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Extermínio

titulo original: (28 Days Later)

lançamento: 2002 (Inglaterra)

direção: Danny Boyle

atores: Cillian Murphy , Naomi Harris , Megan Burns , Brendan Gleeson , Christopher Eccleston

duração: 112 min

gênero: Terror

status: arquivado

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ficha técnica:

  • título original:28 Days Later
  • gênero:Terror
  • duração:01 hs 52 min
  • ano de lançamento:2002
  • site oficial:http://www.28dayslaterthemovie.com/
  • estúdio:Fox Searchlight Pictures / British Film Council / Canal+ / DNA Films / Meespierson Film CV / Figment Films
  • distribuidora:20th Century Fox Corporation
  • direção: Danny Boyle
  • roteiro:Alex Garland
  • produção:Andrew Macdonald
  • música:John Murphy
  • fotografia:Anthony Dod Mantle
  • direção de arte:Mark Digby, Patrick Rolfe e Dennis Schnegg
  • figurino:Rachael Fleming
  • edição:Chris Gill
  • efeitos especiais:Clear Ltd. / The Moving Picture Company

imagens - 9

Extermínio Extermínio Extermínio Extermínio Extermínio Extermínio Extermínio Extermínio Extermínio

sinopse:

Após invadirem um laboratório de pesquisas em macacos, um grupo de ativistas encontra chimpanzés presos em gaiolas diante de telas que exibem continuamente cenas de extrema violência. Ignorando os avisos de um cientista que trabalha no local de que os macacos estariam infectos, os ativistas decidem libertá-los. Assim que são soltos os macacos atacam todos aqueles à sua volta, em verdadeiros ataques ensandecidos. 28 dias após este acontecimento desperta do coma em um hospital de Londres Jim (Cillian Murphy). Completamente confuso e estranhando a ausência de pessoas nas ruas, Jim nada sabe sobre o ocorrido e se esconde após encontrar diversos cadáveres e seres monstruosos, infectados pelo vírus disseminado. Após uma explosão Jim encontra outros sobreviventes, Selena (Naomi Harris) e Mark (Noah Huntley), que o levam a um local seguro e lhe explicam a situação atual. Decidido a reencontrar seus pais, Jim decide partir e é acompanhado pela dupla de novos companheiros. Até que, ao se refugiarem em um prédio, ouvem uma transmissão pelo rádio de que um grupo de soldados comandados pelo major Henry West (Christopher Eccleston) está se reunindo e diz ter a solução para a cura da infecção provocada pelo vírus. Sem outra alternativa, Jim, Selena e Mark decidem se juntar aos soldados em sua batalha.

elenco:

  • Cillian Murphy (Jim)
  • Naomi Harris (Selena)
  • Megan Burns (Hannah)
  • Brendan Gleeson (Frank)
  • Christopher Eccleston (Major Henry West)
  • Alex Palmer (Ativista)
  • Bindu De Stoppani (Ativista)
  • Jukka Hiltunen (Ativista)
  • Noah Huntley (Mark)
  • Christopher Dunne (Pai de Jim)
  • Emma Hitching (Mãe de Jim)
  • Alexander Delamere (Sr. Bridges)
  • Kim McGarrity (Filha do Sr. Bridges)
  • Luke Mably (Clifton)
  • Stuart McQuarrie (Sargento Farrell)

