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Bruno Salama Herszage (e-mail),
Leitor do Adoro Cinema - Nota 2:
"O
mais novo filme do diretor Robert Altman, "Dr. T e as mulheres", é
composto por um elenco de atores e atrizes bem famosos, como Richard Gere (do
recente "Justiça Vermelha" e "Noiva em fuga"), Helen
Hunt (de "Náufrago" e "A Corrente do Bem"), entre
outros, tem como base da história um ginecologista seguido sempre pelo
mesmo destino: qualquer bebê que nasça em suas mãos está
fadado a ser do sexo feminino. Fora isso, ele enfrenta problemas com sua mulher,
que apresenta sintomas de uma estranha doença, com de suas filhas. Como
se não bastasse isso, o Dr. T ainda tem que aguentar suas neuróticas
pacientes.
Após esta sinopse, vamos falar
do que o filme tenta (mas não consegue) oferecer.
Em primeiro lugar, tem que ter muita
paciência pra ficar durante 2 horas inteiras sentado em frente a uma tela
vendo praticamente só mulheres... e chatas, ainda por cima. Não
tem uma mulher que é mostrada no filme que tenha alguma coisa de interessante,
nem mesmo a Helen Hunt (que por sinal, já está enchendo, nos últimos
dez filmes que eu vi, ela fazia 4, haja saco).
Em segundo lugar, o filme é
completamente sem nexo, mais do que o possível! Só o final já
faz com que você tenha vontade de destruir tudo! Durante todo o filme
o diretor nos apresenta alguma coisa para que, depois, numa reviravolta de 5
segundos, nos apresentar alguma coisa completamente diferente. Fora isso, o
final é muito nojento. Tá bom que o que acontece no final é
uma coisa natural, mas eu não sou médico nem pretendo ser pra
ficar vendo aquilo. Acho que o diretor podia ter um pouco mais de bom senso,
mas isso é com ele, eu só posso reclamar, nada fazer.
Pois
é isso que eu estou fazendo, por isso lá vai meu conselho: mesmo
que você seja a/o fã número 1 do Richard Gere, pense duas
vezes antes de pagar 10 reais para ver este filme. Melhor alugar e ver mais
uma vez "Uma linda mulher"!"