Em 1942, no meio do sertão nordestino, dois homens vindos de mundos diferentes se encontram. Um deles é Johann (Peter Ketnath), alemão fugido da 2ª Guerra Mundial, que dirige um caminhão e vende aspirinas pelo interior do país. O outro é Ranulpho (João Miguel), um homem simples que sempre viveu no sertão e que, após ganhar uma carona de Johann, passa a trabalhar para ele como ajudante. Viajando de povoado em povoado, a dupla exibe filmes promocionais sobre o remédio "milagroso" para pessoas que jamais tiveram a oportunidade de ir ao cinema. Aos poucos surge entre eles uma forte amizade.
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Uma equilibrada mistura de drama, comédia e road movie , esplendidamente interpretada pelos atores João Miguel e Peter Ketnath. O diretor pernambucano Marcelo Gomes demonstra talento de veterano já em neste seu primeiro longa-metragem, baseado no diário de seu avô. O inusitado encontro de um alemão em busca de paz com um nordestino em busca de um sentido para a vida, somado ao encanto que o cinema proporciona mesmo num comercial de Aspirina, rende momentos de pura poesia neo-realista. Um dos melhores filmes do ano! |
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Perfeito! o filme além de excelentes atores tras uma narrativa impecável e de uma poética... a fotografia e trilha sonora são belíssimas. Um filme sensível e transparece quanto cuidado técnico foi empregado em sua realização. |
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Filme muito bom, que consegue captar a aridez do sertão, contar uma bela história de amizade e ainda retratar parte da história do Brasil. Só pecou em alguns cortes, mas nada que diminua sua qualidade. |
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O melhor filme nacional do ano!Com a fotografia bacana, a quimica dos protagonistas,a atuação magistral de João Miguel,a direção está ótima e o roteiro também. |
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Assisti esse filme ontem com o entusiasmo de um cunhado cinéfilo....Confesso que com esse título entrei na sessão muito desconfiada. Mas esse filme me surpreendeu,não por ser um filme brasileiro de qualidade,mas pelos atores pouco conhecidos mas muito gabaritados.O roteiro muito bacana.Só dei nota 8 mesmo porque como qquer filme alternativo,tem um final diferente....Mas o ator que faz Radolfo é sensacional....ri a sessão inteira. Recomendo. |
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Bem elaborado, altamente bem fotografado, ótimas tomadas de câmera (principalmente as de dentro do carro). Uma temática que foge as narrativas desgastadas! Maravilhoso o filme! |
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Parece que ao iniciar Cinema, Aspirinas e Urubus, o espectador passa a contemplar e torcer mais ainda pela sétima arte. Em seguida, se remete ao panorama do Brasil, em plena Segunda Guerra Mundial. O cineasta fez coleta de músicas, personagens e cenários, propondo que habitassem um mundo impressionista, tão marcante quanto o sol e as desigualdades do Nordeste brasileiro. A narrativa vem impregnada de vidas que passam e vão encontrando sombra no personagem alemão. Mas o jovem estrangeiro é apenas um professor que ensina a associar o cinema à dor de cabeça, e nada mais. É perceptível a atuação de certo ator apresentando estilo diferente do restante do elenco. Seu artifício de interpretação é linear. Mas essa geometria da hipotenusa dos catetos, não chega a comprometer as cenas do filme. O longa-metragem aguça o espectador com registros do cotidiano da guerra na década de quarenta, e essa, foi real, até na mais brava superfície do sertão pernambucano. O filme parece com o expresso polar contornando a região da seca. Ora se tem a sensação que é bom; ora que é mais um, parecido com tantos outros que já vimos, mas os elementos vêm mostrar que sua natureza é acertada. Cinema, Aspirinas é um avanço na maneira como sentimento e luz podem caber na mesma embalagem. E os urubus? Ah, não venham com essa dor de cabeça. |
