Kim Peterson do Rego, Leitor do Adoro Cinema -
Nota 10:
"CINEMÃO DE PRIMEIRA Com cenas espetaculares
de ação, enredo incrível e atores top, Em má Companhia
tem tudo para ser o grande sucesso de setembro O filme estrelado por Anthony
Hopkins conta a história de um grupo de agentes da C.I.A. que o grande
objetivo é recuperar uma bomba nuclear de uma quadrilha de terroristas
tchecos. Logo no 1º dia de operações da "troca"
do armamento por 20 milhões de dólares a peça chave de
toda essa negociação morre em um plano frustrado no meio do tiroteio:
o agente Kavin. Quando a C.I.A. acha que está tudo perdido, descobrem
um irmão gêmeo pobre do agente Michael. E em um plano ambicioso,
os agentes decidem inusitadamente que Jake, o irmão, deve assumir o lugar
de Kavin, o seu irmão gêmeo que nunca conheceu. As poucas partes
engraçadas do filme são as cenas em que ele é obrigado
a assumir todos os gestos, falas, opiniões do irmão culto. Coitado!
É obrigado a acordar as 5:00 da manhã com um banho de água
gelada, treinamentos intensivos da língua tcheca (se bem que as frases
que ele treinou são pouco utilizadas por homens) e passa até por
um jogo sinistro chamado Kim (ué? Será que a RSKP já está
até produzindo filmes e ninguém me disse?!!). É difícil.
Mas, o pobre "rapper" de Jersey (Nova) é dedicado e em uma
semana fica uma fotocópia de seu finado irmão. A propósito:
essa é a única parte engraçada, porquê daqui em diante
é pura adrenalina. Até parece que os tiros passam ao lado de nossa
cabeça e a grandeza do filme é tão grande que faz a gente
se sentir no meio do fogo cruzado. Quando Jake está pronto para a missão
de salvar a América, ele encontra o que um simples mortal sonha: apartamento
luxuoso, belíssimas serviçais e comida boa. Mas não resiste
ao aparelho de som e coloca seu velho e bom hip hop no último volume,
mas sua festa logo acaba quando é visitado por sua vizinha cheia de saudades.
É claro, sabendo que Kavin é expert em em cultura, logo o questiona
sobre sua nova obra de arte, e de imediato dispara sua opinião: uma peça
raríssima. Só que ele falou isso para um simples vaso de vidro.
Ele trocou. Era outro objeto! Cena suficiente para trazer de volta as gargalhadas
a sala do cinema. O perigo ronda Jake quando os terroristas tchecos invadem
o hotel e ele mais uma namorada do falecido Michael, repórter da CNN,
acabam no duto da roupa suja e quando descobertos eles caem vários andares
em meio a cuecas sujas... Outra parte em que Joel Schumacher -diretor do filme-
acerta na mosca é na perseguição dos automóveis.
Simplesmente perfeito. Uma seqüência espetacular de ação.
Carros batendo, vans capotando, portas explodindo, vidros quebrando e tudo isso
a 100 km/h!!! E no meio de toda essa torre de babel, Anthony Hopkins e seu fiel
escudeiro Jake. E no embate final para recuperar a bomba atômica dos terroristas,
nervosismo e adrenalina na lua, mas os competentes agentes da C.I.A. conseguem
errado
recuperar a bomba e matar os terroristas tchecos. Mas nem tudo acabou. O artefato
está armado e o tempo é curto. Se Jake não conseguir desativar
a bomba, toda Nova Jersey irá explodir. O agente começa o trabalho.
O tempo passa... 30...10...3... E quando a sala inteira se prepara para ver
metade de Manhattan ir pelos ares... Que nada! Sabe em quanto tempo ele consegue
desarmar a bomba? 12... 12 centésimos! Toda a vida de Nova York salva
em 1 micro segundo. Só em filme mesmo. Por fim o filme acaba com o casamento
de Jake (que começa a história como um quase mendigo, depois vira
herói) com a meiga Chris, que tem um papel importante no filme. No fim
o durão agente Gaylord acaba pegando o buquê e no mesmo quadro
de imagem aparece a agente mulher da C.I.A. Será que isso insinua alguma
coisa? Tomara que sim. Nos últimos takes do filme aparece pintado no
carro: recém-noivos. Merecido descanso para o pobre rapper apaixonado,
e que poderia ser rico, e que graças a ser irmão gêmeo do
2º maior agente da C.I.A., pode ao lado de Anthony Hopkins salvar a América
de terroristas vindos da República Tcheca. Em má companhia, já
tem batido recordes de bilheteria e tem tudo para ser o grande sucesso de setembro.
Além de ter agradado aos cinéfilos do mundo inteiro. Merecido.
Afinal, um filme tão bem produzido, elaborado e realizado como o Em Má
Companhia."