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Além de ter as excelentes atuações de Peter Sellers (que faz três personagens!) e de George C. Scott, o filme é muito bom! É uma sátira feroz à política, tanto que é considerado um dos melhores filmes de humor negro que existem, pois tem um humor muito inteligente. Até quem não é chegado muito em Stanley Kubrick pode gostar deste filme. Vale a pena!" |
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É simplesmente "A" comédia de humor-negro. Peter Sellers está impagável em 3 papéis diferentes. O enredo pode até parece um pouco fora de moda, mas como cinema está acima de qualquer crítica que possa se fazer. Obrigatório!" |
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Definir o gênero dessa obra-prima de Stanley Kubrick não é fácil. Filme de guerra, ficção, comédia ou tudo isso, Dr. Fantástico tem uma fotografia primorosa, enquadramentos magníficos, belíssima trilha sonora e a impecável atuação de Peter Sellers em nada menos que três personagens, inclusive como o hilário e performático Dr. Fantástico. Embora, alguns pontos em particular possam casuar a impressão, nos mais desatentos, de tratar-se de um filme datado, esta 'fina estampa' de Kubrick é irremediável e assustadoramente atual. |
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Sputnik 1. URSS toma a frente dos EUA com o lançamento, em 1957, do primeiro satélite artificial a entrar em órbita na História. Depois, veio o segundo exemplar deste marco histórico, desta vez, com a cadela Laika, o primeiro ser vivo a ser mandado para o espaço. O troco dos EUA foi a criação, em 1958, da NASA, um órgão que seria responsável pela administração do programa espacial estadunidense. O ápice e fim desse conflito ideológico aconteceram em 1969, quando Neil Armstrong pisou na Lua pela primeira vez (ou a máquina de propaganda devastadora dos EUA nos fez acreditar nisso). Nessa época acalorada pós-2ª Guerra, onde boatos revolviam o mundo e nos alertava para uma possível 3ª Guerra Mundial, Kubrick, o gênio, baseado no livro Red Alert, de Peter George (que colaborou com o roteiro, juntamente com Terry Southern), nos presenteou não com uma pérola, mas sim, com uma pérola negra do Cinema com essa comédia ácida sobre esse período da Guerra Fria, que seria, por sua denominação, uma guerra de conflitos indiretos, mas que resultou numa ameaça de destruir de vez o globo terrestre. O roteiro de Kubrick tem sua narrativa dividida em três partes: primeiramente, somos apresentados ao General Jack Ripper, de um espírito, digamos, suntuoso, que ao seu modo pretende acabar com uma corporação comunista que prevê colocar flúor até "nos sorvetes das crianças". Decide então, colocar em prática o plano R, uma medida extremista que propõe que, na iminência (ou, como Ripper já acreditava, na evidência) de uma invasão comunista e na ausência de comando por parte do presidente, um oficial do governo poderia autorizar um ataque nuclear contra os soviéticos. Quando esta forma peculiar de manter "os preciosos fluídos corporais da América" chega aos ouvidos do Pentágono e do próprio presidente, este convoca toda sua bancada de assistentes e cientistas de governo, inclusive o General Turgidson, interpretado esplendorosamente por George C. Scott, para discutir, na Sala de Guerra, essa ordem dada aos patrióticos pilotos estadunidenses, que formam, por sua vez, o terceiro cenário que Kubrick alterna nesse excepcional script de sua adaptação. Nesses tempos em que a URSS queria "meias de nylon e máquinas de lavar", como diz o embaixador soviético convocado pelo Presidente, a corrida espacial deu lugar à corrida armamentista, sendo aquela considerada pelo soviete perdida e de gastos gigantescos que não lhe valeram em nada. Investindo supostamente em segredo numa "máquina do juízo final" (que, segundo o próprio embaixador, é um cisco em comparação com todo o investimento em cima da competição pelo espaço), a Rússia então, concede seu ultimato ao governo do atual Bush: a primeira bomba que cair sobre solo russo ativará automaticamente essa parafernália (que não tem como ser desativada), conseqüentemente transformando o mundo em fumaça. A partir de todo esse contexto irônico que surgem algumas das melhores piadas de todos os tempos: das ostensivamente citadas "Não podem brigar aqui. Isto é uma Sala de Guerra!" e a conversa do presidente com o premier russo pelo telefone até o "desabafo" do general parolador Ripper ao comedido Capitão Lionel Mandrake (contrário às decisões do "chefe"), temos aqui registradas uma inspiração criativa monstruosa na confecção desses textos humorísticos que dilaceram vagarosamente toda essa conspiração enfadonha e lunática por trás destes ideais políticos anêmicos, justamente no clímax desse período histórico perigoso. Porém, o personagem-título, o "ilustre" ministro do desenvolvimento de armas alemão Dr. Fantástico, demora um pouco a aparecer em cena. Aproximadamente aos 53 minutos de projeção, ele confirma que o talento de Peter Sellers é algo fora do comum. Claramente nazista, apesar de ser "naturalizado" estadunidense, este Doutor é um homem acanhado que não contêm os impulsos e sempre deixa