Henrique Miura (e-mail),
Leitor do Adoro Cinema - Nota 6:
"E
o Sean Connery ainda queria Oscar? Vai entender... Se dependesse dele o filme
não sairia muito do lugar e dos limites do Gus Van Sant. Na verdade quem
salva é o magnífico F. Murray Abraham na pele do "vilão"
professor Crawford. Se tinha alguém nesse elenco que merecia alguma indicação
seria esse excelente ator. Nada contra o Sean (gosto muito desse ator), mas
sua atuação aqui é muito forçada e pretensiosa,
embromadinha para tentativa de Oscar. Enquanto isso os mais coadjuvantes brilharam
com naturalidade!
O jovem Robert Brown teve sua atuação
elogiada e super aclamada pela crítica. Na verdade ele está normal,
o garoto trabalha bem mas não é nem metade do que falavam. Quem
se deu bem foi a excepcional Anna Paquin (única besteria dela foi ter
feito o "X-Men"). Enquanto ele ia deixando o filme com cara e jeito
de piegas, ela consegue conduzir o filme com delicadeza e firmeza, está
segura, merecia ser mais lembrada!!! Além de tudo isso contamos com uma
participação pouco notável do Matt Damon (repetindo o papel
de "O homem que fazia chover", do Coppola???).
A história do filme é
bonita, mas caiu nas mãos do diretor reconhecido mais incompetente do
cinema atual. O Gus Van Sant é um diretor tão aclamado mas a minha
pessoa ele ainda não conveceu. Com seu estilo piegas e chato de ser,
é muito pretensioso e sabe muito bem como estragar idéias dos
outros. O roteiro de "Um Sonho Sem Limites" era maravilhoso e vejam
só a besteira que ele fez. Outro forte exemplo fica por conta da porcaria
que ele fez com o "Psicose", é até uma ofensa comparar
com o do genial Hitchcock!!
O jovem Jamal Wallace (Robert Brown)
é um exelente aluno de uma escola simples, além de ser um jogador
nato de basquete. Após um teste ele consegue uma chance de ouro, estudar
numa escola particular e muito disputada onde o verdadeiro interesse é
o seu talento pelo esporte. Nesse meio período ele conhece um velho escritor,
William Forrester (Sean Connery), que escreveu apenas um livro que é
lido e relido até os dias atuais. Ao lado dele, o jovem terá várias
lições, assim como o escritor terá com ele.
O destaque do filme fica por conta
de F. Murray Abraham na pele do professor vilão Crawford, que não
acredita no talento do jovem e faz de tudo para acabar com o sonho do garoto,
o acusando de plágio. O segundo fica por conta de Anna Paquin, uma jovem
garota inteligente e refinada, que se torna o braço direito de Jamal!
Esse filme é bom, poderia
ser bem melhor se caísse nas mãos de um diretor melhor e menos
pretensioso. O Gus a todo momento tenta derrubar o filme, mas o elenco consegue
segurar bem os momentos mais fracos da história. Os segredos vão
sendo soltos de maneira piegas, mas conseguem ser encobertos pela boa produção
que enche nossos olhos. O destaque vai para a trilha sonora. O Gus é
o principal destruidor de boas idéias do cinema atual, lógico
que entre os diretores consagrados. Mesmo com um bom roteiro nas mãos
acaba não conseguindo fazer algo forte no filme!
"Encontrando Forrester"
é um filme fácil de se ver, mas temos muitas falhas em alguns
momentos. O roteiro até toma rumos legais e bastante originais e diferenciados,
mas o modo do Gus de contar essas partes acabaram soando como "Sessão
da Tarde". Faltou grandeza de um grande diretor, faltou competência
de um bom diretor. Se o Sean queria tanto o Oscar ele, sendo um dos produtores,
deveria ter escolhido o diretor a dedo e não pegar o pior diretor consagrado
de Hollywood! Aqui prevalece mais o individualismo do que o conjunto! Um drama
bom, mas é ver e esquecer!"