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Em "Crepúsculo dos Deuses" Hollywood é dissecada friamente por Billy Wilder. O diretor é cruel demais com a máquina dos sonhos. Glória Swanson é uma dama amarga e perfeita em seu papel, mostrando a decadência das estrelas por trás das telas. O filme concorreu nas categorias principais do Oscar e levou apenas prêmios técnicos. Seguindo a tradição do Oscar, quando um filme desafia a máquina dos sonhos deve-se dar a ele apenas prêmios de consolo. Mas "Crepúsculo dos Deuses" resistiu ao tempo e é filme obrigatório para todo bom cinéfilo, que precisa ver e rever sempre que puder. |
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Difícil falar de um filme como "Crepúsculo dos Deuses", simplesmente por não saber por onde começar. Trata-se de um filme genial do mestre Billy Wilder, que realizou um grande painel da indústria cinematográfica hollywoodiana e, também, de como o cinema afeta a vida das pessoas. O filme surpreende a cada instante, justamente pelas reviravoltas e surpresas do roteiro. Existem cenas simplesmente magistrais, como a da recepção a Norma Desmond no estúdio da Paramount ou o encontro na rua cenográfica, onde há um diálogo que parece ter saído da boca do próprio Billy Wilder: "É tão mais divertido ficar atrás das câmeras". Sensacional! Quem conhece a história do cinema ainda tem o prazer de perceber várias referências a ícones da época em que a trama se desenrola, como Selznick, Rodolfo Valentino, Cecil B. DeMille (que inclusive aparece como ele mesmo no filme) e outros tantos. Além disto, o filme ainda conta com ótimas atuações de todo o elenco principal: William Holden, como um homem que quer seguir carreira em Hollywood mas não deseja deixar as mordomias que lhe são oferecidas, apesar de não gostar muito do modo como as consegue; Gloria Swanson, como a atriz derrocada e esquecida pelo grande público, que traz sempre um sorriso enigmático; o soturno Erich von Stroheim, que no início mostra-se estranho para depois revelar suas intenções em agir daquele modo; e ainda a belíssima Nancy Olson, que representa a ingenuidade e o amor ao cinema. Um belíssimo filme, que merece entrar no panteão dos grandes filmes da história do cinema. |
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CINEMA: DA GLÓRIA À LOUCURA Através de uma intensa carga dramática e ambientado em um funesto clima noir, “Crepúsculo dos Deuses” (50) aborda o sepultamento do cinema mudo norte-americano de outrora, expondo o então completo ostracismo dos ídolos daquela pioneira fase cinematográfica, além de mostrar as diferentes faces dos dilemas que acometem os bastidores da sétima arte. O cinema é focado de maneira peculiar em “Crepúsculo dos Deuses”, que retrata a dura e cruel realidade das decepções humanas ocasionadas por esta “diversão”. Através desta obra, o genial diretor Billy Wilder (1908-2002) presta uma homenagem a todos aqueles que sofreram tais situações, além de alertar os novos profissionais da carreira cinematográfica, em relação às pesadas conseqüências que os mesmos podem estar sujeitos ao se envolverem nesse “fantástico” mundo. No filme os dramas existenciais dos personagens, que vivem ou viveram dentro ou fora das telas, são expressos diversificadamente: através do aspirante a roteirista – e dublê de gigolô – Joe Gillis (William Holden, 1918-1981) observa-se o desespero e a desilusão de quem não consegue se impor no famigerado mundo do cinema. Na pele da grande estrela aposentada Norma Desmond (Gloria Swanson, 1899-1983) percebe-se a solidão e a eterna angústia de quem um dia provou a fama e hoje vive no esquecimento. Pelo mordomo e ex-diretor Max Von Mayerling (Erich Von Stroheim, 1885-1957) vê-se a imensa culpa de quem sacrificou toda uma vida alheia, além da própria; e com a promissora roteirista Betty Schaefer (Nancy Olson, 1928) sente-se a frustração de um o amor castrado pela ambição e insegurança. Ironicamente, a grande estrela do cinema mudo, Gloria Swanson, mesmo dando um show de interpretação neste papel que simboliza o clímax da sua carreira, depois deste filme, não conseguiu mais impulsioná-la, talvez por não se adaptar às novas técnicas de filmagem e expressão. A atriz seguiu o seu próprio crepúsculo a partir de então, nunca mais voltando a sentir o prestígio do sucesso, só protagonizando filmes medíocres até a sua morte. Swanson é responsável pela antológica cena de grande impacto ao final do filme, quando a sua personagem Norma Desmond, cercada pela polícia, transporta-se para um mundo imaginário – o qual tanto sonhava em regressar, tornando a ser a estrela glaumorosa dos tempos áureos do cinema mudo – e desce encenando pela escadaria da sua mansão em direção aos seus adoradores, que na verdade eram curiosos e famigerados jornalistas e fotógrafos ávidos por notícias “quentes”. Ao longo da trama, além de Gloria Swanson, outros grandes nomes da era muda têm participações especiais, como