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O filme é de um rosiano intimismo-universalismo que nos deixa extasiados. Tem um tema singelo, uma amizade quase Chicó-João Grilo, mas com entrelinhas maravilhosas, que conferem à película um universalismo digno de um "Grande Sertão". Tem cenas que deveriam ficar para a história do cinema (sem exageros), como a que os dois, bêbados, brincam de morrer na guerra. A brincadeira é infantil e nervosa ao mesmo tempo, tendo em vista o contexto da extradição do personagem Johann. Os atores não ultrapassaram o fio, nem prum lado, nem pro outro. É daquelas cenas perfeitas, como a cena da morte de João Grilo em "O Auto da Compadecida". Perfeita e eterna. De uma temática simples e esbarrando na estrutura de road movie, o filme aborda temas universais, como guerra, vida e morte. Faz-nos lembrar de "Deus e o Diabo na Terra do Sol". Nem é preciso dizer que é o melhor filme brasileiro do ano. Já nasce um clássico. |
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Cinema, aspirinas e urubus tinha de tudo para ser mais um blefe do cinema nacional, a exemplo dos fracos e premiadíssimos Amarelo Manga e Cidade Baixa. Até então, Marcelo Gomes não era mais que o desconhecido co-roteirista de Karim Ainouz (Madame Satã, 2002). Em sua estréia na direção de longa (que não dispensa a participação de Karim no roteiro e na produção), Gomes ganhou, na Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, o prêmio de melhor filme tanto da crítica nacional quanto do júri internacional, além de melhor ator para o baiano João Miguel. No pré II Guerra, Johann (o ator alemão Peter Ketnath) é um alemão que representa no Brasil uma companhia farmacêutica de seu país. Dirigindo seu caminhão, ele viaja pelo nordeste vendendo a "solução para todos os males": a aspirina. Para isso ele se vale de seu projetor cinema, que ele carrega para onde vai com seus rolos de propaganda. Ranulpho (João Miguel) logo se une a sua jornada, e essa relação entre o vendedor alemão e o sertanejo que sonha em ir para o Rio de Janeiro vai permear toda a história. No primeiro terço do filme, os personagens trocam discursos politizados, forçados e fora de lugar. A questão social, embora não se evidencie, força sua entrada em todas as falas. Ranulfo fala de pobreza, de êxodo. Uma outra carona, que logo desaparece, reclama da vida sem expectativas. Parece que todos decidem, espontaneamente, falar sobre suas vidas e problemas a um alemão desconhecido.A fotografia, longe de evitar a luz cáustica do sertão, busca assumi-la enquanto elemento vivo daquele ambiente hostil, retorcido, seco. Como em Os Fuzis, o sol parece engolfar a todos. Mais ainda, as cores esmaecidas da imagem dão conta de criar na tela uma pasteurização que não diferencia gente e paisagem, e representa com precisão a monotonia de cores ao mesmo tempo hostil e pacífica do sertão. Depois de quarenta minutos, parecemos estar vendo um outro filme. Se antes a força da história se diluía em diálogos secos e politizados, agora Gomes acerta a mão ao tornar mais clara a relação entre os amigos improváveis. Os dramas sociais caem para o segundo plano. Ranulfo se fascina pelo cinema, e, após algumas revelações, seu personagem ganha contornos mais humanos e verossímeis. As cenas mais longas, a montagem livre, a presença da música: enfim o filme mostra a que veio. Está claro que é a partir deste momento que Cinema, Aspirinas e Urubus conquista público e crítica, fazendo grande carreira por onde passa. Com uma obra densa, que na tradição de Os Fuzis (Ruy Guerra) e Vidas Secas (Nelson Pereira dos Santos) busca uma captura crua da natureza e do tempo sertanejos, Marcelo Gomes consegue, de fato, criar a obra pulsante e verdadeira que estava faltando no recente cinema nacional. No entanto, sua indecisão entre o panfleto político e a dissecação das relações humanas se mostra problemática, como se ele houvesse feito dois