De Olhos Bem Fechados

De Olhos Bem Fechados 2010-05-22 Francisco

Título original: (Eyes Wide Shut)

Lançamento: 1999 (EUA)

Direção: Stanley Kubrick

Atores: Tom Cruise, Nicole Kidman, Madison Eginton, Jackie Sawris.

Duração: 159 min

Gênero: Drama

Status: Arquivado

5           10 45 5

(45 votos)

                   

Sinopse

Bill Harford (Tom Cruise) é casado com a curadora de arte Alice (Nicole Kidman). Ambos vivem o casamento perfeito até que, logo após uma festa, Alice confessa que sentiu atração por outro homem no passado e que seria capaz de largar Bill e sua filha por ele. A confissão desnorteia o sujeito, que sai pelas ruas de Nova York assombrado com a imagem da mulher nos braços de outro. Ele acaba em meio a uma reunião secreta e uma mansão afastada. Último filme do cultuado diretor Stanley Kubrick.

 

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Elenco

Tom Cruise

(Dr. William Harford)

Nicole Kidman

(Alice Harford)

  • Madison Eginton (Helena Harford)
  • Jackie Sawris (Roz)
  • Sydney Pollack (Victor Ziegler)
  • Leslie Lowe (Illona)
  • Peter Benson (Lder da Banda)
  • Todd Field (Nick Nightingale)
  • Radd Serbedzija (Milich)

Comentários

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Elsden em 08/02/2012

POXA, GOSTEI MUITO, MAS BEM QUE O FINAL PODERIA TER SIDO MELHOR, MAS A AQUELE FINAL REPENTINO CONFESSO QUE FOI DEMAIS, TÃO SIMPLES RESOLVER O PROBLEMA DOS DOIS NE?rs. ESSE FILME É GRANDIOSO, MOSTRA COM DETALHES O PROBLEMA DO CASAL, SERVE ATÉ DE ALERTA PROS CASAIS QUE VIVEM COM FALSIDADE E ENGANANDO UM AO OUTRO... GOSTEI!

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Carlos em 25/12/2011Nota: 10     

...Nunca entendi porque dizem até aqui no Brasil que esse filme é fraco perto das outras obras de Stanley Kubrick...deve estar havendo uma repetição descontextualizada dos críticos americanos, que sempre omitem essa opinião. Os filmes de Kubrick são como gols do grande Pelé, são tão distintos entre si, mas não deixam de ser ótimos...todos eles, sempre. Comparar um filme de kubrick com outro dele mesmo é desleal, não existe escala de valores para isso.

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carlos_alberto_09 em 16/11/2011

É claro que não chega perto dos grandes filmes do Kubrick, mas um filme medio do Kubrick é bem melhor do que grandes filmes de outros diretores. De olhos bem fechados mostra de forma escancarada e até deboxada as aflições e desejos de todos os casais. Kubrick assume mais uma vez a importância que as questões sexuais tem na vidas das pessoas, e mostra que reprimir desejos não é a melhor maneira de viver. Quem gosta de filmes provocantes e inteligentes tem que assistir a última obra prima do genio Stanley Kubrick.

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Igor Durden em 06/10/2011Nota: 8     

Gostei bastante!!!! Claro que ainda tá longe de se comparar a 2001, ou a Laranja Mecanica, Iluminado, Nascidos Para Matar, mas é um bom filme de drama!!
Só não gostei um pouco do excesso das cenas de nudez, mas ainda tá valendo!

recomendo

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Jotaman em 18/08/2011

Vi esse filme essa semana e gostei bastante. Muito enigmático, mas que nos faz entender bem q uma relação a dois não funciona com indiferença, no caso do filme o personagem Bill, q é o famoso boa praça, tem um casamento aparentemente perfeito com Alice, e parece q Bill é o único q acha q tudo está perfeito. Bom, resumindo esse excelente filme de Kubrick, o q ele quis dizer ao meu ver é q toda relação precisa ser reinventada, a cada dia, saí da mesmice habitual, a começar pelos instintos mais primitivos que conhecemos o sexo!!!

