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Hoje assisti The dreamers, o último filme do Bernardo Bertolucci, que é um diretor que gosto muito. Beleza Roubada já está no top 10 da minha vida, fora Assédio, O céu que nos protege e o Último tango em Paris. Gostaria de esperar o filme estrear nas salas de cinema, mas como não existe nem previsão, resolvi aderir a pirataria e embarcar nesta experiência cinematográfica maravilhosa. E valeu a pena, gostei de cada segundo, pra mim já é cult. Se passa em 1968, na época em que aconteciam várias revoltas estudantis em Paris. O filme foi baseado no livro The Dreamers de Gilbert Adair que também assina o roteiro e foca o peridodo de um mês na vida de três estudantes de cinema, sendo dois irmãos gêmeos franceses Isabelle e Theo e um rapaz americano, Matthew. Eles se conhecem um dia, e imediatamente tornam-se amigos, rola uma identificação pelas idéias, mas principalmente por causa do cinema. Ahhh o cinema!!!!, o filme é uma homenagem a sétima arte, e para quem realmente gosta, ele faz suspirar! Como na cena em que tentam quebrar o recorde dos protagonistas do filme Band 'a Part do Godard. Não tem nem como explicar, só assistindo para sentir a poesia. Mas não para por ai, o filme ainda faz referencia a Scarface(Original), Shock Corridor, Rainha Cristina, Luzes da cidade, Venus Loira, A general e outros que não identifiquei. O filme também conta com discussões sobre Buster Keaton e Charles Chaplin, Jimi Hendrix e Eric Clapton. Demais!!!! Quando os pais se ausentam do enorme apartamento em que moram, os irmãos convidam-no para passar o tempo com eles e Matthew acaba testemunhando o estranho relacionamento entre os gêmeos, sendo vítima de seus jogos e, no processo, se apaixona por Isabelle. A partir do segundo ato o filme pega pesado no que diz respeito ao erotismo, os atores entregaram-se completamente em seus papéis, ficando totalmente nus e fazendo cenas de sexo que beiram o explicito, mas o filme nunca é vulgar, pelo contrario. Os sonhadores arma um triângulo amoroso que é uma metáfora para Bertolucci discutir as influências da mudança, a necessidade versus a vontade de crescer. Ao final, os personagens precisam encarar suas próprias crenças e isso os definirá. É um filme realmente bonito e uma carta de amor de Bertolucci ao cinema. |
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Um clássico. A história prende do início ao fim, com uma trama sensível e além do que a grande maioria possa julgar como "certo". Pra quem adora cinema, esta é uma grande oportunidade (de aprender cinema com a historia do filme, e de aprender cinema com o filme !)Mais um show de Bernardo Bertolucci. Vale a pena. |
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Um filme estranhamente nojento. Esse prêmio Goya não justifica qualquer mérito que esse filme possa ter, a não ser o de constranger o espectador e irritar com seu final pífio. Bertolucci apresenta os tais dreamers como alienados culturais num mundo também alienado. É tão descabível que cheguei a dar risadas da idiotice dos "irmão siameses". Finalizando, a curiosidade é o único motivo plausível pra se assistir The Dreamers ... ou ... "The Stupids". |
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Perfeito! Esta é a melhor palavra para descrever esta última obra de Bertolucci. O Diretor apresenta, de forma poética e sensível, toda sua devoção pela arte do Cinema. Este filme já nasce clássico. |
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Ótimo filme! Feito para sonhadores. Bertolluci proporciona momentos tão doces quanto bizarros. Clássico absoluto. Paris, maio de 68, EVA ( inacreditavelmente linda) GREEN, Hendrix, Joplin, Dylan, Doors como trilha...Me inspirou deveras! O filme do ano. Para mim! |
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Uma obra prima de um mestre da narrativa e da imagem.Neste filme, Bertolucci nos ensina que o cinema, o sexo, o rock, a rebeldia, o maoísmo, a juventude e outros, se tomados separadamente, talvez não queriam dizer grande coisa. Mas juntos, misturados num coquetel maluco, viram a chama ardente da vida. |
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Não apenas é um tapa na cara da geração de 68, que acreditava que ia mudar o mundo e hoje o transformou nisso que vivemos, mas mostra também que nós, jovens de hoje, vamos por um caminho tão perigoso quanto, por nossa falta de crença na idéia de "Revolução". Nosso inatismo perante ao mundo, justificado covardemente pelo fracasso da geração anterior. Lindo, perfeito, faz a gente olhar pra dentro, leva à auto-crítica, e perturba... Perturba demais. |
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Como grande fã de Bertolucci, mas meio decepcionado com seus últimos filmes, foi uma grata surpresa ver "OS SONHADORES". O filme tem um frescor e humor poucas vezes vistos em seus filmes. A direção de arte é primorosa, bem como a fotografia e a trilha sonora. O roteiro é bem amarrado, mantendo uma velocidade constante durante o filme. As tão polêmicas cenas de sexo não roubam toda a atenção de quem assiste, pois é muito bem escrito e magistralmente dirigido. Inquietante, é indubitavelmente o filme de 2004. Ave Bertolucci! |
