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Elsa & Fred - Um Amor de Paixão

titulo original: (Elsa y Fred)

lançamento: 2005 (Argentina) (Espanha)

direção: Marcos Carnevale

atores: Manuel Alexandre , China Zorrilla , Bianca Portillo , Roberto Carnaghi , José Ángel Egido

duração: 108 min

gênero: Drama

status: arquivado

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ficha técnica:

  • título original:Elsa y Fred
  • gênero:Drama
  • duração:01 hs 48 min
  • ano de lançamento:2005
  • site oficial:http://www.elsayfred.com/
  • estúdio:Shazam S.A. / Tesela Producciones Cinematográficas S.R.L.
  • distribuidora:Columbia TriStar Films de Argentina / Paris Filmes
  • direção: Marcos Carnevale
  • roteiro:Marcos Carnevale, Marcela Guerty e Lily Ann Martin
  • produção:José Antonio Félez
  • música:Lito Vitale
  • fotografia:Juan Carlos Gómez
  • direção de arte:Satur Idarreta
  • figurino:Nereida Bonmatí
  • edição:Nacho Ruiz Capillas
  • efeitos especiais:Kinema Digital

imagens - 10

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sinopse:

Fred (Manuel Alexandre) é um homem aposentado com mais de 80 anos, que leva uma vida tranquila até descobrir que está doente. O que parecia ser o fim de sua vida muda completamente quando ele conhece Elsa (China Zorrilla), sua vizinha, que também tem em torno de 80 anos. Juntos eles realizam novas experiências, redescobrindo o prazer de viver.

elenco:

  • Manuel Alexandre (Fred)
  • China Zorrilla (Elsa)
  • Bianca Portillo (Cuca)
  • Roberto Carnaghi (Gabriel)
  • José Ángel Egido (Paco)
  • Gonzalo Urtizberéa (Alejo)
  • Omar Muñoz (Javi)
  • Carlos Álvarez-Novoa (Juan)
  • Federico Luppi (Pablo)
  • Fanny Gautier (Laura)