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agathe em 06/07/2010

De olhos Bem Fechados

Há muito tempo eu queria escrever sobre essa apoteótica obra de Stanley Kubrick. Foi quando decidi ir direto ao assunto. Delirantes imagens com o casal mais deslumbrante de Wolliwood Nicole Kidman e Tom Cruise, reproduzidos no olhar traspassado pela câmera de Kubrick. Filme instigante, misterioso e revelador.
Criuse como o Dr. Willian Hartford e a mulher Kidman como Alice, vivem um casamento satisfatório, apaixonados em uma união de dez anos. O filme começa com a nudez estonteante de Kidman, a câmera hipnótica desnudando-a espetacularmente, onde Alice se prepara para ir a uma festa com Criuse o Bill.
A festa é na mansão de Sydnay Pollack o Victor Ziegle um grande milionário e amigo de Cruise o Bill, um de seus pacientes. Um extenso salão, muitos casais dançando. Requinte e bom gosto, champang e jazz. O casal Cruise e Kidman desfila pelo salão esbanjando charme e graciosidade típica de uma elite inglesa sangue azul, e segue seduzindo os convidados reluzindo jovialidade e frescor de uma bela união classe média.
Quando depois da festa em casa, o casal visivelmente na pausa após o sexo, conversa sobre as coisas do cotidiano, seu desejos e realizações. A cena com os dois na cama chapados fumando um baseado. É quando Kidman em uma confissão reveladora, diz a Cruise que teve desejo por um oficial da Marinha que conheceu nas férias de verão em uma viajem que fizeram a certo balneário. Ela admite que teve desejo por outro homem e que iria mais longe, aonde seu desejo a levasse.
Aí Cruise o Bill desmorona diante daquela confissão inacreditável, um balde de água fria, reduzindo sua auta-estima e sua confiança em dúvida e descrédito. Isso vai desencadear um processo na cabeça de Bill de rever seus conceitos matrimoniais, vai levá-lo a questionar sua relação monogâmica baseada na fidelidade. Aonde a pseuda traição de sua mulher vai perturbando e povoando sua mente confusa.
E o filme começa a fazer sentido. Bill agora desiludido, mas mantendo certo ar inglês, perambula pelas ruas Nova-iorquinas a procura de uma aventura sexual, meio que preparando uma vingança emocional contra sua bela esposa Alice, e também, para abrandar seus pensamentos que a todo o momento imaginam Alice e o Marinheiro tendo relações sexuais.
Bill que andando sem destino e transtornado pelas ruas depara-se com uma jovem menina, que ele julga ser perfeita para seu plano. Mas acontece uma grande confusão e Bill acaba tendo pena dela e desiste. Bill nesse momento, ainda parece não saber realmente se quer fazer isso. Sua confusão o leva a conhecer mulheres malucas com problemas maiores que o seu, onde ele acaba de uma forma ou de outra se enrolando, até porque, não tem muita experiência no que de respeito à traição ou casos sexuais fortuitos.
Nesse labirinto emocional Bill vem a encontrar um velho amigo de faculdade, Tedd Field, o Nick Nitghtingale, tornara-se músico e tocava a noite em um bar. Enquanto conversam relembrando os bons tempos, Bill o pergunta o que estava fazendo na vida. Ele diz a Bill que é músico e toca em bares e outros eventos. Entre um uísque e outro Nick revela a Bill que já tocou em vários lugares, mas que nunca em sua vida tinha tocado em lugar tão estranho e misterioso.
Bill pergunta a ele que lugar é esse. Então Nick diz a Bill, que um cara o contratou para tocar em uma mansão, que ele não sabe exatamente onde é. Onde a única exigência do contratante para o trabalho do músico, é sigilo absoluto, nem Nick sabe quem é o cara que o contrata; Nick tem que ser sego, surdo e mudo para essa façanha misteriosa. E que para ele entrar no local é devidamente vendado. Ele diz a Bill que acontece lá uma espécie de ritual orgástico e que conseguiu ver tudo, dando uma ajeitada na venda, e olhando por baixo dela, Nick diz que é uma loucura, mulheres desnudas trafegando e o sexo rolando solto. E para entrar no local tem que ter uma senha.
Os olhos de Bill brilham. Hera tudo que ele queria um lugar onde tivesse facilidade para desenvolver seu plano sexual. Bill implora para que Nick revele o endereço do local, mas Nick diz a ele que é arriscado, porque é uma espécie de confraria muito fechada e alguém pode descobrir que ele não faz parte do esquema, e se descobrirem sua ligação com o Nick, ele logo será despedido. Nick diz a Bill, que os convidados têm que ir vestido a caráter, que as pessoas usam uma espécie de fantasia com mascaras de bailes, como usavam em Viena na Bela Época. Bill implora e não desiste; então Nick quase sem reação dá a ele o endereço e a senha que tem que ser dita na porta antes de entrar.