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Contrariando a esmagadora maioria, achei esse filme vazio e pretensioso de conteúdo. Mas gostei muito de algumas cenas, como as que eles estão na banheira, que o espelho triplo mostra a cara de cada um, mesmo a câmera focalizando apenas um lado. É uma coisa simples, mas que dá uma grande riqueza! Apesar dos comentários positivos, não é todo mundo que gosta, aliás, a grande minoria é que aprecia. Quando eu fui ver, umas 16 pessoas levantaram e foram embora, incomodadas com as cenas de nudez e sexo explícitas. Quem é mais conservador ou que simplesmente não queira se sujeitar a isso, é aconselhável que não vá. |
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Um ótimo filme ... ele busca as raizes do cinema ... sem contar que se passa na cidade mais linda do mundo ... com uma trilha sonora que vai de La Mer ... a Jim Morson e Janes Joplin .... fazia tempo que um filme tão inteligente era lançado. |
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Ao sair da sala de exibição tive a completa certeza que ´sonhadores` somos nós (pobres coitados nascidos na segunda metade da década de 80).Sonhávamos em ver uma obra-prima...contemporânea a nós... pois ela está aqui.... Os Sonhadores. Beleza incontestável. |
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Um dos melhores do ano, e talvez o melhor filme de Bertolucci (só vi O Último Tango em Paris e O Último Imperador). Uma crítica contundente à geração de 68 e ao mesmo tempo uma grande homenagem a 7ª arte. |
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Justifico minha nota relatando que a história, seu desenvolver é surpreendente. O fato de sua trajetória se passar na França, seu enredo ter mensionado Chaplin e mais astros do cinema como tb ter uma maravilhosa trilha sonora como Janis Joplin, The Doors, Jimmy Hendrix, Bob Dylan e outros deuses do rock.Quanto aos atores este foi o filme que os conheci e achei que todos atuaram super bem.O motivopor eu dar 9 foi que fui ao cinema sem intenção de assistir este filme e me surpreendi quanto é mostrada as genitálias do ator com a foto de Isabelle grudada e ri muito guando fora pegos nús seus pelos pais. |
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Um bom Bertolucci, mas não o melhor, que nos mostra muito mais o descobrimento do sexo com o fim da inocencia do que demonstra preocupações própriamente políticas(s presonagens são levados de roldão sem que haja verdadeiramente uma tomada de consciência). |
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Um filme previsível demais, embora seja feio falar assim de algo com pretensões culturais. Não quero parecer uma pessoa antipática mas sexo, drogas e homossexualismo viraram clichê e já não acordam mais ninguém se é esta a vontade do diretor. Recomendo o filme aos inimigos e aos crisentos cult que vivem aos montes respirando o que sobrou de decadentes como Nelson Rodrigues e Bertolucci. |
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E parece, existe uma gente que conquistou a sua liberdade e tem coragem para mostrar-se. Revelar segredos. Esse mundo, o das pessoas que não tem medo de ser, é real e pertence a qualquer um que queira. É só estender o braço e a felicidade de não fingir está bem ali. Lutamos para sermos amados assim: loucos, estranhos, lindos e até mesmo os chatos. Porque em meio aos que falseiam, somos os que querem simplesmente amar. E amar, bom...amar é chique. estou de malas prontas pra envelhecer em Paris. |
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Impactante, porém poético, reflexivo, vale a pena assistir, mas não espere muito, pois os sonhadores apela pra sexualidade, esquecendo-se da história, que é boa, mas mal desenvolvida. |
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Bernardo Bertolucci fez o filme que, para além de polêmicas e equívocos, se consolidou na história do cinema como uma espécie de crônica terminal sobre as ilusões seculares do amor e a insondável ambigüidade dos corpos e dos sexos: "O Último Tango em Paris"(1972). Com "Os Sonhadores", ele regressa a Paris para ajustar contas com as raízes de tudo isso. Maio de 68? Sim, sem dúvida. Está tudo lá: os estudantes, as greves, as barricadas, a violência da polícia. Mas está também algo que confere um outro sentido a tudo isso: o amor ao cinema. Isto porque o diretor italiano, um dos primeiros a assumir a herança da Nouvelle Vague francesa (lembremos o emblemático "Antes da Revolução", rodado em 1964), consegue essa coisa rara e preciosa que é filmar a cinefilia como uma verdadeira filosofia de vida. Claro que as citações, essa doença infantil de todo bom cinéfilo, também estão lá. Há mesmo uma seqüência de