Título original: (Sunset Boulevard)
Lançamento: 1950 (EUA)
Direção: Billy Wilder
Atores: William Holden, Gloria Swanson, Erich von Stroheim, Nancy Olson.
Duração: 110 min
Gênero: Drama
Status: Arquivado
No início um crime é cometido e uma voz em off começa a narrar que tudo começou quando Joe Gillis (William Holden), um roteirista fugindo de representantes de uma financeira que tentava recuperar o carro por falta de pagamento e se refugia em uma decadente mansão, cuja proprietária, Norma Desmond (Gloria Swanson), era uma estrela do cinema mudo. Quando Norma tem conhecimento que Joe é roteirista, contrata-o para revisar o roteiro de Salomé, que marcaria o seu retorno às telas. O roteiro era insuportável, mas o pagamento era bom e ele não tinha o que fazer. No entanto, o que o destino lhe reservava não seria nada agradável.
Volta e meia o mundo real nos apresenta algumas situações mais bizarras do que as presentes em...
Se você faz parte dos cinéfilos que não dispensam um bom filme noir em sua prateleira, mas...
Se você já conseguiu assistir algum filme da Mostra de Cinema Godard 80, da Caixa Cultural Rio de...
Alma Envenenada em 23/12/2011
Um filme digno dos maiores elogios, com diálogos inteligentes e roteiro impecável. O desempenho de Gloria Swanson beira a perfeição. Gloria ( Norma Desmont) retrata muito bem a decadência do ser humano quando este não se adapta aos novos tempos. De brinde uma breve participação de Buster Keaton, o gênio da comédia no cinema mudo e quiçá de todos os tempos.
andreluizgf em 29/09/2011Nota: 10
Não tinha assistido e, pela curiosidade de vê-lo na maioria de listas de melhores filmes de todos os tempos (muitas vezes entre os 20), resolvi arriscar. Só então consegui entender o por quê de tanta fama. Não é exagero, o filme é perfeito! A começar pela temática: o fim da Era de Ouro de Hollywood e o cinema em uma fase de transformação. Isso ocorre principalmente quando o cinema mudo começou a ser deixado de lado, e grandes artistas passaram a ser esquecidos, abandonados pelas novas tecnologias. Por isso a importância desta obra. Ela conta através da ficção uma parte da história real do cinema. A direção é ótima, atuações impecáveis. O final do filme tem uma cena marcante demais. Quem gosta de cinema e não tem preconceito com filmes antigos, em preto e branco, pode assistir que não vai se arrepender. Nota 10!
DarkNinja em 24/02/2011
Crepúsculo dos Deuses é um filme importante para os verdadeiros amantes da sétima arte por vários motivos. A fotografia, o clima sombrio, as atuações de Erich von Stroheim e principalmente de Gloria Swanson como a decadente e quase falida atriz que já foi rainha no cinema mudo. Como Gloria Swanson não ganhou o Oscar de Melhor Atriz interpretando Norma Desmond nesse filme é um mistério, na verdade um grande absurdo, absurdo que só não é pior, pelo menos na minha opinião, que o Oscar de Angelina Jolie e os dois Oscars de Vivien Leigh. Voltando ao filme, Gloria Swanson atua com a alma, principalmente com suas expressões faciais que as vezes até assustam quem não está acostumado. O filme mostra o verdadeiro valor que deveríamos dar para nossos ídolos, e o jeito às vezes maldoso que os produtores e diretores fazem com as estrelas do passado. E fica meu pedido para colocar a ficha de Gloria Swanson entre os Atores e Atrizes, se precisarem eu envio os dados dela por e-mail.
Fernando Vasconcelos em 24/01/2010Nota: 5
Majestoso filme, que prende a atenção do começo ao fim, e que tem no elenco, encabeçado por William Holden e Gloria Swanson, um dos seus maiores trunfos.
Lucas Souza de Carvalho em 11/01/2001Nota: 5
Provavelmente esse filme é o grande noir da história hollywoodiana, que confronta os elementos do terror psicológico e do gênero dark com o glamour do star-system da indústria cinematográfica americana. Mas mesmo com pontas de nomes famosos, o show é de Swanson, que usa expressões exageradas do cinema mudo para compor uma Norma Desmond perturbada e perigosa. Filme indispensável!