uma espécie de tributo a esta fase do cinema. Dentre eles estão o grande diretor de épicos Cecil B. DeMille (1881-1959); a atriz sueca Anna Q. Nilsson (1888-1974); o cômico Buster Keaton (1895-1966); a colunista Hedda Hopper (1885-1966) – responsável pelo apogeu e queda de muitos astros em função da sua língua afiada – e o grande ator e diretor alemão Erich Von Stroheim como o fiel escudeiro da estrela ofuscada Desmond. Mesmo valendo-se do mistério, dos cenários sombrios e da investigação policial, ingredientes típicos do filme noir, “Crepúsculo dos Deuses” destaca-se dos demais filmes desse gênero por possuir um denso conteúdo emotivo-psicológico – extraído das marcantes atuações de cada um dos seus quatro protagonistas principais – enfatizado ainda mais por uma carregada trilha sonora que inspira morbidez. A qualidade singular deste filme pode ser comprovada por suas três premiações com o Oscar, nas categorias de direção de arte, trilha sonora e roteiro, além das indicações por mais oito categorias: filme, diretor (Wilder), ator (Holden), atriz (Swanson), ator coadjuvante (Stroheim), atriz coadjuvante (Olson), edição e fotografia em P&B. Falecido em 2002 aos 95 anos, o austríaco/polonês Billy Wilder é conhecido como um dos maiores diretores de clássicos cinematográficos, dentre as suas grandes obras destacam-se: “Sabrina” (54); “Testemunha de Acusação” (57); “Quanto Mais Quente Melhor” (59); “Se Meu Apartamento Falasse” (60) e “Irma La Douce” (63). É inevitável não ser arrebatado pela sensação de desilusão para com o mundo do cinema, após se assistir a “Crepúsculos dos Deuses”, e a reação a este sentimento está em atitudes como a de Norma Desmond, que jamais reconheceria seu próprio ostracismo, usando como escape a fantasia ou, melhor dizendo, a loucura, como se percebe nas suas próprias palavras: “Estrelas brilham para a sempre, é por isso que são chamadas assim”." |
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"Crepúsculo dos Deuses" é um verdadeiro clássico: tem atuações inesquecíveis e um excelente enredo cuja história não envelhece. A protagonista é uma atriz velha e decadente, que parece não se dar conta de sua atual situação. O tom da narrativa beira o humor negro: é ácido e leve ao mesmo tempo. Imperdível!" |
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O filme definitivo sobre a era de ouro de Hollywood. Crítica ácida do Mestre Wilder, sobre a busca do sucesso sem fim. O cinema mudo teria de desaparecer com o evento do cinema falado...mas o glamour jamais seria o mesmo; Os Grandes Nomes estão no passado, na lembrança dos cinéfilos...Agora com a morte de Kate Hepburn e Gregory Peck parece que o Grande Cinema da era de Ouro desaparece por definitivo. Ainda bem que com o advento do DVD, nós podemos ver e rever os últimos momentos de Norma Desmond, Joe Gillis e Max. Interpretações magistrais...embora alguns ainda tentem desmerecer o filme, Sunset Boulevard sempre será um must para quem gosta de cinema, do verdadeiro CINEMA. |
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Ótimo! Filme imperdível. É uma pena que, por ser antigo, passe tão pouco na TV. Também não há cópias em VHS, o que dificulta ainda mais para quem pretende assistí-lo. Mas já há cópias em dvd e, de vez em quando, o filme é exibido em TVs por assinatura. Em todo caso, não se pode deixar de ver essa verdadeira obra do mestre Billy Wilder, apontado por muitos como o maior cineasta de todos os tempos. Se ele o é ou não, é outra questão, mas o certo é que o diretor de filmes como "Irma La Douce" e "Quanto Mais Quente Melhor" acertou a mão de novo. As atuações são inesquecíveis e a temática central é de uma sensibilidade poucas vezes no cinema. Pelo menos da maneira que temos neste filme. Imperdível! |
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A começar por seu título, Crepúsculo dos Deuses é um dos poucos plenamente traduzidos para o nosso vasto português e que não prejudicaram o próprio filme com sua mediocridade ululante. Pelo contrário. É um raro exemplo que se encaixou perfeitamente pela sua carga interpretativa magnífica no seu contexto (anti) glamouroso. Infelizmente, os anos 50 há muito se foram. E Billy Wilder também, juntamente com seu legado inconfundível de obras que primam pela criatividade.