escapar um resquício do fuhrer. Chamado pelo presidente para esclarece-lo sobre a acusação do embaixador russo de os EUA já estarem construindo um dispositivo parecido com a máquina do fim do mundo antes mesmo de a URSS ter a idéia desse "magnífico" projeto, ele exala, com seu comportamento exótico, uma aura de loucura e sadismo. Sendo uma obra kubrickiana, não poderíamos esperar menos de sua técnica impecável. Dos cenários aos efeitos de vôo, Kubrick revoluciona novamente (como sempre fez) com sua forma de filmar. Desde o sufoco de um lugar incômodo (o avião) até a amplitude da Sala de Guerra; desde a apreensividade até a surpresa; desde a aversão ao apreço, SK sempre consegue nos transmitir uma gama de impressões vastíssimas e em certos momentos inexplicáveis. Infelizmente, creio que não haverá alguém como este revolucionário no futuro do Cinema. Não haverá a arte pela arte, pura e límpida, visionária e chocante, a não ser que a ousadia de alguém que ama ao cinema e a arte tenha a insistente vontade de ser um gênio e realista; e quando digo "arte pela arte", não me refiro aos ideais parnasianos que de tanta perfeição estética e apesar de serem inegavelmente relevantes para a história literária, por vezes eram desérticos e se esvaíam em redundância e mesmice. E sim a arte da visão, da previsão, e posteriormente, da constatação. |
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Pode ser que "Dr. Fantástico" não seja uma obra-prima, mas o filme é definitivamente acima da média. Direção, fotografia, roteiro, interpretações excelentes. |
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Dr. Fantástico é o filme que mais gosto. A maneira como o Kubrick mistura humor negro com todo aquele suspense da guerra fria é simplesmente fantástico! Sem comentar da ótima atuação de Peter Sellers em todos os papéis. |
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"Dr. Fantástico ou : Como eu Aprendi a Parar de Me Preocupar e Amar a Bomba" é, para mim, simplismente a melhor comédia de humor negro da história do cinema. Posto que talvez (ou muito provavelmente) não vai ser tomado por ninguém, mesmo que os irmão Coen (mestres no estilo) façam mais 50 bons filmes do tipo. Nada se compara a essa obra-prima genial de Stanley Kubrick (meu diretor preferido...sou suspeito pra falar dele). Apesar da guerra fria ter terminado a anos, da União Sovietica ter sido dissolvida, e do comunismo ter perdido seu espaço, o filme continua atual, permitindo ao espectador fazer uma analogia a situação mundial dos dias de hoje. O filme nos mostra como a guerra realmente é uma coisa perigosa, e que qualquer erro estupido pode ocasionar uma tragédia. Jack Ripper, um general que está totalmente fora de sí, acredita que os comunistas tenham um plano que visa "fluorizar" às aguas americanas. Com o pretexto de preservar seus "preciosos fluídos corporais", ele ordena um ataque nuclear a União Soviética (ataque que só pode ser cancelado por um código, que apenas ele conhece). Logo que fica sabendo do ocorrido, o presidente americano tenta se comunicar com os russos, pedindo que eles destruam os aviões antes que esses possam atacar. Então, um embaixador soviético revela (com a ajuda do consultor de armas do pentágono e ex- cientista nazista, Dr. Fantástico) que seu país construíu a "máquina do juízo final", que será disparada automaticamente quando alguma bomba cair em seu território. A história é simplismente fantástica (desculpem o trocadilho...), e magistralmente dirigida por Kubrick, que utiliza diferentes recursos técnicos para sua condução (câmera de mão, para as cenas dentro do avião; vários plano-sequencias, principalmente nas cenas do quartel general; e sem contar a excepcional montagem das cenas externas do avião). A fotografia do filme, em preto e branco, é excelente, e funciona muito bem com as "luzes estourando na tela", algo que o Kubrick também utiliza muito em seus filmes. Praticamente o filme inteiro é contado em apenas três cenários. O quartel general, onde fica a sala do Gen. Jack Ripper (o maluco que ordenou o ataque), um avião de bombardeio, que está indo em direção ao alvo, e a "Sala de Guerra" do pentágono, onde estão o presidente dos Estados Unidos e o Dr. Fantástico (e mais uma penca de comandantes e políticos). Os três cenários são excepcionais, e contrastam perfeitamente. A Sala de Guerra é imensa, e é o melhor de todos, e onde se passa as melhores cenas. O quartel general é bem simples, e o avião é apertado, e perfeitamente reproduzido (a força aérea quebrou a cabeça pra descobrir como Kubrick havia recriado com perfeição um modelo de avião que era exclusivo deles). Os diálogos são inteligentíssimos, e as atuações são memoráveis e inesquecives. Destaque para George C. Scott, alterando de comportamento conforme o filme passa, com muita competencia (repare em como o seu personagem muda depois que o embaixador comunista chega a Sala de Guerra ele é o anti-comunismo em pessoa). Sobre Peter Sellers nem é necessário muito comentário. Dotado de uma capacidade imensa de fazer rir, seus três personagens no filme (o subordinado do Gen. Jack Ripper, o presidente dos Estados Unidos, e o melhor, embora apareça menos