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Encontros e Desencontros

titulo original: (Lost in Translation)

lançamento: 2003 (EUA)

direção: Sofia Coppola

atores: Scarlett Johansson , Bill Murray , Giovanni Ribisi , Fumihiro Hayashi , Daikon

duração: 105 min

gênero: Drama

status: arquivado

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ficha técnica:

  • título original:Lost in Translation
  • gênero:Drama
  • duração:01 hs 45 min
  • ano de lançamento:2003
  • site oficial:http://www.lost-in-translation.com/
  • estúdio:American Zoetrope / Elemental Films / Tohokashinsha Film Company Ltd.
  • distribuidora:Focus Features
  • direção: Sofia Coppola
  • roteiro:Sofia Coppola
  • produção:Sofia Coppola e Ross Katz
  • música:Brian Reitzell e Kevin Shields
  • fotografia:Lance Acord
  • direção de arte:Mayumi Tomita
  • figurino:Nancy Steiner
  • edição:Sarah Flack
  • efeitos especiais:Gray Matter FX / Rods & Cones

imagens - 14

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sinopse:

Bob Harris (Bill Murray) é uma estrela de cinema, que está em Tóquio para fazer um comercial de uísque. Charlotte (Scarlett Johansson), por sua vez, está na cidade acompanhando seu marido, um fotógrafo workaholic (Giovanni Ribisi) que a deixa sozinha o tempo todo. Sofrendo com o horário, Bob e Charlotte não conseguem dormir. Eles se encontram, por acaso, no bar de um hotel de luxo, e em pouco tempo tornam-se grandes amigos. Resolvem então partir pela cidade juntos. A eles junta-se uma jovem atriz chamada Kelly (Anna Faris), com quem vão viver algumas aventuras pela cidade de Tóquio.

elenco:

  • Scarlett Johansson (Charlotte)
  • Bill Murray (Bob Harris)
  • Giovanni Ribisi (John)
  • Fumihiro Hayashi (Charlie)
  • Daikon (Bambie)
  • Hiroko Kawasaki (Hiroko)
  • Anna Faris (Kelly)
  • Asuka Shimizu (Tradutor de Kelly)
  • Akiko Takeshita (Sra. Kawasaki)
  • Ryuichiro Baba (Concièrge)
  • Kanuyoshi Minamimagoe (Agente de imprensa)

