Código 46

Código 46 2010-05-22 Francisco

Título original: (Code 46)

Lançamento: 2003 (Inglaterra)

Direção: Michael Winterbottom

Atores: Tim Robbins, Samantha Morton, Nabil Elouhabi, Togo Igawa.

Duração: 90 min

Gênero: Ficção Científica

Status: Arquivado

5           10 21 5

(21 votos)

                   

Sinopse

Num futuro não muito distante, as cidades são rigidamente controladas e o acesso só é possível por meio de pontos de checagem. As pessoas não são autorizadas a viajar a não ser que possuam o salvo-conduto, um seguro especial de viagem. Fora dessas cidades o deserto tomou conta, com os cidadãos sem seguro sendo segregados em bairros pobres. William (Tim Robbins) é um homem casado que trabalha como investigador de seguros. Quando sua empresa o envia para uma outra cidade para resolver um caso de salvo-condutos forjados, ele encontra Maria (Samantha Morton). Apesar de descobrir que Maria é a culpada pelas fraudes, ele se apaixona por ela. William volta para casa sem denunciá-la, mas não a esquece. Porém, quando o salvo-conduto forjado provoca uma morte, ele é obrigado a retornar à cidade para reencontrar Maria.

 

Elenco

Tim Robbins

(William)

Samantha Morton

(Maria)

  • Nabil Elouhabi (Vendor)
  • Togo Igawa (Motorista)
  • Sarah Backhouse (Garota do tempo)
  • Jonathan Ibbotson (Boxeador)
  • Natalie Jackson Mendoza (Recepcionista da Sphinx)
  • Om Puri (Backland)
  • Emil Marwa (Mohan)

Comentários

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Andréaa em 03/01/2003Nota: 5     

Nota 10 para este filme futurista mas nem tanto.... muitas das questões tratadas são já atuais (exclusão, solidão, "perda da memória")... este me parece o maior mérito do filme que nos sitúa no hoje a partir do amanhã! Isto sem falar no Maravilhoso Tim Robins... bom filme!

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Francisco Russo em 02/01/2003Nota: 2.5     

Há idéias muito interessantes em "Código 46", mas infelizmente elas são pouquíssimo exploradas. O universo futurista criado  possui conceitos que intrigam, como o uso da clonagem humana na fertilização in vitro, o controle da natalidade, as cidades terem permissão de entrada - e o fato disto ser controlado por uma empresa, ao invés de governos - e a grande população que vive à margem destas cidades. Mas tudo isto praticamente é apenas citado, passa para segundo plano para privilegiar a história de amor entre os personagens de Tim Robbins e Samantha Morton. Que é bem decepcionante, por sinal. Não que os atores estejam mal, mas não acontece a famosa química entre eles e não é criado um interesse em acompanhar aquela história. Aliás, o casal Robbins-Morton é o de maior disparidade de altura que me lembre de ter visto, algo que acredito ter sido intencional para ressaltar mais uma diferença entre eles. Outro ponto que chama a atenção em "Código 46" é a linguagem usada pelas pessoas, que mescla palavras de várias línguas da atualidade - reconheci palavras em inglês, italiano, espanhol e português, mas há outras com certeza - formando uma espécie de linguagem universal. E também o "estupro voluntário", talvez um fato inédito na história do cinema. No geral "Código 46" é um filme que intriga pelo contexto futurista, mas que é bastante prejudicado pela sua história principal.

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Cris Ribeiroa em 11/01/2003Nota: 5     

Se eu pudesse dar nota 11,daria. A fotografia é maravilhosa,impossível desviar a atenção do filme em algum momento. A trilha sonora se encaixa perfeitamente em todas as situações, te envolvendo ainda mais na história. O casal (Tim Robbins e Samantha Morton),parece ter sido escolhido a dedo (e realmente foi). O final faz valer o filme inteiro. Enfim, é perfeito e bem elaborado em vários aspectos. Definitivamente,um ótimo filme,que entrou pra lista dos meus preferidos.

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Kleidiaa em 08/01/2003Nota: 5     

Amei, uma historia de amor diferente, sem atores de grande sexualidade, mas, passando grande sensualidade, um amor que supera tudo, de linda fotografia, fiquei apaixonada, mas, bem que podia ter um final feliz.

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Paulo Valzacchi em 06/01/2003Nota: 3     

Realmente deveria ter sido um bom filme, não pelo nome mas sim pelo grande ator, mas no fim ficou muito a desejar, um filme sem cor, mutio europeu, sem sensações, sem muita ação, um drama psicologico do eu com o eu , numa façamha interessante da tecnologia atual no exterminio da memoria passada, para aqueles que são muito apegados ao passado , adoraram, mas para os futuristas esse filme é um tédio.

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Wilbran em 05/01/2003Nota: 3     

Um filme interessante sem nenhum do estilo, um filme que se baseia em ficção para pessoas com um alto nivel de conhecimento, apesar disso o filme se baseia em cheias de contravensas e furos na filmagem! tirando isso um filme para Sexta feira.

