Título original: (Cristina Quer Casar)
Lançamento: 2003 (Brasil)
Direção: Luiz Villaça
Atores: Denise Fraga, Marco Ricca, Suely Franco, Fábio Assunção.
Duração: 119 min
Gênero: Comédia Romântica
Status: Arquivado
Cristina (Denise Fraga) é uma mulher desempregada, que vive de pequenos bicos e tem um grande sonho: se casar. Para tanto ela busca a ajuda de uma agência de casamentos, dirigida por Chico (Marco Ricca), que enfrenta sérias dificuldades financeiras com sua empresa. Vendo em Cristina sua chance de enfim realizar um casamento, ele a apresenta vários candidatos a namoro. Nenhum deles dá certo, até que surge Paulo (Fábio Assunção), um homem muito bonito e solitário que ainda vive a dor de ter perdido sua mãe recentemente. Apesar de nada terem a ver um com o outro, Paulo se apaixona por Cristina e a pede em casamento. Ela aceita e contrata Chico para organizar a festa, mas a proximidade dos dois acaba pondo em dúvida se Cristina deve mesmo se casar com Paulo.
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Henrique Miura em 05/01/2003Nota: 3
O grande público brasileiro não precisa mais reclamar que está cansada de filmes “sérios” que só retratam a miséria do Nordeste. Mesmo com a retomada, o espectador brasileiro ainda rejeitava os filmes nacionais, alegando a repetição de temas. Agora (anos depois de “Central do Brasil”, 1998, ter estourado), os cinemas nacionais estão ficando recheados das mais diversas opções de lazer cinematográfico nacional. Tivemos filme denúncia (“Bicho de sete Cabeças”), filme policial à lá Hollywood (“Bellini e a Esfinge”), filme sobre favela carioca (“Cidade de Deus”), e comédia feminista de “grife” (“Avassaladoras”). De fato, nem todos os filmes foram felizes em suas explorações e conteúdo (muitos falharam, como muitos também triunfaram), mas é inegável que os cin eastas brasileiros estão conseguindo com suas devidas personalidades, equilibrar gêneros, temas e enredos. “Cristina quer Casar” entra no campo do triunfo. Não é um grande filme, não é uma comédia romântica original e não foge de fórmulas. Porém, consegue a proeza de ser um filme que encanta. Encanta pela simplicidade, pela essência e a preservação de um beijo, pela naturalidade de desenvolver um romance e pelo excelente modo de tratar os personagens; chegando ao final de forma previsível, mas muito bem estruturada e construída no decorrer de sua trama. Nada no filme faz você pensar que é estúpido, nada nele ofende, nada nele é contundente, mas algo nele incomoda socialmente. Vemos nessa simples e despretensiosa comédia brasileira, uma comoção social muito bem posta e bem vinda na atual economia nacional. As pessoas sofrem pela falta de dinheiro, sofrem com empréstimos de banco, sofrem com o abuso dos agiotas, e são reféns de juros. E tudo isso é mostrado a partir da vida de Cristina. A falta de trabalho, conseqüentemente causa a falta de dinheiro e a falta de dinheiro, tão logo, torna-se a falta de sustento. Vivendo junto com a mãe, Cristina não consegue emprego no atual mercado de trabalho por causa de sua educação limitada; as empresas não querem funcionários que não saibam falar inglês, que não saibam mexer no computador; ou seja, que sejam ignorantes na modernidade do Brasil contemporâneo. Cristina, porém, precisa de uma cota de dinheiro mensal para botar comida na mesa de sua casa, além de pagar as contas de luz, água e telefone. Ela consegue apenas fazer bicos como entregadora de panfletos em sinaleiros, enquanto vai cada vez mais ficando endividada, com banqueiros e agiotas. A necessidade de dinheiro faz com que – em determinado momento – ela procure o chamado mundo negro, no trabalho “sujo”, chegando ao ponto dê se oferecer como uma prostituta. Vendo assim, parece que “Cristina quer Casar” é um daqueles filmes de submundo, mas não, realmente é uma comédia (não daqueles que se propõe a fazer você gargalhar, mas sim daquelas que querem fazer com que você se divirta com uma história leve, descontraída, mas responsável socialmente). E essa postura é tomada depois dessa introdução financeira, dali em diante, o filme se torna verdadeiramente divertido. Qual a relação entre a falta de dinheiro e o casamento de Cristina do título? É que Cristina se encontra numa situação tão ruim, seja financeiramente quanto amorosamente, que resolve procurar uma agência de casório para ver se tira uma sorte grande. Ela acredita que se casando, irá conseguir ter uma vida melhor e dar uma vida melhor para sua mãe. E aqui então entra a fórmula do filme: a) Cristina busca o pretendente; b) encontra e se encanta, e, por fim, c) entra no dilema de duas pessoas. O fato é que os dois são gente finíssima, super maneiras e carismáticas. Diferente do papel que desempenhou em “Por trás do pano” (primeiro filme de Luiz Villaça), onde parecia não se sentir segura e confortável com a personagem, aqui Denise Fraga está muito à vontade e simpática no papel de Cristina. Seu desempenho aqui é fundamental para o “funcionar” do filme, e ela cumpre bem sua tarefa. Sabe muito bem utilizar seu “tique” engraçadinha (aqueles risinhos peculiares da atriz), enquanto cobre bem a parte dramática em que está largada na sarjeta, após sua fracassada tentativa de entrar no ramo da prostituição. Quem se sai muito bem também é Marco Ricca, no papel de Chico, um homem mal casado, que ironicamente é o dono da agência de casório. Sua situação