comentários

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Francisco Russo
02/01/2003
nota:Rate08
Enfim dou o braço a torcer: Sofia Coppola acertou em cheio neste "Encontros & Desencontros". Desde quando a vi atuando em "O Poderoso Chefão 3" tenho uma certa implicância com ela, que não diminuiu muito após assistir "As Virgens Suicidas". Apesar de até ter um clima melancólico bem construído, nunca achei o filme de estréia de Coppola como diretora nenhuma maravilha, como muitos o consideram. Neste seu 2º trabalho pode-se perceber muito melhor suas qualidades como diretora. "Encontros e Desencontros" é um filme de gestos e olhares, onde pequenas atitudes representam muito dentro da história. O clima do filme em seu início é de solidão, tanto para o personagem de Bill Murray quanto o de Scarlett Johanson. O contraste da solidão de ambos com a agitação de Tóquio, sempre com muitas pessoas em todos os lugares por onde passam, é nítido e dura até o fim do filme. Aos poucos, à medida que os personagens de Murray e Johanson vão se conhecendo, este clima de solidão vai se transformando em ternura entre os dois protagonistas, pessoas solitárias que passam a dar apoio e amizade um ao outro. Sem eles mesmos perceberem a amizade vai se tornando cada vez mais forte, o que é mostrado de maneira pausada e bastante suave dentro do filme. Outro grande mote do filme são as brincadeiras em torno das diferenças culturais e da própria linguagem entre japoneses e americanos. Diversas vezes elas são exploradas, algumas delas de forma impagável (o comercial que Murray faz, por exemplo). Além disso, Murray e Johanson se saem muito bem em cena. Ambos têm atuações contidas, que se encaixam na intenção da diretora de expôr o sentimento de ambos através de suas expressões faciais, usando poucos diálogos. Quem viu "Mundo Cão" sabe que não é surpresa uma atuação deste tipo para Johanson, uma atriz em ascensão que está ainda mais bela no filme, mas o modo como Murray consegue conter seu humor histriônico e certas vezes físico chega a surpreender. "Encontros & Desencontros" é um filme muito bom, que prende o público pelo carinho com que seus protagonistas são retratados. Sim, pois apesar de serem bastante solitários percebe-se muito bem o quanto Sofia Coppola quis expôr a essência de tais personagens, mostrando o que eles realmente estavam sentindo nos instantes mostrados no decorrer do filme. Belo filme."
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Felipe Figueiredo
03/01/2003
nota:Rate08
Pra que não gostou do primeiro trabalho da Sofia Coppola, "As Virgens Suicidas", não se preocupe. Esse segundo não tem nada ver com seu trabalho de estréia na direção. Já pra quem gostou de seu trabalho anterior, "Encontros e Desencontros" mostra uma evolução no trabalho da diretora. O filme é um tanto quanto maduro e ao mesmo tempo que é melancólico, é acompanhado por um humor extremamente sutil, porém logicamente engraçado. A história gira em torno de 2 protagonistas. O primeiro é Bill Murray(numa performance excelente) onde ele faz um ator americano que vai gravar um comercial de bebida no Japão. A segunda é uma mulher que está acompanhando o marido fotógrafo no Japão à trabalho. Como o marido está trabalhando, não tem tempo pra ela. Ambos começam a ficar solitários já que não falam japonês e não conhecem ninguém por lá e como estão hospedados no mesmo hotel, acabam se conhecendo no bar. A partir dai, o filme desenvolve um relacionamento um tanto quanto interessante entre os dois, onde eles tentam matar o tempo juntos já que ambos sofrem de insônia porcausa do fuso horário. O filme contrasta muito bem a solidão dos dois personagens com a movimentada e iluminada cidade de Tóquio. Enfim, um trabalho simples e sutil de Sofia, que é bem dirigido e interpretado. Vale destacar também a bonitinha Scarlett Johansson, também numa ótima performance. É um filme que soa como algo sincero e natural. Gostei bastante das cenas de humor onde aparece Murray no comercial da bebida, tentando entender porque o que os japoneses falam em tanto tempo, pode ser traduzido em poucas palavras. Bastante interessante! Ah, gostei muito da participação de Anna Faris, num papel rápido, porém bem engraçado. E vale lembrar que este filme abriu o Festival do Rio 2003.
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SERGIO LUIZ DOS SANTOS PRIOR
04/01/2003
nota:Rate09
A ocidentalização do Japão é um tema que costuma preocupar os "fundamentalistas" étnicos. Como um país que outrora era regido pela ética dos samurais pode ser dominado pelos norte-americanos? Ok, Tóquio pode ser confundida com qualquer outra capital ocidental quando vista de longe. Ledo engano. Sofia Coppola mostra esse fenômeno muito bem. Os japoneses se apropriam da língua inglesa e a transformam numa outra coisa que é incompreensível para um "native speaker". Pegam os jogos de videogame ocidentais e dão um sentido diferente do que estamos acostumados aqui do lado ocidental. É evidente que a diretora que é filha do genial Francis Ford Coppola, a provar que filho de peixe, peixinho é, utiliza-se de uma linguagem metafórica para mostrar que as pessoas estão fora de sintonia hoje em dia. Para tal ela se utiliza de Bob Harris (Bill Murray, aquele velho comediante do programa Saturday Night Live e do filme "Ghostbusters"), um ator americano de meia-idade, em decadência, que vai para Tóquio filmar uma propaganda do whisky Suntory. Ele fica hospedado num hotel de luxo da capital japonesa. Não consegue entender os japoneses. Seu casamento de muitos anos já está mais pra lá que pra cá. Sofre de insônia. Vai para o bar do hotel onde encontra Charlotte (Scarlett Johansson). Esta, por sua vez, é casada com fotógrafo (Giovanni Ribisi), que não dá a mínima para ela. As portas estão abertas para que a amizade entre Bob e Charlotte decole. A solidão e a melancolia não são previlégios dos estrangeiros, assinala Coppola. A atuação comedida de Bill Murray é espetacular. Ele imitando Roger Moore para o comercial do whisky, cantando "More than this", do Roxy Music, se contendo para não extravasar seu carinho por Charlotte, faz um trabalho digno de levar o Oscar para casa. A linda e jovem Scarlett Johansson faz um dueto e tanto com Bill Murray. Belíssimo filme. Não perca.
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Daniel Sá
05/01/2003
nota:Rate05
