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Os Donos da Rua

titulo original: (Boyz'n the Hood)

lançamento: 1991 (EUA)

direção: John Singleton

atores: Laurence Fishburne , Cuba Gooding Jr. , Morris Chestnut , Lexie Bigham , Nia Long

duração: 107 min

gênero: Drama

status: arquivado

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ficha técnica:

  • título original:Boyz'n the Hood
  • gênero:Drama
  • duração:01 hs 47 min
  • ano de lançamento:1991
  • site oficial:
  • estúdio:Columbia Pictures Corporation
  • distribuidora:Columbia TriStar Pictures Distribution International
  • direção: John Singleton
  • roteiro:John Singleton
  • produção:Steve Nicolaides
  • música:Stanley Clarke
  • fotografia:Charles Mills
  • direção de arte:Bruce Bellamy
  • figurino:Darryle Johnson
  • edição:Bruce Cannon
  • efeitos especiais:Special Effects Unlimited

imagens - 3

Os Donos da Rua Os Donos da Rua Os Donos da Rua

sinopse:

Em 1984, no South Central, bairro de maioria negra de Los Angeles, Reva Devereaux (Angela Bassett), a mãe de Tre Styles (Cuba Gooding Jr.), conclui que não tem condições de criar o filho pelo fato dele ser rebelde, apesar de ser bem inteligente. Reva decide então entregá-lo aos cuidados do pai, Furious Styles (Laurence Fishburne), que passa ao filho valores éticos e morais em uma região marcada pelo pobreza e violência. Após sete anos Tre faz dois grandes amigos: Ricky Baker (Morris Chestnut) e Doughboy (Ice Cube), mas cada um dos três tem objetivos bem diversos na vida.

elenco:

  • Laurence Fishburne (Furious Style)
  • Cuba Gooding Jr. (Tre Styles)
  • Morris Chestnut (Ricky Baker)
  • Lexie Bigham (Mad Dog)
  • Nia Long (Brandi)
  • Kenneth A. Brown (Little Chris)
  • Angela Bassett (Reva Deveraux)
  • Tyra Ferrell (Sra. Baker)
  • Nicole Brown (Brandi - 10 anos)
  • Ceal (Sheryl)
  • Desi Arnez Hines II (Tre - 10 anos)
  • Valentino D. Harrison (Bobby - 10 anos)
  • Baha Jackson (Doughboy - 10 anos)
  • Hudhail Al-Amir (Homem da S.A.T.)
  • John Singleton (Carteiro)
  • Lloyd Avery II
  • Mia BellRegina King
  • Ice Cube (Doughboy)

