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Outro filme de Bete Davis que é salvo pela interpretação genuína e segura dessa grande atriz. Leslie Howard também não fica atrás como o namorado deficiente. A energia de Bete Davis como a personagem Mildred é que faz a coisa toda pegar fogo e aí o bicho pega. Vc não verá nenhuma atriz fazer o que essa jovem aqui fazia nos anos 30. O roteiro foi adaptado do livro servidão humana e não chega aos pés da riqueza do livro, na verdade, foi extraído apenas a segunda parte do livro tornando-o um melodrama. Mas Davis supera-o com certeza. |
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"Os seus olhos se fixaram na garçonete loura e esguia. Chamava-se Mildred Rogers (Bette Davis) e, como de costume, rondava a mesa em que se encontrava Emil Miller (Alan Hale), um alemão de aspecto vulgar, rindo das suas piadas, também vulgares. Criatura desagradável aquele Miller, pensou Philip (Leslie Howard). O que teria ela visto naquele homem? ..." Bette Davis, em início de carreira, no esplendor de seus 26 anos e num papel vulgar e debochado, que ali começou a aprender a fazer com perfeição, Leslie Howard, de ...E O Vento Levou, a bela Frances Dee, falecida em 2004, pioneiros de uma versão que se seguiu com Escravo de Uma Paixão (1946), com Paul Henreid, de Casablanca, e Eleanor Parker, e por último Servidão Humana (1964), com Kim Novak e Laurence Harvey. O filme ainda lembra, em parte, Perdição por Amor (1952), com Laurence Olivier e Jennifer Jones. "Mildred também era vulgar. E, no entanto, ei-lo naquele recinto, olhando para ela e esperando que viesse atendê-lo. Ouviu a sua risada vulgar e estremeceu. Nem sequer era bonita. Magra, anêmica... Philip viu-se abraçando aquele corpo esguio, beijando aquele rosto sem vida, aqueles lábios frios. Detestou-a. No entanto, ergueu a colher e bateu no açucareiro, mas Mildred nem ligou". Foi a Warner que cedeu Bette Davis por empréstimo à RKO para que ela pudesse fazer a garçonete sem escrúpulo da obra de Somerset Maughan. Até então, Bette só interpretara papéis ingênuos e insípidos, o que não era bom para a sua filmografia e ambições futuras. Tanto isso é verdade que já no ano seguinte ela empunhava o Oscar e posava para os fotógrafos pelo seu trabalho em Perigosa (1935). "- Vamos casar, Sally (Frances Dee), disse ele alegremente. -Vamos ter filhos!Vamos viver! Abraçou-a fortemente, sabendo que era para sempre e que, por fim, tudo estava dando certo". |
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