comentários

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Rodrigo
02/01/2002
nota:Rate010
Filmado em vídeo digital (o que não é, hoje em dia?), "28 days later" é um filme de terror. Melhor, é um filme de zumbis, bem ao estilo dos de George Romero. Começa com a invasão a um laboratório de pesquisa por ambientalistas, que ocasiona a liberação do vírus da raiva. Essa raiva, porém, transforma as pessoas em zumbis sedentos por "mioooolo". 28 dias depois, Jim (Cillian Murphy, sujeito garboso) acorda da recuperação em um hospital, completamente deserto. A seqüência que se segue, onde Jim anda por uma Londres devastada e sem vivalma , é a melhor do filme. São uns sete minutos sem som até ele quase atacado por um zumbi e ser resgatado por dois sobreviventes (Naomie Harris e Noah Huntley). Rola mais uma pá de coisas, mas em suma, eles acabam encontrando um pai e sua filha (Brendan Gleeson e Megan Burns), ajunta-se todo mundo num fusquinha e seguem até o ponto de encontro para sobreviventes, indicado por uma transmissão militar de rádio. "28 days later", como já disse, lembra muito os filmes de Romero, mas remete, em especial, a "Dawn of the dead" (em português, "Zombie..."). Onde este último aproveitava seu tema enquanto metáfora para criticar a sociedade de consumo, o filme de Boyle fala da desumanização do ser humano. E até funciona, pois Boyle e o roteirista Alex Garland (que também escreveu "A praia"...irch!) souberam dosar crítica e entretenimento. É profundo o bastante e divertido o bastante. Eu sabia que Garland não era mau escritor pois "O tesseracto" é um ótimo livro, ainda me restava fé. Em dados momentos do filme, principalmente a troca de pneu mais aterrorizante que já vi, passada dentro de um túnel escuro, agradeci por cadeira de cinema ser poltrona e não de rodas, pois com os sustos que tomava, eu teria me atirado para a praça de alimentação numa velocidade fenomenal. E tudo isso concentra-se no primeiro terço do filme, definitivamente o mais forte. Quando os personagens seguem em busca da suposta salvação, o filme vai ligeiramente mudando ao ponto que os zumbis já não são a atração principal. É como ir para a Disney e não ver o Mickey, sabe? O clímax, esse então parece que é de outro filme. O que mais me irritou foi que o personagem principal transforma-se do nada, de um sujeito passivo a quase um super humano do mal. Por pouco, não vira "Showgirls". Demorou anos para eu me transformar no sujeito ruim que eu sou e devo acreditar que uma pessoa pode acelerar o processo em dias? Dá um tempo... "28 days later" é também, meio previsível. Só que sua previsibilidade é boa, porque ele entrega sem o menor pudor, a crueldade que já se espera. Falando nisso, "28 days later" é bem cruel. Isso é ótimo. Tem também uns vômitos de sangue que são do balacobaco. Não é um filme perfeito (só os do Neville D'Almeida são: perfeitamente ruins, isto é), mas é só falar "zumbi" e você consegue minha total atenção. E "28 days later" é um ótimo filme de terror, com muito mais a oferecer do que isso. A trilha sonora de John Murphy não bomba, mas é excelente e em sintonia com o filme (ao contrário de Prodigy e "Por uma vida..."). Ainda não é a salvação da alma de Boyle, depois de tê-la vendida para o esquemão americano, tem tanto buraco no roteiro que juntos formariam um Grand Canyon, mas definitivamente, um tremendo cavalo-de-pau rumo à direção certa."
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Lucas Cabral
03/01/2002
nota:Rate07
A imagem é pessima, as tomadas sao esquisitas, a iluminação é desforme,mas é exatamente isso q é o interessante no filme.Nao é um filme exelente ou merecedor de aplausos, mas tb nao é um desperdicio de tempo. A sorte dele, é ter sido feito na europa ( o q deixa os filmes naturalmente mais interessantes); pq se fosse feito em Holliwood, seria mais um babaca filme 'B' de terror. A camera nao-estatica de imagem ruim da um certo tom de 'fim-de-mundo' q o filme pede. Algumas coisas nao sao muito bem feitas, mas o filme nao cai na pieguice (pelo menos ao meu ver ). Se vc gosta de filmes europeus, de baixo orçamento, com imagem pessima, mas q valem seu ouro, vá ver. Se nao, vai ver Freed Kruger vai!"
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Paulo Varanda
04/01/2002
nota:Rate04
