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Diálogos brilhantes em uma crÃtica bem-amarrada aos relacionamentos e valores contemporâneos. A mesma força de texto pode ser encontrada em Jésus de Montréal, filme que Arcand dirigiu poucos anos depois. Tecnicamente, deixa a desejar no aspecto montagem, mas compensa com fotografia e som perfeitos. |
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Um filme delicadamente politico e poetico. A trama passeia harmoniosamente entre a critica social e a reflexao individual. Tao intenso quanto seu sucessor.Dois filmes pra quem tem sentimento. |
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Não posso deixar de comentar mais uma vez os filmes de Denys Arcand . É que assisti "As Invasões Bárbaras" antes do " DeclÃnio do Império Americano", que foi produzido primeiro. Escrevi um texto sobre um excelente artigo de Joel Birman em "O Globo", observando que ele, embora psicanalista, não cita a morte de Rémy Girard como uma "passagem á ação" no parricÃdio, eutanásia conflitiva e heróica. Aparentemente, o filme esnoba, algo anarquicamente, a desilusão da esquerda e os seus "ismos" pela derrocada do socialismo real. Confronta, porém, o ruir do muro de Berlim com a fragorosa queda das torres bifálicas do "World Trade Center " . Entre a depressão romântica dos personagens e a mensagem do diretor canadense fiquei mais mobilizado por Rémy. O filme me comoveu a princÃpio, depois me intrigou... Mas, ao assistir " O DeclÃnio do Império Americano", com o mesmo Rémy e os seu amado grupo de intelectuais, percebi que Arcand é bem mais importante ! No primeiro filme notamos o fastio levado à náusea do enfado. O tédio de um mundo fechado e sem solução. PaÃses frios, como o Canadá e os nórdicos, têm um alto número de depressões e suicÃdios. Lembremos de Ingmar Bergman. Um grupo narcÃsico e superficial torna-se "blasée" de tudo que aprendeu e viveu, disputando entre sà quem ironiza melhor as paixões e os ideais da juventude. Portanto, o desespero de Rémy, muito camusiano, é só existencial. É como se, no primeiro filme, antes das "Invasões Bárbaras ", só houvesse desespero, porque se havia chegado ao "fim da história" e ele nada oferecia , senão uma aborrecida busca do prazer. Como se o mundo todo se limitasse ao Canadá ou o G8 e isso fosse apenas causa de angústia existencial. Em "Invasões Bárbaras" com o atentado aos EUA, vizinho do Canadá, ambos da Nafta, como que se desperta para o fato de que as esperanças socialistas de um mundo melhor envolvem a criatividade e o gênio dos habitantes do 1º mundo, que De Masi numa entrevista recente na TV considera Mozarts e Beethovens abortados em seu potêncial de contribuição para a humanidade pela fome e a miséria. Assim a vitória de Sebastiam, filho de Rémy e sÃmbolo do capitalismo vitorioso no segundo filme, inclina-nos a uma comparação entre a morte deste último e a das crianças africanas por ex., não se sabe quem poderiam ter sido ou poderão vir a ser. O filme não é tão óbvio. De compreensão imediata ! Ao desvelar o seu significado, julgo encontrar em Arcand uma crÃtica à visão superficial e estagnada da obra de Marx, principalmente, um " não-ismo" permanentemente útil, se bem estudado... Uma parcialidade necessária... uma perenidade planetária.... Arcand , no primeiro filme, uma especie de "Huis –Clos"canadense, coloca uma disponibilidade do binômio liberdade-responsabilidade ao qual ainda não se chegou no 1 º mundo porque há o apelo 3º ! No segundo, este interpela violentamente o 1º. E não se sabe o que será de nós quando formos todo o planeta. Como diria Orwell : "A esperança está nos proles ." Seriam apenas 2/3 da humanidade! |
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Em primeiro lugar é necessário que o tÃtulo seja explicado. Ele faz alusão ao fato de que todos os grandes impérios na história da humanidade tiverem seu auge e, é claro, sua decadência. O individualismo, os baixos Ãndices de procriação e a desintegração familiar seriam sinais de que o império do Tio Sam está prestes a vir abaixo. O filme é de 1986, tendo concorrido ao Oscar de melhor filme estrangeiro pelo Canadá (mais precisamente pelo lado francês). Seu lançamento em dvd prendeu-se ao fato do sucesso que a sua seqüência, "As invasões bárbaras", fez, abocanhando o Oscar que o seu antecessor não conseguiu. Não notei nenhum declÃnio ao revisitar o filme após 19 anos de vê-lo nas telas dos cinemas de Santos e de São Paulo. Este filme me marcou profundamente naquela época, ao ver os personagens, professores universitários canadenses, discutindo verborragicamente sobre sexo em primeiro lugar, sexo em segundo lugar, Karl Marx, Marcuse, Herbert McLuhan, vinhos, história da sexualidade e, é claro, suas vidas sexuais. Bem, inicialmente, os grupos foram divididos em dois: o das "luluzinhas" formado por Dominique (Dominique Michel), Louise (Dorothée Berryman), Diane (Louise Portal) e Danielle (Geneviève Rioux) estava num clube de Quebec; o grupo dos "bolinhas" composto por Rémy (Rémy Girard), Pierre (Pierre Curzi), Alain (Daniel Brière) e Mario (Gabril Arcand) estava preparando o jantar para quando as mulheres chegassem do clube. Dominique é a lÃder do grupo feminino. Teve casos com Pierre e Rémy. Este último é o lÃder do grupo masculino. Casado com Louise, que negava-se a enxergar as traições sucessivas do marido. Rémy é o personagem mais interessante. Representa o grupo de pessoas que viveram a adolescência nos anos 60, pregaram o amor livre, porém, tornaram-se grandes falastrões em suas vidas particulares. Ao menos ele, bem como todos os personagens do filme, sabem que a felicidade, a sociedade igualitária, o humanismo total jamais serão conquistados pelos hominÃdeos. É difÃcil aceitar o fato de que o homem nasceu com o passaporte da infelicidade nas suas mãos. Cinema falado. Não perca! |
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Muito bom! Uma crÃtica excelente à hipocrisia presente na "vida perfeita" das famÃlias americanas. Um genero muito parecido com a famosa série "desperate housewifes". |
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esse filme é genial,as idéias não envelheceram é um retrato fiel da sociedade,parece mesmo que o declínio do império americano e mundial se dará através das idéias excelente nota 10 |
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