filmes. Um fala sobre o sertanejo, a tragédia da seca, e ainda o drama da guerra e da distância vivenciados por Johann. Outro, sobre como situações incomuns geram relações improváveis, profundas e intensas. Essa incongruência enfraquece o todo, por uma questão simples de tempo. No primeiro momento, a construção emocional da amizade dos personagens se mostra truncada, aos solavancos, forçada. Quando finalmente ela acontece, percebe-se que boa parte do filme poderia muito bem não existir. Um erro perdoável para um diretor estreante. Até porquê, mesmo com todos os defeitos, Cinemas... é uma obra forte e comovente, que em pouco tempo faz o espectador comum esquecer as deficiências iniciais para embarcar na viagem de Johann e Ranulfo. |
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Um dos melhores filmes brasileiros do ano que passou. Fotografia deslumbrante, atuações brilhantes, e história cativante.imperdível, realmente! |
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A cena inicial é reveladora. Uma luz estourada e que incomoda os olhos do espectador toma conta da tela. Pouco a pouco vai se definindo o rosto do motorista, Johnann (Peter Ketnath), no retrovisor. A aridez do sertão nordestino não teve uma tradução tão perfeita para a telona desde "VIDAS SECAS", de Nelson Pereira dos Santos. O alemão Johann fugiu da Alemanha em função da segunda grande guerra mundial. O ano é 1942. Seu trabalho é viajar de vilarejo em vilarejo divulgando as qualidades da aspirina para a população do nordeste. Johann exibe um filme propaganda nas praças das cidades que visita. Como diz o teutônico nômade, até quem não padece de dor alguma inventa alguma queixa para tomar uma aspirina. O alemão encontra-se com Ranulpho (João Miguel) numa de suas jornadas pelo sertão nordestino. A colisão entre as duas culturas totalmente diversas vêm à tona. O nordestino pobre, arguto e que anseia por vencer na cidade grande, Rio de Janeiro, e o alemão pacifista que sente-se bem quando está com o pé-na-estrada. Johann contrata os serviços de Ranulpho para ajudá-lo na venda e divulgação da aspirina. Os dois estabelecem uma amizade que ganha contornos épicos quando o alemão é picado por uma cobra, e é cuidado por dois dias a fio por Ranulpho. A dupla bebe e vai para o bordel junta. Quando o Brasil declara guerra à Alemanha, Johann percebe que sua chance é ir para a Amazônia "tentar a vida", pelo menos até a guerra terminar. Ranulpho, por sua vez, vai atrás do seu destino no sudeste brasileiro. As duas culturas convivem de forma pacífica. Não há superioridade de uma sobre a outra. A estréia de Marcelo Gomes na direção é promissora. A atuação de João Miguel como Ranulpho é brilhante. "CINEMA, ASPIRINAS E URUBUS" revigora a possibilidade da solidariedade entre seres humanos de culturas tão díspares. |
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Achei impressionante a delicadeza com que o tema foi abordado pelo diretor, ou seja, a amizade que nasce e cresce entre dois homens de mundos distintos, postos pelo acaso em um mesmo lugar. Em suma, um filme brasileiro de qualidade que merece ser visto e apreciado! |
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Filme lindo. estéticamente perfeito. roteiro suave e inteligente. o melhor filme brasileiro do ano, sem dúvida. de alta qualidade. perfeito pra disputar a vaga ao oscar e possivel vencedor. retrata a realidade do país sem apelos. espero que seja o primeiro de muitos do Marcelo. |
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Ótimo filme, mas como sempre retratando as misérias do nosso país. O cinema nacional não consegue fugir do modelo de "filme denúncia", como central do Brasil, carandiru, cidade de Deus, etc. Será que não é possível um tema diferente? |