Seria tolo dizer que esse filme tem uma "leve" semelhança com a sequência de Resident Evil? Sinceramente, quando vi uma matéria anunciando o filme fiquei empolgado,mas logo vi que não era a continuação de RE.É uma pena, mas eu assistiría esse filme como uma prévia para o segundo filme do game."
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Rafael Minatti
05/01/2002
nota:Rate010
Pra quem gostou do filme Resident Evil, Extermínio é um prato cheio. Levei muitos sustos no cinema, e aposto que não há ninguem que nao pule da cadeira no primeiro susto, logo quando ele sai do hospital. É um filme muito bem bolado e inteligente, e eu recomendo."
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Lu Dias
07/01/2002
nota:Rate08
Os zumbis são apenas fundo de pano para mostrar mais uma vez a natureza humana frente a acontecimentos tão extremos. Gostei muito quando é comentado que sempre foi assim: "humano sempre matando outro humano". Um filme que vai muito mais alem de ficção ou terror, mostrando a complexidade humana. Agora, por favor !! Alguém sabe qual foi o final alternativo ??? Quem souber me conta, sou hiper-super curiosa."
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Augusto Marx
08/01/2002
nota:Rate04
Eu apenas assisti a este filme, porque não tinha muita escolha. Eu devia ter assistido "A Viagem de Chihiro" ao invés desta porcaria. Eu só dei a nota 4 porque é agitadozinho, e seria uma boa assitir na sessão da tarde, mas no cinema... O filme começa mal e termina pior. O que achei estranho foi o comportamento dos infectados que só atacavam os "normais". Além disso como é que podem se infectar em apenas 20 segundos após ser mordido. Também não gostei porque aquela doença ali estava longe de se parecer com raiva, parecia era revolta, ou fome aguda. Se você gosta deste tipo de filme, assista apenas quando chegar nas locadoras, vale mais a pena."
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Renato Rosatti
09/01/2002
nota:Rate08
Dentre os diversos sub-gêneros do horror, os filmes abordando a temática dos “mortos-vivos” ou “zumbis” sempre despertaram uma grande atenção nos admiradores do estilo. Desde o lançamento em 1968 do cultuado clássico em preto e branco “A Noite dos Mortos-Vivos”, de George A. Romero, os filmes de zumbis assassinos e sedentos por carne humana passaram a ser produzidos em grande quantidade, povoando a imaginação dos fãs do cinema fantástico com os piores pesadelos. Romero acabou criando uma trilogia que ainda teve os consagrados “O Despertar dos Mortos-Vivos” (1978) e “O Dia dos Mortos” (1985), ambos carregados de críticas pertinentes, o primeiro sobre a sociedade de consumo e o segundo sobre a intransigência militar, e seus filmes serviram de inspiração para cineastas talentosos como o italiano Lucio Fulci (falecido em 1996) exercitarem suas habilidades, ele que dirigiu um dos mais violentos exemplares do gênero, “Zombie Flesh-Eaters” (1979). Insistindo em apostar nessa fórmula e acreditando que o tema, mesmo apesar de desgastado e já muito explorado, ainda poderia render uma boa história de zumbis adaptada para os tempos modernos, o diretor inglês Danny Boyle lançou “Extermínio” (28 Days Later), que entrou em cartaz nos cinemas brasileiros em 25/07/03, chegando um pouco atrasado para nós, já que estreou na Inglaterra em Novembro de 2002, inclusive tendo a versão em DVD já lançada por lá também. Com roteiro de Alex Garland, autor do livro que inspirou o roteiro de “A Praia” (2000), também dirigido por Danny Boyle, o filme mostra um laboratório de pesquisas com macacos utilizados como cobaias em experiências secretas, sendo invadido por um grupo de ativistas que exigem que os animais sejam libertados. Uma vez desconsiderando a informação de um técnico local de que os macacos estariam contaminados com um vírus letal transmissor da raiva, as jaulas são abertas e uma epidemia mortal se espalha pela cidade de Londres, numa enorme velocidade de devastação. Em exatos vinte e oito dias depois (daí o título original do filme), um jovem entregador de encomendas chamado Jim (Cillian Murphy), desperta de um coma na UTI de um hospital, devido a um acidente de carro. Desorientado, ele descobre que o prédio está misteriosamente vazio e sai sem rumo pelas ruas desertas da cidade, encontrando desordem e cadáveres espalhados, além de horríveis criaturas que tentam devorá-lo, infectadas