha está de parabéns. Ou melhor , Almodóvar está de parabéns , a Espanha não ! É impossível saber o que deu na cabeça dos espanhóis para não indicar esse filme ao Oscar. Azar deles , que vão ficar sem a estatueta , já que o escolhido pelo país , "Los Lunes al Sol" , foi esquecido pela Academia. A estória gira em torno de dois homens , Benigno (Javier Cámara) , um enfermeiro , e Marco Zulonga (Darío Grandinetti) , um jornalista. A princípio , essas duas pessoas não têm nada a ver uma com a outra , mas quando a toureira profissional , e namorada de Marco , Lydia (Rosario Flores) entra em coma após ser ferida na arena , os destinos desses dois homens irão se cruzar. Benigno cuida de uma jovem (Leonor Watling) , também em coma , chamada Alicia , e é completamente apaixonado por ela. Por isso , a trata como se estivesse "normal" , como se ela ouvisse-o e entendesse-o. Ao ver Marco em situação parecida , o enfermeiro passa a incentivá-lo a fazer o mesmo , a falar com ela. Daí o título do filme. A trama parece simples , mas não é. Ao que vai se desenvolvendo , vai ganhando contornos inesperados , bem ao estilo de Almodávar. E esse cineasta mostra mais uma vez todo seu talento e competância ao conduzir brilhantemente a estória , nunca apelando para clichês e nunca se tornando previsível. Pedro também volta a mostrar uma incrível capacidade para dirigir atores. A dupla central tem uma química impressionante. Rosario Flores aparece com uma personagem imponente , mas ao mesmo tempo frágil (como pode ser constatado na cena da cobra na cozinha de sua casa). Leonor Watling é de uma beleza e pureza invejável. Há ainda a sempre competente Geraldine Chaplin (filha de Charles Chaplin) e a belíssima participação de Caetano Veloso. Resumindo , "Fale com Ela" é um filme imperdível , uma realização genial , uma verdadeira obra-prima. Recomendável para todos , fãs e não-fãs de Pedro Almodóvar. Afinal , quem não gostar do filme em si , ao menos poderá curtir um delicioso curta-metragem mudo , que Pedro insere de forma brilhante no filme."
Default thumb
Rodrigo
13/01/2002
Mais um filme de personagens bizarros com diálogos estranhos deste "cineasta". Basta fazer um filme que ninguém entenda, nem mesmo ele, para algum crítico gritar: "genio". Pronto! Está feito o mal e a fama dos Almodovares da vida. Assim, o público vai ao cinema, assiste e nas rodinhas pseudo-intelectuias fica com medo de dizer a verdade: ruim, muito ruim. Como todos os filmes dele, mas num grau menor. Confuso, provinciano, estereotipado, arcaico no seu modernismo e extremamente irritante. principalmente pelo dinheiro e tempo gasto. Vale apena ver apenas para aprender o que é cinema sem qualidade nenhuma."
Default thumb
Christopher Faust Pereira
14/01/2002
nota:Rate05
Confesso que não gosto muito de Pedro Almodóvar, não sei, por exemplo, o que muita gente vê de tão especial em Tudo Sobre Minha Mãe, que é apenas um filme razoável que tenta fazer chorar a qualquer custo. Em Fale Com Ela não é diferente, apesar de contar com uma ótima história, as tentativas de fazer o público se emocionar a todo momento, como por exemplo na cena inicial do teatro e no minishow de Caetano Veloso, estragam o filme. As atuações são apenas razoáveis e apesar de contar com um ótimo roteiro, Almodóvar não consegue dar ao filme o ritmo necessário que ele precisa, provando mais uma vez ser melhor roteirista do que melhor diretor. O filme começa lento e cansativo, chegando a algumas vezes ficar até chato, porém com o tempo o filme começa a melhorar chegando a um final maravilhoso e emocionante. Almodóvar poderia muito bem ter feito deste filme uma obra-prima, porém no começo, na tentativa de mostrar o drama de cada personagem o filme acaba se perdendo, e, apesar de melhorar e muito no final não consegue recuperar a motivação do espectador em ver o filme."
Default thumb
Rafael Machado
15/01/2002
nota:Rate010
Não tenho palavras para descrever Fale com ela, esse filme é perfeito em tudo, as atuações, principalmente de Javier Cámara, fazendo muito bem um personagem que ao meu ver é bem complexo, a estória é linda e diferente de tudo o que eu já tinha visto, Almodóvar exagerou na criatividade! e ele como diretor não tem mais nada a provar depois desse Fale com ela."
Default thumb
Sebastião Molina Sanches
16/01/2002
nota:Rate010
Encantou-me este filme de Pedro. Estamos perdendo a capacidade de elaborar as coisas, que coisas? A agressividade, a solidão, a beleza, a amizade e por aí vai. Neste filme num ritmo, que as vezes parece vertiginoso, vamos elaborando: pela dança, pelo cinema mudo, pela música, pela tourada, as profundas vivências humanas. Fiquei com impressão de ter assistido um radical mergulho nas mais delicadas e difíceis experiências humanas. Almodovar não vira a mesa, permanece se equilibrando na delicada tarefa de contar uma história sem usar artifícios mágicos, ou saídas forçadas com efeitos especiais. Quase perdemos a capacidade e a delicadeza necessária para percebermos a singularidade de cada relacionamento humano, tenho a impressão que por isso ficamos com pressa em enquadrar cada pessoa em estereótipos já catalogados. Até o pai de Alicia se conforma ao ouvir do próprio Benigno sobre sua sexualidade, mesmo constatando que Benigno estava envolvido com sua filha além do esperado em termos de cuidados de enfermagem. A amizade que vai se tornando mais intensa na parte final do filme é muito interessante. Marco chama Benigno para os aspectos de realidade que este há muito não considerava e Benigno mostra a Marco as conseqüências de um amor radical que beira a loucura, mas se mantém fiel. Será que nossa alma está em coma e precisamos desesperadamente continuar cuidando dela, falando com ela, alimentando-a com arte, até que num ato de loucura amorosa consigamos traze-la de volta a vida? Fica aqui o conselho benigno: Fale com Ela."
1266395399 rafa thumb
Rafael Vespasiano
14/11/2009
nota:Rate010

