Conto de Outono

Conto de Outono 2010-05-22 Francisco

Título original: (Conte d'Automne)

Lançamento: 1998 (França)

Direção: Eric Rohmer

Atores: Marie Rivière, Béatrice Romand, Alain Lisbolt, Didier Sandre.

Duração: 110 min

Gênero: Romance

Status: Arquivado

5           10 6 5

(6 votos)

                   

Sinopse

A viúva Magali (Béatrice Romand), de 45 anos, é uma produtora de vinho no sul da França. Isabelle (Marie Rivière), sua melhor amiga, resolve encontrar um novo marido para Magali: põe anúncio num jornal local e até encontra Gérald (Alain Lisbolt), um homem decente. No casamento da filha de Isabelle, Magali conhece Gérald. Mas o problema é que na mesma ocasião ela também conhece Étienne (Didier Sandre), um outro homem.

 

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Elenco

  • Marie Rivière (Isabelle)
  • Béatrice Romand (Magali)
  • Alain Lisbolt (Gérald)
  • Didier Sandre (Étienne)
  • Alexia Portal (Rosine)
  • Stéphane Darmon (Léo)
  • Aurélia Alcaïs (Emilia)
  • Matthieu Davette (Grégoire)
  • Yves Alcaïs (Jean-Jacques)

Comentários

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Rafael Vespasiano em 04/01/2010Nota: 4     

Conto de Outono:


“Conto de Outono”, França, 1998, roteiro/direção: Éric Rohmer, participou da Seleção Oficial do Festival de Veneza, quarta e última parte da tetralogia “Os Contos das Quatro Estações”, idealizada e realizada pelo cineasta francês Rohmer; as temáticas comuns às quatro partes são a amizade e o romance, nessa em questão, Isabelle coloca um anúncio no jornal, para encontrar um novo marido para sua melhor amiga, Magali, que tem 45 anos e é viúva, mas nas escondidas, pois Magali afirma não está atrás de um novo marido, ela só se preocupa com a atual colheita de sua vinicultura (o que dá motivo para Rohmer escolher a estação “Outono” para dar título ao filme); mesmo assim Isabelle, às escondidas, arma o encontro de Magali, com um homem, que responde ao anúncio, Gérald; Rohmer trabalha muito bem as personagens: Magali é uma viúva, tímida, meio insociável, que só se preocupa com sua vinicultura e com seus filhos, Valentine, já casada e que mora em outra localidade, e com o seu outro filho, Léo, que namora Rosine, que está terminando o seu romance com seu professor de Filosofia, Étienne; claramente, Rosine prefere homens mais velhos e seu romance com Léo é apenas um caso fortuito, pois ela ama mesmo a Étienne, inclusive, tem mais afinidades intelectuais com este do que com Léo; Rosine fica muito amiga da mãe de Léo, Magali, sentimento retribuído por esta àquela, então, Rosine tem a mesma idéia de Isabelle, a de casar Magali, para isso Rosine resolve apresentar seu ex-namorado Étienne, para Magali, com o intuito, de quem sabe, os dois se apaixonarem um pelo outro, o que causa muito desgosto a Léo e, Magali em nenhum momento se interessa por Étienne, e, este por aquela; claramente, os dois não têm afinidades entre si e, fica claro também que Rosine ainda ama Étienne e este à ela, a relação dois dois fica transitando numa linha tênue entre romance e amizade, prevalecendo mais o primeiro do que o segundo; contudo, quando Magali conhece Gérald, percebe-se, claramente, que os dois têm muitas afinidades entre si e tudo é possível, inclusive, surgir o amor entre Magali e Gérald, o primeiro passo já foi dado; também é mostrado o casamento consolidado e amoroso de 24 anos de duração entre Isabelle e Jean-Jacques; mostra-se também o casamento da filha destes, Émilia com Grégorie; belíssimo roteiro escrito por Rohmer; belíssima história sobre afinidades, amizades e relações amorosas; a melhor das quatro partes dos “Contos das Quatro Estações”; reflexões filosóficas também são desenvolvidas no filme; além de reflexões sobre a Arte da Vinicultura e de como apreciar, portanto, um bom vinho; a história se passa numa região do sul da França; ótimo filme! Nota: 8.

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Paulo Sabalaskas em 02/01/2001Nota: 5     

Todo filme de Rohmer é um exercício a parte. Alguns dizem que seus filmes não deveriam ser filmados pelo simples fato dos diálogos tomarem conta nas cenas na maior parte do tempo. Para os que conseguem "resistir" a esse cinema-novo é um prazer ser brindado com tão belas histórias sobre o cotidiano e a vida de cada um de nós. Nesse ciclo de filmes, sobre alguns relacionamentos amorosos em contraposição às estações do ano, muitos diálogos e dúvidas, dos princípios de cada indivíduo, são analisados de forma direta. Os franceses discutem a qualidade de um bom vinho como os brasileiros falam de jogo clássico de futebol. Para os que entendem desses assuntos, não é apenas uma questão de gosto, mas principalmente de inteligência. As paisagens outonais do filme, são um espetáculo a parte. Assim como as praias de "Conto de Verão". Não inundam a tela, mas nos fazem admirá-las com realismo da mesma forma como se olhássemos pela abertura de uma janela comum. Podemos ter a vontade de que nossas estações do ano sejam corretas e marcantes, com suas cores verdadeiras, assim como na França desse belo filme."

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Últimos Comentários

  • Carros 2

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    por Nayer Silva, 13/02/2012 às 11:56

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    por William, 13/02/2012 às 11:55

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    por Camila, 13/02/2012 às 11:22