pelo vírus libertado no laboratório e que se transmite pelo sangue e saliva. Jim acaba encontrando outros sobreviventes, Selina (Naomie Harris) e Mark (Noah Huntley), que o levam para um local seguro e informam sobre o caos instaurado na Inglaterra com a proliferação dos “infectados”, pessoas que se transformaram em “mortos-vivos”, e que aparecem apenas à noite para se alimentarem. Os três jovens partem pela procura dos pais de Jim na inútil tentativa de encontrá-los com vida, e após um confronto mortal com as criaturas “infectadas”, encontram outros dois remanescentes da população ainda ilesos da ação do vírus, na figura de um pai, Frank (Brendan Gleeson), e sua filha adolescente, Hannah (Megan Burns), que estão refugiados no alto de um edifício. O grupo formado tenta sobreviver em meio ao caos até receberem informações através de uma mensagem gravada captada por um rádio, sobre as atividades de um grupo militar comandado pelo major Henry West (Chistopher Eccleston), que está convocando a todos os sobreviventes que se encontram isolados para se juntarem a ele na tentativa de combater a praga dos zumbis, receberem proteção e reestabelecer a ordem. Eles decidem ir ao encontro dos militares de carro numa jornada perigosa pela cidade devastada, com direito a uma tensa sequência passada no interior de um túnel escuro, sem saberem que ainda enfrentariam problemas reveladores com os militares, muito maiores que a ameaça dos próprios “infectados” canibais. “Extermínio” lembra raridades do cinema fantástico do passado como “Mortos Que Matam” (The Last Man on Earth, 1964), com o lendário Vincent Price, e sua refilmagem “A Última Esperança Sobre a Terra” (The Omega Man, 1971), com Charlton Heston, ambos baseados no livro “Eu Sou a Lenda”, de Richard Matheson, além de outros similares mais recentes como “Resident Evil – O Hóspede Maldito” (2002). Como já era esperado, o filme de Danny Boyle apresenta muitos dos elementos mais básicos e característicos presentes em filmes de zumbis e similares. Historicamente a motivação para a criação da legião de mortos-vivos do cinema teve várias origens diferentes exploradas pela infinidade de filmes do tema, desde a contaminação por uma substância oriunda de um meteoro vindo do espaço, passando por rituais de magia negra e vodu, até a ação nociva de misteriosos gases letais de experiências secretas do governo. Só que no caso de “Extermínio”, as criaturas foram geradas pela contaminação de um vírus moderno de laboratório que ao invés de originar uma doença mortal, acaba na verdade despertando a raiva e a fúria da humanidade, sentimentos primitivos sempre existentes em nossa espécie e apenas camuflados por aqueles que conseguiam controlá-los, enfatizando o quanto perigosos e “irracionais” os seres humanos podem ser. E uma das características que diferenciam os “infectados” desse filme para os tradicionais zumbis apresentados em “A Noite dos Mortos-Vivos” por exemplo, é a agilidade e rapidez nos movimentos, tornando muito mais perigosos os seus ataques fatais. A maior e mais oportuna crítica presente no argumento de “Extermínio” é justamente a deterioração da racionalidade humana ao logo de sua história, chegando a uma condição duvidosa de civilidade nesses tempos modernos de guerras violentas por interesses econômicos e ameaças de conflitos nucleares e armas químicas. Pois em determinado momento do filme, ocorre uma inversão de valores entre os perigosos “infectados irracionais” e os remanescentes humanos, evidenciando a essência maléfica da humanidade, com seus últimos descendentes fazendo da insanidade e violência seu instinto básico de sobrevivência em meio ao caos de uma sociedade em desordem. A primeira metade do filme é claramente superior evidenciando as consequências depressivas de um apocalipse, com cidades inteiras vazias, dominadas apenas à noite pelos “infectados”. A partir do momento em que o pequeno grupo de sobreviventes entra em contato com uma base militar situada próxima à Londres, a intensidade dramática da história diminui ao esbarrar em alguns clichês previsíveis, principalmente quando ocorre uma mudança muito rápida e exagerada de comportamento com o personagem Jim, que era um simples entregador de encomendas despertado de um coma, evidenciando situações que podem ser consideradas inverossímeis, apesar