Francisco Russo em 03/01/2001Nota: 5
Difícil falar de um filme como "Crepúsculo dos Deuses", simplesmente por não saber por onde começar. Trata-se de um filme genial do mestre Billy Wilder, que realizou um grande painel da indústria cinematográfica hollywoodiana e, também, de como o cinema afeta a vida das pessoas. O filme surpreende a cada instante, justamente pelas reviravoltas e surpresas do roteiro. Existem cenas simplesmente magistrais, como a da recepção a Norma Desmond no estúdio da Paramount ou o encontro na rua cenográfica, onde há um diálogo que parece ter saído da boca do próprio Billy Wilder: "É tão mais divertido ficar atrás das câmeras". Sensacional! Quem conhece a história do cinema ainda tem o prazer de perceber várias referências a ícones da época em que a trama se desenrola, como Selznick, Rodolfo Valentino, Cecil B. DeMille (que inclusive aparece como ele mesmo no filme) e outros tantos. Além disto, o filme ainda conta com ótimas atuações de todo o elenco principal: William Holden, como um homem que quer seguir carreira em Hollywood mas não deseja deixar as mordomias que lhe são oferecidas, apesar de não gostar muito do modo como as consegue; Gloria Swanson, como a atriz derrocada e esquecida pelo grande público, que traz sempre um sorriso enigmático; o soturno Erich von Stroheim, que no início mostra-se estranho para depois revelar suas intenções em agir daquele modo; e ainda a belíssima Nancy Olson, que representa a ingenuidade e o amor ao cinema. Um belíssimo filme, que merece entrar no panteão dos grandes filmes da história do cinema.
Ariovaldo Cunha em 02/01/2001Nota: 5
Em "Crepúsculo dos Deuses" Hollywood é dissecada friamente por Billy Wilder. O diretor é cruel demais com a máquina dos sonhos. Glória Swanson é uma dama amarga e perfeita em seu papel, mostrando a decadência das estrelas por trás das telas. O filme concorreu nas categorias principais do Oscar e levou apenas prêmios técnicos. Seguindo a tradição do Oscar, quando um filme desafia a máquina dos sonhos deve-se dar a ele apenas prêmios de consolo. Mas "Crepúsculo dos Deuses" resistiu ao tempo e é filme obrigatório para todo bom cinéfilo, que precisa ver e rever sempre que puder.
Jorge Spinula em 07/01/2001Nota: 5
O filme definitivo sobre a era de ouro de Hollywood. Crítica ácida do Mestre Wilder, sobre a busca do sucesso sem fim. O cinema mudo teria de desaparecer com o evento do cinema falado...mas o glamour jamais seria o mesmo; Os Grandes Nomes estão no passado, na lembrança dos cinéfilos...Agora com a morte de Kate Hepburn e Gregory Peck parece que o Grande Cinema da era de Ouro desaparece por definitivo. Ainda bem que com o advento do DVD, nós podemos ver e rever os últimos momentos de Norma Desmond, Joe Gillis e Max. Interpretações magistrais...embora alguns ainda tentem desmerecer o filme, Sunset Boulevard sempre será um must para quem gosta de cinema, do verdadeiro CINEMA.
