Título original: (Hollywood Ending)
Lançamento: 2002 (EUA)
Direção: Woody Allen
Atores: Woody Allen, George Hamilton, Téa Leoni, Debra Messing.
Duração: 112 min
Gênero: Comédia
Status: Arquivado
Val Waxman (Woody Allen) é um diretor de cinema que, nos anos 70 e 80, esteve bastante badalado em Hollywood, sendo que hoje Waxman apenas consegue dirigir comerciais de TV. Até que a chance que esperava para retornar ao estrelato surge através de um produtor (Treat Williams) de um grande estúdio, que está atualmente namorando sua ex-esposa (Téa Leoni) e lhe oferece a direção de um grande projeto. Waxman imediatamente aceita a proposta mas, pouco antes do início das filmagens, passa a sofrer de cegueira temporária. Decidido a trabalhar assim mesmo, ele passa então a contar com a ajuda de alguns amigos para que possa dirigir o filme sem que os produtores e executivos do estúdio percebam seu atual estado.
Antônio Leal em 02/01/2002Nota: 5
Mais uma vez Woody Allen ri de Hollywood e faz-nos rir conjuntamente. Para Woody Allen um ser inteligente mesmo que cego faz filmes mais capazes que muitos dos realizadores que Hollywood promove. É um filme delirante de um sarcasmo provocante. Aos amantes do verdadeiro cinema um opinião, NÃO PERDER. Um filme em que woody Allen se ri do que ele em recente entrevista considera os analfabetos cinematográficos. Cinema para gente inteligente e não manipulável."
Álvaro Gabriel de Almeida em 04/01/2002Nota: 2.5
Acabo de sair do cinema e estou com a sensação que o velho Woody corre contra o tempo. Por algum processo premonitório o diretor, com já sessenta e tal anos, descobriu que precisa terminar todos os projetos que tem na cabeça ( ou seria no contrato que tem com a DreamWorks ? ) Só isso explica alguns erros de roteiro e da própria filmagem que Woody Allen deixa passar. Acredito que a sua mania de não assistir ( na vida real ) os copiões filmados no dia, estejam cobrando hoje um preço mais alto do que cobravam antigamente em produções como Annie Hall ou Manhattan. Fica portanto aquele gosto de feijoada feita mal apurada ou batata com o coraçào cru. É inegável que em vários momentos consigamos vislumbrar alguns resquícios do brilhantismo sempre presente em qualquer filme seu. Mas que essa nova associação com um mega estúdio de Hollywood não fez bem a Woody Allen, para mim pelo menos, é claro que sua fase, digamos, mais independente e menos cumpridora de contratos, fazia muito melhor à saúde do produto final.
Francisco Russo em 07/01/2002Nota: 3
Trata-se de um dos filmes mais fracos da carreira de Woody Allen mas, ainda assim, com boas tiradas e interessante de ser visto. Para quem gosta do cinema de Allen sempre vale a pena ver seus novos filmes, mesmo que sejam menores, para poder se recordar de seus personagens neuróticos e se deliciar com suas tiradas inteligentes. É o que acontece neste "Dirigindo no Escuro". Apesar da idéia principal ser bem interessante - diretor fica cego logo no início das filmagens de um grande filme -, o melhor são as analogias que o filme faz entre Val Waxman e o próprio Woody Allen. Sim, porque há muito de Allen no personagem e, desta vez, não apenas em seu modo neurótico de agir. Diversas citações sobre Waxman são na verdade variações do que é dito sobre Allen como cineasta há anos: cinema de arte x cinema de autor e não-compreensão em seu país de origem são exemplos. Para quem conhece a carreira do diretor, tais comparações são imediatamente notadas dentro do filme. Apesar disto o filme carece de uma história que consiga sustentar um longa-metragem, vivendo apenas de algumas tiradas esporádicas. A partir de certo momento a piada da cegueira do diretor passa a se repetir continuamente, apenas mudando os personagens que o ajuda ou situações que, no final das contas, não são tão diferentes assim. O elenco coadjuvante também não ajuda muito, com exceção de Téa Leoni, que está bem em cena. Quanto aos demais nenhum deles consegue brilhar, cumprindo apenas o básico quando estão em cena. No geral trata-se de um bom filme, mas que está bem abaixo dos melhores da carreira de Allen.
André Souza em 06/01/2002Nota: 3.5
Woody Allen faz um filme um tanto diferente dos recentes(como o excelente "Trapaceiros" e o bom "O Escorpião de Jade"). O início é meio lento e a história demora a pegar. As "gags" com o personagem cego funcionam, assim como as auto-referências ao próprio diretor e a seus filmes feitos em preto e branco como "Manhattan" e "Celebridades". A subtrama envolvendo o relacionamento entre os personagens de Allen e Tea Leoni(a atriz está muito boa, por sinal) é totalmente descartável(embora renda algumas boas piadas), assim como o filho de Val. As atuações estão inspiradas, assim como os diálogos. A trilha sonora é meio sem sal. Não é um filme acessível a todos, mas consegue ser uma interessante homenagem ao cinema.
Christian Jafas em 03/01/2002Nota: 4
Sempre que um filme de Woody Allen aporta nos cinemas é aquela confusão na crítica. Tem aqueles que adoram e outros que repetem o discurso: “Woody precisa se renovar!” Isso pode até ser verdade mas e daí? Allen tem um público cativo, fatura milhões, tem carta branca dos estúdios e já fez algumas jóias raras. Por que diabos ele tem que colocar uma obra-prima por ano nas telas? Woody Allen ama ser cineasta, ama fazer filmes e por isso ele faz todo ano seu filminho tranqüilo. E Dirigindo no escuro é um desses filmes tranqüilos de Allen. E mesmo sendo mais um filme anual é dá de dez nessas pretensas comédias que estão aparecendo por aí. Assisti a Trapaceiros em vídeo e a mesma teoria se aplica. Woody Allen faz o que melhor sabe fazer ser Woody Allen. E Dirigindo no escuro tem tudo o que os filmes de Allen precisam: ele mesmo, lindas mulheres, um roteiro inteligente, diálogos rápidos e rasteiros e um final incompatível. Ou seja, para quem gosta da fórmula de Woody Allen não vai ter arrependimento.
Eduardo Gomes em 05/01/2002Nota: 4
Woody Allen é sempre uma delícia, mesmo em filmes menores como este. Estão lá as piadas rápidas, inteligentes, por vezes ácidas; a câmera ágil, um roteiro bem amarrado e um ótimo plote. Porém, é um filme menor. Falta-lhe as grandes interpretações que caracterizam tão bem seus trabalhos (aqui, apesar de todos estarem bem, quem brilha mesmo é o ator/diretor/roteirista) e os enredos intrigantes de "Tiros na Broadway" e "Desconstruindo Harry". Mas, de qualquer forma, trata-se de um Woody Allen. E isso já é muito...
BOMBA!!!Fuja desse picaretagem ,tudo é mau feito, mais um troféu abacaxi para a coleção ...
por Benedito, 14/02/2012 às 12:42
o melhor dos 7 sem duvida
por kabal_win, 14/02/2012 às 12:20
Confuso e estranho,embora aos poucos mostre oque realmente propõe.No inicio,Kable(vivido po...
por Lukas Henrier, 14/02/2012 às 11:13
...Minha mãe vira e mexe fala nesse filme, ela gostou mais do que eu. Nesse e no O Maskara....
por Debora Christie, 14/02/2012 às 11:03