de toda a agressividade hostil do novo ambiente criado pela disseminação do vírus letal da raiva. E o desfecho não foi plenamente satisfatório, sendo previsível e de pequeno impacto, e que poderia ser explorado de forma mais sombria e não convencional. Apesar desses detalhes, “Extermínio” pode ser considerado mais um grande filme a abordar a temática de zumbis através de seus violentos “infectados” dos tempos modernos, sendo juntamente com “O Chamado” (The Ring), os melhores filmes de horror lançados nos cinemas brasileiros até aproximadamente a primeira metade do ano de 2003. O diretor Danny Boyle nasceu em 1956 em Manchester, Inglaterra, e entre seus trabalhos anteriores destacam-se “Cova Rasa” (Shallow Grave, 1994), “Trainspotting – Sem Limites” (Traispotting, 1996) e “A Praia” (The Beach, 2000). O elenco de “Extermínio” é em sua maioria composto por atores desconhecidos, exceto por Brendan Gleeson que foi visto recentemente em “Gangues de Nova York” (2002), de Martin Scorsese, e por Christopher Ecclestone, que participou de “ExistenZ” (1999), de David Cronenberg, e “Os Outros” (2001), de Alejandro Amenábar. Curiosamente, para a gravação das cenas com a cidade de Londres deserta, simulando uma devastação causada pela proliferação de um vírus mortal, a equipe de produção realizava sempre as filmagens de manhã bem cedo, antes do início do habitual tumulto de carros e pessoas, típico de uma grande cidade, recebendo o auxílio da polícia para a organização das atividades. E um fator positivo nesse caso foi a utilização de vídeo digital para o filme, cujo processo de filmagem é muito mais rápido e prático, eliminando grande parte do trabalho e permitindo agilidade para filmar as cenas nas ruas desertas da cidade. Como resultado, temos imagens sombrias e mais associadas a um cenário urbano pós-apocalíptico. A propósito, um dos destaques de “Extermínio” é justamente uma sequência onde o protagonista caminha desorientado numa Londres totalmente vazia, com carros tombados e sujeira para todos os lados, num incrível clima de depressão. Aliás, todo filme que mostra situações ambientadas em cenários urbanos desertos e abandonados sempre causam um forte impacto, transmitindo um amargo sentimento de desolação e inevitavelmente impressionando o público com a possibilidade de um evento depressivo de destruição. O cinema já produziu dezenas de exemplos dentro dessa idéia e somente para ilustração alguns poucos casos podem ser conferidos em filmes recentes como “A Dança da Morte” (1994), “A Reconquista” (2000), “Vanilla Sky” (2001), e “Reino de Fogo” (2002), ou outros mais antigos como o super obscuro e raríssimo “A Invasão do Centro da Terra” (Invasion From Inner Earth, 1974), de Bill Rebane, além de episódios de séries de TV como o piloto da antiga “Além da Imaginação” (1959/64), chamado “Onde Estão Todos?”, ou “O Dia em que a Terra Acabou” de “Viagem ao Fundo do Mar” (1965/69), ou ainda mais recentemente com a excelente série “Night Visions” (2001), através do episódio “O Labirinto”, dirigido por Tobe Hooper. A idéia do fim da raça humana, com cidades inteiras vazias, destruídas ou não, certamente é uma das premissas mais apavorantes para um argumento do mais absoluto estado de horror. Com um orçamento modesto de US$ 15 milhões, o filme surtiu um resultado satisfatório para os produtores, e numa astuta jogada de marketing eles informaram que algumas cópias exibidas nos cinemas americanos vieram com um extra interessante na forma de um final alternativo, exibido logo após os letreiros finais. Os produtores revelaram também que o vírus de “Extermínio”, responsável pela contaminação da raça humana transformando as pessoas “infectadas” em zumbis, foi inspirado em doenças dos tempos modernos como a “aids” e o “ebola”, de origens misteriosas e que tem sido um dos grandes males da civilização dos tempos modernos, dizimando milhares de pessoas ao redor do planeta. O título nacional “Extermínio” foi até bem escolhido, tendo relações diretas com a história do filme, porém ainda assim, o ideal seria apenas traduzir literalmente o original para “28 Dias Depois”."
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Nemias Junior
11/01/2002
nota:Rate010