inacreditável desafio poético que consiste em reencenar a cena da corrida dentro do Louvre pelos protagonistas de "Bande à Part"(1964), de Jean-Luc Godard. Em todo o caso, o essencial joga-se na dimensão mais íntima do próprio olhar cinéfilo. E aí, Bertolucci sabe filmar os seus três jovens protagonistas (freqüentadores obsessivos da Cinemateca Francesa) como personagens para quem os filmes, mais do que representações da vida, são genuínas experiências existenciais que marcam todo o seu comportamento, desde o fluxo abstrato das idéias até à evidência crua, mas ainda poética, dos gestos do amor. Daí o fascinante paradoxo formal de "Os Sonhadores". Por um lado, este é um filme fabricado a partir das componentes mais vulneráveis da memória; por outro lado, há nele uma vontade de realismo que reage, implicitamente, contra as ilusões "naturalistas" dos nossos tempos televisivos. Bertolucci conseguiu a proeza de filmar a matéria dos sonhos, não como uma hipótese "lírica" de redenção, antes como permanente convulsão do amor, do desejo e da carne. É através dos tumultuosos acontecimentos da primavera de 1968, que vamos conhecer as três personagens principais deste filmes, dois irmãos gêmeos, Theo (Louis Garrel) e Isabelle (Eva Green), e um estudante americano em Paris, Mathew (Michael Pitt). Estas três personagens vão envolver-se numa relação tão forte como inquietante, que, de certa forma, põe em causa os valores da nossa sociedade. Durante a sua estadia em Paris como estudante, Mathew desenvolve uma grande paixão pelo cinema. É numa manifestação contra o fechamento da Cinemateca do Palais Chaillot que conhece os seus dois primeiros amigos franceses. Depois de um jantar na casa dos dois, é convidado a pernoitar e acaba por descobrir que a relação entre os dois irmãos vai para além do que seria considerado normal pela sociedade. Mathew acaba por ficar morando com os dois e desenvolve-se assim um triângulo amoroso, que tem como base essencial a grande paixão pelo cinema que ambos compartilham. Mathew é um idealista que não acredita na violência. Theo é um ativista que se manifesta veemente contra a guerra. Isabelle, apesar de aparentemente vivida, é uma jovem extremamente frágil, completamente dependente do seu irmão. Aliás, aquilo que, à partida, é mais difícil de aceitar em "Os Sonhadores", é a relação demasiado incestuosa dos dois irmãos uma vez que os valores da nossa sociedade não nos permite olhar para aquele amor de forma confortável. Mas antes de repudiarmos Theo e Isabelle sentimo-nos como constrangidos por não aceitarmos de imediato o tom que Bertolucci dá a este amor e ao longo da projeção somos coagidos a tornar insignificante qualquer negativa que tenhamos. Mathew aparece no meio dos dois e se, por vezes, a relação entre os três é extremamente forte, outras vezes, parece não haver espaço para mais ninguém entre os dois irmãos. "Os sonhadores" tem sexo, revolta e paixão, acima de tudo paixão. Paixão entre os personagens e paixão pelo cinema. Durante todo o filme o cinema é lembrado em momentos de grande beleza. "Os Sonhadores" é uma homenagem ao cinema feita com grande paixão. A história destes três jovens que vivem um amor impossível dentro de um apartamento, fazendo jogos eróticos e punitivos, sempre com o cinema como agente, alienados do tumultuado mundo lá fora, em que uma geração, a deles, tenta mudar o mundo, é uma história capaz de emocionar qualquer cinéfilo. Bertolucci cria uma ousada e enérgica experiência cinematográfica que não teme explorar os limites e tensões das personagens, ilustrando a complexa teia de relações que se desenvolve entre os três adolescentes. O filme tem gerado polêmica e reações contraditórias um pouco por todo o lado, e essa ausência de unanimidade deve-se, em parte, às descomplexadas e cruas cenas que focam as relações carnais entre o trio de personagens centrais (um pouco como aconteceu há trinta anos com "O Último Tango em Paris"). De fato, durante a fase inicial do filme, parece estarmos perante um eventual descendente de "Ken Park", o controverso filme de Larry Clark que ofereceu um retrato brutal e vertiginoso do sexo na adolescência. Contudo, "Os Sonhadores" não aposta num conjunto de cenas de voyeurismo gratuito, antes utiliza momentos íntimos e de considerável erotismo para reforçar o ambivalente e instável elo que se adensa progressivamente entre os três jovens. Bertolucci origina uma arriscada narrativa que aborda a ambígua fronteira entre a ingenuidade e a perversão, explodindo um jogo de afetos, experiências, escolhas, desafios e provocações, e traçando uma absorvente viagem sobre o crescimento e o fim da adolescência. Com a alvorada da idade adulta, os três jovens deparam-se com novas questões, idéias e posicionamentos, refutando ou reforçando os ideais ou utopias que guiam a sua existência. O questionamento adquire contornos tensos à medida que os protagonistas se apercebem, gradualmente, das contradições e ironias entre os valores