comentários

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Carlos Alberto Trigueiro
02/01/2001
nota:Rate09
Esse é um dos filmes mais fortes e contundentes sobre a situação nos bairros negros de Los Angeles , na metade dos anos 80. Ninguém está a salvo da violência , que permeia os lares, ceifa vidas inocentes e leva o pânico para todos. John Singleton se mostrou um grande diretor, e conseguiu realizar um filme perturbador, que fica guardado na nossa memória , além de realizar uma denúncia séria da questão do racismo entre os próprios negros americanos. Vale a pena conferir!
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Marcos Vinícius
03/01/2001
nota:Rate010
Um filme fantástico! Esse é um daqueles filme que você e nunca mais esquece. É sem dúvida uma lição de vida, principalemnte para os negros. Esse filme fez sucesso, mas poderia ter um reconhecimento maior, é sem dúvida um filme que mostrou a realidade dos negros dos EUA naquela época, talvez seja assim até hoje. Espero que todos tenham a oportunidade de assistir a esse filme e aprender um pouco mais sobre a vida.
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Cláudio Szynkier
04/01/2001
nota:Rate010
Obra irretocável e dolorosa, Boyz In The Hood, de John Singleton, é autêntico grande cinema das ruas. O diretor Singleton mapeia os espaços do subúrbio de L.A com amor, generosidade e, ao mesmo tempo, com pranto calado. Ainda criança, Tre (Cuba Gooding Jr) é mandado para a casa do pai, Furious (Laurence Fishburne), pela mãe, mulher negra independente que queria ver o menino se transformar em um verdadeiro homem, capaz de enfrentar de fato o mundo e qualquer uma de suas possíveis monstruosidades. O menino torna-se, talhado pela mão firme e sábia do personagem de Laurence Fishburne (catedrático dos males do mundo bandido e das questões da rua), um homem imune aos turbilhões, manadas e tiros daquela selva plana e árida. Será que totalmente imune? Já crescidos, os amigos de infância de Tre tornam-se criminosos; apenas o próprio Tre e Ricky (Morris Chestnut), um promissor jogador de futebol americano prestes a ser chamado por uma importante univeridade, não conhecem o mesmo destino. O irmão de Ricky, Doughboy (Ice Cube), é a figura mais emblemática da rua, o garoto gordinho indomável e cheio de raiva e peso sobre as costas, o líder da gangue da vizinhança. Havia um laço entre os meninos daquela rua que os faziam todos irmãos, um laço puro, sem que fossem necessárias afirmações e reafirmações de amor e devoção de amigos de infância entre aquelas pessoas. Tudo caminhava perto do normal, Doughboy retronara da cadeia pela enésima vez, até que uma estúpida briga em uma "balada" acaba sentenciando injustamente alguém que nem estava lá. E tudo passa a ser o caos naquele faroeste negro, de asfalto. Cada rua uma vila, carros são como cavalos, o sentimento de vingança, o ódio proliferado e o olho-por-olho são os mesmos dos westerns. O filme debate, sentado em uma cadeira, sem pânico, contudo mostrando na face e em cada diálogo um pessimismo cortante, a tragédia da segregação entre os próprios negros. O ódio agora é algo totalmente disseminado; mata-se por pouco, mata-se por nada, negros matam negros com e quase que por prazer na vida da L.A subúrbio. Vale o domínio das ruas, vale a pequenina glória. Inglória. Aniquilamos os caras da outra rua... Voltando ao penúltimo parágrafo, pois a palavra continua a ser a mais perfeita, tudo é o caos; a menina pequena a toda hora deixada no meio da rua pela mãe drogada, denuncia. Singleton filma esse caos-poesia com o coração disparado. O coração ironicamente dispara, literalemnte, na cena crucial do filme. Correr, correr. Pode-se dizer também que o inspirado diretor filma a realidade e o perfil das pessoas de uma determinada rua com uma naturalidade crua e que chega a espantar. Naturalidade e paixão; com planos honestos, destrinchando cada centímetro de calçada, cada parte daqueles quadrados quase assustadores de subúrbio, estranhamente iluminados pelas tardes ensolaradas californianas. Paixão na expressão da violência, na verdade, a concretização daquela tragédia, lavada com sangue e lágrimas. A fita não deixa fora da discussão a questão da discriminação racial simples e tradicional, arraigada nas bases sociais norte-americanas. Também não deixa de se assumir como a simples e mais pura narrativa a respeito do crescimento e das descobertas do garoto, Tre, ao longo daquele trecho de sua juventude, em uma constante confusão, típica da idade, entre o sentir, romper, questionar e outros verbos. O diretor mostra sensibilidade também dentro desse aspecto. Na parte musical, coisas realmente interessantes, entre raps, Stanley Clarke, aqui atuando como compositor principal e escrevendo bons temas, e clássicos da Motown (um deles pontuando a seqüência de transição do filme, do passado para 10 anos depois, em uma cena que começa linda, com o pai mostrando a Tre no carro a riqueza daquele tipo de som. Deve ser referência auto-biográfica, eu aposto). Importante para a consolidação do cinema negro norte-americano da década de 90, Boyz In the Hood não só é uma obra lapidar, perfeita e irretocável mesmo se não fosse artigo cultural ativo dentro da discussão racial recente, como também marca a revelação de uma grande inteligência para o cinema, John Singleton. O diretor, ao lado de Spike Lee, firmou-se a partir aqui como um grande realizador, ícone verdadeiro para as próximas gerações.
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Daniel Reis da Costa
05/01/2001
nota:Rate010
Com certeza é o melhor filme do genêro, e o melhor de Jonh Singleton, sem ser sensacionalista ou moralista como outros filmes desse estilo são, mostra a realidade de forma crua sem aumentar nem diminuir. Cuba Gooding Jr. e Ice Cube nos melhores papéis de suas vidas. Vale muito a pena conferir.
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Marcelo Gonçalves de Oliveira
06/01/2001
nota:Rate09
Excelente filme. Sua maior qualidade é apresentar as diferentes razões para a delinquencia, como a falta de amor materno (Ice Cube), drogas , ou simplesmente má índole, filme ainda conteporâneo e realista.
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Tatianaa
07/01/2001
nota:Rate09
É um filme super interessante que marcou época e representou uma geração de americanos que viam seus amigos morrendo em confrontos armados pela guerra do tráfico. Na minha oppinião é o melhor filme dessa categoria. Os atores dão um show. Destaque para ice cube, fishburne, e o lindo ator morris chetnut, que arrasa no papel do irmão intelectual. A cena da morte dele é uma das cena s que mais me impressionou na vida. Inesquecível e imperdível. vale a pena conferir.
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Guilherme Manhães
08/01/2001
nota:Rate010
Ótimo filme! Além das boas atuações, o filme mostra como os jovens vivem em meio ao caos, violência e pobreza das grandes cidades.
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Diego Simão Kosiedoski
09/01/2001
nota:Rate010
Muitos filmes mostram o preconceito racial. Mas poucos, como este, são tão contundentes e pormenorizantes a ponto de ilustrarem este aspecto social com perfeição fática. Inteligente e ousado. Destaque para Cuba Gooding Jr, que está fantástico no papel de "Tre Styles". Filme brilhante!

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