Murilo Conte de Lima em 09/01/2001Nota: 5
A começar por seu título, Crepúsculo dos Deuses é um dos poucos plenamente traduzidos para o nosso vasto português e que não prejudicaram o próprio filme com sua mediocridade ululante. Pelo contrário. É um raro exemplo que se encaixou perfeitamente pela sua carga interpretativa magnífica no seu contexto (anti) glamouroso. Infelizmente, os anos 50 há muito se foram. E Billy Wilder também, juntamente com seu legado inconfundível de obras que primam pela criatividade.É absolutamente fantástico enxergar como Wilder lidou com esse conceito de padronização hollywoodiana, numa época (anos 50) em que a indústria do cinema fervilhava numa "era de ouro" que já iniciava um processo de degradação, adequando-se ao que viria a ser a "era dos sonhos", após crises e falências do chamado Studio System, e fazendo dos telespectadores um público cada vez mais adepto ao estilo de entretenimento cinematográfico. O mais fascinante de tudo, como já disse, é perceber a maneira precisa com que Billy Wilder quebrou com essa idéia inicial de apenas entreter para injetar doses cavalares e arrebatadoras de crítica social e um sarcasmo que fazia do cinema um meio de comunicação definitivamente importantíssimo e influente. Não que o diretor austro-húngaro tenha sido pioneiro. Orson Welles também era sinônimo de inovação, vide seu soberbo Cidadão Kane (1941) e a sua famosa transmissão de rádio em 1938. Porém, o que Wilder conseguiu foi confrontar-se exatamente com o próprio conceito de glamourização que envolvia a corporação para a qual trabalhava e que dominava monstruosamente toda Hollywood, tanto como pessoa física quanto jurídica. E que, curiosa ou propositalmente, envolvia esta sua obra majestosa que talvez funcione como um profundo murro na cara para os inabaláveis ostentadores dessa pompa exagerada e imbecil que é a "fama a qualquer preço" ou como um sarcástico alguém que ri com sagacidade na e da cara destes seres plásticos. O enredo é aparentemente simples: um roteirista endividado e desconhecido acaba por se descobrir no interior de uma belíssima mansão de uma ex-diva do cinema mudo, depois de ser perseguido por seus credores, que queriam seu carro como pagamento do aluguel atrasado. O que se revela posteriormente, contudo, é de uma crueza psicológica absurdamente real e, ao mesmo tempo, um tanto quanto fantasmagórica. Mesmo que na primorosa abertura o espectador já tenha plena consciência do destino do personagem Joe Gillis interpretado por William Holden (quando seu corpo é encontrado dentro de uma piscina, numa cena dificílima de ser filmada, que, na verdade, na escassez de equipamentos para a filmagem aquática, teve de ser feita fora da água, contando com truques de espelho e cálculos de dioptria), ele se desenvolve de uma maneira tão fluída juntamente com os maravilhosos desempenhos de Gloria Swanson e Erich von Stroheim, que todo aquele clima emblemático e de certa forma, bizarro, se reverte num retrato assustadoramente real do que acontecia ali, no cerne de uma sociedade faustosa e demente. Swanson estremece profundamente os alicerces dessa Hollywood alegórica e ilusionista, com sua Norma Desmond agindo de forma furiosa e macabra, vitimada por um sistema alienador que funciona como fabricante de astros, e não como um lapidador de talentos. Quando assiste melancolicamente a um dos seus filmes mudos juntamente com o roteirista Gillis (Queen Kelly, curiosamente conduzido pelo também diretor Erich von Stroheim) em certo momento da fita, fica transparecido na sua face um desgosto misturado a uma insanidade lôbrega que afeta, como uma escavadeira, as camadas mais profundas do cérebro. Holden funciona mais como uma espécie de agente secreto estrategista, aproveitador, que imagina (e apenas imagina), com sua astúcia e malícia, estar dominando toda a situação; outra figura típica daquele falso glamour característico do auge dos tempos de ouro de Hollywood. E Erich von Stroheim é de uma obscuridade e presença de cena impressionantes. Enfim, Crepúsculo dos Deuses é, incontestavelmente, de uma relevância tremenda ainda hoje, com uma mensagem que ressoa intensamente por nossos ouvidos e, principalmente, por aqueles que sonham eternamente estarem com o maior dos close-ups em suas faces e sendo comandados por Cecil B. DeMille - "Alright, Mr. DeMille, I'm ready for my close". Sim, glamour não menos que histórico.
Fabrício Cascekki em 12/01/2001Nota: 5
Crepúsculo dos Deuses, ele soa hoje como uma grande homenagem , memso que ácida mais totalmente válida à época de ouro do cinema. É angustiante ver a decadência de Norma no filme de forma tão real , nos mostrando os caminhos contrários que podemos dar a nossa vida. Com uma direção magistral , o filme pode ser uma comédia , um drama, um suspense ...ele funciona. É isso que difere dos filmes atuais, ser produzido para qualquer época sem se tornar um rolo de imagens envelhecidas. Tecnicamente ...que fotografia! Como queria ter presenciado essas coisas.
Vou assistir apenas pelos efeitos especiais q estão elogiando aí, mas sem grandes expectat...
por Joe Cortez, 12/02/2012 às 07:00
Excelente filme! Javier Bardem em uma atuação marcante, mereceu o Oscar na época tanto el...
por Renan, 12/02/2012 às 02:10
Adorável.Um tema tão complicado explorado com delicadeza.
por Livia, 12/02/2012 às 01:41
Eu realmente gostei de ter assistido,fotografia maravilhosa.É o tipo de filme que tem o cli...
por Livia, 12/02/2012 às 01:33