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Os cineastas brasieleiros precisam romper a velha história de imigrantes que contrapõem o mundo "civilizado" com o sertão brasileiro. Essa fórmula já está desgastada. Pelo menos sob esse ponto de vista. Se vocâ assistir VIDA SECAS verás que CINEMA, ASPIRINAS E URUBUS é uma versão moderna. Tudo já foi dito debaixo do sol, e o filme cai na mesmice e não acrescenta nada. O Brasil é muito mais que o sertão. Nada contra, mas que o sertão seja enfocado sob um novo ângulo, uma nova narrativa além da seca, miséria, pobreza e fome. |
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Sem dúvidas, um dos melhores filmes brasileiros dos últimos tempos. Simples, ao mesmo tempo forte e emocionante. Com uma trilha sonora nostálgica e uma fotografia que retrata fielmente o sertão nordestino, é um filme triste, alegre e acima de tudo, humano. Parabéns! |
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Assisti com o meu filho de 14 anos e no começo ele já estranhou o nome , mas nem bem começou nós já estávamos dando muitas gargalhadas o filme é uma mistura da realidade com a coragem do povo do sertão , a fotografia é boa , o ( Ranufo) perfeito no papel e a sensibilidade de ter um alemão também nos mostra um outro lado ( doce e sonhador) de um povo que sofre com tanto pré-conceito. ADOREI. |
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Um ótimo filme,com uma linda fotografia. Nos tras uma nostalgia de um Brasil humilde e sincero. Linda trilha sonora também. Um belo filme de estréia do Diretor Marcelo Gomes, que promete! |
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É o retrato da monotonia. Dificil ficar acordado vendo esse filme. Não acrescenta nada culturalmente. Enredo pobre. Atuações amadoras. Me senti envergonhado, como brasileiro, vendo meu país produzir algo tão fraco. |
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Parece que ao iniciar Cinema, Aspirinas e Urubus, o espectador passa a contemplar e torcer mais ainda pela sétima arte. Em seguida, se remete ao panorama do Brasil em plena Segunda Guerra Mundial. O cineasta fez coleta de músicas, personagens e cenários, propondo que habitassem um mundo impressionista, tão marcante quanto o sol e as desigualdades do Nordeste brasileiro. A narrativa vem impregnada de vidas que passam e vão encontrando sombra no personagem alemão. Mas o jovem estrangeiro é apenas um professor que ensina a associar o cinema à dor de cabeça, e nada mais. O longa-metragem aguça o espectador com registros do cotidiano da guerra na década de quarenta, e, essa, foi real, até na mais brava superfície do sertão pernambucano. O filme parece com o expresso polar contornando a região da seca. Ora queremos ter a sensação que é bom; ora de que é mais um, parecido com tantos outros que já vimos, mas os elementos vêm mostrar que sua natureza é acertada. Cinema, Aspirinas é um avanço na maneira como sentimento e luz podem caber na mesma embalagem. E os urubus? Ah, não venham com essa dor de cabeça. |
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A lentidão do filme está em harmonia com a monotonia do sertão. não tem como esperer cenas de ação, batalhas, violência, etc, em um filme que retrata o isolamento de povoados do sertão. mesmo sem demosntrar maldade em seu trabalho, o alemão com os filmes que exibe, consegue manipular completamente aquelas pessoas que, por mais pobres que fossem, compram as aspirinas sem nem pensar duas vezes, convencidas de que aquilo é uma fonte de felicidade. situação muito parecida com a influência da televisão, não? Muitas pessoas pessoas muito bem a par de tudo isso ainda deixam-se levar pelo padrão imposto pela televisão. O tal do ranulpho é um belo retrato do ditado "em terra de cego, quem tem um olho é rei.". |
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| 1 - | Avatar | 8 | 103 |
| 2 - | Alvin e os Esquilos 2 | 8 | 24 |
| 3 - | Sherlock Holmes | 8 | 37 |
| 4 - | O Fada do Dente | 7 | 3 |
| 5 - | O Fim da Escuridão | 6 | 4 |
| 6 - | Amor Sem Escalas | 6 | 8 |
| 7 - | Invictus | 8 | 9 |
| 8 - | Xuxa em O Mistério de Feiurinha | 5 | 33 |
| 9 - | Nine | 7 | 10 |
| 10 - | Zumbilândia | 8 | 8 |