comentários

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Alessandraa
02/01/2005
nota:Rate010
Um filme genial para todas as idades!!!! Sentimos toda a inocência do roteiro e uma vontade de rir sem parar com a ousadia pura da personagem Elsa. Emocionante e contagiante até o fim, parabéns ao cinema estrangeiro, fazia tempo te não assistiamos à uma comédia romântica de tão boa qualidade...Nota 1000.
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Geny Tavaresa
03/01/2005
nota:Rate010
O filme é maravilhoso. Além de ser uma comédia romântica, fala muito sobre a vida, sobretudo do desprendimento que precisamos ter para transformar as coisas mais simples nas mais importantes. Envelhecer não precisa ser algo ruim.
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Cristina Campos
04/01/2005
nota:Rate09
Impressionante como os filmes argentinos estão dando um banho nos brasileiros. Que diálogos bem construidos, que atores bons, que sutileza no tratamento das emoções humanas. Que lição de vida esse casal que na terceira idade é capaz de se apaixonar sem deixar de perceber o outro como ele é. Deve ser isso o verdadeiro amor: aprimorar a capacidade de tolerância, o que não significa engolir sapos para manter uma relação e não ficar sozinho. é simplesmente aceitar o outro com seus defeitos e gostar dele assim mesmo.
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Fernando Dias Campos Neto
05/01/2005
nota:Rate06
Há dois valores a considerar : o positivo e o negativo. É que uns sempre cotejam as coisas com o pior e, outros, com o melhor. E a dificuldade é imaginar como nos poderia ser o último, quando estamos a evitar como que nos possa ir o primeiro. No amor tais antecipações são muito importantes ! Pois, ao nos adiantarmos em qualquer desejo, sempre antecipamos algo, seja o próprio prazer, sejam as conseqüências do desatino. Ah, dirão, mas que amor é esse que... antecipa ? O amor nos brinda com o presente das carícias e o futuro não se desconsidera. Aí está o cerne do problema : se há, ou não há, o amor prudente. O amor maduro, talvez, o amor generoso que possa ser colhido ou doado sem ferimentos do corpo ou da alma. A terceira idade, por exemplo, mudou de paradigma. Antes, eram macróbios de sabedoria cercados reverentemente pelos mais jovens; hoje são uma multidão de insensatos a seguir os delírios dos moços. O cinema nos oferece muitos exemplos de loucura senil, como na eutanásia ativa das "Invasões Bárbaras" e no "Elsa e Fred" , em que uma mente urêmica arrasta outra esclerosada a uma regressão à adolescência, em torno de um mergulho pequeno-burgês na fonte de Trevi. Pobre Fellini ! Certamente, ao fazer o filme, criticava aquele comportamento alienado, no que vai tão mal compreendido. Fico com a "modernidade" dos existencialistas franceses e ouso aplicar o seu binômio existencial liberdade e reponsabilidade àquela "folie à deux" sob os olhos perplexos de Javi e... Bonaparte. Na verdade, a condição de velho constrange e a doença muito mais. Então, o que será liberdade naquele comportamento que nos inspire e gratifique a humanidade ? Elsa, caminhando lenta e imperceptivelmente para o coma a acentuar traços de conduta sonambúlica, a negar a morte e a envolver numa adolescência psicótica um caráter frágil e não somente hipocondríaco ? É como se nos dissessem :" Eis o homem!" E eu diria :" Eis os caducos !" Porque, se considerarmos o valor positivo das velhices dos dois últimos séculos, eles não poderiam fazer melhor ? Principalmente Javi devia nos preocupar, que a Bonaparte eles imitavam com a mão colocada sob a roupa. Ignoro se há alguém que como eu comete a transgressão pós-moderna de acreditar em velhice mais digna. Não que me coloque como se deseja ? na posição de crítico radical da demência senil, hoje o empolado e assustador Alzheimer. Não ! Acho é que não estamos sabendo lidar muito bem com os idosos. O desafio é grande e, entre duas gerações, há alguém quem coloque as mãos em pânico sobre a cabeça. Talvez se possa dizer do filme que o velho não deve regredir, mas admitir a velhice. Há, é claro, o problema filosófico ou religioso, algo paralelo ao interesse do romance e completamente desconsiderado pela alienação nas tolices dos protagonistas de Anita e Marcello. A subjetividade de um nada, eis aí aquela angústia descrita por Bergman no seu "Os Morangos Silvestres ". Mas "Elsa e Fred" ... Oh, Javi!
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Luana Orlandia
06/01/2005
nota:Rate010
Que filme adorável! Como é lindo a paixão, o amor, a descoberta da vida e da felicidade. Este filme nos mostra, de forma apaixonante e inesquecível, como é simples ser feliz quando se tem motivação e afeto na vida. E que nada vale mais do que o amor para mover nossos caminhos. Belíssimo e indispensável!
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SERGIO LUIZ DOS SANTOS PRIOR
07/01/2005
nota:Rate09
Mais uma vez um argentino tem muito a nos ensinar. No caso, o roteirista e diretor Marcos Carnevale conseguiu com sucesso fazer um filme ao mesmo tempo cômico e meigo sobre o amor na terceira idade sem cair nos lugares-comuns que seriam armadilhas fáceis. Para alcançar o seu objetivo Carnevale contou com uma dupla de atores assombrosos: Manuel Alexandre como Fred, abreviação de Alfredo, e China Zorrilla como Elsa. A viuvez recente de Fred o tornou de certa forma recém dos caprichos e dos desmandos de sua filha. Ele é submisso às vontades de sua filha. É hipocondríaco e sua ponte com a vida parece ser o cachorro Napoleão. Elsa, por sua vez, é uma força da natureza, é a vida personificada. Cheia de energia, passa seu tempo entre eventos sociais com as suas amigas, ajuda financeiramente seu filho mais novo que tem o desejo (não necessariamente a qualidade) de ser um artista plástico. Ah, Elsa tem 82 anos, apesar de parecer ter 20. Fred tem 78, apesar de parecer ter 110. Quis o destino que Fred se mudasse para o apartamento vizinho de Elsa. A mitômana Elsa (êta mulher mentirosa) traz luz e vida para Fred, que numa de suas frases mais pungentes afirma que Elsa é uma somatória de frases de livro de auto-ajuda. E é essa mensagem que o diretor Carnevale não passa para o público. Apesar da doença terminal de Elsa, o filme não cai na arapuca do melodrama fácil. Parte para o plano do desejo no qual Elsa sempre sonhou em ir a Roma visitar a Fontana de Trevi, onde Anita Ekberg e Marcello Mastroianni protagonizara a histórica cena de "A DOCE VIDA", de Federico Fellini. O pragmatismo da dupla é em direção à vida, em direção à paixão de estar vivo. E que delícia é poder compartilhar dessa visão saborosa da vida através do cinema.
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Marthaa
08/01/2005
nota:Rate010
FILME EXTRAORDINÁRIO QUE TEM NO ELECO A MARAVILHOSA ATRIZ CHINA ZORRILA (conversando com mamãe). ESTE FILME CONSEGUE, AO MESMO TEMPO, NOS FAZER SORRIR E REFLETIR PROFUNDAMENTE SOBRE COMO DEVEMOS LEVAR NOSSAS VIDAS E O QUANTO É IMPORTANTE VIVERMOS UM AMOR DE VERDADE. SENSÍVEL, ENGRAÇADO E REAL. NOTA 10!
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Antônio Felipe Silva
09/01/2005
nota:Rate09
Uma história de amor à moda antiga. Sempre há tempo para começar de novo, para realizar nossos sonhos... Esse filme é como um sopro de esperança. Definitivamente é emocionante, cativante. Não há como não se simpatizar por Elsa (China Zorrilla), uma velhinha octogenária super divertida. Cada frase há um motivo para rir. Seu sonho é ir a Roma viver uma cena de um filme que para ela é inesquecível, "La dolce vita" de 1960, onde Anita Ekberg se banha na Fontana di Trevi à espera de seu par, Mastroianni. Ora, esse é o ponto fundamental, a realização desse sonho de Elsa requer um "Mastroianni"... Ao conhecer o viúvo Fred (Manuel Aleixandre), seu novo vizinho, Elsa vê a realização desse sonho. A doçura e elegância com que se desenvolve o romance é exemplar e admirável. É muito difícil encontrarmos uma comédia romântica provocar risos e ser, ao mesmo tempo, delicada e econômica nos clichês do romantismo. O otimismo é a característica marcante. Toda semana Elsa deve ir ao hospital fazer hemodiálise. Ela está no estado terminal de sua doença, no entanto, ela encara isso com bom humor, pois ela não tem medo de morrer, e sim de deixar de viver enquanto tem a vida em suas mãos. O que esse filme tem de especial é o caráter singelo, delicado, que não achamos mais no cinema moderno. Talvez seja porque a situação encenada foge completamente do paradigma de uma comédia romântica; abstraindo esse filme, não me lembro de mais nenhum que tem como protagonistas um casal de 80 anos!
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Thaísa
10/01/2005
nota:Rate010
Apesar de ser um drama, o filme tem muitas passagens engraçadíssimas, além de ter abordagens lindas sobre o envelhecer e sobre o amor sem barreiras. É também um ótimo romance.

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crítica do adorocinema

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