e ideais (revolucionários) que defendem e o estilo de vida (tendencialmente conformista) que adotam. Explorando as formas de relação com o(s) outro(s), a capacidade de escolha e transgressão, os limites da amizade, a ausência dos pais e as ligações entre a realidade e a ficção, "Os Sonhadores" constitui um envolvente retrato sobre as dores do crescimento e o contato com a solidão. Ávidos espectadores de cinema, Mathew, Isabelle e Theo respiram a energia fascinante das películas que idolatram, mimetizando cenas e ações de algumas obras que marcaram toda a sua existência. Tal apropriação e assimilação da arte cinematográfica acaba por suscitar um tênue limite entre o real e o ficcional, fomentando um código de comportamentos caracterizados pela alienação e dificuldade em contatar com o exterior (situação que adquire sufocantes contornos quase trágicos na reta final do filme). "Os Sonhadores" é uma obra maior de Bertolucci, um filme que se transcende a cada novo plano e que combina subliminarmente as imagens, os sons e a matéria. E faz do espectador um cúmplice de uma fascinante viagem de prazeres obscuros, de celebração de uma memória cinéfila ilimitada e de descoberta de tudo e de nada. O tempo e o espaço são únicos e irrepetíveis e vibram permanentemente nas imagens deste sonho de cinema. Se para uns essa viagem corresponde a uma revisitação nostálgica de um tempo vivido, para outros - das gerações mais novas - esse rewind temporal personifica a nostalgia impossível do que não foi, de um espaço e de um tempo consumido antes que pudesse ser provado. Mas, para uns e para outros, essa nostalgia latente é irresistível e indeclinável: as próprias personagens já a carregam antes de a viverem. É como se elas próprias, ao viverem o presente de uma época extraordinária, estivessem já intimamente a viver o princípio de um passado. Urgia viver, experimentar, amar, sonhar... Sonhar: o título que o filme tão bem ostenta é a tradução perfeita para duas horas de cinema de hoje com vibrações de um cinema de outros tempos. A memória de "Os Sonhadores" não é apenas a memória de uma época. É também a memória da intemporalidade do cinema. Isabelle, Theo e Mathew celebram em cada ato das suas vidas a magia de uma memória cinéfila profunda, como se o verdadeiro viver estivesse na contemplação da cinematografia. De Chaplin, que sorri no inesquecível final de "Luzes da Cidade", a Godard e à Nouvelle Vague, o filme é um magnífico exercício de citação cinéfila, com referências ilimitadas e espessura apaixonada. Esse constante recurso a citações pode tornar "Os Sonhadores" numa experiência um tanto hermética para alguns, mas o filme não vive apenas desse elemento, e utiliza-o sobretudo para caracterizar de forma credível e entusiasmada a paixão dos protagonistas pela sétima arte. E a revolução? E o Maio de 68? Esse estava lá fora, nas ruas, na realidade, adormecido pelo sonho dos "sonhadores". Mas uma pedra perdida, lançada pelos manifestantes que se revoltavam nas ruas, parte uma janela do apartamento do sonho e encarrega-se de os resgatar para a vida. O sonho acabou. Dito de outro modo, "Os Sonhadores" é um filme passado durante a geração específica de Maio de 68, mas parece ocupar várias dimensões geracionais. Talvez porque o cinema, ou a imagem, possa servir de ponte geracional para outras formas de pensar e de sentir. Com "Os Sonhadores", Bertolucci quis mostrar aos jovens de hoje um tempo em que o futuro ainda era algo de positivo. Talvez por causa dessa nostalgia em relação a um tempo em que ainda se acreditava na revolução dos ideais, este filme tenha sido tão atacado por saudosismo esquerdista ou por epítetos mais desconexos ainda. Em todo o caso, também me parece que "Os Sonhadores" se sente um pouco exterior a essa revolução; afinal de contas, ela acontece mas é sempre lá fora, nas ruas, vemo-la ocasionalmente pela janela, os barulhos, os sinais. Este é um filme sobre cinema e sobre cinefilia. E porque cinefilia se decompõe logicamente por amor ao cinema, também os seus personagens se transfiguram nesse amor absoluto como se fossem partes de um único corpo. E as imagens de outros cinemas habitam "Os Sonhadores" como memórias íntimas dos seus próprios personagens e, nesse sentido, como se fossem parte dos seus próprios corpos. É um cinema carnal, visceral, talvez dos mais carnais de que há memória. Porque o cinema e as imagens são como memórias, fragmentos do nosso corpo que os três personagens partilham como se nelas se reconhecessem e que carregam como citações das suas próprias existências. "É um de nós", grita o casal de irmãos. Nesta frase habita uma ingenuidade que tem tanto de infantil como de perverso. Porque, como crianças grandes em que o sexo ainda simboliza o maior dos enigmas, a nudez dos corpos é o único diálogo em que os três se vão reconhecendo. "De que filme é?" será outra maneira de perguntar "quem eu sou?". É nestas interrogações que nascem as diferenças e o trágico fatalismo da distinção dos corpos. |
