Diga Que Nâo É Verdade

Diga Que Nâo É Verdade 2010-05-22 Francisco

Título original: (Say It Isn't So!)

Lançamento: 2001 (EUA)

Direção: James B. Rogers

Atores: Heather Graham, Chris Klein, Orlando Jones, Sally Field.

Duração: 97 min

Gênero: Comédia Romântica

Status: Arquivado

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Sinopse

Jo (Heather Graham) e Gilly (Chris Klein) são dois jovens apaixonados que descobrem um terrível segredo: eles na verdade são irmãos por parte de mãe. Para não cometer incesto, eles terminam se separando. Porém, quando Gilly descobre que na verdade houve um erro e que eles não são irmãos, ele parte para encontrar Jo e impedir que ela se case com outro homem.

 

Elenco

Heather Graham

(Josephine "Jo" Wingfield)

Chris Klein

(Gilbert "Gilly" Noble)

Orlando Jones

(Dig McCaffey)

  • Sally Field (Valdine Wingfield)
  • Richard Jenkins (Walter Wingfield)
  • John Rothman (Larry Falwell)
  • Jack Plotnick (Leon Pitofsky)
  • Eddie Cibrian (Jack Mitchelson)
  • Mark Pellegrino (Jimmy Mitchelson)

Comentários

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Carlos Massari em 03/01/2001Nota: 1.5     

O cinema não cansa de fazer as comédias pastelões, voltadas para o público adolescente, quase sempre relacionadas a sexo. "Diga que Não é Verdade", é mais um desses casos, onde o besteirol rola solto, sem nenhuma piedade do público. A diferença básica deste filme para os outros do gênero é, que mesmo com palhaçada sexual, filmes como "Todo Mundo em Pânico" não apresentavam situações que envolviam temas sérios envolvidos no pacote. Isso é bom? Não, já que o filme se perde ao tentar estabelecer críticas ao DNA, ou ao sistema de hospícios e o tratamento que dão aos supostos doentes mentais. Mas claro que tudo é feito no puro espírito de sátira, sendo que este é tão grotesco que qualquer pessoa com pouco senso de humor vai deixar a sala. Não é por menos: a trama é fútil e besta e as piadas beiram o ridículo, quase sempre sem graça (novamente isso o disfere de outras fitas do gênero). Narra a história de um "apanhador de gatos", Gilly, que de repente conhece a garota dos seus sonhos e tem a chance de se firmar como veterinário. Quando ele está noivo de Jo, uma péssima cabelereira, feliz como nunca, descobre que... eles são irmãos. A vida de Gilly estava destruída, Jo volta a ficar noiva de um antigo namorado, que era milionário, e logo Gilly descobre que tudo não passava de uma invenção da trapaceira mãe de Jo. Agora Gilly deve correr a tempo de reconquistar sua amada, e... bem, acho que você já sabe... Pois é, o filme é mesmo um mar de clichês, que se apóiam na trama batida para tentar criar graça. No começo nada funciona, percebemos o quanto é péssima a direção de James B. Rogers, que sempre erra o jeito de filmar e usa uma pretensão incrível. Isso contribui diretamente para que, no começo, todos achem que os personagens são vazios e igualmente fúteis, mas é aí que o público se engana e o filme se salva. Sim, os principais são dois dos clichês mais manjados que o filme usa, o jovem atrapalhado que tenta reconquistar o grande amor (não sei como não chamaram o Ben Stiller para o papel), e a triste e gostosa jovem solitária, movida pela mãe vigarista. O público só não percebe o poder que tem o pai de Jo, que sofreu um derrame e no começo tem o mesmo ar de estupidez, mas logo se revela bem interessante, e também o negro sem as pernas que é atropelado por Gilly, com uma boa pitada de humor, que falta ao filme. Falta porque as piadas sujas são todas toscas e batidas. Aquela na qual Gilly atola a mão no rabo (por assim dizer) da vaca, deve ter sido feita para matar o espectador de rir, mas é uma coisa grotesca, que leva o filme ao fundo do poço. E se não bastasse isso, o elenco também está péssimo, quase sempre olhando para a câmera com cara de quem diz "E o que eu faço agora?". Chris Klein, como sempre, está mal e é o recordista na técnica citada acima. Isso facilitou para que Heather Graham não fosse a pior do elenco, com cara de santa e de safada ao mesmo tempo, esquecendo que sua personagem não sofria de dupla personalidade. E, para se juntar a isso, Sally Field está ridícula, no papel mais óbvio de toda a projeção. Era de se esperar que, pelo menos, "Diga que Não é Verdade" fosse uma comédia-pastelão que seguisse a linha das empreitadas anteriores dos irmão Farrelly, como "Quem Vai Ficar com Mary?" e "Eu, eu mesmo e Irene", que, mesmo não sendo obras-primas, divertiam na medida certa, sem ficar pesado. Não que este aqui "fique" pesado, ele começa assim e vai parcialmente melhorando, tenatando chegar ao nível de um dos filmes citados. A passagem pelo hospício é a melhor do filme, o personagem que ficava pedindo panquecas é ótimo, e chega a dar o gostinho de algumas risadas, e, enfim, poder falar bem do filme. Mas isso é muito pouco para salvar tanta estupidez apresentada no início da projeção. Ou seja: prefira rever as outras comédias dos irmãos Farrelly.

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Francisco Russo em 02/01/2001Nota: 0.5     

O que faz Sally Field neste filme? Tudo bem que ela anda meio sumida dos cinemas nestes últimos anos, mas chegar ao ponto de fazer papel de coadjuvante em comédia-baixaria como esta já é demais. O filme segue a linha de "Eu, eu mesmo & Irene", ou seja, tem muita baixaria e muito pouca graça. Muito ruim."

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Leandro Gantois em 05/01/2001Nota: 3     

Fui assistir ao filme esperando a maior bomba, mas o filme até que tem um bom ritmo, mesmo com algumas piadas bobas e grosseiras. Tudo bem, claro que o filme não é (de jeito algum) uma boa comédia, mas também dizer que é um péssimo filme acho que é um pouco demais. A única coisa que salva mesmo o filme é que tem algumas piadas engraçadas (poucas, mas tem) e apesar de ter um roteiro fraco e com clichês é bem melhor do que coisas impagáveis como "Quem vai ficar com Mary?".Heather Graham está até bem, ao contrário de Chris Klein, que até mesmo em "American Pie" já mostrava que era fraco. Já Sally Field paga só mico no filme, em um papel totalmente ridículo. Isso até nos faz esquecer que ela já fez excelentes filmes como "Nunca sem minha filha" e "Olho por olho". "Diga que não é verdade" está bem longe de ser uma boa comédia romântica, mas consegue passar o tempo e (às vezes) diverte, mas tem coisas bem melhores.

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Éder Leonardo Garrido em 04/01/2001

O título do filme é a frase que você diz após assisti-lo. É impressionante que os irmãos Farelly tenham produzido uma comédia tão vagabunda e absolutamente sem graça. Um lixo e um dos piores filmes de 2001.

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