"Encontros e Desencontros" é um daqueles filmes que tem estória, mas não tem trama, algo até inteligente: os personagens parecem navegar ao sabor das marés por entre acontecimentos aleatórios e desconexos, muitas vezes através de uma noção de tempo embaralhada, quando não ausente. Para isso, além de um bom roteiro, é preciso um talento ímpar da direção a fim de extrair dessa dinâmica de puro acaso uma mensagem concreta e, se possível, coerente. E, siceramente, acho que Sofia Coppola tropeçou em ambos os campos neste seu segundo longa. A receita foi seguida passo a passo, mas ao sair do forno as coisas simplesmente deram errado. Há um excesso de informações a respeito do casal protagonista, cuja atuação soberba é o ponto alto da produção, numa tentativa descabida de fazer com que o espectador se solidarize com seus respectivos dramas e torça para que a interação entre dois "pegue no tranco". Assim, além de contradizer a premissa casual que ele mesmo estabelece de início, duvida do seu próprio potencial e dá sempre uma "forcinha" para que a gente simpatize com ele. A partir de então, vão por água abaixo a naturalidade embutida no argumento e a pretensa experiência redentora que o título sugere. Paisagens de Tóquio? Contraste cultural? Sim, caem muito bem onde estão, só não são suficientes. Logo, toda a obra acaba sendo desnecessária, para o ator deprimido, para a esposa infeliz e, por tabela, para o público.
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Julianaa
06/01/2003
nota:Rate06
Encontros e desencontros é um filme estagnado. Não acontece nada, não há um desenrolar de história, não há emoção ou surpresa, em certos momentos chega a ser tedioso. As coisas só acontecem dentro da cabeça dos próprios personagens, ambos em crise existencial. O filme só se salva pela boa interpretação de Bill Murray.
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Marcus Garcia
07/01/2003
nota:Rate08
Um filme muito engraçado, que aborda diversas situações inusitadas. Todo o humor deste filme é conduzido por um tom de melancolia e isolamento. É um otimo filme para uma diretora, que só havia dirigido um filme antes deste. Não é por nada que leva o sobrenome Coppola.
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Betâniaa
08/01/2003
Muito ruim! Péssimo, de mal-gosto e falta de tato. Perda total de tempo e dinheiro. Primeiro que não é comédia, segundo que não tem nenhuma aventura por Tóquio, terceiro que não é musical e quarto que eu nem sei porque diabos é filme, podia muito bem não ser nada! Fora o modo com que a cultura japonesa é tratada... uma porcaria de filme!
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Ana Kormanskia
09/01/2003
nota:Rate08
Bom, pra começar, o filme vem com uma grande carga de expectativa. Indicações ao Oscar, dirigido pela filha do lendário Francis Ford Coppolla, críticas quase sempre favoráveis. Sim, o filme é bom. Não, não é tudo isso. O elemento básico nesse filme, ao meu ver, é a simplicidade. A história não é elaboradíssima, os personagens dramáticos, os diálogos cheios de profundidade. Pelo contrário, a maior parte da emoção é vista nos olhares dos personagens, sempre misteriosos, mas ao mesmo tempo entregando todas as suas emoções. O tipo de coisa que vc sabe q tá lá, mas o cara não fala. Toda essa simplicidade, pode parecer divertida, eu diria até diferente. Mas em certo ponto ela se torna chata. Aguardei pelo momento em que tudo vai dar errado, o momento em q algo vai finalmente acontecer, e nada. Quando menos espero, o filme acaba. O final foi bom, deixou um pouco de mistério no ar. Mais 20 minutos de filme e tudo iria por água abaixo. Arrisco até a dizer: O filme de Sofia Coppolla, nada mais é do que uma comédia romântica feita numa forma de drama.
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Diego
10/01/2003
nota:Rate010
Sem dúvida é um dos melhroes filme que ja assisti e merece 10 sem duvida. o trio de direção é nada mais que espetacular, a direção de arte mostrando todos aqueles cenários é fascinante,a fotografia também muito bem combinada nos locais certos. Na parte da Direção geral sem dúvida a Sofia Copolla se consagrou por fazer uam comédoa romântica um tanto diferente daquelas "água com açucar".
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Vinícius Bezerra
11/01/2003
nota:Rate010
- Scarlett Johansson consegue manter em Charlotte um sentimento que não parece ser nem bom nem ruim, mas que no fundo é ruim. - O roteiro é indefectível. Qualquer um que tenha assistido ao filme acha justa e aceitável a partida de Bob Harris para os EUA. - "Vamos montar uma banda" é a frase mais linda do filme. - A trilha é perfeita.
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Guilherme Lemos
12/01/2003
nota:Rate010
A melhor comédia romântica dos últimos anos! As atuções de Murray e Johansson são intocáveis, uma sintonia perfeita,que a diretora Sophia Coppola soube explorar com uma sutileza irrepreensível, sem apelações, mas sim de uma forma verossímel e descontraída.
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Fernando Vieira
13/01/2003
nota:Rate07
Será possível que ninguém observou quantas vezes os microfones de gravação do áudio explodiram na tela em cima dos personagens? Não foi apenas uma vez foram umas 10 vezes...Impressionante como uma diretora tão premiada e um filme cotado para o Oscar deixaram passar tamanhas falhas...Se fosse um filme brasileiro todo mundo só estaria falando disso...Falha deles!
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Rodrigo Bocanera
14/01/2003
nota:Rate05
Fiquei totalmente chocado no fim do filme, acho que eu e a sala de cinema inteira esperava um outro fim para a história da Sofia Copolla, não é chato, mas não é aquelas mil maravilhas, achei um pouquinho forçado ele ter ganho oscar de melhor roteiro original, afinal a história é tão banal que se consegue contar em três linhas, bem, quem gosta de novidades, assista Encontros e Desencontros, porque é de fato é um dos filmes mais diferentes que eu já vi.
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Patrícia Ferreira Pedraa
15/01/2003
nota:Rate09
Eis ai um raro exemplo de uma boa comedia romantica.Uma historia romantica que não precisa de cenas fortes e indigestas, basta um simples beijo. É um filme de otima qualidade, Sofia usou os ingredientes certos para um romantismo carente nos dias atuais, que estamos tão acostumados a ver baicharias e coisas superficiais. Bill Murray estava otimo na pele de um ator frustrado, talvez em uma de suas melhores fases, e a novata Scarlett Johansson teve uma escola e tanto trabalhando com fenomenos como Bill,Francis e Sofia.
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Lucas Leão Alves
16/01/2003
nota:Rate010
Esse filme é um dos mais engraçados que eu ja vi, e não é uma comédia; é um dos mais romanticos que eu ja vi, e não é um romance, ele na verdade é um drama.Resumindo, o melhor do ano, a trilha sonora tambem muito boa, e o Bill Murray arrasa no filme.
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Homero Nunes
17/01/2003
nota:Rate07
