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Deus e o Diabo na Terra do Sol

titulo original: (Deus e o Diabo na Terra do Sol)

lançamento: 1964 (Brasil)

direção:

atores: Geraldo Del Rey , Yoná Magalhães , Maurício do Valle , Othon Bastos , Lídio Silva

duração: 125 min

gênero: Drama

status: arquivado

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ficha técnica:

  • título original:Deus e o Diabo na Terra do Sol
  • gênero:Drama
  • duração:02 hs 05 min
  • ano de lançamento:1964
  • site oficial:
  • estúdio:Copacabana Filmes
  • distribuidora:Glauber Rocha
  • direção:
  • roteiro:Glauber Rocha e Walter Lima Jr., baseado em argumento de Glauber Rocha
  • produção:Luiz Augusto Mendes
  • música:Heitor Villa-Lobos
  • fotografia:Waldemar Lima
  • direção de arte:
  • figurino:Paulo Gil Soares
  • edição:Rafael Justo Valverde
  • efeitos especiais:

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Deus e o Diabo na Terra do Sol Deus e o Diabo na Terra do Sol Deus e o Diabo na Terra do Sol Deus e o Diabo na Terra do Sol Deus e o Diabo na Terra do Sol Deus e o Diabo na Terra do Sol Deus e o Diabo na Terra do Sol Deus e o Diabo na Terra do Sol Deus e o Diabo na Terra do Sol

sinopse:

Manuel (Geraldo Del Rey) é um vaqueiro que se revolta contra a exploração imposta pelo coronel Moraes (Mílton Roda) e acaba matando-o numa briga. Ele passa a ser perseguido por jagunços, o que faz com que fuja com sua esposa Rosa (Yoná Magalhães). O casal se junta aos seguidores do beato Sebastião (Lídio Silva), que promete o fim do sofrimento através do retorno a um catolicismo místico e ritual. Porém ao presenciar a morte de uma criança Rosa mata o beato. Simultaneamente Antônio das Mortes (Maurício do Valle), um matador de aluguel a serviço da Igreja Católica e dos latifundiários da região, extermina os seguidores do beato.

elenco:

  • Geraldo Del Rey (Manuel)
  • Yoná Magalhães (Rosa)
  • Maurício do Valle (Antônio das Mortes)
  • Othon Bastos (Corisco)
  • Lídio Silva (Sebastião)
  • Sônia dos Humildes (Dadá)
  • Marrom (Cego Júlio)
  • Antônio Pinto (Coronel)
  • João Gama (Padre)
  • Mílton Roda (Coronel Moraes)
  • Roque

comentários

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Rafael Vespasiano
04/01/2010
nota:Rate010

Deus e o diabo na terra do sol:

Aqui Glauber Rocha mostra todas as situações típicas do sertão nordestino, numa abordagem meio que mítica/lendária; um camponês ingênuo e humilde, junto com a esposa, acaba matando um poderoso fazendeiro do sertão, que era dono das terras nas quais viviam, para não serem mortos, eles fogem e se juntam a seguidores de místico visionário, uma coisa típica do sertão nordestino, as seitas messiânicas, é mostrado e abordado por Glauber nessa passagem do filme, depois o casal de camponeses se juntam a um grupo de cangaceiros, também característica típica do sertão nordestino, liderados por Corisco; por está do lado de um grupo de cangaceiros, o casal de camponeses tem que tomar cuidado com o matador de cangaceiros, Antônio das Mortes; Glauber mostra muito bem como os cangaceiros agiam, faziam justiça com as próprias mãos, na medida que combatiam e matavam os poderosos latinfundiários, políticos e pessoas influentes do sertão nrodestino; temos uma cena antológico nesse filme que é a seguinte: ao final do filme, o casal de camponeses empreende uma corrida desesperada para chegar ao mar/praia próximo de onde estão, para fugir da seca e das condições miseráveis de pobreza e de sobrevivência, a que estavam submetidos no sertão, o filme termina com a renovação da esperança num futuro melhor; a frase dita por Othon Bastos, antes de morrer, é lapidar: "mas fortes serão as vontades do povo!", frase que serve para fazer referência e crítica à falta de liberdade, daqueles idos no Brasil, que vivia a Ditadura Militar; "Deus e o Diabo na Terra do Sol" significa a representação do Bem e do Mal coexistindo no sertão nordestino; com apenas 24 anos de idade, Glauber Rocha, impressionava e encantava o mundo com esse belíssimo filme, que ganhou, inclusive, Cannes, depois ele ganharia mais duas vezes prêmios em cannes, com "O Dragão da Maldade Contra o Santo Guerreiro" e com o curta-documentário, proibido de ser exibido até hoje no Brasil, "Di Calvacanti"; e para sempre vamos viver e ouvir falar e se possível ver os filmes desse genial cineasta que foi/é Glauber Rocha, que em todos os seus filmes, os diálogos eram recheados do seu ideário revolucionário e de poesia; no filme, ainda temos atuações inesqüecíveis de Geraldo Del Rey, Yoná Magalhães, Othon Bastos e Maurício do Valle; um filme belíssimo e que se tornou clássico não só do cinema brasileiro, mas do cinema mundial! Nota: 10.


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felipe
14/02/2010
nota:Rate010

não há nada a acrescentar ao que o Rafael disse, a não ser isso: obra-prima.


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