Cansado de tantos erros cometidos pela humanidade, Deus (Antônio Fagundes) resolve tirar umas férias dela, decidindo ir descansar em alguma estrela distante. Para tanto precisa encontrar um substituto para ficar em seu lugar enquanto estiver fora. Deus resolve então procurá-lo no Brasil, país tão religioso que ainda não tem um santo seu reconhecido oficialmente. Seu guia em sua busca é Taoca (Wagner Moura), um esperto pescador que vê em seu encontro com Deus sua grande chance de se livrar dos problemas pessoais. Juntos eles rodarão o Brasil em busca do substituto ideal.
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Confesso que detestei ORPHEU. Em nenhum momento entrei na história de amor vivida por Toni Garrido e Patrícia França. Mas o que mais me incomodava era ver a assinatura de um bom diretor, como Cacá Diegues, naquele filme tão equivocado. Confesso também que não gostei muito do trailer de DEUS É BRASILEIRO. Fiquei com medo de ser outra bomba, um programa pra turista ver as paisagens brasileiras escondidas. Mordo a língua três vezes. DEUS É BRASILEIRO é um programa de primeira, um belo filme. Espero que o filme faça muito sucesso no Brasil. Depois da coqueluche que foi CIDADE DE DEUS, torço para que o público comece a dar crédito para nossa produção local, a começar por esse que agora entra em cartaz. E, com certeza, no boca a boca, a obra pode estourar. Engana-se quem pensa que o maior mérito do filme é Antônio Fagundes. O galã número 1 de nossas mães está perfeito no papel, compondo um Deus irônico e charmoso. Mas quem rouba a cena é seu contraponto na história, o pescador-biscateiro vivido por Wagner Moura. Era um papel com a cara de Matheus Nachtergaele ou Selton Mello, mas a aposta da equipe no desconhecido Moura foi um achado. Fagundes-Moura fazem uma dupla que ganha de cara a empatia da platéia. Deus chega no Brasil porque procura um santo para o substituir, já que pretende tirar umas férias nas estrelas. Pede a ajuda de um pescador, que não acredita no que vê. Até que Deus trata de provar, com efeitos especiais caprichados, numa dança de peixes frente ao olhar atônito do humilde nordestino. Na sua jornada à procura do santo (Bruce Gomlevsky), um homem caridoso que anda fazendo o bem pelo país, mas que a dupla tem dificuldade em encontrar, Deus e o pescador se deparam com Paloma Duarte, numa engraçada cena num velório. Paloma, aliás, é outra agradável surpresa. Contida, tem a melhor atuação de sua carreira. Baseado num conto de João Ubaldo Ribeiro, DEUS É BRASILEIRO conta com o toque do escritor também no roteiro. Os diálogos são impagáveis, deliciosos, recheados de ironias e piadas que nos fazem assistir à obra com aquele sorrisinho constante na face. Mas não é só isso. DEUS É BRASILEIRO também emociona. Seu final mítico, referência a uma nova reconstrução da nossa terra, com um Adão e uma Eva tipicamente nacionais, emociona por sua bela poesia e, outra vez, pelos ótimos efeitos especiais. O único problema é que o filme perde um pouco o ritmo no meio, o que talvez fosse evitado com uma edição de imagem mas ágil. De qualquer maneira, pouco frente a uma caprichada produção, cercada por um elenco de primeira, com ótimas trilha sonora, fotografia e direção de arte. E um texto talhado para o cinema, que lembra outro sucesso nacional: O AUTO DA COMPADECIDA. Como curiosidade, vale dizer que o filme tem participações especiais de Hugo Carvana, Stepan Nercessian, Castrinho, Chico de Assis, Susana Werner e Toni Garrido DEUS É BRASILEIRO. Anote o nome desse filme e não deixe de conferi-lo no cinema. Ah... e leve sua mãe junto. Ela vai adorar enxergar Fagundes numa tela gigante. |
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Creio que por ser um filme da "velha guarda" de diretores do cinema brasileiro podemos ainda encontrar alguns furos no roteiro e uma falta de ritmo do meio pro fim. Além do velho mal que vem assolando o cinema brasileiro até hoje: a "síndrome do final". É mais um exemplo de filme que o diretor não consegue juntar todas as pontas soltas do roteiro e nos apresentar um final coerente. Bom, apesar de tudo é de se reconhecer a importância desse filme para a retomada do cinema nacional, para que as pessoas tomem o ábito de ver filmes nacionais. É a maior bilheteria numa estréia desde o início da retomada.Até que funciona como comédia, e nada mais." |