"Lost in Translation" realmente se perdeu na tradução: "Encontros e Desencontros". Não bastasse a criatividade pobre dos tradutores de títulos, sobra ainda a superestima dos críticos. Ninguém nega que é um bom roteiro, um bom argumento, uma boa fotografia, uma boa música etc. É um bom filme, vale a pena, mas não é nenhum fenômeno. Há quem diga que Sofia Coppola é filha de peixe e, sem dúvida, tem um grande peixe em Hollywood e também que sua herança genética (ou cultural) desemboca na sua genialidade. Truco! Fora o "jabá", a diretora tem talento e promete, mas ainda tem muito o que aprender com o papai. "Lost in Translation" ganhou o Oscar de melhor roteiro original e foi indicado para outros três, inclusive de melhor direção para Sofia, todavia, Oscar não é garantia de nada. Muita porcaria é agraciada todos os anos. Pode-se citar no mínimo uns cinco filmes melhores em cartaz nos cinemas: Dogville, 21g, Mystic River, Invasões Bárbaras, Adeus Lênin. Entretanto, isso não quer dizer que o filme é de todo ruim. Sem estragar o programa e desanimar os cinéflios, "Encontros e Desencontros" vale o preço do ingresso e o tempo ocioso despendido. Com roteiro que poderia facilmente ser uma comédia romântica estrelada pela Meg Rian, Sofia Coppola salva-se com inteligência do afogamento na água com açúcar. O filme é doce, amargo, ácido agridoce. Vale a pena, é um bom filme, o que o estraga é a pretensão.
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Lemuel Gandara
18/01/2003
nota:Rate010
Um filme sensivel que nos leva a refletir sobre a solidão e o amor repentino.uma historia moderna onde no meio do caus nos encontramos a segurança nos personagens de Bob Harris e Charlotte.uma direção honesta e interpretações que tão logo serão superadas podemos dizer sem esageiros que é o casablanca do seculo 21 é uma historia de amor que sempre viverá no coração e que o sexo nunca irá macular.
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Guilherme
19/01/2003
nota:Rate07
Olha só o que um bom planejamento de marketing faz. O filme não é tão bom assim. O que lhe dá status é o fato do sobrenome Coppola estar atrás das câmeras. Dizem que Sofia Coppola era péssima atriz. Como se deu melhor como diretora, as pessoas passaram a idolatrá-la. Mas o filme tem seus pontos negativos. A edição do som em algumas cenas é terrível e em várias cenas, os japoneses são colocados de uma forma preconceituosa, como se eles fossem loucos e/ou abobalhados. Enquanto os japoneses falam sua língua local, Bill Murray faz caretas como dizendo "olha como eles são idiotas".
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Daniela P. Oliveiraa
20/01/2003
nota:Rate010
Finalmente uma comédia rômantica inteligente do começo ao fim. Ótimo roteiro e direção de Sofia Coppola. O filme é meigo, divertido, inteligente e tem outras combinações raras de se encontrar nos filmes de hoje. Com certeza, é a melhor atuação de Bill Muray e revelou a ótima Scarlett Johansson, que merecia uma indicação ao Oscar.
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Lucas Bender
21/01/2003
nota:Rate09
Taí um motivo para se ir ao cinema e sair satisfeito, sabendo que a sétima arte ainda tem salvação e muito o que mostrar nesse século onde valores morais são deturpados e as pessoas vivem cada vez mais solitárias, ainda que rodeadas por uma multidão. Bem, "Encontros Desencontros", de Sofia Coppola, não chega a ser uma crítica, mas dá algumas alfinetadas irônicas no estilo de vida ocidental. Mesmo quando satiriza os japoneses, Sofia está evidenciando a distorção que o mundo ocidental provocou em Tóquio, megalópole já tomada por McDonald's, Cassinos, Casas Noturnas, Coca-Cola e demais "americanidades". Tóquio, além de servir perfeitamente para tal propósito, nos proporciona belas imagens. As tomadas através das amplas janelas envidraçadas do "enésimo" andar do hotel são tão bonitas quanto abismais. À beira da janela, junto à vidraça, Charlotte (Scarlett Johansson) senta e reflete observando a imensa selva de pedra que se ergue pelo céu sem cor. Ela, de roupas íntimas, busca algum conforto, imersa no seu silêncio solitário. Tenta achar uma saída, uma solução, um alguém, que lhe dê mais do que ouvidos ou conselhos vazios. Frustra-se com seu recente casamento insípido e com o diploma de Filosofia que não lhe proporciona oportunidades concretas. Charlotte encontra Bob Harris (Bill Murray), bem-sucedido ator em plena crise da meia idade. - Já comprou um Porsche? ironiza Charlotte. A princípio parece que não têm muito em comum. Mas logo percebemos que ele também mantém um casamento sem propósito, apesar de duradouro; que sua profissão lhe enche os bolsos de dinheiro facilmente, mas não lhe realiza profissionalmente; e que são dois americanos em Tóquio. É o suficiente para, entre as diferenças e semelhanças, se identificarem. Eles se encontram pelos corredores do hotel, com insônia. E se encontrando eles se acham. Acham um ao outro; acham a saída, a solução, o alguém que lhes faltava. A solidão, agora, é compartilhada a dois, em meio ao avassalador monstro gigante de concreto. Você que viu o trailer do filme deve estar se perguntando: mas não é um filme de comédia? E o Bill Murray, não usa seu consagrado bom-humor? Sim, a comédia é o bônus do filme; não bastasse a história conseguir algum senso dramático sem ser aborrecedora, é, ainda, permeada pelas gargalhadas que você vai dar em frente à tela. As "piadinhas" de Murray são contidas, afiadas e certeiras, sem cometer exageros, tornando seu personagem empático e simpático, com doçura e sensibilidade. Doçura e sensibilidade que também caracterizam Charlotte, encantadoramente interpretada por Scarlett. Seu semblante é sublime; sua alma, quente, ainda que cercada pela frieza do ambiente e das pessoas. Há uma chama acesa, bem lá dentro da personagem, que ilumina a cena. Maravilha! Scarlett, Sofia, Murray, as personagens, o cenário,... tudo maravilha. Algumas semelhanças me fazem lembrar "Melhor é Impossível", outro belo filme que mistura drama com comédia de forma sutil e sensível. Enfim, um filme que retrata um ambiente um tanto quanto frio e melancólico, mas, ao mesmo tempo, torna-se acolhedor e gostoso de se ver. E ainda tem citações ao cinema europeu (La Dolce Vitta, de Fellini, aparece na televisão; e mais: a primeira cena do filme, quando aparece o título, não te evoca o jeito europeu de fazer cinema?), takes do Monte Fuji (inclusive um que parece mais um painel, de tão impressionante), momentos impagáveis de Murray, e o fascínio que Scarlett Johansson exerce. Atente para a voz e as risadas dela. Não são fascinantes? Doces e encantadoras.
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Fernando Dias Campos Neto
22/01/2003
nota:Rate01