O filme foi uma adaptação do livro Traumnovelle (História do Sonho) publicado em 1926 de Arthur Schntzler poeta, dramaturgo e romancista austríaco. A história se passa em Viena, nos grandes bailes de carnaval freqüentados pela burguesia da época, regados a orgias e champanhe.
Para nos aprofundarmos na origem dos rituais orgiásticos, dos bailes e cultos sexuais, voltaremos um pouco na história. Não tenho certeza se Arthur baseou-se nos escritos e nas tradições literária libertina do século XVII e XVIII. Parece-me que sim, pela exatidão do seu cenário libertino.
Entre muitos ilustres libertinos temos Clenland que registrava segundo seus escritos, a nova realidade de justificar o sexo em um mundo dominado pelo moral cristã, lá pelas épocas de 1748. Introduzindo seu ponto de vista em contrapeso a Igreja cristã. Onde em 1786 um senhor chamado Richard Payne Knigh produziu seu tratado o culto a priapo, criação de um grupo de cavalheiros libertinos, membros de uma religião que cultivava a “Força Generativa”. Seus rituais parodiavam os princípios da Igreja Cristã e, sua teologia foi estabelecida em diversas obras eróticas, de vários gêneros, poesia, romance e o erudito. Essa literatura foi tão determinante, que deu a Freud a base para seu estudo sobre a Libido Revigorante.
Esses cavalheiros fundaram uma sociedade secreta, umas espécies de confraria intitulada Dilettanti Society proporcionam um foco conveniente para o exame dessa religião libertina. A sociação fundada em 1732. Visava promover o conhecimento da civilização clássica, cultura grega e romana. Sir Francis Dashwood e outros membros haviam viajado pela Itália, Grécia e Ásia menor. E quando se encontravam, os membros vestiam mantos e participavam diversos rituais de convívio. A Dilettanti Society tinham uns programas ideológicos sendo todos os membros Deítas, contrários ao cristianismo convencional e justificavam suas vidas sexuais dentro das culturas da antiga civilização clássica.
Reunião-se em Medmenhan Abbey, a seis milhas da residência principal de Dashwood, onde aconteciam os rituais orgiásticos. O confrade Dashwood ergueu um templo para Dioniso ou Baco, que resistiu no local que havia sido a sede principal do culto dionisíaco na Jônia. Ele tinha grande interesse pelo ritual religioso, transformou a propriedade de Madmenham Abbey em uma espécie de convento pagão. Tinha a escrição na entrada Fay ce que voudras, faça o que tiver vontade.
Suas práticas eram fortemente pagãs Baco e Vênus eram as divindades reverenciadas, onde os confrades reuniam-se em todas as ocasiões solenes, e os ritos mais secretos eram executados e as liberações derramadas com muita pompa em oferenda à BONA DEA. Os jardins possuíam diversas estatuas e havia outros lemas, e os confrades mais jovens procuravam ali o prazer. Desfrutando com mulheres, entre eles, e tudo era permitido.
Agora Bill se prepara para ir ao endereço sugerido por Nick, roda a cidade a procura de uma fantasia, acha uma loja e aluga uma fantasia. Na perturbadora saga para o sexo, surge o fato recorrente, entra em outra confusão libidinosa, mas consegue sair ileso, pagando bem pelo aluguel da fantasia e principalmente pela máscara.
Entra em um táxi e se dirigi a mansão indicada. Coloca sua máscara vienense e a fantasia, adentra aporta e fala a senha revelada por Nick. E a câmera começa a rodar, imagens oníricas, mulheres desnudas, as máscaras vão rodopiando num ar de mistério. No grande salão o ritual de abertura da início a grande orgia. A ópera pagã, os camarotes cheios e perplexos. O confrade responsável faz a abertura com palavras em latim, como em uma missa cristã. Nick toca seu órgão vendado e o confrade ordena com uma espécie de báculo, liberando cada uma das mulheres para a orgia.
Bill e acompanhado por uma dessas mulheres que descobre que ele não é da confraria, o acompanha o tempo todo, e entre os cômodos amplos da mansão, cenas reveladoras de sexo grupal, corpos sendo consumidos com desejo e veemência. Homens totem mascarados fustigando genitálias, urros e gemidos alucinados. O bom gosto da mobília e a biblioteca com um acervo inigualável viraram um randevu.
Uma das cenas mais fortes e inebriantes que já vi no cinema, o libertino e sofisticado filme obra prima. Kubrick se foi antes de terminá-lo, mas suas impressões estão lá, do inicio ao fim. Não pode ser de mais ninguém, isso é cinema, isso é Stanley Kubrick.

