Título original: (Le Placard)
Lançamento: 2001 (França)
Direção: Francis Veber
Atores: Daniel Auteuil, Gérard Depardieu, Thierry Lhermitte, Michèle Laroque.
Duração: 84 min
Gênero: Comédia
Status: Arquivado
François Pignon (Daniel Auteuil) é um homem que está divorciado há 2 anos, mas permanece apaixonado pela ex-mulher, que não quer mais falar com ele por considerá-lo chato. Seu filho também se mantém afastado por vontade própria e, para completar, Pignon está prestes a ser demitido. Deprimido com a vida, Pignon conhece seu novo vizinho, Belone (Michael Aumont), a quem conta sua atual situação. É quando Belone lhe propõe uma solução inusitada para salvar o emprego de Pignon: enviar ao seu chefe uma fotomontagem onde Pignon aparece com outros homens, o que faria assumir sua homossexualidade. De acordo com o plano de Belone, a empresa não demitirá mais Pignon por medo de que isto provoque o protesto da ala homossexual da sociedade, a quem os produtos da empresa também são voltados. Inicialmente relutante, já que não é homossexual, Pignon acaba aceitando o plano e vê sua vida modificar totalmente após as fotos se tornarem públicas.
Erika Liporaci em 06/01/2001Nota: 4
O cinema francês anda mudando muito ultimamente. E para melhor. Parece que os franceses entenderam que não precisam ser profundos o tempo todo e que bom humor também é inteligência. Algumas produções que chegaram por aqui recentemente, como "O fabuloso destino de Amélie Poulain" e "O gosto dos outros", já revelavam essa tendência. E o filme de Francis Veber não foge a essa nova ordem. É divertimento de primeira: inteligente, original e engraçadíssimo. Daniel Auteil e Gerárd Depardieu mostram sintonia perfeita, como o desajeitado Pignon e o truculento Santini. O filme também esculhamba a imagem de sofisticação que temos dos franceses: o personagem de Depardieu é grosso, preconceituoso e racista. Veber mostra, ainda, como o preconceito está na cabeça das pessoas. Como diz um personagem "o que muda é o olhar dos outros". Também é engraçado o modo como a suposta homossexualidade do personagem faz dele uma pessoa interessante. Enfim, todas as situações são mostradas com uma graça que há muito não se vê no gênero comédia. O humor é ora malicioso, ora ingênuo - mas nunca grosseiro. É um filme capaz de agradar qualquer tipo de espectador, sem restrições."
Mônica Mourãoa em 04/01/2001Nota: 4.5
O Closet é uma das poucas comédias inteligentes a que assisti nos últimos tempos. Brinca justamente com a obrigação que todos têm atualmente de ser (ou, pelo menos, parecer) politicamente corretos. Ao contrário do leitor que considera esse filme um deserviço para a sociedade, acho que o filme mostra justamente como somos hipócritas e preconceituosos nessa ânsia de se mostrar (paradoxalmente) sem preconceitos. E, no filme, o vizinho do protagonista diz que foi demitido de uma empresa justamente por ser homossexual. O filme está de parabéns por conseguir brincar com um tema tão delicado."
Carlos Dunham em 02/01/2001Nota: 1.5
Existem filmes que são ruins e possivelmente sempre existirão. Mas também existem casos, como este "O closet", de filmes que são não apenas ruins mas acima de tudo nocivos, pois não hesitam por um único momento sequer em mentir para o espectador que paga pelo ingresso. Há uma triste realidade no mundo em que, a cada dia, mais e mais homossexuais são demitidos de empresas, lojas, enfim, de seu ambiente de trabalho pelo simples fato de amarem alguém de seu próprio sexo. Pois eis que "O closet" sugere que a melhor forma de se manter um emprego seria... revelar-se homossexual! Sim, pois o filme conta exatamente a estória de um heterossexual prestes a ser demitido e que, para permanecer em seu emprego, revela (na verdade, mente) ser homossexual. A partir daí, e somente devido a isso, ele consegue manter seu emprego e até mesmo tornar-se o cidadão mais admirado do lugar. Enquanto isso, no plano da realidade, se uma pessoa revelar-se homossexual em uma empresa é motivo "não-oficial" de demissão sumária, como se a conduta sexual de alguém fosse mais importante que a competência profissional. Mentindo hipocritamente da primeira à última cena, "O closet" presta um desserviço hediondo à sociedade e apenas serve para fortalecer preconceitos."