Um filme americano bem atual quanto a um estilo padrão : o nada existencial da sociedade capitalista num Japão ocidentalizado desde as bombas de Hiroxima e Nagazaki. Tokio é uma cidade que se assemelha a New York, com seus interesses ridículos. A ida de Charlotte a Kioto, creio, mantém-na insensível e distante da experiência budista. Bob Harris parece no início do declínio de uma carreira de ator, fazendo comerciais de whisky. Ambos com os casamentos em crise , acabam se encontrando num luxuoso hotel. Ela podia ser filha dele mas aproximam-se com a cumplicidade "blasé" de enfarados da vida. Ao que parece têm um contato sexual e se despedem com emoção. O filme reflete o tema agora sempre explorado pelos filmes americanos : a velha filosofia existencial. Mais ! Confunde-se o viver com o emocionar-se, o que pode ser um grande equívoco. Os seres humanos têm... sentimentos. O desfecho do filme parece querer conferir uma importância central às emoções compartilhadas por Charlotte e Bob. Não consegue ! Tokio é uma cidade americana no Japão, ele e ela são ocidentais, e não conseguem arrancar de suas almas a angústia existencial de um encontro patético que a não resolveu. São, talvez, ainda um desencontro ! E com os seus cônjuges exibiam depressão e hipocrisia. Em dado momento, em Kioto, Charlotte passa por um casal que se unia em cerimônia budista. Poder-se-ia pensar que ela cotejava o seu casamento com um fotógrafo baratinado e ausente . Mas, não. Aquilo era "japonês" para ela. E não era atôa que Bob se aturdia todo o tempo com o whysky do qual fazia propaganda. O filme é o espelho das conseqüências sociais do capital americano no Japão. Os animais têm emoções, nós humanos, sentimentos. Estes são coisa mais delicada. Envolvem inclusive uma transcendência, uma iluminação além da roda do samsâra"... Sim, já que, paralelamente, se tocou no assunto. Há algo do agrimensor kafkiano nessa vilegiatura de seres que mal se tocam. De pessoas que visitam o seu próprio país em território alheio. Um filme que poderia se chamar apenas : desencontros. Como alguns personagens de romances baseados na filosofia existencial, os protagonistas sabiam o que não queriam apenas. Isso os "nihilificava" numa angústia sem saída, uma Tókio que lembrava ainda Hiroxima, "Hiroxima mon amour".
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Frank
23/01/2003
nota:Rate09
Adorei este filme! Obra prima, com seu ápice na cena do Videokê. Os olhares nesta cena dizem tudo para o espectador. E a música é linda também: More than this. Bill Murray está como sempre fenomenal, é muito bom ver o seu humor discreto e sarcástico nas entrelinas das cenas. Se eu tivesse que dizer uma frase para definir o filme:"Mundo distante".
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Leonardo Mendes
24/01/2003
nota:Rate02
Detestei este filme, totalmente sem graça, minha esposa, que adora filmes do gênero também odiou, quando o filme terminou, todos na sala do cinema saíram reclamando com frases do tipo "que filmaço hein?" com ar de deboche. O filme é sem graça, a história, se é que assim pode ser chamada, não prende a atenção, imagens por demais repetitivas,cenas que não dizem absolutamente nada, trazem ao expectador um cansaço tremendo, a coisa que mais se vê na sala são pessoas bocejando, tudo isto porque simplesmente o filme começa e termina sem que haja uma cena que cause impacto ou chame a atenção, o que poderíamos aqui salvar são algumas poucas cenas em que algumas brincadeiras são feitas com as diferenças culturais. Se você acha que o que estou escrevendo sem base, que não soube entender o filme por ignorância, vá ver, só um conselho lhe dou, vá em um dia em que o ingresso esteja em promoção, vá em uma segunda feira, pelo menos o prejuízo será menor, assim como o sentimento de que você perdeu seu tempo.
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Leila Santosa
25/01/2003
nota:Rate07
É um filme intrigante, onde não fica claro a intensidade da relação entre os personagens e o que um representa para vida do outro. O bonito é ver que duas pessoas que a principio não teriam afinidades uma com a outra, podem ter muito a transmitir uma para outra. Mas parece ter mais desencontros do que encontros.
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Paulo
26/01/2003
nota:Rate010
Filme excelente !!! Como tive a experiência de viver por 6 anos no Japão, me indentifiquei muito com a história. O filme retrata fielmente o meio de vida japonês atual e a perda de identidade do seu povo. Recomendo principalmente para aqueles que já estiveram no Japão.
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Ilka Mina Akinagaa
27/01/2003
nota:Rate09
Esse filme foi especialmente interessante e engraçado para mim, porque eu também sou uma estrangeira no Japão. Moro aqui há um ano e tive a oportunidade de conhecer Tóquio mês passado. O que eu achei notável nesse filme foi a autenticidade. Exceto pelas características que foram mais destacadas para efeito cômico - um monte de japoneses baixinhos, de óculos, terno e gravata dentro do elevador, por exemplo -, o que é mostrado tem muito a ver com a realidade. Percebe-se essa preocupação com a fidelidade por parte da produção do filme. Gostei muito!
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Fabiano
28/01/2003
nota:Rate010
Muito bom esse filme! É um filme engraçado e ao mesmo tempo muito triste. Mas o melhor do filme são os personagens criados por Sofia Coppola, que são muito marcantes. E a Scarlett Johanson está maravilhosa neste filme. Ótimo filme.
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Lilianea
29/01/2003
nota:Rate09
Ótima fotografia, o filme tem um roteiro original, com uma comédia interessante q torna a ação totalmente dispensável no filme. Dispensa introdução e envolve objetivamente. Diverte e seduz com sofisticação. Adorei!
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Maurício Todeschini
30/01/2003
nota:Rate08
Desta vez tenho que concordar com Rubens Ewald, de que a crítica de todo o mundo realmente exagerou com a premiação deste filme. Ao assisti-lo, tive a impressão (e tenho até agora, com pequena variante) de que assisti a um filme chato. Principalmente porque peguei o DVD com muita expectativa, tendo em vista a premiação do filme e o fato de eu gostar muito do ator Bill Murray. Mas foi um pouco decepcionante. Entretanto, não posso negar que trata-se de um filme diferente, misterioso, com um roteiro interessante, que poderia ter sido melhor explorado para torná-lo interessante para o público (com cenas mais fortes, mais ação, sei lá, algo prendesse o espectador). O tom de monotonia dado ao filme talvez foi proposital, pois era isso que os personagens demonstravam passar, estando de saco cheio no Japão. Quanto à relação vivida entre os dois personagens também é diferente e interessante ! Murray pra mim está normal (mas normal ele é fantástico) e gostei de ver esta nova atriz, da qual nunca tinha visto e que mostrou-se talentosa (Scarlett Johansson). Pra quem ver o DVD verá uma cena muito bem excluída, da atriz loira dando entrevista para a imprensa japonesa. Muito bem retirada a cena, já que não tem nada a ver com o filme. Bem, no geral acho que este filme ficará em minha memória, pela relação romântica interessante, pela beleza de SCARLETT e pelo roteiro diferente. Mas pelas premiações, deveria ser bem melhor.
