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Francisco Russo, Editor do Adoro Cinema - Nota
3:
"Confesso que ando meio sem paciência
com o velho Arnie. Neste "Efeito Colateral" até que tive boa
vontade com o filme, mas ela não conseguiu suportar pouco mais de meia
hora de trama. O filme até começa bem, com uma boa cena de ação
em um prédio em chamas - mentirosa, mas boa. O filme segue ainda num
bom ritmo quando ocorre o ato terrorista, mas é pouco após sua
execução que o filme desanda de vez.
Que todo filme de ação tem suas mentiras e furos de roteiro todos
nós sabemos, isto já é quase uma regra no gênero.
Mas aqui em "Efeito Colateral" elas abusam. Autoridades americanas
contam a Arnie segredos da diplomacia internacional como se fosse a coisa mais
corriqueira do mundo. O próprio Arnie arma um plano pífio para
se vingar da morte de esposa e filho na Colômbia, que dá certo.
Apesar de não falar espanhol, boa parte dos colombianos entende o inglês
estranho de Arnie, criando ainda inusitados diálogos onde Arnold fala
em inglês, recebe a resposta em espanhol e fala novamente em inglês,
como se as duas línguas fossem parecidíssimas.
Mas, deixando os absurdos do roteiro de lado, o filme tem vários outros
problemas. Após a explosão da embaixada colombiana, nenhuma cena
de ação chega a impressionar. Além disso, a velocidade
com que os personagens de John Leguizamo e John Turturro aparecem e desaparecem
de cena, adicionando pouco à trama, é realmente espantosa. No
seu terço final ainda há uma pequena surpresa do roteiro, nada
de espantar, mas que ao menos tira um pouco do marasmo o burocrático
roteiro. Mas, ainda assim, é pouco para salvar o filme do fiasco."