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Há muito tempo eu sonhava em ver um filme desses, que o faz perder qualquer ligação que você tem com o mundo real, mergulhando totalmente no enredo do filme e só se dando conta do que aconteceu minutos depois do final deste. O filme te deixa maravilhosamente incomodado com a situação momentos antes de o cativar e deixa-lo apaixonado por completo. O filme é uma linda imagem de um pensamento impuro e vulgar que todos nós julgamos externamente e nos deleitamos no nosso intimo. Uma obra-prima. Fui esperando algo lindo, mas saí em verdadeiro extase! |
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Bertolucci em grande estilo! Um filme de uma provocante sensibilidade, ao mesmo tempo que reverência e declara seu amor ao cinema, nos faz caminhar por labirintos de desejos e medos. Ótimas interpretações com especial destaque para a linda e intensa Eva Green que arrebata tanto pela beleza como pela atuação. |
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Novamente o maoísmo! novamente o sexo livre de tabus! Liberdade no conteúdo e na forma! Cinema como extensão da mente, da política e da libido. Que muitos bebam dessa fonte! |
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Nota 8 pela belas lembranças à Scarface(Original), Shock Corridor, Rainha Cristina, Luzes da cidade, Venus Loira, A general e outros. O filme também conta com discussões sobre Buster Keaton e Charles Chaplin, Jimi Hendrix e Eric Clapton. Demais!!!! O cinema agradece! |
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Sinceramente, achei o filme uma desculpa esfarrapada pra se mostrar um bocado de putarias sem motivo nas telonas. Simplesmente a história é totalmente sem sentido! O pano de fundo envolvendo cinema é totalmente desnecessário, podiam trocar cinema por revistas, por tipos de carne, por palitos de fósforo... se o que o diretor queria era mostrar sexo com um pao de fundo "cult", deve ter conseguido. Mas não pra mim. Fora que o filme tem seqüências podres e TOTALMENTE desnecessárias, envolvendo menstruação, cuspes na mão, masturbação na parede... E o final é patético, tentando dar um ar "sério" pro fiasco que foi o filme todo... lixo! Bernardo Bertolucci já fez um punhado de filmes BEM melhores que esse, não perca o seu tempo. |
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Mais uma vez Bertolucci nos presenteia com uma obra-prima. Este filme é de uma importância fundamental para a classe estudantil de hoje, pois ele se utiliza do movimento de 68 para dizer aos jovens de hoje a importância de se ir para as ruas e exigir um mundo mais justo e igual. |
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Poeticamente poderoso, o filme é lindo, gostoso de se ver e se for assistido sem moralismos ultrapassados chocará positivamente o espectador. Além de uma trilha sonora sublime. |
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Filmão!Arte Pura!O filme homenageia o cinema com referencias explicitas e implícitas (Não teria um que de Jules E Jim?). Homenageia os anos 60 com seus ícones, através da trilha sonora, de diversas imagens pops, dos diálogos e discussões.E reflete sobre: socialismo utópico, vinho x Revolução, Berigelância eficiente americana x Pacifismo omisso francês e muito mais.Um filme que pensa sem aborrecer.Por sinal, não vi incesto na relação dos irmãos que considerei antes infantil e, sim, siamesa. |
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O filme vem muito bem preencher um espaço que faltava no cinema mundial, um filme "cult" mesclando política, sexualidade, cultura e muito sensualidade! Algumas cenas são simplesmente de tirar o fôlego! É um filme que com certeza ficará na história do cinema "cult" mundial. |
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Bernardo Bertolucci possui grandes filmes "O Último Tango em Paris"; "A Estratégia da Aranha" e trabalhos menores, mas que nem assim escapam da problemática de sua obra "O Pequeno Buda"; "O Céu que nos Protege". Certamente, "Os Sonhadores" se insere entre os primeiros. Um filme em que a palavra "sonho" possui duas vertentes: o sonho do cinema, e aquele inserido nos ideais revolucionários de Maio de 68, época da ação deste fascinante, instigante e belo filme. Mathew (Michael Pitt) é um estudante americano de férias em Paris, e cinéfilo ardoroso. No dia do fechamento da Cinemateca Francesa, e da conseqüente expulsão de seu curador, Henri Langlois, ele conhece Isabelle (Eva Green) e Theo (Louis Garrel), irmãos siameses com uma paixão tão doentia por cinema quanto seu novo amigo. Invariavelmente, acaba mudando-se para a mansão dos irmãos, depois que os pais destes saem em viagem de férias. O que se segue é um jogo erótico e perturbador entre os três, pontuado por cenas de seus filmes favoritos. Juntos, descobrem os prazeres do sexo e do cinema, este através de arremedos e imitações de cenas de filmes famosos, ou não. Enquanto isso, Maio de 68 pega fogo lá fora. Criticado festivais afora, tachado por críticos de "alienante", "ingênuo" e "reacionário", ninguém compreendeu o verdadeiro significado deste trabalho do cineasta italiano. Com seus corpos, e através de suas atitudes, os três personagens encenam, cada qual a sua maneira, o sonho de uma revolução e mudança que se fazia cada vez mais presente e que iria, de fato, mudar o rumo do comportamento nos anos seguintes. Uma sensação plena de fascínio e encantamento se produz ao final deste extraordinário filme. |