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Isa Cabrala em 10/01/2003Nota: 5     

Filme muito bom do início ao fim.Trilha sonora maravilhosa e fotografia perfeita!Quer mais?!Pois tem mais sim! Além de explorar sutilmente o amor e a memória ainda nos deixa uma "interrogação latente": o amor no futuro poderá mesmo ser controlado?Afinal...o ser humano é tão inteligente quanto imagina?É inteligente controlar corpos e mentes sem se importar com os sentimentos? O único jeito de tirar alguma conclusão é vendo esta obra-prima!Recomendadíssimo!

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Augusto em 09/01/2003

Francamente, quando pensei que o filme estava começando, ele simplesmente acabou. A sensação é aquela de ver algo e no fim concluir que você simplesmente não viu nada! Deprimente. Uma mistura de nada com coisa nenhuma. Sem dúvida, o pior filme que já vi.

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Maurício Todeschini em 15/01/2003Nota: 3     

O filme gira sob uma sociedade controlada, em termos de "passes" de um lugar para o outro.Não é original, pois a temática do controle do Estado já foi explorada em outros filmes, não desta forma é verdade.E aqui, poderia ser muito melhor explorada.Mas até é curioso este filme, com uma bela trilha sonora.

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Júlio Figueroa em 14/01/2003Nota: 4     

Dirigido por Michael Winterbottom, Código 46 é um filme que contém ficção científica, romance e drama, caso seja necessário rotular. Conta a vida num futuro cheios de restrições à liberdade, quando a ciência possui pleno domínio sob os genes. É um mundo regido por códigos de conduta, que se adaptaram aos perigos das inovações genéticas. Códigos como o de número 46, que dizem "o que é melhor para todos". O argumento está longe de ser original: investigador se envolve com uma suspeita, fato que impede a relação. No filme, entretanto, o caso é bem mais complicado, pois William Geld(Tim Robbins), encarregado de fiscalizar os vistos ilegais num mundo contaminado por diferentes vírus, apaixona-se por Maria Gonzalez(Samantha Morton) durante uma investigação em Xangai. A história se passa num futuro próximo, o que não significa distância da nossa realidade. Sendo assim, alguns elementos de persuasão são introduzidos: a referência a diferentes idiomas sugere a diluição das fronteiras culturais entre os diversos povos; nas primeiras cenas, notamos personagens de fenótipos oriental, latino e ocidental; os planos gerais exploram a arquitetura urbana moderna, na tentativa de facilitar o mergulho do espectador ao mesmo tempo em que são apresentadas bugigangas futuristas, típicas do gênero ficção científica. Durante o filme, duas marcas de refrigerante disputam o merchandising cinematográfico em rápidos espaços, fato que tenta tornar a propaganda "espontânea", como se a marca estivesse lá por acaso, mas que findam por descolar o espectador da história. O filme é interessante, chamando a atenção para questões como o avanço desenfreado da engenharia genética e a irresponsabilidade na manipulação dos genes, apontando os possíveis malefícios trazidos. Da mesma forma, permite ao espectador pensar um mundo não muito diferente do nosso, onde empresas, como a Sphinx(esfinge) vista no filme, controlam o direito de ir e vir de todos, devido à propensão de alguns a determinado vírus. Como falar em liberdade neste sistema (o do filme e o nosso sistema)? A analogia não é tão complexa: troquemos o ticket por uma cédula de 100 reais e estaremos nos dias de hoje. Embora haja criticidade na trama, tudo está subordinado ao romance, o que não compromete o filme, até o enriquece, mas pode decepcionar alguns admiradores da "ficção-científico-social". Alguns críticos colocam o filme entre O Brilho Eterno De Uma Mente Sem Lembranças e Encontros e Desencontros. Discordo em parte, porque, embora haja assuntos semelhantes a ambos, Código 46 consegue manter a independência e desenvolver um conjunto de idéias próprio. Tim Robbins, como de costume, faz bem a tarefa de casa, apesar da artificialidade das "frases de efeito" em suas falas. Mas quem se destaca realmente é Samantha Morton. Maria Gonzalez, seu personagem, extremamente bem escrito e vivido, apaixona instantaneamente, pelo comportamento autêntico e o jeito singelo de falar e ouvir... Atenção em especial à atuação de ambos na segunda cena de amor, uma das mais belas e comoventes cenas de amor feitas pelo cinema narrativo na atualidade, pelas circunstâncias daquele momento na história do filme, apesar de Winterbottom explorar imagens desnecessárias. A atmosfera criada, que antes inspirava frieza e morbidez, após o início do romance adquire certo charme, "caramelizado" pela trilha sonora, que também se destaca. Michael Winterbottom conquista o espectador pela sofisticação feita com simplicidade que envolve o filme. Desenvolve um ritmo narrativo agradável sem deixar o público sufocado de imagens e sons. Sua opção pela câmera lenta se encaixa bem aos sentimentos de Maria, dando à cena mais sensibilidade. A história se torna mais atraente para o espectador pelo fato de o narrador (onisciente) ser a própria Maria desde começo da trama, relatando seus passos e os de Geld(Tim Robbins). Código 46 talvez represente mais uma prova de que unir entretenimento a um pouco de reflexão é cada vez menos um dilema insolúvel, ainda que se constate uma obediência deste cinema a esquemas supérfluos como o star-system(presença das estrelas) e a velha fórmula descrição-conflito-clímax-desenlace. É um bom filme e merece ser conferido pelo público pela doce viagem e pelas preocupações que levanta.

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