Um dos melhores filmes de terror e suspense dos últimos anos. Uma mistura de ficção e realidade onde tudo pode acontecer. São duas horas de imagens eletrizantes juntamente com uma belissíma trilha sonora que merecem uma reflexão diante a humanidade."
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Daniel
12/01/2002
nota:Rate010
Tenso, político e ao mesmo tempo atual. Cine-catastrofe como não se vê por aí. Qualidade que faz o espectador sentir os calafrios das personagens e uma história forte que faz dele o melhor filme do ano. Faz pensar e diverte ao mesmo tempo. Imperdível."
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Leandro Gantois
13/01/2002
nota:Rate08
O roteiro é escrito pelo Alex Garland (autor de "A Praia") e é um dos melhores feitos para o gênero terror dos últimos anos, tudo bem que tem seus clichês moderados, principalmente por lembrar obras do George Romero, mas a crítica feita sobre a humanidade é perfeita, tudo isso ocorre durante as cenas ocorridas no comando militar, onde somos provados que os tais zumbis são muito mais humanos que o próprio homem, é incrivel mesmo, em dados momentos os personagens são forçados a confiar mais em uma besta assassina do que numa pessoa da prórpio espécie, deste modo, o script se mostra perfeito, com uma visão excelente sobre a sombria e verdadeira face do ser humano. Na direção temos o Danny Boyle, que se tornou famoso ao gravar filmes idepedentes como "Cova Rasa" e "Trainporting", além da divertida e intligente comédia romântica "Por Uma Vida Menos Ordinária", depois disso fez "A Praia", massacrado pelos críticos, mas que trata-se de uma excelente metáfora que não foi entendida, agora, Boyle teve sua chance de recuperar a moral com todos, e fez isso perfeitamente, este seu novo trabalho foi bem aceito, e ele prova porque, suas sequência são geniais, e totalmente assustadoras, entrar de cabeça numa Londres vazia é de gelar a espinha, isso sem falar na emocionante troca de pneus, e em outras enumeras cenas de tirar o folêgo, que prova de vez o incrivel talento de Danny Boyle. No elenco não temos o Ewan McGregor (ex-amigo de Boyle, que fez seus três primeiros filmes, estão rompidos desde "A Praia"), e muito menos um astro em ascenção (Leonardo DiCaprio), aqui optaram por rostos pouco conhecidos, e o resultado foi muito acima do esperado, eles transportam uma carga de medo sensacional, e mudam quando os objetivos da trama tomam novos rumos, o melhor deles é o Cillian Murphy, que está bem posto no filme, numa atuação ótima; Naomi Harris é outra que tira uma boa performance, sua frieza é sentida pelos espectadores. "Exterminio" já está, desde agora, na lista dos melhores filmes do ano, além de ser uma grande e agradável surpresa, é uma obra angustiante e assustadora, que realmente conseguem a incrivel façanha de mostrar o quanto desumanos são as pessoas, realmente um filme que merece ser visto, principalmente por aqueles que duvidam do talento do Danny Boyle, e que nada aprovaram o resultado no excelente "A Praia", por isso, não perca a grande oportuindade de assistir este grande filme."
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Ananda Andradea
14/01/2002
nota:Rate06
Aparentemente este filme parecia não ter uma história muito boa , mas a maneira como foi produzido nos faz acreditar que realmente a situação era real.O filme é um tanto frio, as cenas da cidade totalmente vazia é de deixar qualquer um agonidado e ainda por cima acompanhada do clima sóbrio de Londres com uma trilha sonora melancólica.O final não deu pra entender muito bem, depois é que fiquei sabendo que depois dos créditos há um outro final para o filme, será que terei que ver o filme de novo para saber se é verdade?Ou devo me agarrar a idéia do diretor e pensar por mim mesma num final para os sobreviventes?!Este filme é um tanto misterioso, mas a mensagem que o diretor quis trasmitir é simples, se é um virus ou não, não se pode ter certeza, mas que as pessoas do mundo estão contaminadas de raiva e estão matando umas as outras."
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Líliana
15/01/2002
nota:Rate04
Um dos piores que assisti ultimamente. Irritante pela técnica empregada, pela opção de pouquíssima luz, mas definitivamente irritante por um roteiro sem coerência e carregado de cenas de violência despropositada (a última, quando o personagem principal fura os olhos do soldado com os dedos é tétrica). Até na escolha de algumas músicas o filme caiu no ridículo. Não recomendo a ninguém!"