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É um filme bom, mas apenas na primeira meia hora, depois disso o filme vai perdendo folego o que deixa o publico cansado. Uma das boas partes do filme é o ator que interpreta TAOCA, ele sim dá graça ao filme." |
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Todos os méritos do filme cabem ao brilhante trabalho de Wagner Moura. Atuação solta e bem flexível. Antônio Fagundes faz um Deus arrogante e despreocupado, o que, talvez, cause estranheza por parte do público. Mas o filme é ótimo. Causa reflexão e muito boa impressão. Boa fotografia e trilha sonora. |
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Deus é mais do que brasileiro O novo filme de Cacá Diegues (ou vai saber por que, agora é Carlos Diegues) pode ser a melhor surpresa do ano. E se tivermos outro filme tão bom ... será melhor ainda para a nossa pequena manufatura nacional. Tudo em Deus é brasileiro é digno de orgulho e aplausos: o roteiro é enxuto, o texto engraçadíssimo e eficiente, a fotografia linda e inovadora e o elenco está mais do que afinado. Está no ponto certo! Tento não ser sentimental só por que é uma produção brasileira, aliás procuro não ser emocional de forma alguma. Mas parece que Carlos Diegues fez um filme para lavar a alma. E escolheu um time de atores perfeitos para ajudá-lo nessa jornada. Antonio Fagundes, Paloma Duarte e o incrível Wagner Moura. E para tentar corrigir um erro da mídia vou falar do menos falado do elenco: o ajudante de Deus. Wagner Moura está excelente na pela de João Grilo, não, não é esse filme, é outro, mas os personagens bem que se parecem. Wagner é aquele tipo de ator que tem o tempo perfeito da comédia, sabe exatamente quando tirar o riso do público e sabe jogar com as pausas e com o não dito. Mérito do texto e do diretor também. Parece que esse filme marcou a ressurreição de Cacá Diegues – talvez por isso ele trocou de nome. Depois de besteiras incríveis como Tieta do agreste e Orfeu, argh!, Carlos Diegues deve querer esquecer o passado e olhar para Deus é brasileiro. Só não esqueceu de Bye, Bye Brasil e caiu na estrada para se encontrar de novo. A seleção pentacampeã, um presidente considerado salvador da pátria, e Deus é brasileiro surge trazendo esperança também no campo cinematográfico. Só os muito chatos e ranzinzas não vão gostar dessa homenagem ao povo brasileiro. A eles um grande abraço. Afinal nem tudo é perfeito, não é mesmo, Deus?" |
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Muito divertido! Não aprecio muito o cinema brasileiro, não gostei de "Central do Brasil" nem de "O invasor", mas este foi um filme que realmente me agradou, não é demagogico, muito menos piégas! Antonio Fagundes e Wagner Moura excelentes!!!" |
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Com o cinema nacional cada vez mais subindo degraus, é mais comum agora sermos servidos com produções variadas e com uma produção caprichosa. Em um passado muito recente, você precisava decifrar alguns diálogos, por causa do precário som (exemplo maior disso, é o excelente "O Bicho de 7 Cabeças"). Agora, chegamos em um nível de perfeição. Em "Deus é Brasileiro", temos um som perfeito - são entendíveis todos os diálogos e os ruidos chatos são exterminados de uma vez. Mesmo assim, Cacá Diegues - o mesmo da catastrofe intitulada "Orfeu" - realizou a pior comédia nacional dos últimos tempos (em tempos de "Avassaladoras" e "Eu, Tu, Eles", um demérito dos piores), quase superando a ruindade de seu filme antecessor. O ponto de partida do filme é interessante: O todo poderoso Deus está estressado e quer tirar férias. Para isso, ele desce ao Brasil para encontrar um santo, para substitui-lo por tempo indeterminado. Dessa premissa que poderia render caminhos dos mais