que os outros o Dr. Fantástico, um ex-cientista alemão (cujo braço direito ainda é nazista vocês vão entender assistindo o filme) são excepcionais. Sem dúvidas seu melhor personagem é o Dr. Fantástico, mas o presidente americano também nos reserva um dos melhores momentos do filme (quando ele tenta ter uma conversa por telefone com um oficial soviético que está bêbado). O filme não é uma comédia escrachada, não contém humor visual, e portanto pode ser considerado por muitos como "totalmente sem graça" (como já vi por ai). Mas sua intenção não é ser engraçado (o que ele também consegue, e muito o final do filme é de chora de rir), e sim irônico. Brincar com um tema que, principalmente na época (mas agora não é diferente), assustava muitas pessoas (como na cena em que, no meio de um tiroteio, a câmera da um close num outdor do quartel general que diz "Paz é o nosso negócio". Genial...). E ainda arranja tempo de ironizar o machismo em vários momentos, principalmente no final do filme, quando o Dr. Fantástico revela a todos o seu plano para fazer com que a população mundial não suma totalmente da terra, para permitir a reconstituição da mesma caso a máquina a destrua. Posicionado em 26º lugar na lista da AFI dos "100 melhores filmes da história do cinema" (injustiçadamente, pois deveria estar no mínimo entre os 20 primeiros apesar de que a lista contém várias e várias injustiças, e alguns dos melhores filmes estão espalhados por diversas posições que não sejam as primeiras), foi injustiçado também no "Oscar", tanto no número de indicações quanto nos prêmios não recebeu nenhum... e é reconhecido por muitos como um dos melhores filmes do gênio Stanley Kubrick (inclusive por mim, que o coloco no Top do Kubrick, junto com "2001" e "Laranja Mecânica"). Esse é um filme que não pode ser perdido por ninguém que goste realmente de cinema. Um momento de total inspiração, e que vai ficar na história para sempre. |
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Este filme de Stanley Kubrick deve forçosamente figurar em antologia cinematográfica. " Dr. Strangelove (Doutor estranho amor) or How I learned stop worrying and love the bomb" mal traduzido para Dr. Fantástico. É um libelo contra a Guerra. Sátira bem feita aos Generais Americanos "os Falcons" que tinham apenas três assuntos em seus pensamentos:Estratégia de Guerra. Sexo. O inimigo Russo-Comunista. O ator Peter Sellers representa três papéis:Um oficial Inglês de ligação junto ás forças armadas Americanas. O presidente dos EUA. Um cientista nazista levado para os EUA para a produção de bombas atômicas. Evidencia-se a versatilidade deste ator. È difícil ao espectador perceber que: O capitão Mandrake, o Presidente dos Estados Unidos e o cientista Nazista sejam na verdade representados por um mesmo ator. Inicia-se o filme com um prólogo anunciando que os Russos estariam construindo algum dispositivo atômico em uma longínqua ilha no Ártico. Após o prólogo inicia-se uma doce melodia de autoria de Laurie Johnson:"Try a little tenderness" e na tela aparece um grande engenho fálico que toma toda a tela, em alusão ao que se oferece à humanidade. Nas cenas seguintes, quando começam a surgir os letreiros de créditos, duas aeronaves copulam quais libélulas em vôo. Um general maluco, comandante de uma base, sugestionado por tantas noticias durante a Guerra Fria decide deflagrar a luta. Manda jogar bombas atômicas em bases russas. Ante tamanha confusão provocada por esse general o presidente dos EUA não vê alternativa de que convocar o embaixador russo para a conferencia que se realizava no recinto ultra-sagrado da sala de guerra do Pentágono, provocando o maior espanto aos "Falcons" Boas piadas tais como: quando um general se atraca com o embaixador russo o presidente os chama à atenção dizendo: "Senhores brigar neste recinto! Isto é uma sala de guerra!". Outra grande situação no filme é aquela em que o presidente americano, por telefone, tenta se explicar com o premier russo, sem saber como se explicar diante da catástrofe iminente. Quero destacar também o papel do Major Kong comandante da aeronave, um Texano. Outro obcecado. Revela-se um verdadeiro Cow-boy que possui "idéia-fixa". (Parece outro texano que mais tarde irá ocupar a Presidência dos Estados Unidos) Ao ter que lançar a bomba em seu objetivo, não titubeia. Tal um ginete de bom far-west, como bom justiceiro que tem uma missão a cumprir, não titubeia, sai cavalgando a bomba, dando inicio á catástrofe. Deu-se o inevitável. As cenas finais mostram um balé de explosões atômicas seguida por uma linda melodia cantada por Vera Linn "We´ll meet again".Nós nos encontraremos novamente. É uma alusão ao fim da humanidade, mas que deixa uma mensagem de esperança afirmando que nos encontraremos novamente. "Tenho certeza que em algum dia, e em algum lugar haverá um reencontro". |
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Peter Sellers é o grande protagonista do filme. O papel do Dr. Fantástico foi muito bom, mas muito curso. Quem foi muito bem foi George C. Scott, fazendo o papel do general maluco. Seus diálogos pirados e paranóicos foram incríveis. |
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