Fabrício Santos em 05/01/2001Nota: 4
"Risadas made in France" Acostumado a ouvir das pessoas "É francês? Então ou é muito chato ou é erótico."? Saiba que nem sempre foi assim, e agora muito menos! A França possui um mercado cinematográfico respeitável e, atualmente, mais "aberto". Hoje em dia os filmes europeus estão se tornando mais fáceis de serem encontrados. Dentre eles, os franceses. "O Fabuloso Destino de Amèlie Poulain" é realmente fabuloso e "O Pacto dos Lobos", apesar de não ser tão bom como o esperado(mas é bom),é a recente prova das mudanças nas produções "made in France". E para consagrar de vez estas alterações, eis que surge uma das melhores comédias já feitas nos cinemas. "O Closet" conta a história de um homem que está ameaçado de demissão e recebe de seu vizinho a sugestão de se fazer passar por homossexual para tentar manter o emprego. Ele decide levar o plano adiante, enviando para seu chefe uma montagem em que aparece com outros homens. Mesmo com este enredo delicado, tratando de um tema polêmico, "O Closet" consegue ser (muito)engraçado sem ser apelativo. Aliás, além de não ter o caráter apelativo de muitos filmes do gênero, triunfa ao fazer leves críticas em relação ao preconceito aos homossexuais. O título da fita é muito inteligente, fazendo alusão à expressão "Sair do armário(closet)",que significa "revelar a homossexualidade". E pode-se reparar que pouco depois do protagonista Pignon, interpretado maravilhosamente bem por Daniel Auteuil, conhecer seu vizinho Belone(Michael Aumont),este indica para o pessoal encarregado da mudança onde colocar o...armário! Outra singela alusão ao enredo. O elenco realiza um trabalho formidável, com destaque para Gérard Depardieu, que sempre está realizando alguma produção. Em "O Closet" ele é justamente um dos patrões de Pignon e também promove muitas risadas. O francês foi mantido como o idioma do filme(sim, existem filmes "não americanos/ingleses" em que os atores falam em inglês para expandir o seu público. Um exemplo é "O Tigre e o Dragão", original de Taiwan, e quase foi feito em inglês, mas o diretor Ang Lee preferiu que o filme fosse falado em mandarim),e mesmo sendo considerada por muitos uma língua sem graça, os diálogos em francês de "O Closet" possuem toda a graça que precisam para transmitirem uma comédia de visão crítica, inteligente, engraçadíssima e, ainda por cima, com elegância "à la francesa". Sem falar que deixa o filme mais autêntico. E se os diálogos não são suficientes, há cenas hilárias sem diálogo algum, resultado das ótimas atuações e da direção liberal e desencanada de Francis Veber, que também assina o roteiro. O início e final demonstram de forma direta a evolução da história e principalmente, Pignon. É (são) ótimo(s)! A única coisa realmente sem graça de "O Closet" é seu tempo de duração: 84 minutos! Muito pouco para um filme tão bom."
Muito bom! O maiss curioso deste filme foi a escolha de um diretor até então especialista ...
por Fernando Schiavi Leite, 14/02/2012 às 00:25
Esse filme é simplesmente uma obra-prima do David Fincher, genial. Não me deu sono, não a...
por carlos_alberto_09, 14/02/2012 às 00:22
História original e ao mesmo tempo previsível, entretanto eu adorei o filme, fiquei torcen...
por B.Boy Jc, 14/02/2012 às 00:18
Esses não eram exatamente os motivos de fazerem filmes preto e branco. Muitos diretores opt...
por andreluizgf, 14/02/2012 às 00:11