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Gustavo
31/01/2003
nota:Rate07
É um bom filme, com uma história interessante e bem desenvolvida por Sofia Coppola. Um texto inteligente e muito bem feito (digno do Oscar que levou). Porém, eu só achei a interpretação do Bill Murray medíocre demais para ser premiada do jeito que foi. Não acho que ele tenha merecido tantos prêmios assim. É um papel que qualquer ator no lugar dele saberia levar com a maior segurança.
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Douglas Melo
01/02/2003
nota:Rate09
É incrível como Sophia pôde escrever e dirigir tão bem ao ponto de transmitir sentimentos indiscritíveis. Apesar deste ser ainda seu segundo trabalho para o cinema, o filme é muito bom com uma comédia muito leve e inteligênte, algumas sequências podem ser um pouco entediantes mas nada que fará você adiantar o filme. Não é um filme para muitos, se você espera ver um americano fazendo idiotices com os japoneses, então não assista, apesar de Bill Murray ser um ótimo comediante não é neste filme que você perceberá isso. Recomendo a todos aqueles que tenham sentimentos.
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Bruno Pinto
02/02/2003
nota:Rate010
Apaixonante. Só me vem essa definição para Encontros e Desencontros. Sofia Coppola demonstrando maestria tanto na direção quanto no roteiro desse filme, que se desenvolve em clima lento e envolvente, com um toque de comédia de muito bom gosto. As atuações de Murray e Johansson estão impecáveis, com poucos diálogos, muitos olhares e expressões faciais e aquele toque de humor já citado. A química entre os personagens também é impressinante, que, após momentos de extrema solidão e tristeza, vão se conhecendo e acabam não percebendo, até a despedida, a enorme amizade criada entre eles. E isso fica claro também ao espectador, que também não percebe a força que a amizado de Charlotte e Harris tem até o momento em que eles tem que dizer adeus um ao outro (as inumeras despedidas dos protagonistas, são um show a parte). Diversão garantida para quem gosta do gênero comédia/drama/cult. Para se ter em casa e ver e rever muitas vezes.
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Albano Carlos Rosa
03/02/2003
nota:Rate09
O segundo filme de Sofia Coppola surpreende pela simplicidade, a química entre o casal de protagonistas (impossível saber quem está melhor) e principalmente por aquilo que não é dito no filme. É incrível como a estória e seus personagens conseguem transmitir tantas emoções apenas num olhar, nesse filme o silêncio as vezes é ensurdecedor, mérito dos atores e é claro de uma grande diretora.
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Rafael Zen
04/02/2003
nota:Rate010
Sofia acertou em cheio desta vez. Quando vi "As virgens suicidas" me desapontei, mas Encontros é um filme fantástico, a dupla central mostra a competência que tem. O Oscar vem acertando cada vez mais. Uma história muito simples mostrada de forma grandiosa!
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Wendel Mota
05/02/2003
CHATO, entediante, horrível! Quando ouvi a crítica sobre o filme, pensei que era o máximo. Não acontece nada no filme que forme uma história concreta. Não tem nada que prenda alguém na frente da tela.
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André N.
06/02/2003
nota:Rate09
Um filme com muita sensibilidade e sutileza.Assim como Virgens Suicidas Sofia nos passa muita emoção e simplicidade. Parece uma tendencia em alguns diretores de hoje(vide-História Real-David Linch).Filmes com estorias que não precisam de muita ação e movimento, apenas deelementos que passem com perfeição e emoção tudo aquilo que é filmado.
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Carina Bortolinia
07/02/2003
nota:Rate09
Muito sensível, bacana, diferente de todas as comédias românticas já vistas, um romance improvável e por isso tão belo e tão real, um romance que não se consuma mas que emociona. O personagem de Bill cantando More than this dá um toque melancólico e ao mesmo tempo cômico ao filme. Muito bom!
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Felipe Bruno Silva da Cruz
08/02/2003
nota:Rate010
Falar sobre relacionamentos é um trabalho muito mais complexo do que o tema em si deixa transparecer, é preciso se utilizar de honestidade e humanidade, de fantasia e de veracidade, de sensibilidade e racionalidade, tendo-se a consciência de que pessoas e sentimentos são coisas que mudam o tempo todo, e que, portanto, é extremamente fácil se deixar cair ou no pieguismo fácil, ou na contradição acidental. Infelizmente, nem sempre todos aqueles que se comprometeram a desenvolver esse assunto na tela grande se deram conta da relevância do tema que estava em questão, e o resultado foi que o que se viu nos últimos anos em se tratando de filmes com esta abordagem foram longas pífios e insipientes que se perdiam com assustadora facilidade dentro de toda a abrangência do gênero do qual pretendiam fazer parte. Enfim, após tanto tempo de mediocridade criativa, finalmente surge um filme que compreende a importância daquilo sobre o que quer falar, e que, acima de tudo, conseguiu transportar para as telas toda a solidão coletiva e a insatisfação cada vez mais presente no sucesso idealizado, e para que isso acontecesse foi preciso que uma Coppola nos mostrasse o rumo que os relacionamentos modernos vem tomando. Sim, pois toda a beleza e sensibilidade de ENCONTROS E DESENCONTROS são responsabilidade da talentosa diretora Sofia Coppola, que com um brilhantismo que há muito havia escasseado em Hollywood conduz uma história tanto cativante quanto realista. Com um roteiro belamente escrito, que impressiona por toda sua sinceridade e verossimilhança, nós acompanhamos o avançar de uma história que poderia acometer qualquer um de nós. Bob Harris é um ator famoso que se acomodou no conformismo de ter feito grandes filmes no passado, que são lembrados ainda hoje, e que está em Tóquio para ganhar dois milhões de dólares fazendo um comercial de uísque. Com uma família que aparentemente não precisa mais dele, Bob passa os dias sozinho no bar do hotel em que está hospedado. Charlotte é uma jovem filósofa recém casada que está em Tóquio acompanhando seu marido fotógrafo, que nunca tem tempo para ela e sempre a deixa sozinha no seu quarto de hotel, fazendo com que ela passe os dias na janela de seu quarto, observando o país onde se encontra completamente só. Ambos estão hospedados no mesmo hotel, com o mesmo sentimento de que não há nada para se fazer em suas