interessantes, acompanhamos um road-movie pelo Brasil (eles caminham o Brasil inteiro com aquela idéia à lá Turma da Mônica - "Ele não está mais aqui, foi para..."), com Deus sendo guiado por Taoca, um jovem endividado que o ensina as regras do mundo capitalista. No meio de tudo isso, entra na história Madá, uma garota que quer ir para São Paulo, seguir o caminho feito por sua mãe. "Deus é Brasileiro" acaba você não sabe qual é a idéia do filme, que diabos ele quer mostrar. É também "comédia de uma piada só". Durante toda projeção, a tecla é sempre a mesma: Trocadilhos com Deus; o único momento de originalidade de piada, é quando Deus explica que não costuma realizar milagres, muitas vezes é coincidência. No começo, você até imagina uma boa comédia, mas quando você percebe que as piadas estão se repetindo, chega o esgotamento e a impaciência, que tornam o filme insuportável, aquela comédia que não faz rir, aquela idéia que fica mais escura que as dos filmes do David Lynch. Ao final fica aquela dúvida: o que "Deus é Brasileiro" quis passar, afinal das contas? A beleza do Brasil? A pobreza do Brasil? O Brasil? As locações bonitas e totalmente naturais (fotografadas por Affonso Beato), realmente impressionam pela beleza (mas se beleza de locações fosse algum mérito, "A Praia" seria um excelente filme). Em um momento, aparece nas miseráveis ruas brasileiras, um casal vendendo seus filhos - na, talvez, única enfatização da pobreza que atinge algumas regiões do país. Então, podemos concluir que "Deus é Brasileiro" seria um retrato honesto do Brasil? Uma apresentação especial do Brasil para Deus? Mas, Deus não é Brasil e Brasil não é Mundo. Ou seja, seria talvez uma demonstração de que o Brasil é multi-cultural e pode mostrar a realidade do mundo inteiro? Esqueça tudo isso. "Deus é Brasileiro" não tem intenção nenhuma, não tem sentido algum. Apenas é uma colagem de situações que deveriam ser engraçadas, com Deus se deparando com suas crias. Um Deus, aliás, todo arrogante, grosseiro e antipático. Essas características deveriam fazer dela a peça chave de graça no filme, mas é exatamente o que o torna mais chato. Deus em alguns momentos pouco parece se importar pelo mundo (ele quer mesmo é ir para as estrelas - hunf), em outros, faz anotações para as melhorias. Pois é, talvez "Deus é Brasileiro" seja um pretensioso filme que queira mostrar o que deveria ser feito para o Mundo se tornar perfeito - com Deus anotando didaticamente os defeitos do mundo. Muitas pessoas sem fé ou ateus (e as vezes, até mesmo alguns católicos na desgraça), costumam indagar sobre a existência de Deus. Se ele realmente existe, porque deixa acontecer tantas guerras, existir tanta fome e miséria, existir tanto preconceito racial (hoje, dividem vagas em faculdade para negros - existe preconceito maior que esse?), tanta intolerancia, tanta injustiça, tornando o mundo um lugar cruel, desesperançado. Sim, "Deus é Brasileiro" com diálogos engraçadinhos tenta explicar essa dúvida, mas é simplista ao máximo. É basicamente: Eu criei o mundo, as pessoas é que fazem o mundo, e elas fazem todos esses defeitos. Ah tá, mas poderia existir um pouco mais de criatividade, não? No elenco, a melhor peça é uma imitação. Wagner Moura, que interpreta o guia-turístico improvisado Taoca, para dar vida ao personagem faz um misto de João Grilo e Chicó, os protagonistas de "O Auto da Compadecida", de Guel Arraes, interpretados respectivamente por Matheus Natchergaele e Selton Mello. É ele quem consegue arrancar algumas risadas (raríssimas), mas só consegue se destacar assim, por causa da ruindade do resto do elenco. Paloma Duarte é péssima, seu estilo de garota sonhadora, rebelde e convicta que deveria ser apaixonante, se torna dispensável - você fica conômetrando o tempo para ela sair de cena. Stepan Nercessian é outro perdido em cena, parece estar na novela das oito. E Antônio Fagundes, que é um dos melhores atores nacionais veteranos (ao lado de Tony Ramos), está perdido na pele de Deus. Sua veia cômica está deslocada nesse filme, seu jeitão bruto e grosseiro é insuportável. Além