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Renato Souza
16/01/2002
nota:Rate010
Surpreendente!! Danny Boyle, que quase sempre é incompreendido, mais uma vez nos convida a uma viagem aos meandros desta tão complexa psique humana. Mesclando, ao mesmo tempo, os extremos da natureza humana, como na cena em que sobreviventes que se uniram e estão se mantendo vivos através da cooperação, da amizade, da luta pela vida e então, um deles se contamina e em segundos já está esquartejado por seu companheiro de luta, não tendo seus apelos ouvidos, abafados pelos golpes frenéticos de facão, a explicação? O olhar. O amor inabalável, em meio ao caos, de um pai e uma filha, percebe-se nitidamente a felicidade por estarem juntos, felicidade??? Em um mundo devastado e infestados de criaturas ferozes e sedentas para estraçalhar quem encontrar pela frente ?? Parece incoerente, mas no filme isto discorre em perfeita sintonia, a explicação? O olhar. E os Zumbis, Zumbis? Pelo amor de Deus não confundam as coisas, zumbis são criaturas podres lerdas que andam 1 metro por hora, eles são, pessoal, PESSOAS CONTAMINADOS COM A RAIVA, liberando toda a fúria que um simples humano possa ter, o mais rápido velocista, o maior saltador do mundo, o mais forte dos humanos, agora imagina todo este pontecial em uma multidão empregado somente para matar, ou melhor destroçar o que encontrar pela frente, de maneira tal que até os ratos, isto mesmo, até os ratos, fogem de pavor. E depois sucintamente nos convida a pensar, se o vírus CONTAMINA, ou LIBERA, aquilo que temos aqui dentro que percebemos ao olharmos para nossa história, tal como os macacos no inicio do filme. Como ele faz isto? Da forma que só Boyle poderia fazer: ele faz com que Jim, (o herói do filme) seja confundido com um contaminado, não só pelos personagens do filme, mas por nós que assistimos, através de uma lente ultra frenética, Jim não se defende como todos esperam: -Ei sou eu Jim, não estou contaminado! mas mesmo assim não é morto, a explicação? O olhar. Enquanto não perceberem que a visão de Boyle, este dissecador do espirito humano, é bastante incomum, ele será muito incompreendido, mas para quem não liga para os seus toques psicológicos, assista ao filme e curta Extermíno um luxuoso e bem acabado TRASH."
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Márcio Benjamin
17/01/2002
nota:Rate09
Angustiante exercício de terror. A ambientação meio "videoclíptica" , a fenomenal trilha sonora, e até mesmo a interpretação fraca dos atores fazem deste um dos filmes mais perturbadores recentemente realizados. Obrigatório, nem que seja só para os que gostam do estilo."
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Gustavo Paes
19/01/2002
nota:Rate08
Não a como não comparar esse filme com RE.Caso os produtores de Resident Evil estejam planejando fazer outro filme, Extermínio da uma aula de como fazer zumbis assustadores. O final é muito pouco inspirado, mais de resto temos um filme bastante pertubador, não indicado apenas para aqueles de estômago fraco."
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Hugh Williams
20/01/2002
nota:Rate07
Algumas falhas no roteiro, um final feliz (Seria melhor se não existisse), e uma filmagem tosca que foi intencional, não estragam essa pérola do cinema inglês. Quem gosta do circuito fora dos USA vai gostar desse filme, mas se vc é do tipo que prefere filmes limpos e com imagem impecável passe longe dele."
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Maurício L. Santos
21/01/2002
nota:Rate02
Por muito tempo procurei por uma sala legal para ver esse filme e não encontrava pois estava passando em poucas... Agora entendo.. É um filme fraco, com pouca ou nenhuma ação... não tem nexo algum... Enfim, foi um desserviço do Sr. Boyle à Setima arte.
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Marcelo Miranda
23/01/2002
nota:Rate010
Danny Boyle mais uma vez fazendo um trabalho excelente misturando terror,suspense e ficção científica num drama realista depois arrebentar em de "A PRAIA" e "TRAINSPOTTING"; o cinema americano definitivamente tem muito o que aprender com ele.É mais uma prova de que o cinema britânico é infinitamente superior ao americano.

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