A Comilança

A Comilança 2010-05-22 Francisco

Título original: (La Grande Bouffe)

Lançamento: 1973 (França)

Direção: Marco Ferreri

Atores: Marcello Mastroianni, Michel Piccoli, Philippe Noiret, Ugo Tognazzi.

Duração: 130 min

Gênero: Drama

Status: Arquivado

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Sinopse

Quatro homens de meia-idade bem sucedidos: Marcello (Marcello Mastroianni), um comandante de bordo; Michel (Michel Piccoli), um executivo de televisão; Ugo (Ugo Tognazzi), um chef; e Philippe (Philippe Noiret), um juiz; vão para a mansão deste último, que foi comprada de um químico polonês pelo pai de Philippe após o final da 2ª Guerra Mundial para presentear a esposa, que no entanto não quis morar nela nunca. Os quatro estão reunidos nesta casa, que foi abastecida com uma quantidade enorme de comida, pois planejam comer até morrer. Após a primeira noite Marcello insiste que mulheres devem se juntar a eles. Philippe se mostra mais resistente a esta idéia, mas concorda ao saber que serão prostitutas. Um garoto de uma escola primária foi mandado pela professora, Andrea (Andréa Ferréol), pedir autorização para ver o loureiro de Boileau, que está no jardim. Os quatro acabam fazendo amizade com Andrea, que fica fascinada com os pratos preparados por Ugo, que a convida para uma "reunião" naquela noite Philippe adverte que Andrea não ficará à vontade entre as "convidadas" de Marcello, mas o convite fica mantido. Ao anoitecer chegam três prostitutas: Danielle (Solange Blondeau), Anne (Florence Giorgetti) e Gita e, logo após, aparece Andrea. Ao saber da sua chegada Philippe diz que vai dormir, pois acha constrangedor Andrea ficar juntamente com três prostitutas. Quando está para se retirar encontra Andrea e lhe explica quem são as moças, mas ela não se mostra nada embaraçada. Logo os oito estão se divertindo, enquanto comem de forma nada frugal.

 

Elenco

  • Marcello Mastroianni (Marcello)
  • Michel Piccoli (Michel)
  • Philippe Noiret (Philippe)
  • Ugo Tognazzi (Ugo)
  • Andréa Ferréol (Andrea)
  • Solange Blondeau (Danielle)
  • Florence Giorgetti (Anne)
  • Michèle Alexandre (Nicole)
  • Monique Chaumette (Madeleine)

Comentários

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Geralda em 11/10/2011Nota: 7     

O elenco me chamou a atenção e resolvi ver esse filme. Na época 1979, achei no mínimo estranho e até nojento, mas com a maturidade me caiu a ficha e hoje ao interpreta-lo, o considero um dos melhores filme que já assisti e reiterando os comentários aqui postados a respeito da deterioração do ser humano, eu o considero uma critica ferrenha à fome no mundo. Uma incrível e inteligente critica às avessas. E critica tbem a enorme capacidade do ser humano ao descontentamento, mesmo tendo todos os recursos para ser contente. Fabuloso, deveria ser reprisado nos cinemas....

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denis em 03/01/2001Nota: 5     

O filme expõe um contraponto a uma afirmativa de Mikhail Bakhtin de que o homem, no ato de comer, devora o mundo sem ser por ele devorado. "A Comilança" mostra um grupo de homens que, ao deixar-se levar pelas sevícias do ato de comer, deleitam-se em um prazer mortal. Devoram, sim, mas também são devorados pelo próprio ato de devorar. Mais ou menos como nas drogas.

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César Alegretti em 02/01/2001Nota: 5     

Simpleste magnífico, um filme histórico, este foi o melhor filme que assisi até hoje. A comilança é o verdadeiro cinema arte. O Filme mostra 4 amigos insatisfeitos com a vida que decidem cometer um suícídio, porém este suicídio não é dos mais conhecidos, é literalmente um suícidio através dos principais pecados : a gula e a luxúria. Os amigos ficam em um castelo onde a principal meta é comer e comer até morrer. Um filme de extrema profundidade psicológia, indicado para os apreciadores do bom cinema-arte.

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Marcos Aurélio em 04/01/2001Nota: 5     

O filme revela questões importantes sobre as contradições do homem contemporâneo, além de efetivar uma importante crítica sobre a acumulação de riquezas. Os personagens mesmo sem fome sentem uma necessidade de deglutir mais comida e boa comida. Uma boa metáfora da neurose do homem que vive numa sociedade européia e ocidental onde poder gozar de bens simbólicos e materiais é significar alguma coisa é existir. A frustração dos protagonistas se dá a partir da idéia de que existir fartamente é morrer aos poucos.

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Sérgio de Simone em 05/01/2001Nota: 3.5     

Dificilmente se verá um elenco de tal magnitude novamente reunido e sob a batuta de um diretor do porte de Ferreri. O filme revela-se um magistral retrato sem retoques da decadência humana, protagonizada por burgueses bem sucedidos. Plena de metáforas, a obra é uma fábula refinada - nada sutil - ao contrário, intencional e requintadamente grotesca - que perpetra arguta crítica à sociedade de seu tempo - o que não a invalida como reflexo nada distorcido da atualidade. Registre-se a excepcional atuação do quarteto de atores que elevam a película a uma das grandes obras mestras da sétima arte. Imperdível.

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