É absolutamente fantástico enxergar como Wilder lidou com esse conceito de padronização hollywoodiana, numa época (anos 50) em que a indústria do cinema fervilhava numa "era de ouro" que já iniciava um processo de degradação, adequando-se ao que viria a ser a "era dos sonhos", após crises e falências do chamado Studio System, e fazendo dos telespectadores um público cada vez mais adepto ao estilo de entretenimento cinematográfico. O mais fascinante de tudo, como já disse, é perceber a maneira precisa com que Billy Wilder quebrou com essa idéia inicial de apenas entreter para injetar doses cavalares e arrebatadoras de crítica social e um sarcasmo que fazia do cinema um meio de comunicação definitivamente importantíssimo e influente. Não que o diretor austro-húngaro tenha sido pioneiro. Orson Welles também era sinônimo de inovação, vide seu soberbo Cidadão Kane (1941) e a sua famosa transmissão de rádio em 1938. Porém, o que Wilder conseguiu foi confrontar-se exatamente com o próprio conceito de glamourização que envolvia a corporação para a qual trabalhava e que dominava monstruosamente toda Hollywood, tanto como pessoa física quanto jurídica. E que, curiosa ou propositalmente, envolvia esta sua obra majestosa que talvez funcione como um profundo murro na cara para os inabaláveis ostentadores dessa pompa exagerada e imbecil que é a "fama a qualquer preço" ou como um sarcástico alguém que ri com sagacidade na e da cara destes seres plásticos. O enredo é aparentemente simples: um roteirista endividado e desconhecido acaba por se descobrir no interior de uma belíssima mansão de uma ex-diva do cinema mudo, depois de ser perseguido por seus credores, que queriam seu carro como pagamento do aluguel atrasado. O que se revela posteriormente, contudo, é de uma crueza psicológica absurdamente real e, ao mesmo tempo, um tanto quanto fantasmagórica. Mesmo que na primorosa abertura o espectador já tenha plena consciência do destino do personagem Joe Gillis interpretado por William Holden (quando seu corpo é encontrado dentro de uma piscina, numa cena dificílima de ser filmada, que, na verdade, na escassez de equipamentos para a filmagem aquática, teve de ser feita fora da água, contando com truques de espelho e cálculos de dioptria), ele se desenvolve de uma maneira tão fluída juntamente com os maravilhosos desempenhos de Gloria Swanson e Erich von Stroheim, que todo aquele clima emblemático e de certa forma, bizarro, se reverte num retrato assustadoramente real do que acontecia ali, no cerne de uma sociedade faustosa e demente. Swanson estremece profundamente os alicerces dessa Hollywood alegórica e ilusionista, com sua Norma Desmond agindo de forma furiosa e macabra, vitimada por um sistema alienador que funciona como fabricante de astros, e não como um lapidador de talentos. Quando assiste melancolicamente a um dos seus filmes mudos juntamente com o roteirista Gillis (Queen Kelly, curiosamente conduzido pelo também diretor Erich von Stroheim) em certo momento da fita, fica transparecido na sua face um desgosto misturado a uma insanidade lôbrega que afeta, como uma escavadeira, as camadas mais profundas do cérebro. Holden funciona mais como uma espécie de agente secreto estrategista, aproveitador, que imagina (e apenas imagina), com sua astúcia e malícia, estar dominando toda a situação; outra figura típica daquele falso glamour característico do auge dos tempos de ouro de Hollywood. E Erich von Stroheim é de uma obscuridade e presença de cena impressionantes. Enfim, Crepúsculo dos Deuses é, incontestavelmente, de uma relevância tremenda ainda hoje, com uma mensagem que ressoa intensamente por nossos ouvidos e, principalmente, por aqueles que sonham eternamente estarem com o maior dos close-ups em suas faces e sendo comandados por Cecil B. DeMille - "Alright, Mr. DeMille, I'm ready for my close". Sim, glamour não menos que histórico. |
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Excelente! Além da atuação magistral de Gloria Swanson, o filme traz o glamour típico do cinema dos anos 50, embora aborde exatamente a decadência de astros como Norma Desmond. Só acho injusto que, nos créditos, La Swanson venha em segundo. Afinal, ela é estrela do filme, e como tal tinha que encabeçar o elenco. Mas o filme é maravilhoso. |
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Provavelmente esse filme é o grande noir da história hollywoodiana, que confronta os elementos do terror psicológico e do gênero dark com o glamour do star-system da indústria cinematográfica americana. Mas mesmo com pontas de nomes famosos, o show é de Swanson, que usa expressões exageradas do cinema mudo para compor uma Norma Desmond perturbada e perigosa. Filme indispensável! |
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Crepúsculo dos Deuses, ele soa hoje como uma grande homenagem , memso que ácida mais totalmente válida à época de ouro do cinema. É angustiante ver a decadência de Norma no filme de forma tão real , nos mostrando os caminhos contrários que podemos dar a nossa vida. Com uma direção magistral , o filme pode ser uma comédia , um drama, um suspense ...ele funciona. É isso que difere dos filmes atuais, ser produzido para qualquer época sem se tornar um rolo de imagens envelhecidas. Tecnicamente ...que fotografia! Como queria ter presenciado essas coisas. |
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Majestoso filme, que prende a atenção do começo ao fim, e que tem no elenco, encabeçado por William Holden e Gloria Swanson, um dos seus maiores trunfos. |
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