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Perfeito é o adjetivo sintético que melhor cabe a essa fabulosa homenagem aos amantes de cinema e ao próprio cinema.Além de cenas belíssimas assim como os jovens e talentosos atores, o filme tem uma fantástica trilha sonora que embala o espírito juvenil de qualquer geração.Um fato interessante q notei foi a presença de um pedaço da trilha sonora de "Os incompreendidos" filme do Michel Troufout na cena em que as três personagens cominham de noite às margens de um rio. A intimidade bem explorada, com muito bom gosto, o genial jogo de espelhos que não nos permite perder nada do q se passa acima das águas sujas de sangue da banheira, o espírito revolucionário de um em contraponto ao desejo passifista do outro, as diversas referencias aos classicos do cinema enfim o filme é um verdadeiro presente pra cinéfilos e vale a pena ser visto várias vezes. |
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Um filme realmente mais que sensacional, uma obra de arte de Bertolucci, um filme mágico, sensível, sensual, critico, inquietante, inteligente e perturbador, cheio de grandes características.Um filme em que todos acabam tendo relações pessoais com os personagens e as histórias.Uma bela montagem sensual e psicológica, se aproveitando de algumas "cenas mágicas" de certos filmes (uma coisa que realmente faz você querer ser cinéfilo e gostar de ser), principalmente quando os atores as repetem, o que causa uma repetição com uma "mágica" maior ainda. São simplesmente três atores magníficos.Michael Pitt, Louis Garrel, Eva Green, não sei como seria um sem o outro, e todos em perfeitas atuações (foi mágico eles correndo pelo Louvre) e com personagens intrigantes e super-interessantes que tomam atitudes cada vez mais inesperados. Bernardo Bertolucci dá um show de direção dando grandes aspectos ao filme. Um grande destaque a direção de arte e ao figurino, são também grandes destaques do filme, e passa também por uma trilha bonita. Um dos melhores filmes que já vi e com certeza ficará marcado na minha vida. |
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O primeiro filme que vi na vida foi " paixões alucinantes de sam fuller", e fiquei estasiado.É com essa declaração ao cinema que o jovem protagonista abre o magnifico filme de bertolucci.O filme pode não ter uma história redonda, mas a grande sacada é como o diretor homenageia o cinema e aqueles que adoram a sétima arte.As cenas de sexo beiram ao pornográfico, mas não chega a quebrar a magia.Quando bertolucci intercala cenas de grande filmes com os dialogos dos protagonistas, com certeza terá um amante do cinema suspirando no final do corredor.Tenho que concordar que se você não conhece nada sobre filmes( de verdade) como os de luis bunuel, elia kazan, sam fuller, buster keaton, por favor passe longe desse filme, pois a essência do mesmo será sentida por poucos.E viva o cinema! |
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Sensacional! O filme é uma bela homenagem à sétima arte. Fotografia primorosa, trilha sonora perfeita, atuações soberbas. Assisti o filme hipnotizado do primeiro ao último minuto. Obra-prima! |
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Ia deixar uma crítica detalhada, mas Natália teve a exata experiência que tive ao assitir esse filme! Só tenho a acrescentar que, mesmo sendo um tanto pudica, a beleza e transparência do filme me deixou completamente solidária a sua estranheza. E, assim são os relacionamentos: o que lhe atinge com beleza e sinceridade faz aceitar o que houver de estranho. |
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Obra-prima do mestre Bertolucci que nos traz uma viagem ao passado da arte em todos os sentidos,com sua velha pegada,deixa nas entrelinhas o instintivo drama e o mais puro amor....belissima homenagem ao cinema. |
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Delirei com a cena final. Quando Mathew discorda dos irmãos com relação ao uso da violência no emergente movimento estudantil de maio/68. Vibrei com a música de Piaf "Non, je ne regrettre rien" e ao fundo a polícia atacando os manifestantes. Lembrei-me do embate entre Rosa de Luxemburgo e Lênin a respeito da revolução. Ela defendia a revolução de forma pacífica e ele o uso da violência para se chegar nela...Excelente filme. |