vidas, e de que tudo o que sempre sonharam pode não ser tudo o que realmente querem, não tardará até que os dois se encontrem e se envolvam, mas o que faz toda a diferença neste caso é a forma com que o filme será levado adiante. Trazendo Bill Murray no papel do ator frustrado e Scarlett Johansson vivendo a jovem e indecisa filósofa, o filme consegue expor de forma admirável diversos tipos de relacionamentos entre várias pessoas, nos fazendo chegar muitas vezes a conclusões assustadoras sobre o distanciamento que existe entre todos atualmente e a formalidade desconfortável porém conveniente que parece ter se tornado a regra e não mais a exceção nos relacionamentos modernos. No meio de toda essa frieza e superficialidade global estão Charlotte e Bob, completamente perdidos em meio à megalópole, e que parecem se tornar cada vez menores ante aos imensos e frígidos prédios de Tóquio, e que mesmo sem querer, se tornam mais próximos um do outro em uma semana do que seus respectivos companheiros são há anos. Tendo as atuações magníficas de seus protagonistas - Bill Murray fez o trabalho de sua vida, e transborda humor e insegurança fazendo de seu personagem um homem incrivelmente real, e a jovem atriz Scarlett Johansson, de apenas dezenove anos, que tem uma interpretação estupenda que foi injustamente esquecida pelo Oscar o filme critica de forma contundente a incomunicabilidade à que o mundo está entregue e a forma como o homem tem se tornado nada mais além de um mero objeto de trabalho, que se faz necessário apenas para ligar e desligar as eficientes máquinas, que fazem todo o resto para ele. Através do affair em que envolve seus protagonistas Sofia Coppola fala de sentimentos e situações que vão muito além da comédia romântica simplória, e alcançam todas as angústias e temores de todos nós, que cada vez menos sabemos de nossos verdadeiros motivos e obstinações. O mérito da diretora não está no fato de tocar nesses assuntos, muitos outros já fizeram isso antes, mas sim no caminho que foi escolhido para inseri-los na trama, transformando seus personagens em pessoas tão reconhecíveis quanto qualquer vizinho ou amigo nosso. E apesar de tocar em assuntos sérios e introspectivos, Sofia ainda consegue encaixar no seu filme um humor genial, que deve tudo ao também genial Bill Murray, que acerta em cheio a medida de seu personagem (as tentativas de comunicação com os japoneses são hilárias!), e ainda nos presenteia com uma trilha sonora mais que adequada ao filme (Just Like Honey, que toca no final do longa foi uma escolha brilhante, impossível não se emocionar) , e com uma fotografia deslumbrante. E assim, com uma história simples, personagens humanos e um final de estilhaçar o coração, ENCONTROS E DESENCONTROS dá uma aula para qualquer um que um dia sonhe em fazer um filme sobre relacionamentos, é uma pena, no entanto, que nem todos sejam capazes de aprender essa lição.
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Flávio Vinícius Soares
09/02/2003
nota:Rate08
Uma das maiores injustiças, Bill Murray merecia o oscar. Suas sutis caras e bocas de mostram o que é uma verdadeira atuação, só com seu olhar percebíamos a solidão de seu personagem. O filme tem um roteiro curioso, Sophia transforma em história sensações tão íntimas.
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Marcos Moribe
10/02/2003
nota:Rate010
Filme maravilhoso, é só o q tenho a dizer...além de sensivel, nos mostra q neste mundo, não importa onde estivermos, sempre encontraremos alguem na mesma situação q nós!!! Parabens a Sofia, Bill e Scarlett!!! Muito melhor q Sr. dos anéis.
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Wellington de Camargo César
11/02/2003
nota:Rate09
Usar a simplicidade para contar uma história,principalmente em se tratando do amor,e ainda assim fazer um bom filme,é algo que poucos diretores conseguem fazer hoje em dia. Sofia Coppola pode se orgulhar de si mesma pois tendo apenas um filme no currículo parece ter alcançado uma maturidade que pouco se vê em diretores jovens. Ao contar a história de Bob e Charlote,pode-se ver em cada olhar de Bob a crise de meia idade ou em cada silêncio de Charlote a falta de rumo da juventude.Charlote seria a imagem de Bob quando ela estivesse na meia-idade,casada com um homem que sempre diz "eu te amo" quando sai de casa,palavra esta que já não preenche certas lacunas sentimentais em pessoas mais sensíveis soando mais como um texto velho do que propriamente a necessidade de manifestar um sentimento verdadeiro;Bob foi Charlote quando este era jovem,assim como seus filmes e como o comercial de uisque que faria,ele chegou a um ponto em que tudo(ou quase tudo)é artificial,sua mulher,as preocupações dela,até mesmo sua carreira como ator perdeu o sentido diante deste incomodo sentimento de incerteza. Os momentos em que estão juntos são maravilhosos,parecem longos instantes de lamentos espontâneos permeados com uma maturidade quase que poética,momentos de humor ácido entre-cortado com um sublime lampejo de euforia resaltado pelas cores elétricas de Tókio. Parece que a felicidade é mais bela quando os tristes conseguem alcança-la. Méritos para um filme inesquecível.
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Fernanda Silveiraa
12/02/2003
nota:Rate02
Monótono, algo tipo Paciente Inglês... Uma história manjada de um país que é a xerox mal feita de NY. Vale pela atuação de Murray. E só. Nada acontece o filme inteiro, uma enrolação só. Dá vontade de dormir.
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Beatriza
13/02/2003
nota:Rate08
Muitas críticas ve ao filme simplesmente porque ele é a mais pura representação da realidade. E as pessoas não querem sair de suas casas e ver um filme que as faça bater de frente co seus próprios problemas, misérias,etc. Querem romances que so existem no mundo fabricado de holliwood, seres humanos idem, mas na verdade as coisas não são assim. E é preciso sensibilidade para entender a profundidade do filme, além das aparencias. O tédio provocado em algumas pessoas nada mais é doq o problema de ver-se na telinha, alem de não querer ver a reaalidade,a vida como ela é!A nota 8 é pelas imagens escuras, mas msm assim vaLE A pena. Bill Murray está otimo.
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Daniel Magril
14/02/2003
nota:Rate010
Um filme sensível, aqueles que aprenderam a apreciar Matrix e Shrek não irão se interessar muito por este belo filme. Isso porque é um filme simples, onde os gestos e os olhares valem muito mais que palavras! O filme dá um show, e a dupla Bill e Scarlett está d+!
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Cauê Maruri
15/02/2003
nota:Rate05