 

<!-- /* Font Definitions */ @font-face {font-family:"Cambria Math"; panose-1:2 4 5 3 5 4 6 3 2 4; mso-font-charset:0; mso-generic-font-family:roman; mso-font-pitch:variable; mso-font-signature:-1610611985 1107304683 0 0 159 0;} @font-face {font-family:Calibri; panose-1:2 15 5 2 2 2 4 3 2 4; mso-font-charset:0; mso-generic-font-family:swiss; mso-font-pitch:variable; mso-font-signature:-1610611985 1073750139 0 0 159 0;} /* Style Definitions */ p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal {mso-style-unhide:no; mso-style-qformat:yes; mso-style-parent:""; margin-top:0cm; margin-right:0cm; margin-bottom:10.0pt; margin-left:0cm; line-height:115%; mso-pagination:widow-orphan; font-size:11.0pt; font-family:"Calibri","sans-serif"; mso-fareast-font-family:Calibri; mso-bidi-font-family:"Times New Roman"; mso-fareast-language:EN-US;} p {mso-style-noshow:yes; mso-style-priority:99; mso-margin-top-alt:auto; margin-right:0cm; mso-margin-bottom-alt:auto; margin-left:0cm; mso-pagination:widow-orphan; font-size:12.0pt; font-family:"Times New Roman","serif"; mso-fareast-font-family:"Times New Roman";} .MsoChpDefault {mso-style-type:export-only; mso-default-props:yes; font-size:10.0pt; mso-ansi-font-size:10.0pt; mso-bidi-font-size:10.0pt; mso-ascii-font-family:Calibri; mso-fareast-font-family:Calibri; mso-hansi-font-family:Calibri;} @page Section1 {size:612.0pt 792.0pt; margin:70.85pt 3.0cm 70.85pt 3.0cm; mso-header-margin:36.0pt; mso-footer-margin:36.0pt; mso-paper-source:0;} div.Section1 {page:Section1;} -->

Fale com Ela:

O melhor filme de Almodóvar, genial, emocionante e com alto teor de sensibilidade impressa na história e nas personagens, inclusive, na direção impecável de Pedro Almodóvar, trilha sonora maravilhosa, interpretada por Caetano Veloso, que leva uma das personagens às lágrimas, tamanha a emotividade da canção, que foi interpretada por Caetano no Oscar, até hoje, eu não entendo como "Fale com Ela" não foi indicado ao Oscar, pelo menos de filme estrangeiro, merecia até o Oscar de melhor filme, quem sabe? Pelo menos, justiça foi feita à Almodóvar e ele recebeu o Oscar de melhor roteiro; realmente uma história sensível e comovente, a abertura do filme que é m arcada pela encenação de um espetáculo teatral leva às lágrimas Marco (Dario Grandinetti) e esta reação é percebida pelo sensível enfermeiro, Benigno (Javier Cámara, genial atuação!), estão apresentadas duas das personagens principais do filme, depois numa tourada (paixão dos espanhóis), a namorada de Marco, Lydia (Rosario Flores), uma toureira profissional, é ferida por um touro e levada ao hospital, em coma, onde trabalha Benigno, os dois se reencontram, e começam uma amizade muito forte e verdadeira, Benigno nutre um amor platônico por uma interna do hospital que também está em coma, Alicia (Leonor Watling), é belíssimo quando Benigno diz para Marco "Fale com Ela (Lydia)", que ela te escuta; genial e belíssimo filme de Almodóvar!

 

Nota: 10.


1266395399 rafa thumb
Rafael Vespasiano
14/11/2009
nota:Rate010

Fale com Ela:

O melhor filme de Almodóvar, genial, emocionante e com alto teor de sensibilidade impressa na história e nas personagens, inclusive, na direção impecável de Pedro Almodóvar, trilha sonora maravilhosa, interpretada por Caetano Veloso, que leva uma das personagens às lágrimas, tamanha a emotividade da canção, que foi interpretada por Caetano no Oscar, até hoje, eu não entendo como "Fale com Ela" não foi indicado ao Oscar, pelo menos de filme estrangeiro, merecia até o Oscar de melhor filme, quem sabe? Pelo menos, justiça foi feita à Almodóvar e ele recebeu o Oscar de melhor roteiro; realmente uma história sensível e comovente, a abertura do filme que é m arcada pela encenação de um espetáculo teatral leva às lágrimas Marco (Dario Grandinetti) e esta reação é percebida pelo sensível enfermeiro, Benigno (Javier Cámara, genial atuação!), estão apresentadas duas das personagens principais do filme, depois numa tourada (paixão dos espanhóis), a namorada de Marco, Lydia (Rosario Flores), uma toureira profissional, é ferida por um touro e levada ao hospital, em coma, onde trabalha Benigno, os dois se reencontram, e começam uma amizade muito forte e verdadeira, Benigno nutre um amor platônico por uma interna do hospital que também está em coma, Alicia (Leonor Watling), é belíssimo quando Benigno diz para Marco "Fale com Ela (Lydia)", que ela te escuta; genial e belíssimo filme de Almodóvar!

 

Nota: 10.


votos dos usuários

4
16 voto(s)

crítica do adorocinema

publicidade

últimas notícias

tags