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Desde um começo sólido e belo até uma conclusão dúbia, poderosa e melancolica, o filme é pura poesia. Lindo porém, mal entendido mundo afora, uma celebração da juventude, e não incestuoso. O amor pelo cinema pula da tela e nocauteia o espectador, um filme lindo, poético e atemporal. Bertolucci realizou uma obra madura e extrememante realista sobre uma época em que tudo etava nascendo, a música, a revolução, a arte e o mais importante o cinema. Para mim um retrato de algo que apenas podemos nos recordar ou imaginar em sonhos, a juventude de 1968. |
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A revolução de 68 em Paris é revisitada pelo mestre italiano de uma maneira tangencial. Através do trio formado pelo norte-americano Matthew (Michael Pitt) e os irmãos gêmeos Theo (Louis Garrel) e Isabelle (Eva Green) vivem no epicentro da revolução mais charmosa na história do século XX. Isso não quer dizer que eles sejam revolucionários propriamente ditos. A paixão pelo cinema fez com que o americano recém-chegado a Paris e os gêmeos viessem a se conhecer. O radicalismo do trio não está nas passeatas e nos confrontos com os policiais franceses, mas sim na relação que eles estabelecem entre si dentro do apartamento dos gêmeos franceses. Eles discutem cinema (Matthew prefere Buster Keaton a Charles Chaplin enquanto Theo aprecia este último), política (Theo é maoísta enquanto Matthew é contrário a um regime que permite que todos leiam apenas o livro vermelho), música (Matthew idolatra Jimi Hendrix, já Theo venera Eric Clapton). É em direção de Isabelle que a paixão de ambos converge. Esse triângulo tem inevitavelmente um tempo de duração limitado. Trata-se de uma homenagem explícita a François Truffaut, mais especificamente a seu filme "JULES E JIM". Por sinal, inúmeros filmes e diretores recebem deferência do diretor de "O ÚLTIMO TANGO EM PARIS" (com o qual "OS SONHADORES" guarda várias semelhanças). As transgressões do trio dentro do apartamento são muito maiores do que aquelas dos estudantes e trabalhadores franceses que transformaram as ruas de Paris num palco de ebulição política. Esta é uma característica do cinema de Bertolucci; a sensualidade como uma das formas de expressão mais poderosas do ser humano. A atuação do trio central é excelente, particularmente a belíssima Eva Green e o cover do Leonardo DiCaprio, Michael Pitt. É com ele que nos tendemos a simpatizar, por ser inteligente, articulado, diria, sensato. Já Theo com sua aparência blasé. e suas atitudes típicas de radicais-chique, não ganham o nosso afeto. Enfim, estamos diante de um raio X da adolescência européia no final dos anos 60. E ao som de The Doors, Jimi Hendrix e Janis Joplin nos tornamos admiradores e cúmplices destes sonhadores inocentes que Bernardo Bertolucci tão bem retratou. |
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Muito interessante e inteligente, belo e com um elenco muito profissional. Os jovens interpretam muito bem uma situação de total alienação em relação à Revolução Estudandil de 1968 em Paris que colocou em xeque a Sociedade Capitalista alienada, com os ideias da classe média intelectualizada. Um bom filme, recomendável para maiores de idade! |
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É um filme pretencioso? Talvez. No entanto, é poético, rico em imagens, e instiga. É o tipo de filme que "ame-o ou deixe-o em paz". Definitivamente, um filme que por si e em si, busca afirmar a eterna luta moderna entre a metafísica e o materialismo. Que bom que efeitos especiais mirabolantes não fazem a menor falta quando existe um grande diretor atrás da câmera. |
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Um filme muito bom, com boa trilha sonora e com a atuação da bela e fascinante atriz eva green. o unico ponto negativo do filme foi a nudez quase pornografica. |
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Ótimo filme de Bertolucci. Grandes atuações e cenas de deixar cinefilos com agua na boca, adorei as cenas dos filmes antigos misturadas. As imagens tb ficaram bem legais como a cena da banheira q aparece o rosto dos 3 no espelho. Apesar de achar um exagero as cenas de sexo( nao tinha muito a ver com a historia, não achei q era necessario) gostei da epoca retradada. |
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Excelente atuação de Louis Garrel e Eva Green nos papéis dos gêmeos. Uma bela visão dos acontecimentos de 68, com direito aos toques do visceral Betolucci - forte como sempre! |
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Esse filme já entrou para história. Uma obra-prima sem dúvida e contestação. Mostra fielmente os acontecimentos de maio de 68 em Paris. Acontecimentos de fundamental importância para a cultural e o social de hoje. Além da sensualidade dos personagens apresentar a principal descoberta dos adolescentes de todos os tempos. Perfeito. Mais um sucesso de Bertolucci. |