Um bom filme, mas criou-se uma grande expactativa diante dele que não se comprova quando vemos. O filme parece que não se desenrola nunca, os dialogos as vezes se salvam mas peca na monotonia, pouco senso de humor, ainda que exista algum mesmo que sutil. Vale a pena em alguns momentos pela atuação de Bill Murray que se mostrou um bom ator.
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Victor Levy
16/02/2003
nota:Rate010
Um ótimo filme. Não apela para a violência sem sentido como em Kill Bill, os diálogos são super interessantes pois é neles que você vai descobrir a profundidade dos personagens, um filme que não usa efeitos especiais, a fotografia é perfeita e Bill Murray nunca atuou tão bem. Para os fãs de pancadaria e violência o filme não agrada...A trilha sonora é muito boa com músicas até mesmo em japonês. O que mais chamou minha atenção é que o nome se identifica bem com o que o filme quer passar (lost in translation). ASSISTAM, É FANTÁSTICO!
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Amandaa
17/02/2003
nota:Rate010
Quando eu comecei a ver o filme, me entediei, mas com o desenrolar da história, um roteiro incrível foi tomando conta da tela e de mim. Eu sou maníaca por filmes, e a muito tempo não vejo algo assim. É comovente, sensível,inteligente, romântico e ainda te faz rir. Tenho que parabenizar Bill Murray pela sua atuação e Scarlett, que tambem foi ótima,mas eu acho que o maior crédito vai pra Sofia Coppola. O mérito realmente é dela. Algumas pessoas não gostaram do filme, não fazia seu genero, tudo bem eu respeito isso, mas eu andei lendo algumas criticas e .... PELO AMOR DE DEUS!!! Aqueles que não gostaram, ou que não viram razão para tantos elogios, realmente não entendem nada de cinema, ou atuação. O que na verdade é uma pena, pois eles não sabem o que estão perdendo.
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André Lima
17/02/2003
nota:Rate08
Muito Bom. O filme é uma receita de como se fazer cinema de qualidade e baixo custo. Foge da estética e do tempo tradicionalmente adotado por hollywood, lembra até um pouco Kurosawa. Sofia teve um grande envolvimento com o filme, dizem inclusive que é meio auto-biográfico. Vale muito a pena!
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Saulo Machado
18/02/2003
nota:Rate010
Esse filme é tão leve e bem humorado, achei a boa atuação do ator Bill Murray é otima, as graças ele fez o humor, que esse filme, os dois norte-amaricanos tenta se livrar o tédio no centro da cidade no Japão. O ator Bill Murray é merecido ao grande vencedor do Oscar, mas valeu a pena. Ótimo para o roteiro e direção, foi excelente Filme! Bravo!
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Andréiaa
19/02/2003
nota:Rate09
Há muito tempo eu não assistia um filme bom como esse. Se você realmente entender o espírito manso e sutil que possui o filme, irá entender a preciosidade e singularidade de cada cena e cada ato. Ele representa uma busca muito profunda e uma resposta muito simples para muitos problemas. Viajem! Assisto 1000 vezes caso necessário.
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Bruno
20/02/2003
nota:Rate010
O filme é brilhante. As pessoas que não gostaram são as que não perceberam seus toques. Nada de clichês, enredos e final convencionais. Isto é arte. Mostra a realidade de dois seres humanos. Com sinceridade, Tóquio se torna uma metáfora muito interessante. Quem não gostou, procure qualquer filme com a Julia Roberts, com um final bonitinho, etc.
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João Fábio Hilário
21/02/2003
nota:Rate07
Houve muito barulho em torno deste filme, que sinceramente deixa muito à desejar. Não obstante ter sido premiado com o Oscar de melhor roteiro, ficou devendo muito. O roteiro é até bom, mas o desenvolvimento é lento e há um verdadeiro anti-clímax. Salvam-se as boas atuações (Bill Murray)e a bela fotografia.
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Janea
22/02/2003
nota:Rate010
Acho que o legado de Francis Ford Copola está garantido.Sofia mostrou nesse filme, que o sangue de cineastra corria em suas veias,porque para fazer um filme assim, só com muita sensibilidade e conhecimento sobre o mais profundo dos sentimentos, que é o amor,e através dessa pelicula, Sofia sob mostrar muito bem.
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Rafael Albalustro
23/02/2003
nota:Rate010
O melhor filme que ja assisti em toda a minha vida. Acabou tomando o lugar de Brilho Eterno... É um daqueles filmes que te transporta para dentro da trama, o ambiente te rodeia e quando acaba voce nem percebe, ao contrario sente muito por ter acabado tao rapido.
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Victor Schachnik
24/02/2003
nota:Rate08
O filme é bem interessante. Naturalmente é apresentado a partir da perspectiva de dois americanos sem pretensões de vivier em Tóquio, porém o dia-a-dia da cidade em si é bem representado e o modo como os dois protagonistas esforçam-se por integrar-se a cidade tem seu toque de humor. O ponto principal do filme acho que está no esforço do diretor e roteirista quanto à verossimilhança. Não é um final tipicamente hollywoodiano, desfaz-se dos clichês e tem um final inesperado, o qual recebemos de mau grado, mas conscientes da realidade externa.
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Caio Palla Marques
25/02/2003
nota:Rate010
Um filme sobre a vida.Sobre crise existencial, sobre aquela pessoa que casualmente voce conheceu ,mas que realmente mexeu com você.A cena que Bill e Scarlet cantam é sublime....alias , qual é o nome da musica que a linda Scarlet cantou?
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Ruy Zappa
26/02/2003
nota:Rate01
Ô filminho chato!!! Pois é... Cai na armadilha do marketing e acabei perdendo meu dinheiro assistindo esta enganação. Só não dou zero por causa do 'Clodovil' Japonês.
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José Carlos Szumski
27/02/2003
nota:Rate08
Um bom filme precisa de atores mais do que consagrados, efeitos especiais de última geração, tiros, explosões, perseguições implacáveis? Não! E a prova disso é este lindo filme da filha de Coppola.Simples, onde a atuação dos atores faz valer cada minuto da projeção.Ah, e a cena final ao som do Jesus and Mary Chain, é inesquecivel!
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Lara Fernandesa
28/02/2003
nota:Rate010
Um filme que resulta pela sua simplicidade. Apaixonei-me eplo filme e pela pessoa que me acompanhava quando o vi. Mais do que uma imagem e um som, transmite Amor.
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Etienne
01/03/2003
nota:Rate010
Filme perfeito do começo ao fim, pelo menos pra mim, que morei 1 ano e 8 meses no Japão. Pra quem não conhece o país do sol nascente com certeza vai ficar meio perdido no filme, pois não há legendas para as falas dos personagens japoneses...bom o nome do filme já diz tudo.

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