disso, temos as ingloriosas participações especiais: Toni Garrido (o Orfeu de Diegues, aqui vivendo um anjo do portal), e Susana Werner, a ex do Ronaldinho (fazendo uma apresentadora de Tv ao melhor estilo Xuxa), perdendo tempo, sendo apenas o pavio dessa bomba. "Deus é Brasileiro" também deixa uma dúvida que está incomodando muita gente, inclusive eu: Se Deus é todo poderoso, porque ele não aparece aonde está o bendito Santo? O filme a todo momento se desvia dessa explicação. E mais, porque Deus precisa daquele farol-balsa ou sabe-se lá o que é aquilo, para se "transportar" para seu mundo? E o que um pé de pitanga tem a ver com tudo isso? Com esse sucesso de "Deus é Brasileiro" (está lotando salas, e conseguiu um feito que nem mesmo no fenômeno "Cidade de Deus" conseguiu: o topo do Top10 Brasil), fica aquela sensação que brasileiro vai mal ao cinema. Você pega para ver quais são os grandes sucessos do cinema nacional ultimamente, e encontra apenas suas grandes obras: "Cidade de Deus" e "O Auto da Compadecida",- o resto é o resto mesmo, Xuxa. Agora, certamente "Deus é Brasileiro" entrará para o ranking dos mais assistidos depois da retomada. Na saida do cinema, fiquei com um desanimo, imaginando porque o cinema nacional ainda em firmação, aparece com uma bomba desse tamanho. Esse desgosto foi passado rapidamente, pois em seguida peguei uma sessão de "Edifício Master", e sai com um sorriso do tamanho do mundo - um sorriso que nem Deus conseguiu tirar.. |
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Quem comenta a originalidade dessa ideia nao sabe que toda trama foi tirada do filme "Bruce Almighty", com Jim Carrey, Morgan Freeman e Jennifer Aniston (Rachel do seriado Friends). O pior de tudo e' que quando "Bruce Almighty" entrar em cartaz no Brasil, os brasileiros vao dizer que e' copia de "Deus e' brasileiro"... o cinema do Brasil melhora em termos técnicos, mas precisa de novas idéias." |
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Filme razoável. Boas passagens cômicas. Com belissima fotografia mas pouco enredo, vale dizer, o diretor aproveita-se da riqueza ecológica do país para substanciar a trama que, por si só, ficaria insossa diante ao nosso paladar de espectador." |
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Os pontos fortes do filme são a fotografia, trilha sonora e a atuação dos 3 atores principais. Há muito tempo não ia ao cinema e depois que vi "Deus é brasileiro" a vontade de ver filmes na telona aumentou. No mínimo, após ver o filme, você terá vontade de pegar a estrada desse nosso Brasil ao som de "Vida do Viajante". Vale a pena ver! |
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Adorei o filme,o elenco enfim tudo nunca pensei que o cinema brasileiro estivese tao bom assim,esta na hora dos brasileiros valorizarem os filmes globalisados vcs estao de parabens so eu e minha mae asistimos duas vezes." |
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Tipico filme de estrada, bem brasileiro,o trabalho de fotografia e de primeirissimo mundo...tem uma falha ou outra no roteiro ..mas as grandes interpretacoes de paloma duarte ,antonio fagundes e de wagner moura compensam os pequenos furos..mas um bom filme made in brazil ..bem melhor que a maioria das producoes americanas atuais. |
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Gostei muito. Quem achou que nao tem enredo nao entendeu nada. A mensagem eh: estamos neste mundo, e nao vai ter milagre nenhum. Aqui estamos, nos e nosso livre arbitrio. Nao vai ter magica nao! Versao muito melhorada e mais profunda sobre o mesmo tema explorado em "Oh, God! (1977) com George Burns. |
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10! O filme é muito bom! Já vi várias vezes e me poco de rir! O Fagundes é um ator que mantém a regularidade em suas atuações. Todos os méritos do filme vão, em minha opinião, para o maior ator do país: Wagner Moura. O que ele faz aí, só se compara às atuações de Nastergale e Selton Melo em "O auto da compadecida". |
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