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Para mim um filme muito inteligente, uma crítica aos jovens alienados estadunienses. Prende você pela velocidade dos fatos! Bertulucci se mostra um gênio, intrigando ao telespectador a assistir outras vezes para vê outros lados. Todo cinéfulo que se prese deve asssistir a essa obra-prima que nos traz a tona junto com Bertolucci nosso amor a sétima arte. Nos envolve para vê outros filmes antigos que marcaram toda a história do cinema. Imperdível! |
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Tem muita gente que só vai assistir esse filme por causa das cenas de sexo que por sinal foram ótimas e maravilhosas, mas não gostei do consumo de drogas, isso já é ruim para todo mundo, e o filme vai incentivar a fazer isso, bom eu também gostei da mensagem que o filme passa, pois a mensagem que passa é que os irmãos gêmeos e o Mattew querem sonhar com um mundo melhor e eles sendo pessoas ótimas. Ótima direção de Bertolucci, espero que ele diriga mais filmes desse tipo, as cenas de sexo com certeza foram uma maravilha, e também gostei da cena de em que Isabelle pede para o irmão se masturbar, essa cena foi boa.O filme tem que ser visto a partir dos 16 anos em diante. |
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Filme excelente mostra mais uma vez que as super produçoes americanas sao um fracasso em enredo,filme bastanmte encantador e surpreendente,glorias ao cinema europeu! |
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Maio de 1968. Nós estávamos todos lá. Quem? Todos nós estávamos lá, nas barricadas, todos nós vivemos maio de 68 e a vida não seria a mesma se não fosse maio de 68. Nosso imaginário compartilha maio de 68. Nunca saímos das barricadas. Nunca sonhamos tanto! Mas lá era a Europa, um estranho ninho para quem vive nas américas, precisamente na América Latina. Qual é a metáfora? Qual o sentido? Que impossibilidade é esta que agora me toma de escrever sobre "Os sonhadores". Porque é diante da impossibilidade de escrever que meu pensamento se reveste das imagens que vivenciei. Quem, em pequena cidade não experimentou a maconha, o sexo e a androgenia? Quem não sorriu e não imaginou e não sobreviveu a maio de 68? E o que é este ano que nunca terminou mesmo quando a América virou as costas para a Europa? Falemos sobre cinema. Falemos sobre a vida e o imaginário. A vida era esse imaginário de sonhadores? Maio de 68 e eu aqui, a ouvir Edit Piaf, ainda hoje, a sentir nas entranhas, sem saber o que dizer, o corpo vivo de uma época, de um século, de uma década inteira. Teria que chorar, mas não chorei, teria que me debruçar sobre a cama, como criança, me derramar, mas não farei. Bater os pés? A revolução entrou pela janela e saiu pela soleira? Onde estávamos nós quando a revolução acabou? E que sonho é este a me perturbar as noites mal dormidas, as utopias vividas? Ei, Jonh, por onde anda você? Pelo céu? kerouack? Fante? Sartre? Que salada utópica é esta que vem como anjo sobrevoar minhas janelas entreabertas? Praticar rituais de orgias absurdas. Saber que a verdade está no absurdo. E, ainda assim, estar surdo, beber o vinho, saborear, degustar com prazer a dor de viver e a alegria funesta e mórbida do homem em sua aventura pela terra. Os corpos, porque se trata de um corpo presente, no presente do passado, vivido em maio de 68. Queimar, incendiar, a liberdade está no ar e ela começa pelo corpo, sobre as cabeças os aviões...Nos chapadões, será que existiu este maio de 68? Enquanto sorvíamos o gole de cachaça e aguardente com soluço, maio de 68 acontecia. Enquanto lá vingava o maio de 68, por aqui vigorava o AI-5. Quem disse? Maio de 68 existiu em nossas mentes e é a grande metáfora de quem nasceu na década de 60 e ainda está vivo em 2005. Porque sobrevivemos e sobreviveremos a muitos maios de 68. O futuro é utopia. O sonho ainda não acabou. |
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O filme começa e a gente entra no mundo de bertolucci e quando termina fica dificil de novavente entrar na realidade nossa!!! Que personagens!!! Me conduziram às mais variadas sensações: amor, ódio, ternura, tesão e devaneios... não consigo esquece-los... foi bom pra mim! |
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Achei esse filme extremamente ecêntrico, pacional, dramático, com seus personagens solitários capazes de depositar todo amor, paixão e desejo no que é mais fácil e próximo....neste caso, um incesto. O autor foi realmente ousado. Quero saber por que depois da reforma do site não temos mais acesso as premiações.... |
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Esse filme tem uma referência histórica ótima! Com um diretor que eu adoro, eu não poderia deixar de amar o filme. O mesmo envolve com o desenrolar da história muito bem escrita apesar de ter história original de um livro.
Bertolucci está de parabéns. |
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Estranhamanete eu gostei muito desse filme.Destaque para trilhha sonora. |
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