Ass, Golon Byron


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Anisio em 30/03/2010

Gente juro que não entendi depois da parte que ele vê a máscara que havia usado na festa sobre o travesseiro do lado da esposa dormindo, ela estava na festa e transou com vários homens e achou que havia sonhado?


Me respondam, please.


acs_41@yahoo.com.br


abraços

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rael em 21/03/2010Nota: 4     

Um filme Excelente! um filme que só podia ser do mestre  Stanley Kubrick. Nicole Kidman em umas das suas melhores atuações.

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ThaCarol em 15/03/2010

Comecei a assistir o filme no domingo à noite (na verdade já era segunda-feira 00:30h mais ou menos) e teria que acordar as 6:30h no outro dia...
Era pra pegar no sono...


hehehehe..


péssima escolha!


O filme não me deixou desligar um segundo sequer e quando terminou queria mais... até mesmo porque achei o final um tanto quanto... sem emoção... =/
Apesar do desfecho final não ter ficado à altura do filme, adorei! Sem dúvida é um grande filme, com cenas surpreendentes e bem feitas um enredo bem elaborado e bastante próximo de uma possível realidade, afinal falar do comportamento humano é algo que sempre causa curiosidade.


 

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Rafael Vespasiano em 17/02/2010Nota: 5     

De olhos bem fechados:


Filme de alto teor psicológico, em relação a assuntos de cunho sexual. O casal-protagonista do filme, Tom Cruise e Nicole Kidman (também casados na vida real, naquela época) vivem uma vida normal e tranqüila, aparentemente, como um casal perfeito, que tenta levar uma vida sem muita pressão e cobraça sobre o parceiro, até Nicole revelar nutrir desejo sexual por outro homem, o que leva Cruise ao desespero e ele sai em busca de respostas (viagem existencial) para ver o que fez de errado no seu relacionamento amoroso, então essa viagem existencial acaba se tornando uma jornada sexual, de descobertas assustadoras sobre uma sociedade que vive das aparências. Filme que fala sobre questões relativas ao amor, o relacionamento a dois, taras sexuais, pervesões e uma sociedade hipócrita, que vive de fachada, de acordo com as conveniências e aparências, mas por trás dos panos (das máscaras) tem um comportamento totalmente diferente do que ela apregoa para o público em geral. Somente o gênio Kubrick para fazer tal filme! nota: 10.

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