financeira é tão ruim quanto à de Cristina (ele nem mesmo consegue pagar a pensão obrigatória para o filho); por isso, ele busca desesperadamente alguém que case pela sua empresa, para conseguir o dinheiro. E essas são as situações engraçadas que envolvem o perso nagem, que sabe “mexer os pauzinhos” para que os casais se relacionem bem. Quem surpreende em um papel cômico é Fábio Assunção, deixando de lado sua cara madeira de galã, para viver um homem na faixa dos trinta anos, que é tímido e perdeu a mãe recentemente – e quer encontrar uma parceira. Como os opostos se atraem (ela fala muito e ele pela sua timidez não solta muitas palavras), parece que o casal vai indo muito bem, e os atores atingem essa química, com bons momentos, como quando ela e sua mãe vão ao apartamento dele para um jantar. Sendo um agente de casamento, Chico acaba se aproximando muito de Cristina em toda sua trajetória de busca, de verdades, de segredos e de realizações; ele entra tanto na vida dela, que acaba se apaixonando pela moça perdidamente. E a moça parece compartilhar do mesmo sentimento. Com um bondoso e bem financeiramente homem a fim de se casar com ela e um falido e compreensível agente apaixonado, Cristina que então sentia a falta de parceiros, agora vive o dilema de escolher entre dois. Luiz Villaça evoluiu muito na direção, com relação ao seu primeiro trabalho, o fraco “Por trás do pano”. Aqui ele usa bem a boa montagem, filma tudo sem muita pretensão, chegando ao ponto dê nem arriscar soluções para os problemas sociais que o país enfrenta o filme retratou. O diretor optou também por uma solução final um tanto quanto prematura, encerrando tudo, ignorando a situação financeira e pessoal de cada um. É súbito, instantâneo e fulminante; a forma com que tudo se encerra e não se esclarece, de fato, o que aconteceu dali então (não tem um viveram felizes para sempre, por causa das condições já citadas). O diretor erra, no entanto. Principalmente na má utilização de alguns personagens (como o vizinho dono do bar, interpretado pelo ótimo Rogério Cardoso), e na excessiva prolongação do final, que mesmo previsível, acredita estar guardando uma surpresa."
Ricardo Magno em 08/01/2003Nota: 3.5
Comedia romantica brasileira bem melhor que a maioria das producoes americanas do genero..grandes interpretacoes da otima denise fraga e do grande rogerio cardosoque infelismente se foi ... o filme so pecou pelo final...pois poderia ter um final mais caprichado.
Hermano Taruma em 04/01/2003Nota: 2.5
Fui ver Cristina quer casar porque adoro Denise Fraga. Infelizmente o filme é longo demais e muito lento: péssima combinação apesar das boas atuações do elenco. Fábio Assunção está impagável!"
Francisco Russo em 02/01/2003Nota: 2.5
Você já viu este filme. Trata-se da típica comédia romântica açucarada, que traz algumas dificuldades para sua protagonista mas nada muito complicado de se resolver. A diferença é que você já viu diversos filmes como este sendo produzidos em Hollywood, enquanto que "Cristina Quer Casar" é brasileiro. Uma diferença pequena, já que a fórmula é a mesma. O resultado é um filme previsível ao extremo, cansativo em certos momentos mas que consegue arrancar algum brilho através da atuação de Fábio Assunção - completamente diferente do seu papel costumeiro de galã - e do esforço do personagem de Marco Ricca em unir os de Assunção e Denise Fraga. Mediano apenas."
Orestes Chaves em 07/01/2003Nota: 1
- Meu Deus! O quê que é isso??_ é primeira coisa que pensei ao começar a assistir “CRISTINA...”. Com roteiro e diálogos descaradamente copiados de comédias românticas americanas, o filme irrita com tanta previsibilidade. Com um elenco de primeira, como é o caso de Denise Fraga (Cristina) e Marco Ricca (Chico), temos nossa inteligência subestimada por um roteiro de segunda que apenas sugere o que devemos sentir frente às situações (cômicas?) apresentadas. Repetindo a dobradinha que faz na TV com o marido Luiz Villaça, Fraga repete à exaustão seus tiques que fizeram tanto sucesso, mas que hoje aprisionam sua interpretação. Direção e fotografia manjadas, nada funciona no filme. Não diverte e nem emociona, como é de praxe nesse tipo de produção. O curioso é que a única coisa interessante no filme são declarações de não-atores editadas como se fosse uma declaração de amor. E também Rogério Cardoso, como o seu Walter, confirmando o que todo mundo já sabe: que fará muita falta para o humor nacional. Casamento por casamento é melhor o “Grego”, que é fraco mas funciona para o publicão. Tem coisas que já nascem datadas!
Carolina Villar em 03/01/2003Nota: 3.5
É uma simples comédia romântica. Sendo assim, não há muito o que ficar pensando sobre o filme, tem que se deixar levar por ele. É muito legalzinho. Deveriam fazer mais filmes desse tipo brasileiros. Denise Fraga está muito bem no papel, convencendo mesmo. Fábio Assunção está irreconhecível no papel, que também interpreta bem. Gostei bastante do filme."
É um bom filme.
por Otávio, 14/02/2012 às 19:33
Meu Nome é Taylor, Drillbit Taylor
Filme recomendado. Análise: roteiro bom, atuações boas, fotografia boa, trilha sonora reg...
por NEO, 14/02/2012 às 18:55
...Muito bom o filme! Está entre os melhores na minha opinião!
por Gustavo, 14/02/2012 às 18:35
Já teve um filme com roteiro parecido com o Adam Sandler e a Drew Barrymore, não teve?
por Atena Negra, 14/02/2012 às 18:13